Futebol
Danilo explica "silêncio" dos jogadores nos gols do Flamengo: "sabemos que..."
23 Fev 2026 | 11:21
Futebol
11 Fev 2025 | 12:33 |
O Campeonato Carioca é a única competição sendo disputada por equipes do Rio, como o Flamengo, neste início de ano. A FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) tem uma parceria com a Penalty para fornecimento de material esportivo do certame. Contudo, a bola utilizada no Cariocão tem sido alvo de reclamações de jogadores e treinadores, como foi o caso de Filipe Luís, técnico do Mais Querido.
No último sábado (08), após o clássico entre Flamengo e Fluminense, jogadores dos dois times criticaram a pelota e o estado do gramado do Maracanã, descrito como "duro" pelos atletas. O tema já foi alvo de reclamações de Filipe Luís, e Rubens Lopes, presidente da FERJ, reconheceu os problemas, citando até o treinador rubro-negro em sua declaração.
“Nós publicamos uma nota oficial a respeito de uma reclamação do Filipe Luís. Entramos em contato com a Penalty, que é a empresa que é fornecedora do material. Nós demos extrema importância à colocação do Filipe. É um profissional competente, sério, reto, conhece das coisas. Ele identificou alguma coisa que acha que não está adequada. Nós temos hoje no Brasil, jogando com a marca, cerca de 380 partidas: 49 do Carioca, 60 do Paulista, 254 na Copinha e 20 na Copa do Nordeste. E nós temos apenas 5 reclamações falando da bola, sem especificar tecnicamente qual é o defeito. A bola é ruim ou esta unidade está ruim? Chamamos a Penalty e a marca vai estar presente para que nós possamos encontrar uma solução”, comentou Rubens Lopes.
“Em relação ao estado do gramado, existe uma subjetividade muito grande. Nós não podemos estabelecer um tratamento quando você não tem um diagnóstico correto. Você só vai se separar do tratamento, se você tiver um diagnóstico. Então, eu penso que essa crítica, ela não pode deixar de ser levada em consideração. Mesmo com alguns questionamentos feitos a algumas bases. O gramado de Moça Bonita, o Botafogo reclamou muito. O Fluminense joga lá e não reclama do gramado. Aí, no Maracanã, o próprio Fluminense, que é o gestor do estádio, reclama do gramado. E coincidentemente, as empresas responsáveis pela realização dos dois gramados, é a mesma, a Greenleaf”, encerrou.
Flamengo x Botafogo: sequência do Carioca
Com as mesmas condições de jogo, o Flamengo volta a campo nesta quarta-feira (12), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã, para enfrentar o Botafogo, em duelo atrasado da sétima rodada do Campeonato Carioca. A partida terá transmissão pelo SporTV (TV por assinatura) e Premiere (pay-per-view).
Situação na tabela
O Flamengo ocupa a segunda posição, com 14 pontos, atrás do líder Volta Redonda, que soma 17. Já o Botafogo está em sexto lugar, com 12 pontos.
Rubro-Negro inicia preparação no Ninho do Urubu nesta segunda-feira para reverter desvantagem contra os argentinos na decisão desta semana
23 Fev 2026 | 13:28 |
Flamengo inicia nesta segunda-feira (23) o período mais decisivo do começo da temporada. Após vencer o Madureira na ida da semifinal do Carioca, o foco agora é total na final da Recopa Sul-Americana. A diretoria divulgou a programação da semana, que prevê treinos intensos e sem folgas no Ninho do Urubu.
O objetivo é reverter a derrota por 1 a 0 sofrida para o Lanús, na Argentina, e buscar o título diante da torcida no Maracanã. O clima interno é de mobilização máxima, especialmente após cobranças recentes da diretoria por melhora no desempenho da equipe.
A preparação para a decisão contará com três treinos consecutivos no período da tarde. O elenco se apresenta às 15h30 na segunda, terça e quarta-feira, sob comando de Filipe Luís. A partida decisiva acontece na quinta-feira (26), às 21h30.
Para conquistar o título no tempo normal, o Flamengo precisa vencer por dois gols de diferença. Uma vitória por um gol leva a disputa para a prorrogação e, persistindo o empate no agregado, a decisão será nos pênaltis.
Após a Recopa, não haverá descanso prolongado. O elenco do Flamengo já volta as atenções para o jogo de volta da semifinal do Carioca contra o Madureira, marcado para o dia 2 de março. Os treinos do fim de semana serão realizados pela manhã, visando garantir a vaga na final estadual.
