Futebol
20 Set 2024 | 09:11 |
O Flamengo decepcionou sua torcida na noite da última quinta-feira. Isso porque perdeu para o Peñarol, em um maracanã lotado por 1x0 e agora precisa reverter o resultado lá no Uruguai, na próxima semana, para passar as semifinais da Libertadores. Nesse sentido, o jornalista Renato Maurício Prado, detonou quem para ele, é o grande culpado pela fase rubro-negra.
Para RMP, Tite é o grande responsável por um milionário Flamengo, não conseguir desempenhar um bom futebol e por isso, declarou em sua coluna, que o treinador deveria ser demitido antes do jogo da volta.
Segue na íntegra a coluna de RMP:
"Não acontecerá, como não aconteceu com Jorge Sampaoli, depois da derrota no primeiro jogo da final da Copa do Brasil, também no Maracanã, contra o São Paulo de Dorival Júnior. E, muito provavelmente, como foi daquela vez, o Flamengo perderá a vaga - ano passado, perdeu o título.
Rodolfo Landim, não é do ramo. Ainda no outro dia, desmereceu as conquistas de Jorge Jesus, que ganhou, na mesma temporada, o Brasileiro e a Libertadores (algo inédito na era dos pontos corridos). "Os tempos eram outros, os adversários não tão fortes", decretou a grã-fina de narinas de cadáver, que continua a não saber rigorosamente nada do mundo da bola.
Por causa dessa ignorância e da aliança inabalável com Marcos Braz, caminha a passos largos para a segunda temporada seguida sem títulos expressivos e para a derrota nas eleições do Flamengo, no final do ano. Quando a bola não entra, esquece: a situação não vence. E não há estádio capaz de reverter tal viés de queda, já detectado pelas pesquisas.
Até para a tradicional turma da Fla-Nelinha (aquela que adora passar pano para técnico e dirigentes) está difícil defender o trabalho do professor Adenor. O argumento raso de que ainda estava vivo em três competições vai se tornando uma armadilha. Pelo andar da carruagem, logo estará morto nas três. E aí, o que dirão?
Fato é que, com quase um ano de trabalho à frente do elenco mais caro do continente, Tite foi incapaz de montar um time sólido, que passe confiança e dê prazer aos seus torcedores. Assistir aos jogos do Flamengo, para os rubro-negros, tornou-se um exercício de masoquismo.
Na derrota para o Peñarol, não foi diferente. Sim, é verdade que alguns de seus jogadores mais talentosos tiveram atuações individuais abaixo da crítica (notadamente, De La Cruz, que passou a impressão de que ainda não estava pronto para voltar aos campos).
Mas o que foi o plano tático de Tite, se é que houve algum? Diego Aguirre o engoliu com papas fritas. Acreditar que no jogo da volta, no Campeón del Siglo, será diferente (como previu Tite, na entrevista pós jogo) é quase como crer no Coelhinho da Páscoa, no Papai Noel e na Mula sem Cabeça.
O Flamengo não vence uma partida de Libertadores fora de casa desde a goleada sobre o Velez em 2022. Sob o comando de Dorival Júnior. Que foi mandado embora, apesar de ter conquistado a principal competição do continente e, de quebra, a Copa do Brasil.
Após quase seis anos no comando do clube mais popular do Brasil Rodolfo Landim continua a perguntar "quem é a bola"?"
Jogador é destaque do Coxa mesmo com 17 anos e é visto como uma grande promessa do futebol brasileiro, chamando a atenção do Mengão
04 Mar 2026 | 15:35 |
O volante Khensane não vestirá a camisa do Flamengo em 2026. O Coritiba recusou a proposta rubro-negra e decidiu manter o jovem de 17 anos, nascido em Belo Horizonte. A ideia era reforçar a equipe sub-20, mas o clube paranaense travou a negociação.
Segundo o jornalista Venê Casagrande, o jogador só será liberado mediante o pagamento integral da multa rescisória, fixada em R$ 30 milhões para o mercado nacional. O contrato com o Coritiba é válido até o fim de 2028, o que dá segurança jurídica ao Alviverde na condução do caso.
Internamente, Khensane é tratado como o “Pogba brasileiro”, apelido que remete à força física, boa estatura e qualidade na saída de bola. Antes mesmo do interesse do Flamengo se tornar público, o atleta já despertava atenção fora do país.
Clubes como a Roma e o Olympique de Marselha solicitaram período de testes no exterior, mas a diretoria do Coritiba recusou qualquer possibilidade de liberação, priorizando o desenvolvimento do volante no elenco profissional.
