Futebol
10 Nov 2024 | 08:21 |
Ao contrário do que se pode imaginar, decidir a final da Copa do Brasil fora de casa pode não ser um negócio tão ruim assim. Apesar do consenso comum de que é melhor decidir em casa pelo apoio do torcedor, na maioria das vezes, o campeão do torneio decidiu na partida de volta da decisão. É o que o Flamengo tenta repetir contra o Atlético-MG, neste domingo (10).
A Copa do Brasil teve a sua primeira edição em 1985, e até 2023, foram 35 edições. Dessa quantidade, 19 campeões ergueram o troféu atuando na casa do adversário. Ou seja, 54,2% de todos os campeões. Os outros 16 campeonatos foram conquistados dentro dos domínios do clube campeão.
O dado anima o Flamengo para a grande final da Copa do Brasil. Quando o sorteio aconteceu, muitos rubro-negros torceram o nariz para o resultado, mas agora, o time pode estragar a festa atleticana e ser o detentor do primeiro título da Arena MRV, novo estádio do time mineiro inaugurado em abril de 2023. Principalmente com a vantagem de 3 a 1 construída no Maracanã, que deixa o Mengão ainda mais perto do título.
Campeões da Copa do Brasil fora de casa
1990 – Flamengo
1995 – Corinthians
1996 – Cruzeiro
1997 – Grêmio
1999 – Juventude
2001 – Grêmio
2002 – Corinthians
2004 – Santo André
2005 – Paulista
2006 – Flamengo
2007 – Fluminense
2009 – Corinthians
2010 – Santos
2011 – Vasco
2012 – Palmeiras
2014 – Atlético-MG
2018 – Cruzeiro
2019 – Athletico
2021 – Atlético-MG
Campeões em casa
1989 – Grêmio
1991 – Criciúma
1992 – Internacional
1993 – Cruzeiro
1994 – Grêmio
1998 – Palmeiras
2000 – Cruzeiro
2003 – Cruzeiro
2008 – Sport
2013 – Flamengo
2015 – Palmeiras
2016 – Grêmio
2017 – Cruzeiro
2020 – Palmeiras
2022 – Flamengo
2023 – São Paulo
Flamengo foi campeão da Copa do Brasil duas vezes sem ser mandante
Das quatro Copas do Brasil que o Flamengo tem, o Mengão venceu as duas primeiras jogando sem o mando de campo. Em 1990, o Mengão superou o Goiás por 1 a 0 na ida, e jogando fora de casa, manteve um empate por 0 a 0 para se sagrar campeão.
O bicampeonato veio em 2006, em clássico contra o Vasco. Ambos os jogos aconteceram no Maracanã, e, portanto, o mando não fez tanta diferença. Ainda assim, o segundo jogo teve mando vascaíno, e o Mengão venceu por 1 a 0 após o 2 a 0 da ida, somando placar agregado de 3 a 0 para ficar com a taça.
O Rubro-Negro venceu a Copa do Brasil 2013 em casa, assim como a de 2022. Agora, o time pode voltar a ter a maioria de suas Copas do Brasil como clube visitante caso vença o Atlético-MG.
Mengão adotou postura rígida no último dia da janela de transferências e pensou envolver Gonzalo Plata em troca por jogador do Cruzeiro
27 Mar 2026 | 20:30 |
O fechamento da janela de transferências nacional, nesta sexta-feira (27), transcorre com definições estratégicas nos bastidores do Ninho do Urubu. Apesar das recentes especulações, o Flamengo decidiu não avançar na liberação do atacante Gonzalo Plata para o Cruzeiro.
O impasse ocorreu após a equipe mineira recusar a inclusão do lateral-esquerdo Kaiki Bruno como moeda de troca na transação, frustrando os planos da diretoria rubro-negra de reforçar o setor defensivo em contrapartida à saída do setor ofensivo.
A postura do Flamengo reflete uma nova diretriz de mercado: a priorização do ganho técnico sobre o alívio financeiro. Sem um acordo que envolvesse nomes de interesse, como o próprio Kaiki Bruno ou o centroavante Kaio Jorge, o departamento de futebol optou por encerrar as conversas.
De acordo com informações apuradas pelo jornalista Venê Casagrande, a saúde financeira do Rubro-Negro é o principal pilar que sustenta a recusa de propostas consideradas insuficientes. Fontes internas do clube foram enfáticas ao afirmar que o Flamengo "não precisa de dinheiro" no momento, o que retira a urgência de negociar atletas apenas para fazer caixa.
O entendimento da alta cúpula é de que Gonzalo Plata permanecerá integrado ao grupo, a menos que surja uma oportunidade de negócio que seja inquestionavelmente benéfica para a estrutura tática de Leonardo Jardim. Por tanto, só venderá o atleta por uma boa oferta.
