Futebol
30 Out 2024 | 15:33 |
A Fifa anunciou hoje (30) que fechou com o seu primeiro parceiro para a realização do Super Mundial de Clubes em 2025 nos Estados Unidos. Trata-se da Hisense, que é uma marca chinesa de eletrodomésticos e que já patrocina campeonatos da entidade desde 2017. O passo é importante e serve como recado porque a entidade tem tido dificuldades para arrecadar dinheiro com a venda de direitos de TV e terá um alto custo para a organização do campeonato.
A Fifa tem caixa para bancar uma parte do investimento na sua nova aposta para retomar o protagonismo em uma competição de clubes, mas não conseguirá sustentar tudo sem parceiros, ainda mais com a alta exigência dos europeus. Entidades, times e jogadores têm se manifestado contrários à realização da competição que vai reunir 32 participantes de todo o mundo por conta da piora do calendário. A aposta da organização é que o valor pago para cada um é o trunfo para convencer e acalmar os rebeldes.
Por isso, a ideia era arrecadar R$ 23 bilhões por direitos de televisão em uma venda global, como confirmou o colunista do UOL Rodrigo Mattos. A pedida assustou os interessados, que não entendem que a competição já tem esse valor, que chega a ser superior ao que a Fifa arrecadou com a Copa do Mundo no Qatar, em 2022.
Sem conseguir vender os direitos de televisão e, até então, sem nenhum parceiro, era mais difícil acreditar que a competição sairia do papel. A expectativa agora é que a entidade consiga atrair outros interessados para, finalmente, conseguir colocar no regulamento quanto cada time vai receber. A estratégia para confirmar o Inter Miami, de Lionel Messi, entre os participantes, também faz parte do plano de ter mais anunciantes, ainda mais com a competição sendo realizada nos Estados Unidos.
Dos 32 participantes, 31 já estão confirmados. Entre os sul-americanos estão o Palmeiras, o Flamengo, o Fluminense, o Boca Juniors e o River Plate. O último será definido de quem vencer a final da Libertadores, que terá o Atlético-MG e, provavelmente, o Botafogo.
Mengão entra em campo neste sábado (11) às 18h30 no Maracanã e o técnico Leonardo Jardim terá que lidar com questão preocupante
09 Abr 2026 | 18:00 |
Após a vitória sobre o Cusco, o Flamengo volta aos trabalhos nesta sexta-feira (10), às 10h30 (horário de Brasília), no Ninho do Urubu, para realizar o único treino antes do clássico contra o Fluminense. Após folga na quinta-feira (09), o técnico Leonardo Jardim terá pouco tempo para ajustar a equipe que entra em campo no sábado (11), no Maracanã.
O curto intervalo entre os jogos é o principal desafio para o Rubro-Negro. Isso porque a equipe vem de vitória fora de casa sobre o Cusco FC, pela Copa Libertadores da América, em um cenário desgastante de altitude. Atualmente na quarta colocação do Campeonato Brasileiro, com 17 pontos, o Flamengo precisa vencer o clássico para alcançar o Fluminense, que soma 20 e ocupa a terceira posição. O confronto, portanto, tem peso direto na briga pelas primeiras posições da tabela.
Durante a única atividade antes do clássico, Leonardo Jardim deve focar principalmente na recuperação física dos atletas. Os titulares serão avaliados pelo departamento médico, já que o tempo reduzido impede uma preparação tática mais intensa.
A comissão técnica monitora o desgaste dos jogadores após a sequência recente de partidas, especialmente pelo esforço exigido na altitude peruana. Assim, a definição da escalação dependerá diretamente das condições físicas do elenco.
Além da situação na tabela, o Flamengo entra em campo com o objetivo de encerrar um incômodo jejum recente diante do rival. O time não vence o Fluminense há três partidas no tempo regulamentar. Apesar disso, o último encontro entre os clubes terminou com título rubro-negro. Após empate sem gols, o Mengão levou a melhor nos pênaltis por 5 a 4 e conquistou o Campeonato Carioca, em jogo que marcou a estreia de Leonardo Jardim no comando da equipe.
