Futebol
27 Ago 2024 | 21:46 |
A Record está de volta à transmissão do Campeonato Brasileiro a partir de 2025, após um hiato de 19 anos. A emissora assinou um acordo para exibir 38 jogos por ano de clubes pertencentes à Liga Forte Futebol (LFF), um dos dois grupos que representam as equipes da elite do futebol brasileiro. O contrato será válido até 2027, trazendo novamente o Brasileirão à tela da Record, que historicamente já foi uma das principais transmissoras do campeonato.
O acordo firmado estipula que a Record vai desembolsar pouco mais de R$ 210 milhões por ano pelos direitos de transmissão. Esse valor, no entanto, é inferior ao inicialmente esperado. A redução ocorreu porque a LiveMode, empresa responsável pela comercialização dos direitos, também pretende vender o mesmo pacote de jogos para o YouTube, permitindo que a competição seja transmitida em uma plataforma digital, ampliando o alcance e as formas de consumo dos jogos.
UMA NOVA MUDANÇA NA GRADE TELEVISIVA
Com a aquisição dos direitos de transmissão, a Record reforça sua presença no cenário esportivo nacional, após anos de ausência na exibição do principal campeonato de futebol do país. A última vez que a emissora transmitiu o Campeonato Brasileiro foi em 2005. Desde então, o mercado passou por diversas transformações, com mudanças significativas na forma como o conteúdo esportivo é consumido pelos torcedores, incluindo o aumento da importância das transmissões via internet.
O retorno da Record à transmissão do Brasileirão reflete uma tendência de diversificação nas plataformas de exibição dos jogos. A competição pelos direitos de transmissão entre emissoras de TV aberta, canais fechados e plataformas de streaming tem se intensificado nos últimos anos, acompanhando as mudanças nos hábitos de consumo de mídia. A venda do pacote de jogos também para o YouTube é um exemplo claro dessa nova realidade, onde a audiência digital ganha cada vez mais relevância.
Mengão adquiriu terreno do Gasômetro para construir sua própria arena, mas presidente do clube não tem pressa devido a concessão do antigo Maior do Mundo
12 Fev 2026 | 13:25 |
O sonho do novo estádio do Flamengo terá de aguardar. Em entrevista ao jornal espanhol Diario As, o presidente Luiz Eduardo Baptista deixou claro que a construção imediata da arena não é prioridade. A estratégia da atual gestão é maximizar o uso do Maracanã nos próximos anos.
Bap sobre estádio do Flamengo e Maracanã: "Já tenho um estádio próprio para duas décadas..."
Segundo Bap, o cenário econômico brasileiro, marcado por taxas de juros elevadas, torna o investimento em um estádio próprio um risco financeiro significativo. Na avaliação do dirigente, o custo dos juros de uma obra desse porte poderia comprometer a montagem de elencos competitivos.
De acordo com Bap, a atual gestão transformou o estádio em um ativo altamente rentável. A margem de lucro teria saltado de 3% para 72%, consolidando o Maracanã como peça central na saúde financeira do clube: “O Maracanã é meu por 19 anos. Tenho 19 anos para esperar e ver se preciso construir um estádio ou não. Já tenho um estádio próprio para duas décadas, porque tenho a concessão do Maracanã. Não vamos abrir mão dele”.
O dirigente também questionou a lógica de investir bilhões em uma nova arena caso o modelo atual já gere resultados expressivos: “Se o novo estádio não tiver um modelo de negócio que gere ao Flamengo muito mais dinheiro do que o Maracanã gera hoje, sem que ele invista nada, por que eu iria construí-lo?”
O novo estádio está projetado para ser construído em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A área prevista é de 86 mil metros quadrados, com capacidade estimada em 77.923 torcedores. Atualmente, o Maracanã comporta público superior a 78 mil pessoas, número semelhante ao planejado para a futura arena.
