Futebol
05 Mar 2025 | 16:32 |
O inédito Super Mundial de Clubes da Fifa, com 32 equipes, semelhante ao formato da Copa do Mundo (até 2022) está batendo na porta. Sediada nos Estados Unidos entre os dias 14 de junho e 13 de julho deste ano, o torneio dará início a um novo modelo de mundial e o Flamengo, assim como Botafogo, Fluminense e Palmeiras representam o Brasil na competição.
Premiação bilionária
A Fifa pagará um total de 1 bilhão de dólares (cerca de R$ 5,8 bilhões, na cotação atual) em premiação aos participantes do Mundial. Esse valor supera significativamente os prêmios oferecidos tanto na última Copa do Mundo masculina quanto na feminina.
A entidade máxima do futebol mundial forneceu poucos detalhes sobre o financiamento da primeira edição do torneio com 32 equipes, que acontecerá a cada quatro anos. No entanto, nas últimas semanas, assinou contratos com uma emissora e grandes patrocinadores.
A plataforma de streaming britânica DAZN adquiriu, em dezembro, os direitos exclusivos de transmissão global da competição. Segundo uma fonte próxima às negociações, o contrato foi avaliado em cerca de um bilhão de euros (R$ 6,2 bilhões). Além disso, a Fifa fechou acordos de patrocínio com marcas como Coca-Cola, Bank of America, a empresa chinesa de eletrônicos Hisense e a cervejaria belga AB InBev.
Para efeito de comparação, a premiação total da Copa do Mundo masculina de 2022, no Catar, foi de 440 milhões de dólares, enquanto a Copa do Mundo feminina de 2023, realizada na Austrália e na Nova Zelândia, distribuiu 110 milhões de dólares.
Já a Liga dos Campeões da Uefa desta temporada, que adotou um novo formato com 36 clubes, distribuirá um total de 2,47 bilhões de euros (R$ 15,45 bilhões) aos times participantes. A expansão do Mundial de Clubes pela Fifa gerou críticas generalizadas, especialmente na Europa, devido a preocupações com o bem-estar dos jogadores.
A FIFPro, sindicato global dos jogadores de futebol, e a Associação das Ligas Europeias apresentaram uma queixa contra a Fifa à Comissão Europeia em outubro, acusando a entidade de abusar de sua posição dominante ao sobrecarregar o calendário.
A UEFA também expandiu a Liga dos Campeões nesta temporada, e alguns jogadores, como Rodri, vencedor da Bola de Ouro, e Virgil van Dijk, capitão do Liverpool, já manifestaram preocupações sobre o excesso de jogos e até sugeriram uma possível greve.
"Acho que estamos perto disso. Se perguntar a qualquer jogador, ele dirá o mesmo", afirmou Rodri em setembro, pouco antes de sofrer uma lesão no joelho que encerrou sua temporada. "Não é só a minha opinião. Acho que é a opinião geral dos jogadores."
O torneio contará com 12 equipes da Europa, seis da América do Sul e quatro de cada uma das seguintes regiões: Ásia, África e América do Norte e Central. Completam a lista de participantes o Auckland City e o Inter Miami, de Lionel Messi.
Nem todas as reações foram negativas. O técnico do Paris Saint-Germain, Luis Enrique, afirmou que "todos" querem disputar a competição.
"A cada quatro anos, teremos essa nova competição extremamente empolgante. Todos querem jogar o Mundial de Clubes", declarou ele no ano passado.
O torneio será realizado em 12 estádios espalhados por 11 cidades dos Estados Unidos, com a final acontecendo no MetLife Stadium, em Nova Jersey, que também será palco da final da Copa do Mundo de 2026.
Com diagnóstico de completa falta de comunicação com o elenco rubro-negro, cúpula adia demissão apenas pela ausência de um substituto imediato
05 Mar 2026 | 17:07 |
Os dias de José Boto como homem forte do futebol do Flamengo parecem estar contados. A alta cúpula rubro-negra já tomou a decisão de desligar o diretor português de suas funções, tratando o rompimento do vínculo como uma mera questão de tempo. O anúncio oficial da demissão só não foi sacramentado até o momento porque a presidência ainda não costurou um acordo com um substituto imediato para assumir a cadeira.
O principal estopim para a iminente queda do dirigente europeu foi um diagnóstico interno contundente feito pela gestão do clube carioca. Constatou-se que a comunicação e o alinhamento entre a direção de futebol e os principais líderes do vestiário do Flamengo são praticamente inexistentes na atual conjuntura.
Para preencher a lacuna que será deixada, o Flamengo trabalha com duas vertentes de perfis profissionais. A primeira opção é buscar um diretor com características de ex-jogador, o famoso perfil "boleiro", que tenha facilidade natural de trânsito e diálogo com o grupo.