Filho de pai moçambicano, Khensane também já foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-17 e é considerado uma das principais promessas da base do clube paranaense. Caso o acordo tivesse avançado, o jogador chegaria ao Flamengo para fortalecer o projeto das categorias de base.
Clima pesado com os jogadores fica mais claro após a demissão do técnico Filipe Luís e postura no dia a dia incomoda outros profissionais do Ninho
04 Mar 2026 | 13:45 |
A saída de Filipe Luís deixou ainda mais visível a situação do diretor de futebol do Flamengo, José Boto, que já vinha enfrentando insatisfação interna no Ninho do Urubu. Atletas e funcionários apontam vaidade, pouca comunicação direta e até exigências de serviços particulares como motivos de incômodo. A informação é da ESPN.
Boto mantém contato diário com o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e é descrito como inflexível e, em algumas situações, grosseiro. Entre suas exigências inusitadas, funcionários devem se dirigir a sua residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, a cada duas semanas para limpeza e organização, mesmo com toda a infraestrutura do Ninho do Urubu, que conta com serviço de hotelaria interno.
No dia a dia do futebol, o diretor português circula sempre acompanhado por três seguranças e impõe regras inusitadas, como impedir que qualquer pessoa passe em frente ao banco de reservas durante o aquecimento dos jogadores, seja em partidas dentro ou fora de casa.
O distanciamento entre Boto e os atletas ficou mais evidente após a reunião no CT, na terça-feira (3), que ocorreu logo depois da demissão de Filipe Luís. Na ocasião, o diretor destacou que os jogadores tiveram responsabilidade na saída do técnico, e o grupo absorveu a fala sem reagir. O comportamento vaidoso do dirigente é frequentemente notado pelos atletas.
Após vitórias, Boto cumpre o protocolo e entra em campo para cumprimentar os jogadores. No entanto, durante derrotas, como na Supercopa do Brasil contra o em Brasília, ele permaneceu no túnel de acesso ao gramado, fumando, gerando comentários internos: “Ué, cadê o chefe? Agora não aparece?”, comentou um dos líderes do elenco, segundo a ESPN.
3ª Vara Cível do Rio de Janeiro acatou pedido de empresa de eventos que alega que o Mengão não pagou valores previstos em contratos de publicidade
04 Mar 2026 | 13:00 |
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Flamengo apresente, no prazo de até 15 dias, documentos e informações financeiras referentes às receitas de publicidade do Maracanã entre 2023 e 2025. A decisão atende a uma ação movida pela empresa Futuro Eventos, que afirma ser parceira na operação dos painéis de LED do estádio e alega não ter recebido valores previstos em contrato de divisão de receitas. A informação é do portal ‘GE’.
O processo tramita na 3ª Vara Cível da Capital e trata de obrigações decorrentes de relação contratual entre as partes. Na decisão, a juíza Maria Cristina Barros Gutierrez Slaibi reconheceu a existência de vínculo que obriga o clube a prestar contas, determinando a apresentação de contratos firmados, valores arrecadados e comprovantes de repasses. A magistrada também rejeitou preliminares levantadas pela defesa rubro-negra e negou o pedido para incluir o Fluminense como réu na ação.
Com a entrega dos documentos, o caso avançará para a fase de análise das contas e possível auditoria dos valores envolvidos. Caso o Flamengo não cumpra o prazo estabelecido, poderá sofrer consequências processuais, como a perda do direito de contestar posteriormente os números apresentados pela parte autora. Se os dados forem apresentados, a discussão passará à verificação detalhada de contratos, valores, notas fiscais, extratos e repasses.
Segundo a ação, os contratos previam que, quando a comercialização fosse realizada pelo Flamengo, a Futuro Eventos teria direito a 40% da receita, mediante prestação de contas. A empresa, representada pelo advogado José Antonio Carim, sustenta que, desde 2019, não recebeu relatórios financeiros, contratos com anunciantes, valores arrecadados, notas fiscais ou qualquer repasse. O clube teria alegado que os contratos são “sigilosos” e mencionado uma suposta dívida para justificar a retenção de equipamentos da parceira.
Nesta etapa, a Justiça analisou apenas a existência do dever de prestar contas, sem entrar no mérito financeiro da disputa. Procurado pela reportagem, o Flamengo informou que ainda não tinha ciência da decisão, publicada nesta quarta-feira no Diário da Justiça Eletrônico do Estado do Rio de Janeiro.