Futebol
21 Out 2024 | 21:41 |
Adversário do Flamengo na 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Juventude terá desafios extras para o confronto no próximo sábado (26), no Maracanã. A equipe de Caxias do Sul não poderá contar com dois de seus principais jogadores: os meias Jadson e Jean Carlos, ambos suspensos por acúmulo de cartões amarelos. Os desfalques ocorrem após a goleada de 5 a 3 sofrida contra o Palmeiras, no último domingo (20). Esses dois atletas eram peças importantes no esquema tático do técnico Jair Ventura e suas ausências podem impactar diretamente a competitividade do time contra o Flamengo.
Jadson, volante titular absoluto do Juventude, foi advertido com o terceiro cartão amarelo durante a partida contra o Palmeiras. O camisa 16 protagonizou um lance polêmico ao parar um contra-ataque promissor de Estevão. Embora a jogada tenha levantado discussões sobre uma possível expulsão, o árbitro Alex Stefano, com apoio do VAR, decidiu que o lance não caracterizava uma falta para cartão vermelho. Com isso, Jadson foi punido apenas com o amarelo, mas o acúmulo de advertências o tira do jogo contra o Flamengo. Conhecido por sua solidez defensiva, o jogador foi titular em 49 partidas nesta temporada e é um dos principais ladrões de bola do Juventude, com uma média de 2,5 desarmes por jogo, o que o coloca como o quarto melhor do time nesse quesito.
FLAMENGO TEM "ALERTA LIGADO"
A ausência de Jadson deixa Jair Ventura com um dilema. O treinador precisa encontrar um substituto à altura para preencher a lacuna deixada pelo volante, que se consolidou como uma peça fundamental na proteção defensiva da equipe. Entre os possíveis substitutos estão Luís Oyama e Dudu Vieira, ambos jogadores que têm características defensivas, mas que ainda precisam demonstrar a mesma consistência apresentada por Jadson ao longo do Brasileirão. Oyama é um meio-campista que já teve boas atuações em jogos anteriores, mas a responsabilidade de marcar contra um time ofensivamente forte como o Flamengo coloca uma pressão extra sobre sua possível escalação.
Além de Jadson, o Juventude também não poderá contar com Jean Carlos, que levou um cartão amarelo aos 48 minutos do segundo tempo contra o Palmeiras. Embora o jogo já estivesse praticamente decidido, com o placar de 5 a 3 a favor dos paulistas, Jean Carlos foi punido por tentar interromper uma jogada em velocidade de Raphael Veiga. O meia vinha sendo uma opção interessante para o técnico Jair Ventura, principalmente para recompor o meio-campo, mas com sua suspensão, o treinador terá de rever suas alternativas.
CLUBE, ELENCO TODOS A POSTOS
A combinação das ausências de Jadson e Jean Carlos coloca o Juventude em uma situação delicada para o confronto contra o Flamengo. O time gaúcho, que já enfrenta dificuldades na tabela, terá que se reinventar para enfrentar uma das equipes mais fortes da competição. Enquanto o Flamengo, jogando em casa, busca manter o ritmo de vitórias para se consolidar na briga pelo título, o Juventude terá que superar os desfalques e encontrar alternativas táticas para resistir à pressão rubro-negra.
Com o Mais Querido buscando a quadragésima taça e o Tricolor sonhando com a trigésima quarta, a grande final do Estadual
07 Mar 2026 | 20:00 |
O campeão do Campeonato Carioca da temporada de 2026 sairá do embate entre Flamengo e Fluminense, cenário que amplia ainda mais a enorme vantagem histórica que ambos possuem sobre os outros grandes clubes do Estado do Rio de Janeiro. A dupla, que vem monopolizando as decisões recentes do futebol carioca, lidera com folga o ranking absoluto de conquistas do torneio estadual em todos os tempos.
Flamengo ocupa o topo isolado da lista de campeões, ostentando 39 troféus ao longo de sua trajetória. A decisão deste final de semana representa um marco importante para a agremiação: caso supere o rival tricolor, o Rubro-Negro atingirá a expressiva marca de 40 títulos do Campeonato Carioca, consolidando mais um tricampeonato estadual em sua rica história esportiva.
Na segunda colocação do ranking geral de vencedores aparece o Fluminense, somando 33 taças estaduais até o momento. A equipe das Laranjeiras entra em campo com o objetivo de reduzir adiferença para o arquirrival e adicionar a 34ª conquista à sua galeria. A última vez que o Tricolor soltou o grito de campeão carioca foi na edição de 2023, ocasião em que superou exatamente a equipe rubro-negra na grande decisão.