A segunda alternativa é contratar um executivo de mercado estrito, mas que atue obrigatoriamente em conjunto com um supervisor focado exclusivamente em gerir o ambiente do vestiário.
Dentro dessas prateleiras de mercado, dois nomes de peso já começam a ser ventilados nos corredores da Gávea. O primeiro é o de Edu Gaspar, que atualmente realiza um trabalho de destaque no Nottingham Forest, da Inglaterra. O segundo alvo no radar rubro-negro é Leonardo, ex-dirigente do Paris Saint-Germain (PSG) e com vasta experiência no futebol europeu.
Atacante é o único jogador de referência na equipe do Mengão e treinador demonstra confiança na evolução camisa 9 no ano
05 Mar 2026 | 17:00 |
O técnico Leonardo Jardim foi questionado sobre como pretende utilizar o atacante Pedro no sistema ofensivo do Flamengo. Durante a resposta, o treinador português elogiou as qualidades do camisa 9, mas deixou claro que ainda não pode garantir a titularidade do centroavante.
Segundo Jardim, Pedro possui características muito importantes para a equipe, principalmente dentro da área, mas também precisa evoluir em outros aspectos do jogo coletivo, uma antiga reclamação do ex-técnico Filipe Luís.
“Vocês todos conhecem o Pedro e suas qualidades. É um jogador de área, com capacidade de finalização muito grande. Existem aspectos em que talvez ele tenha jogado menos porque não entregava o que o treinador pretendia em outras áreas. Estamos começando do zero. Acredito nele. Quando digo isso, não quer dizer que vai jogar todos os jogos ou sempre 90 minutos.”
O treinador destacou que o processo de avaliação do elenco ainda está em estágio inicial e que o desempenho no dia a dia será determinante para definir quem começa jogando: “Acredito nas qualidades que ele tem, e nas outras deficiências a gente pode, com motivação e empenho, superar. O dia a dia vai reger. Não é com dois dias que vamos fazer análises. Tudo que disser agora pode ser precipitado, porque vamos ver a seguir o que vai acontecer.”
Atualmente, Pedro é o único centroavante de origem do elenco do Flamengo. Mesmo assim, o jogador não conseguiu se firmar como titular absoluto durante o período em que Filipe Luís comandou a equipe. Na última partida antes da mudança de treinador, porém, o atacante teve grande destaque. Na goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, Pedro iniciou como titular e marcou quatro gols.
Nesse começo de trabalho do novo treinador, Pedro participou normalmente das primeiras atividades realizadas no Ninho do Urubu, na quarta-feira (04) e na quinta-feira (05). Com isso, cresce a expectativa para saber se o camisa 9 será titular na estreia de Leonardo Jardim no comando do Flamengo, que acontecerá na final do Campeonato Carioca contra o Fluminense, no Maracanã.
Diretor de futebol vive momento de desgaste no clube tanto com jogadores quanto com funcionários e presidente Bap já planeja troca no função
05 Mar 2026 | 16:20 |
O prestígio de José Boto à frente da direção de futebol do Flamengo aparenta estar perto do fim. O desgaste do português com os jogadores e funcionários do Ninho do Urubu já leva o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, a procurar outro profissional para uma troca no cargo. A informação é do jornalista Pedro Ivo Almeida, da ESPN.
A saída de Filipe Luís deixou ainda mais visível a situação do diretor de futebol do Flamengo, José Boto, que já vinha enfrentando insatisfação interna no Ninho do Urubu. Atletas e funcionários apontam vaidade, pouca comunicação direta e até exigências de serviços particulares como motivos de incômodo.
Boto mantém contato diário com o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e é descrito como inflexível e, em algumas situações, grosseiro. Entre suas exigências inusitadas, funcionários devem se dirigir a sua residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, a cada duas semanas para limpeza e organização, mesmo com toda a infraestrutura do Ninho do Urubu, que conta com serviço de hotelaria interno.
O distanciamento entre Boto e os atletas ficou mais evidente após a reunião no CT, na terça-feira (3), que ocorreu logo depois da demissão de Filipe Luís. Na ocasião, o diretor destacou que os jogadores tiveram responsabilidade na saída do técnico, e o grupo absorveu a fala sem reagir. O comportamento vaidoso do dirigente é frequentemente notado pelos atletas.
Após vitórias, Boto cumpre o protocolo e entra em campo para cumprimentar os jogadores. No entanto, durante derrotas, como na Supercopa do Brasil contra o em Brasília, ele permaneceu no túnel de acesso ao gramado, fumando, gerando comentários internos: “Ué, cadê o chefe? Agora não aparece?”, comentou um dos líderes do elenco à ESPN.