Ex-mandatário entende que tem condições de encarar o atual detentor do cargo no clube e já estaria em reuniões para planejar a eleição
09 Abr 2026 | 17:00 |
O cenário político do Flamengo começa a se movimentar com antecedência visando as eleições de 2027. O ex-presidente Rodolfo Landim articula um possível retorno ao comando do clube, com o objetivo de impedir a permanência de Luiz Eduardo Baptista na presidência.
De acordo com informações do jornalista Diogo Dantas, Landim já iniciou conversas no Rio de Janeiro para viabilizar a candidatura. A ideia é estruturar uma chapa competitiva com antecedência, repetindo uma estratégia que foi determinante na eleição anterior. Caso confirme a candidatura e vença o pleito, Landim retornaria à presidência após um intervalo de três anos, já que deixou o cargo ao fim de 2024.
Nos bastidores, o ex-mandatário ainda avalia nomes para compor a vice-presidência. No entanto, o favorito é Rodrigo Dunshee, que já concorreu na última eleição, mas acabou derrotado por Bap, mesmo com o apoio direto de Landim. A escolha por Dunshee pode representar uma tentativa de manter a base política anterior e fortalecer a oposição interna.
A antecipação do planejamento não é por acaso. Após a derrota de seu grupo na última eleição, Landim atribuiu o resultado ao fato de Bap ter iniciado a articulação política com maior antecedência. Agora, o ex-presidente busca usar a mesma estratégia para chegar mais forte em 2027.
Rodolfo Landim foi eleito presidente do Flamengo em 2018, assumindo o cargo em 2019 ao lado de Marcos Braz. A gestão durou até o fim de 2024 e ficou marcada por um período vitorioso dentro de campo, com diversas conquistas relevantes.
Do outro lado, Luiz Eduardo Baptista não deve facilitar o retorno do antecessor. O atual presidente trabalha, inclusive, em mudanças no estatuto do clube. Uma das propostas visa impedir que dirigentes com participação em outros clubes possam se candidatar. Esse ponto atinge diretamente Landim, que possui participação na SAF do Confiança. Dessa forma, a disputa política no Flamengo promete ser intensa nos próximos anos, com articulações antecipadas e interesses estratégicos em jogo nos bastidores do clube.
Treinador campeão pelo Mengão está sem trabalho no momento e, apesar do interesse africano, dá prioridade para uma entrada no mercado europeu
09 Abr 2026 | 16:00 |
O técnico Tite, ex-Flamengo, entrou no radar da Federação de Futebol de Gana para assumir a seleção nacional visando a Copa do Mundo FIFA de 2026. A movimentação acontece após a demissão de Otto Addo, desligado do cargo na última segunda-feira (06), depois de derrota em amistoso para a Alemanha.
Com o Mundial se aproximando, a federação de Gana decidiu priorizar a contratação de um treinador experiente, com histórico em Copas do Mundo. Esse critério coloca Tite como um dos principais nomes avaliados internamente. Livre no mercado desde a saída do Cruzeiro, o técnico brasileiro comandou a Seleção Brasileira nas edições de 2018 e 2022 da Copa do Mundo, experiência que pesa a favor em um momento de pressão e necessidade de resposta rápida.
A cúpula ganense busca evitar soluções internas e aposta em um nome com capacidade de gerir um elenco competitivo em cenário internacional. A possível chegada de Tite é vista como uma tentativa de elevar o nível da equipe para a disputa do torneio.
Apesar do interesse, ainda não houve contato oficial com o estafe do ex-treinador do Flamengo. Mesmo assim, o nome do brasileiro segue em discussão nos bastidores da federação, que trabalha com a expectativa de definir o novo comandante já nos próximos dias.
Embora a proposta seja considerada atraente, especialmente pela oportunidade de disputar mais uma Copa do Mundo, Tite ainda prioriza o mercado europeu para a sequência da carreira. Caso aceite o desafio, a tendência é que o treinador leve integrantes de sua comissão técnica para compor o projeto em Gana.
A seleção africana está no grupo com Inglaterra, Panamá e Croácia, o que aumenta a necessidade de uma preparação sólida e imediata. Dessa forma, o futuro de Tite segue indefinido, mas a possibilidade de assumir Gana surge como uma alternativa concreta e relevante no cenário internacional.