A superioridade da dupla Fla-Flu fica evidente ao observar a distância para os demais rivais tradicionais do Rio de Janeiro. O Vasco da Gama figura na terceira posição do ranking, com 24 títulos conquistados, amargando um jejum desde o ano de 2016. Logo atrás, o Botafogo contabiliza 21 troféus estaduais, tendo sua última volta olímpica registrada na temporada de 2018.
A taça de 2026 será definida neste domingo (8), a partir das 18h (horário de Brasília), no Estádio do Maracanã. Conforme o regulamento, a decisão ocorrerá em formato de jogo único e, caso haja igualdade no marcador ao final dos 90 minutos, o campeão será decidido através de cobranças de pênaltis.
Clássico Fla-Flu marca a estreia do técnico Leonardo Jardim no Rubro-Negro e coloca à prova o bom momento do Tricolor das Laranjeiras
07 Mar 2026 | 19:14 |
Chegou o momento mais aguardado do futebol do Rio de Janeiro nesta temporada. Neste domingo (8/3), às 18h (horário de Brasília), a bola rola para o embate decisivo entre Fluminense e Flamengo. O confronto, que reúne duas das maiores potências do país, definirá quem ficará com o título da edição de 2026 do torneio estadual.
Os dois clubes chegam para a finalíssima vivendo atmosferas completamente distintas nos bastidores. A equipe das Laranjeiras esbanja confiança após despachar o Vasco da Gama na fase semifinal. Além disso, o Fluminense ostenta um retrospecto bastante positivo atuando no Maracanã desde que o técnico Luís Zubeldia assumiu a prancheta tricolor.
Do outro lado, o clima na Gávea é de tensão e renovação. O Flamengo tenta superar uma recente crise interna ocasionada por um início de ano abaixo das expectativas, o que culminou na demissão de Filipe Luís. A esperança rubro-negra recai sobre o recém-contratado comandante português Leonardo Jardim, que fará a sua estreia oficial à beira do gramado justamente no jogo que vale o troféu.
Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Jemmes, Freytes e Renê (Guilherme Arana); Martinelli, Hércules e Lucho Acosta; Canobbio, Serna e John Kennedy. Técnico: Luís Zubeldia.
Flamengo: Rossi; Varela, Léo Ortiz (Danilo), Léo Pereira e Alex Sandro; Jorginho, Pulgar e de Arrascaeta; Carrascal (Cebolinha), Plata (Bruno Henrique) e Pedro. Técnico: Leonardo Jardim.
Volante rubro-negro concede entrevista coletiva, destaca a necessidade urgente de autocrítica do elenco após a demissão e projeta uma virada de chave
07 Mar 2026 | 19:00 |
O clima nos bastidores do Ninho do Urubu passou por turbulências e transformações significativas ao longo desta semana. A troca no comando técnico, com a saída de Filipe Luís e a rápida contratação de Leonardo Jardim, trouxe à tona debates internos sobre a postura do plantel.
As decisões da alta cúpula foram motivadas pelo desejo de alterar a dinâmica diária de trabalho, buscando uma filosofia mais rigorosa para a sequência do calendário esportivo de 2026. Apesar do baque inicial, a recepção a Leonardo Jardim foi avaliada como muito positiva pelos jogadores.
Jorginho, um dos líderes do Flamengo, relatou que as metodologias do europeu ficaram evidentes logo nas primeiras atividades, gerando a esperança de que a decisão do Campeonato Carioca represente o início de uma nova fase, apagando os dois títulos perdidos no começo do ano.
“A primeira impressão às vezes é a que fica, e a primeira que a gente teve foi muito boa. O Jardim tem suas ideias bem claras, suas convicções, crenças... Acreditamos muito no trabalho dele”, avaliou o jogador. Ele finalizou pedindo que o treinador receba o tempo e a confiança necessários de todo o ambiente rubro-negro para desenvolver seu projeto esportivo com total liberdade.
Mesmo antes da demissão oficial do antigo treinador ser sacramentada, a pressão interna em relação ao comportamento de parte do elenco já se intensificava. O presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista (Bap), chegou ao diagnóstico de que a gestão de vestiário liderada por Filipe Luís e pelo diretor esportivo José Boto era excessivamente permissiva em diversos aspectos.
Diante dessa avaliação, a escolha pelo português Leonardo Jardim não se deu apenas por critérios táticos, mas principalmente pelo seu perfil conhecido como "linha dura". A presidência enxergou no europeu a figura ideal para retomar as rédeas da disciplina e impor novas regras de conduta nas instalações do clube carioca.