Futebol
Flamengo tem 4 desfalques confirmados para enfrentar o Lanús - confira
19 Fev 2026 | 13:51
Futebol
26 Jun 2024 | 08:14 |
Nesta quarta-feira (26) o Flamengo retora a Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, para enfrentar o Juventude pelo Brasileirão. Este confronto não acontece com tanta frequência na história dos dois times e vale a pena lembrar uma delas, há 25 anos atrás.
Foi em Caxias do Sul que o relacionamento entre Romário e Flamengo chegou ao fim. Os mais jovens podem não saber, mas o Baixinho foi demitido do Rubro-Negro em novembro de 1999, após uma derrota por 3 a 1 para o Juventude, pelo Brasileirão, seguida de uma visita à famosa Festa da Uva e farra na concentração. O incidente marcou o término conturbado de sua passagem pelo clube carioca.
Romário chegou ao Flamengo em 1995, como a grande atração do centenário do clube. Eleito melhor jogador do mundo e responsável pelo tetracampeonato mundial do Brasil em 1994, o Baixinho tinha o mundo aos seus pés e decidiu vestir o Manto Sagrado e voltar para o seu amado Rio de Janeiro. No total, foram 241 jogos e 204 gols marcados. Em campo, o Camisa 11 fez o seu papel. E fora dele, foi protagonista de uma série de confusões.
Romário teve três passagens pelo Flamengo (1995/96 – 1997 – 1998/99). Na última, chegou do Valência em janeiro de 1998 e ficou até o infame jogo com o Juventude, em 10 de novembro de 1999, pelo Brasileirão. Maior craque daquela geração e herói do tetra, o Baixinho não gostava de dar satisfação para ninguém. E raramente dava. Sua atitude sempre foi de independência e autoconfiança, características que tanto o ajudaram quanto o prejudicaram.
Depois da derrota no Alfredo Jaconi por 3 a 1, em que marcou o gol rubro-negro, Romário resolveu que iria visitar a Festa da Uva. Levou com ele os laterais Maurinho e Fábio Baiano e o atacante Leandro Machado. Conforme relato de Maurinho, em 2023, todos estavam liberados para sair, mas alguns não respeitaram a hora de voltar. A escapada noturna acabou se tornando um dos momentos mais polêmicos da carreira de Romário.
Ainda conforme o ex-lateral do Flamengo, a visita à Festa da Uva não rendeu nada além de alguns abraços, sorrisos e poses para fotos. Maurinho garantiu que nada de mais aconteceu naquela noite, mas outros relatos mostram que não foi bem assim. Matéria da revista IstoÉ, de 24 de novembro de 1999, revelou que o caso foi bem mais sério. As reportagens da época mostraram um cenário de festas e excessos que contrariavam as normas do clube.
Ao retornar ao Hotel Reynolds, a verdadeira festa começou. Conforme a reportagem de IstoÉ, seis garotas das boates Madrigal, de Porto Alegre, e Cassino, de Caxias do Sul, foram levadas para um “evento particular”. Cerca de dez jogadores do elenco participaram da farra. Em tempos pré-celulares e redes sociais, o escândalo explodiu nas páginas dos jornais e nos programas de televisão. A repercussão foi imediata e negativa, afetando a imagem de todos os envolvidos.
Romário, como esperado, não negou que participou da farra. Afastado do grupo que ficou no Rio Grande do Sul para jogar um torneio seletivo da Copa Libertadores, o Baixinho chegou ao Rio dizendo que saiu sim e que continuaria saindo. O presidente Edmundo Santos Silva sacramentou a decisão de mandar o craque embora, a menos que Romário se desculpasse, o que não aconteceu. O Camisa 11 acabou assinando com o Vasco, onde ficou até 2002.
Do episódio em Caxias do Sul, ficou a famosa foto com a Rainha da Festa da Uva, a caxiense Fabiana Koch, que se formou dentista e foi pivô de um pedido de impeachment do prefeito de Caxias, Flávio Cassina, em 2020. A demissão de Romário do Flamengo marcou o fim de uma era no clube e destacou as complexidades de gerenciar um jogador de personalidade forte e talento indiscutível.
Mengão encontrou dificuldade para trazer jogadores para o comando do ataque e atratividade do mercado brasileiro em comparação a Europa atrapalha
19 Fev 2026 | 15:57 |
O Flamengo mantém a estratégia de qualificar ainda mais o elenco para a sequência da temporada, mas encontra barreiras importantes no mercado internacional. O principal entrave, segundo o diretor executivo José Boto, é a resistência de jogadores que atuam na Europa em retornar ao futebol sul-americano.
Casos recentes ilustram a dificuldade. O clube sondou o atacante Taty Castellanos e o também argentino Lucas Beltrán, mas ambos optaram por permanecer no Velho Continente. De acordo com Boto, a preferência por ligas europeias ainda pesa, mesmo com o crescimento financeiro e estrutural do futebol brasileiro nos últimos anos.
“O Brasil evoluiu muito na capacidade de atrair jogadores e conseguimos trazer nomes importantes da Europa. Mas ainda não temos a força de algumas ligas europeias. O problema é que atingimos um nível muito alto, e só atletas desse patamar nos servem”, afirmou o dirigente, durante a viagem à Argentina para a disputa da Recopa Sul-Americana.