A permanência de Plata, mesmo após os episódios de indisciplina e o desejo do Cruzeiro em contar com seu futebol, envia uma mensagem clara ao mercado: o Flamengo não facilitará a saída de seus ativos sem uma contrapartida à altura. O jogador agora terá o desafio de se reintegrar plenamente e buscar novamente seu espaço sob o comando de Leonardo Jardim.
Luiz Eduardo Baptista classifica a construção imediata como "suicídio esportivo" devido aos altos juros e custos bilionários
27 Mar 2026 | 19:30 |
Flamengo decidiu adotar uma postura de extrema cautela em relação ao sonho da casa própria. Em declarações recentes, o presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, descartou qualquer pressa para dar início às obras do estádio no terreno do Gasômetro.
A análise da cúpula rubro-negra indica que o panorama econômico do Brasil, marcado por taxas de juros elevadas, representa um risco excessivo para a estabilidade do clube, podendo comprometer os investimentos no futebol profissional a curto e médio prazo. A diretoria reforça que a prioridade absoluta da gestão é a responsabilidade fiscal.
Atualmente, o Flamengo desfruta de uma saúde financeira robusta, com todas as obrigações em dia e um faturamento crescente, impulsionado significativamente pelas receitas de bilheteria nas partidas realizadas no Maracanã. Para os dirigentes, acelerar um projeto desta magnitude sem um cenário favorável seria colocar em xeque a hegemonia conquistada nos últimos anos.
A viabilidade do novo estádio esbarra em números alarmantes. Estimativas internas apontam que o custo total da construção poderia ultrapassar a marca de R$ 3 bilhões. Segundo Bap, financiar uma obra desse porte sob as atuais condições de crédito do país seria um erro estratégico gravíssimo. "Fazer um estádio nessas condições é um suicídio esportivo", afirmou o mandatário.
O Mais Querido não pretende abrir mão da competitividade para realizar o projeto da arena própria de forma precoce. O presidente enfatizou que o clube só avançará quando houver segurança estrutural e financeira. "O Flamengo vai ter aquilo que puder ter no momento adequado", declarou o dirigente, sinalizando que a construção permanece nos planos, mas sem um cronograma que sacrifique o patrimônio do clube.
Atacante equatoriano vive um momento de isolamento no Ninho do Urubu, marcado por baixa integração tática e polêmicas em suas redes sociais
27 Mar 2026 | 17:59 |
A trajetória de Gonzalo Plata no Flamengo atravessa o seu período mais turbulento desde que desembarcou no Rio de Janeiro. Nos últimos dias, o distanciamento entre o atleta e a instituição tornou-se público após o jogador remover imagens com o uniforme rubro-negro de seus perfis digitais e deixar de seguir a conta oficial do clube.
Internamente, o cenário é de reavaliação. Se antes Plata gozava de prestígio e era considerado uma peça de confiança sob a gestão de Filipe Luís, a mudança no comando técnico alterou drasticamente sua hierarquia no elenco. Para recuperar o protagonismo perdido, o equatoriano agora enfrenta o desafio de alinhar seu comportamento extracampo às novas diretrizes de disciplina e alto rendimento impostas pelo Jardim.
A atitude gerou uma onda de reprovação entre os torcedores e atraiu críticas contundentes de Ronaldo Angelim, ex-zagueiro e ídolo histórico da torcida, que questionou a postura do jovem atacante de 25 anos diante da grandeza do Mais Querido:
"Ei, Plata, por que tu deixou de seguir o Flamengo, cara? Faça isso não. Tá jogando no clube, deixa de seguir o clube. Nem saiu do clube ainda. Mesmo que saísse, não era para para fazer isso aí, não. Respeitar o torcedor. p****, dava tanta moral a tu, tanto valor pela entrega que você tem em campo", disse o ex-defensor antes de completar.
"Aí você faz isso aí, perdeu a moral com a gente aí. Mas é isso aí, né? Só tando aí na musiquinha aí. Eu acho que ele não fica não depois disso aí, viu? Só vai. que ele fez isso aí, a torcida vai pegar no pé. Conheço a torcida do Flamengo. Eu lembro que para mim ele já perdeu a credibilidade. Que que a torcida tem a ver com treinador aí? Treinador não te levou pro jogo. A torcida não tem culpa não, né?", concluiu o ex-zagueiro do Mengão.
As explicações para a ausência de Gonzalo Plata nos últimos jogos foram detalhadas pelo técnico Leonardo Jardim. Segundo o treinador português, o atleta enfrenta sérios obstáculos para se integrar à dinâmica coletiva e ao modelo de jogo da equipe. Jardim foi enfático ao declarar que, para atuar no Flamengo em 2026, o nível de exigência em relação à concentração e ao empenho físico é inegociável.