Futebol
02 Abr 2024 | 12:37 |
Muito já se falou sobre o lendário time do Millonarios – rival de estreia do Flamengo na CONMEBOL Libertadores nesta terça-feira (2), com – no final dos anos 1940 e início dos 1950. Era um esquadrão liderado pelo craque Alfredo Di Stéfano e recheado de jogadores provenientes do River Plate em uma manobra que desprezou as regras de transferências da época.
O chamado "Ballet Azul" chegou a ser apontado como a melhor equipe do mundo e deu ao clube o codinome de "Embaixador", por representar o futebol colombiano na Europa. Mas a realidade do momento é outra.
O Millonarios é há mais de uma década um clube empresa, o que chamamos no Brasil de SAF. E a lei que possibilitou a transformação dos clubes associativos em S/A chegou mais cedo à Colômbia, mais precisamente em 2011. Naquela época, o advogado Gustavo Serpa, que morava em Nova York, nos Estados Unidos, foi convencido por amigos de que valeria investir no clube do seu coração e dono da segunda maior torcida do país.
Então, ele e mais 20 sócios compraram a dívida junto a uma associação de credores e resgataram o Millonarios de uma situação desesperadora. Em 2015, Serpa ganhou um parceiro para seu negócio. O fundo de investimento Âmber, do empresário francês Joseph Oughorlian, adquiriu 80% das ações e passou a controlar o clube, mas manteve Serpa como gestor.
O advogado virou executivo do grupo e hoje acumula também a administração do grupo de comunicação Caracol, um dos mais importantes da Colômbia, também comprado por Oughorlian. O Millos passou, então, a fazer parte de um conglomerado internacional de clubes, pois o Âmber também controla o Lens, da França, o Zaragoza, da Espanha, e o Padova, da Itália. Além de ter uma participação no Inter Miami (EUA).
No Colombiano atual, o time faz um campeonato irregular. Vinha de sete jogos sem vencer, mas ganhou moral com a virada sobre o rival local Santa Fé semana passada por 3 a 1; e com o triunfo do time misto sobre o Fortaleza no último sábado (30). Resultados que devolveram a esperança de uma classificação para a fase final do torneio nacional.
Mengão foi derrotado pelo Lanús e falta de competitividade apesar da diferença financeira da equipe do treinador chamou atenção de diário europeu
20 Fev 2026 | 17:00 |
A derrota do Flamengo por 1 a 0 para o Lanús (ARG), na última quinta-feira (19), pela Recopa Sul-Americana, repercutiu também fora do Brasil. O tradicional jornal espanhol AS fez uma análise contundente da atuação rubro-negra e classificou a equipe como “apática” no confronto disputado na Argentina. Para a publicação, o desempenho esteve muito abaixo do esperado para um elenco do porte do atual campeão da Libertadores.
Segundo o veículo europeu, o time comandado por Filipe Luís “não conseguiu entrar no jogo” em nenhum momento. A crítica se estendeu ao próprio treinador, apontando dificuldades na leitura da partida e na capacidade de reação diante da pressão imposta pelo Lanús. O AS destacou ainda que o Flamengo terá “muito trabalho” para reverter o cenário no Maracanã, palco da decisão da Recopa.
A análise também ressaltou a ausência de um “verdadeiro camisa 9” como fator determinante para a baixa produtividade ofensiva. De acordo com o jornal, faltou presença de área e poder de finalização para transformar posse de bola em chances reais. Nomes como Lucas Paquetá e Arrascaeta foram citados nominalmente, sob a avaliação de que “mal conseguiram incomodar” a defesa argentina, sobretudo no primeiro tempo.
Com o triunfo por 1 a 0 em casa, o Lanús joga pelo empate no Maracanã para levantar o troféu da Recopa Sul-Americana. Ao Flamengo, resta a necessidade de vencer por um gol de diferença para levar a decisão aos pênaltis. Para conquistar o título no tempo regulamentar, o Rubro-Negro precisará triunfar por pelo menos dois gols de vantagem. A expectativa para o duelo de volta é de casa cheia. Mais de 50 mil ingressos foram comercializados de forma antecipada, sinalizando forte apoio da torcida em busca da virada.
A partida decisiva entre Flamengo e Lanús acontece na quinta-feira (26), no Maracanã, às 21h30 (horário de Brasília). O confronto terá transmissão da ESPN, em canal fechado, e também estará disponível via streaming no Disney+. A promessa é de um ambiente decisivo para definir o campeão continental.
Treinador do Flamengo publicou posicionamento para explicar falas após jogo contra o Lanús e reafirmou que discriminação é crime inaceitável
20 Fev 2026 | 16:18 |
O técnico do Flamengo, Filipe Luís, divulgou um comunicado oficial nesta sexta-feira (20) para esclarecer o teor de suas declarações concedidas após a derrota para o Lanús, pela Recopa Sul-Americana, na última quinta (19).
Na ocasião, o treinador havia respondido a perguntas sobre o caso de racismo envolvendo o atacante Vinícius Júnior e a recepção do time na Argentina. Diante da repercussão, o comandante rubro-negro veio a público para reiterar seu repúdio a qualquer ato discriminatório.