Na gestão anterior, liderada por Rodolfo Landim, a estimativa inicial para a construção girava em torno de R$ 1,9 bilhão. No entanto, após os primeiros dados do novo estudo de viabilidade, Bap indicou que o valor projetado é consideravelmente maior.
A previsão atual aponta que o investimento total pode alcançar R$ 3 bilhões, o que reforça a cautela da diretoria antes de avançar com o projeto. Diante do cenário, a prioridade do Flamengo segue sendo fortalecer o elenco e potencializar receitas com a atual estrutura, adiando qualquer decisão definitiva sobre a nova casa.
Atacante foi destaque do Alvinegro que conquistou a Libertadores e o Brasileirão e seria pedido direto do presidente do Mengão
12 Fev 2026 | 13:15 |
O Flamengo segue atento ao mercado e tem Luiz Henrique, do Zenit, como um dos alvos para a próxima janela. O atacante, ex-Botafogo, é visto como reforço estratégico pela diretoria e conta com a aprovação do presidente Luiz Eduardo Baptista, além do aval de Filipe Luís e do diretor José Boto.
Segundo o jornalista Bruno Castanha, o clube sondou a situação do jogador durante conversas com o Zenit envolvendo os zagueiros Nino e Robert Renan, este último emprestado ao Vasco. Os contatos ocorreram no mesmo período do imbróglio que envolveu Vitão, Internacional e Cruzeiro.
Além das tratativas com o clube russo, José Boto também manteve diálogo com o estafe de Luiz Henrique. De acordo com a apuração, o atacante vê com bons olhos uma eventual transferência para o Flamengo no meio do ano. Apesar disso, a prioridade do jogador e de seus representantes é atuar nas principais ligas do futebol europeu, especialmente a Premier League, cenário que pode se concretizar após a disputa da Copa do Mundo.
O Flamengo enfrenta concorrência direta do Palmeiras nos bastidores. Antes de fechar com Jhon Arias, o clube paulista teria apresentado proposta de 30 milhões de euros (cerca de R$ 184 milhões na cotação atual), recusada pelo Zenit.
Internamente, Bap já teria sinalizado que pretende realizar nova investida na próxima janela e não deseja perder a disputa para o rival paulista. A movimentação reforça a estratégia do Flamengo de buscar nomes consolidados e com mercado internacional, mas a negociação dependerá do cenário europeu e das condições impostas pelo clube russo.
Presidente detalha saúde financeira do clube dias após contratação recorde, mas descarta loucuras no mercado para manter o equilíbrio das contas
12 Fev 2026 | 13:07 |
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, concedeu uma entrevista ao jornal espanhol AS nesta quinta-feira (12), onde detalhou o atual poderio econômico do clube carioca. Segundo o dirigente, o Rubro-Negro possui uma margem financeira robusta, com capacidade para elevar seus gastos entre 40% e 50% acima do orçamento atual sem que isso comprometa a saúde financeira da instituição.
A declaração ganha peso por ocorrer poucos dias após o clube concretizar a maior contratação da história do futebol brasileiro: o retorno do meio-campista Lucas Paquetá, adquirido junto ao West Ham por 42 milhões de euros (aproximadamente R$ 263 milhões).
Apesar dos valores astronômicos envolvidos na negociação de Paquetá, Bap assegurou que o cofre do Flamengo ainda tem fundo. O mandatário foi enfático ao afirmar que o clube teria condições de realizar outras operações de grande porte se assim desejasse.
“Posso contratar mais de um Paquetá? Sim, posso. Vou fazer? Não, porque não estou seguro de que com um Paquetá não posso ganhar tudo”, ponderou o dirigente do Flamengo durante a conversa com o periódico europeu.
Bap utilizou a entrevista para explicar a filosofia de investimentos do Flamengo. Para ele, concentrar todos os recursos em poucas contratações de impacto não é garantia automática de títulos. O presidente ilustrou seu pensamento argumentando que trazer "três Paquetás" não asseguraria vencer todas as competições, e que é necessário avaliar o processo passo a passo.