Após repercussão negativa, treinador do Flamengo usa coletiva para explicar termo "caso isolado", repudia discriminação e reforça apoio ao atacante
23 Fev 2026 | 12:00 |
Após a vitória sobre o Madureira, o técnico Filipe Luís aproveitou a coletiva para esclarecer uma polêmica recente. O treinador comentou a repercussão negativa de declarações feitas após o jogo contra o Lanús, quando classificou como “caso isolado” o episódio de racismo envolvendo Vinícius Júnior. A fala foi interpretada por parte do público como uma minimização do ocorrido.
Filipe afirmou que suas palavras foram mal interpretadas e reforçou que jamais teve a intenção de diminuir a gravidade do racismo. Ele declarou apoio total a Vinícius Júnior e destacou que tanto ele quanto o Flamengo estão ao lado do atacante na luta contra o preconceito racial.
"Como falei um dia antes, para um meio de comunicação, se ele fez isso, não cabe a mim julgar. Se ele fez, que ele pague com força. Eu chegar e falar é fácil, fazer camiseta é fácil, tudo é muito fácil. Difícil é punir", disse o treinador.
O treinador também condenou de forma enfática qualquer ato racista e cobrou punições severas aos responsáveis. Segundo ele, o combate ao racismo precisa ir além de discursos simbólicos e exige ações concretas. “Racismo é crime”, reforçou durante a entrevista.
Sobre a expressão “caso isolado”, Filipe explicou que se referia especificamente ao episódio ocorrido naquela partida na Argentina. Ele destacou que reconhece a existência de racismo estrutural em diversos países, incluindo Argentina, Portugal e Brasil, e que não negou a gravidade do problema.
Por fim, Filipe Luís admitiu tristeza com a repercussão e afirmou que o desgaste emocional após a derrota pode ter prejudicado sua clareza na ocasião. Ele reiterou o apoio do Flamengo a Vinícius Júnior e reforçou o compromisso do clube na luta contra o racismo.
"O Flamengo apoia todas as causas do Vini sempre. Queria só esclarecer isso, porque fiquei bastante triste com toda a repercussão que aconteceu, e vocês me conhecem. Mas tudo bem, espero que esteja esclarecido e bola para frente”, concluiu o treinador.
Treinador cita ansiedade do elenco como fator para queda de rendimento, recusa vitimismo diante dos protestos da arquibancada
23 Fev 2026 | 11:45 |
Nem mesmo a vitória por 3 a 0 sobre o Madureira, que encaminhou a classificação do Flamengo para a final do Campeonato Carioca, foi capaz de esconder o clima de tensão no Maracanã. Em entrevista coletiva concedida após o triunfo deste domingo (22), o técnico Filipe Luís não se esquivou das perguntas difíceis.
O comandante assumiu a responsabilidade pelo momento de instabilidade da equipe e analisou os fatores que levaram aos protestos vindos da arquibancada. O treinador foi direto ao reconhecer que o desempenho em campo, apesar do resultado positivo no Estadual, ainda está distante do potencial que o elenco rubro-negro pode oferecer nesta temporada.
Ao analisar a performance da equipe, Filipe Luís chamou para si a culpa pela falta de brilho nas atuações recentes. O técnico identificou o aspecto psicológico como uma barreira atual, citando a ansiedade e o receio de cometer erros como elementos que vêm travando o desenvolvimento natural das jogadas.
"Quando você vê o Flamengo não performando com o elenco que tem, é culpa do treinador, seja quem estiver aqui. Não tenho dúvida que tenha alguém quebrando mais a cabeça que eu para estarmos naquele nível do ano passado. Acho que tem a questão mental e de ansiedade, o medo de errar, e todas as peças vão caindo e pioram a performance", avaliou Filipe Luís.
O ambiente hostil, marcado por vaias antes do apito inicial e durante o intervalo da partida, foi tratado com naturalidade e compreensão pelo ex-lateral. Filipe Luís rechaçou qualquer postura de vitimismo e afirmou que a "carência" de apoio sentida pelo grupo é reflexo direto dos tropeços recentes. Para ele, o carinho do torcedor não se pede, se conquista com futebol.
"Sobre as vaias, a gente entende. Os jogadores precisam de carinho, mas não podemos pedir isso. Precisam mostrar em campo. A gente está carente, digamos, mas por culpa nossa", pontuou o treinador do Flamengo após a vitória.