Em seu texto, Filipe Luís explicou o contexto da coletiva organizada pela Conmebol. O treinador relatou que, ao ser questionado por um repórter argentino, buscou compartilhar suas experiências pessoais de recepção no país vizinho, sem a intenção de minimizar ou relativizar a gravidade dos ataques sofridos por Vini Jr.
No entanto, o técnico admitiu que a forma como se expressou, dada a extrema sensibilidade do assunto, pode ter gerado interpretações equivocadas. Para corrigir qualquer mal-entendido, ele enfatizou que sua postura contra o preconceito é inegociável:
"O racismo é crime no Brasil e deveria ser tratado com o mesmo rigor em todos os países. Trata-se de uma conduta inaceitável, que deve ser combatida e punida de maneira firme", afirmou na nota, destacando que o ambiente do futebol não pode tolerar discriminação.
Para reforçar seu posicionamento, Filipe Luís recordou uma entrevista exclusiva concedida à detentora dos direitos de transmissão antes da partida. Naquela oportunidade, ele classificou como "covarde" a atitude de jogadores que cobrem a boca para proferir insultos racistas, deixando claro que jamais colocaria em dúvida a palavra da vítima em situações dessa natureza.
O comandante do Flamengo encerrou o comunicado manifestando solidariedade irrestrita a Vinícius Júnior. Ele lamentou que episódios de racismo continuem ocorrendo no cenário esportivo e cobrou o fim da impunidade para esse tipo de crime.
Após a partida de ontem contra o Lanús, durante a coletiva de imprensa organizada pela Conmebol, minutos após o fim do jogo, fui questionado por um repórter argentino. Ele iniciou seu raciocínio citando mais um caso de racismo sofrido por Vinícius Júnior, quando me perguntou como o Flamengo foi recebido nas últimas vezes em que esteve no país.
Ao longo da resposta, procurei abordar minhas experiências pessoais na Argentina. Em momento algum tive a intenção de relativizar ou minimizar qualquer atitude racista.
Reconheço que minha fala, diante da extrema sensibilidade do tema, pode ter aberto margem para interpretações distintas. Por isso, considero fundamental reforçar publicamente minha posição, que sempre foi inegociável: o racismo é crime no Brasil e deveria ser tratado com o mesmo rigor em todos os países. Trata-se de uma conduta inaceitável, que deve ser combatida e punida de maneira firme. O futebol, como espaço de diversidade e integração, não pode tolerar qualquer forma de discriminação.
Reforço ainda que, antes da partida, em entrevista exclusiva ao detentor de direitos, expus minha visão sobre o episódio, classificando como covarde a atitude do jogador que tapou a boca para praticar atos racistas. Jamais colocaria em dúvida a palavra da vítima em um caso grave como esse.
Por fim, reitero meu total apoio a Vinícius Júnior em mais um lamentável episódio envolvendo racismo no esporte, algo que já não deveria mais ocorrer, mas que infelizmente ainda se repete e, muitas vezes, passa impune.
Filipe Luís
*Técnico do Clube de Regatas do Flamengo*
Mengão vive fase irregular e não tem conseguido desempenhar ao nível demonstrado em 2025, o que gera questionamentos internos
20 Fev 2026 | 16:15 |
O momento de Filipe Luís no comando do Flamengo é o mais delicado desde que assumiu o cargo. A derrota por 1 a 0 para o Lanús, no jogo de ida da final da Recopa Sul-Americana, aumentou a pressão sobre o treinador e expôs a insatisfação interna com os resultados recentes. Segundo o jornalista Mauro Cezar Pereira, o ambiente no clube já demonstra incômodo com a oscilação da equipe, e o técnico precisará apresentar respostas rápidas para retomar a confiança.
Com o elenco principal em campo na temporada 2026, o Flamengo disputou nove partidas sob o comando de Filipe Luís. O retrospecto é equilibrado, mas insuficiente para o nível de exigência do clube: quatro vitórias, quatro derrotas e um empate.
As vitórias vieram contra Vasco, Sampaio Corrêa-RJ e Botafogo, pelo Campeonato Carioca, além do triunfo diante do Vitória, pelo Brasileirão. Em contrapartida, o time foi derrotado por Fluminense, no Estadual, São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, Corinthians, na Supercopa do Brasil, e Lanús, na Recopa Sul-Americana. O único empate ocorreu diante do Internacional, no Maracanã, também pelo Brasileirão.
Defensivamente, os números preocupam. A equipe sofreu 11 gols em nove jogos, enquanto marcou 15. Parte desse saldo ofensivo foi inflado pela goleada por 7 a 1 sobre o Sampaio Corrêa-RJ, adversário de menor expressão no Estadual, o que relativiza o desempenho ofensivo em partidas de maior peso competitivo.
Apesar da fase instável, Filipe Luís possui contrato com o Flamengo até dezembro de 2027. O vínculo longo, ao menos por ora, oferece respaldo institucional, mas não elimina a pressão por resultados imediatos. O calendário impõe desafios decisivos. Neste domingo (22), o time enfrenta o Madureira pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca.
Na sequência, no dia 26, encara novamente o Lanús, no Maracanã, precisando reverter a desvantagem para conquistar a Recopa Sul-Americana. Dois confrontos em casa que podem redefinir o rumo da temporada e, principalmente, o futuro do treinador no comando rubro-negro.