Segundo o executivo, o patamar competitivo alcançado pelo Flamengo limita o leque de opções no mercado. A diretoria entende que reforços precisam chegar prontos para assumir protagonismo imediato, o que reduz as alternativas viáveis e encarece negociações.
Um exemplo de movimento considerado bem-sucedido é o retorno de Lucas Paquetá, contratado junto ao West Ham United. O meia simboliza o perfil buscado: jogador consolidado na Europa, com capacidade técnica para elevar o nível do time. Inclusive, a Recopa pode marcar o primeiro título do atleta desde que voltou ao clube.
Enquanto o mercado segue como pauta interna, o foco imediato é a decisão contra o Lanús. José Boto integra a delegação que está na Argentina para o jogo de ida, nesta quinta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília). A busca pelo primeiro troféu do ano ocorre em paralelo ao desafio de consolidar um elenco capaz de competir em alto nível em todas as frentes, cenário que, segundo a diretoria, exige precisão cirúrgica nas investidas internacionais.
Mengão foi até o país vizinho para o jogo de ida da Recopa Sul-Americana em meio a protestos contra reforma trabalhista que provocou protelação
19 Fev 2026 | 15:30 |
Uma greve convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) impactou a rodada do Campeonato Argentino nesta quinta-feira, mas não afetará o confronto entre Lanús e Flamengo, pela ida da Recopa Sul-Americana. As informações são da imprensa local.
Quatro partidas válidas pela sexta rodada do torneio nacional precisaram ser adiadas em função da paralisação geral no país. Foram afetados os confrontos entre Independiente x Independiente Rivadavia, San Lorenzo x Estudiantes de Río Cuarto, Defensa y Justicia x Belgrano e Instituto x Atlético Tucumán.
A paralisação foi organizada em protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei. O projeto já foi aprovado no Senado e será debatido na Câmara dos Deputados, ampliando a mobilização sindical no país.
De acordo com o jornal argentino Clarín, os jogos do Campeonato Argentino foram impactados porque o Sindicato dos Trabalhadores de Entidades Esportivas e Civis (UTEDyC) aderiu ao movimento. A entidade é responsável por setores operacionais essenciais para a realização das partidas, o que inviabilizou a manutenção da rodada original.
Apesar do cenário interno, o duelo entre Lanús e Flamengo está confirmado para as 21h30 (horário de Brasília), em Buenos Aires. A diferença está na organização: a Recopa Sul-Americana é administrada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que não foi afetada pela paralisação sindical.
As partidas do Campeonato Argentino já foram remarcadas. Defensa y Justicia x Belgrano e Instituto x Atlético Tucumán ocorrerão na sexta-feira. Independiente x Independiente Rivadavia será disputado no sábado, enquanto San Lorenzo x Estudiantes de Río Cuarto ficou para domingo. O cenário reforça a dimensão nacional da greve, mas mantém preservada a decisão continental entre argentinos e brasileiros.
Atacante tem sido um dos destaques do setor ofensivo do Mengão na temporada 2026 e o clube já pretende uma extensão do vínculo
19 Fev 2026 | 14:48 |
Flamengo e Everton Cebolinha vivem o último ano de contrato e têm a intenção de manter a parceria. Internamente, a diretoria trabalha com o desejo de renovar o vínculo do atacante, embora ainda não tenha formalizado uma proposta. Enquanto isso, o camisa 11 responde em campo e tenta consolidar valorização técnica e contratual. A informação é do portal 'GE'.
Na temporada de 2026, Cebolinha ganhou espaço e aparece como o nome mais próximo da titularidade na ponta esquerda do Flamengo. A tendência é que comece jogando diante do Lanús, nesta quinta-feira, pelo jogo de ida da Recopa Sul-Americana. Ao lado de Bruno Henrique, lidera o time em participações diretas em gols: são três bolas na rede e uma assistência em oito partidas. Bruno soma dois gols e dois passes decisivos.
O atacante disputa posição com Samuel Lino, contratação mais cara da história do clube depois de Lucas Paquetá. Lino iniciou como titular contra o Botafogo, mas teve desempenho discreto. Cebolinha entrou no segundo tempo e aumentou a intensidade ofensiva. Jorge Carrascal também atua pelo setor, embora exerça funções mais versáteis no ataque. Em números, Cebolinha tem quatro partidas como titular na ponta esquerda em 2026, enquanto Lino soma três. A sequência recente indica uma inversão na hierarquia do setor, refletindo o momento técnico de cada atleta.
A partir do segundo semestre, o camisa 11 poderá assinar pré-contrato com outro clube. Em 2025, ele chegou a considerar saída por falta de minutos, mas o cenário mudou sob o comando de Filipe Luís. Hoje, figura entre as principais opções ofensivas.
O mercado segue atento. O Cruzeiro demonstrou interesse recentemente, em negociação que envolvia Kaio Jorge, mas as conversas não avançaram. A definição sobre a permanência dependerá da proposta rubro-negra e da avaliação do jogador, que vive momento de afirmação e pode transformar desempenho em estabilidade contratual.