Futebol
28 Out 2024 | 08:59 |
O Flamengo se reapresenta nesta segunda-feira para dar início à preparação de dois jogos decisivos que podem definir o rumo da temporada: o confronto direto pelo G-4 do Brasileirão contra o Internacional, na quarta-feira, e a partida de ida da final da Copa do Brasil contra o Atlético-MG, no domingo. Com desfalques por lesões e suspensões, Filipe Luís enfrenta o desafio de montar a equipe.
Entre as baixas, Carlinhos e De la Cruz são os mais recentes a integrarem a lista do departamento médico, que já contava com Viña, Cebolinha, Pedro e Luiz Araújo. Na última semana, o atacante foi diagnosticado com uma lesão no adutor direito, e o uruguaio apresentou problemas na posterior da coxa direita. O caso do camisa 18 é mais grave, e ele ficará fora por pelo menos um mês, o que o impede de disputar as finais da Copa do Brasil.
Outra preocupação é Alex Sandro, que sentiu desconforto muscular na posterior da coxa direita após a semifinal contra o Corinthians. Ele foi poupado do jogo contra o Juventude e será reavaliado, mas a expectativa é que esteja apto para a final da Copa do Brasil.
O Desafio de Filipe Luís no Brasileirão
Além das lesões, Filipe Luís também lida com suspensões no Brasileirão. Contra o Internacional, Léo Pereira e Arrascaeta desfalcam o Flamengo após receberem o terceiro cartão amarelo. Fabrício Bruno e Alcaraz devem ser os substitutos, enquanto Pulgar e Bruno Henrique, que estão suspensos para o jogo de domingo, deverão estar em campo. O camisa 27, inclusive, cumpriu suspensão automática no último jogo contra o Juventude. Com a final da Copa do Brasil em vista, o treinador pondera preservar alguns atletas contra o Internacional.
Foco na Copa do Brasil
Na final contra o Atlético-MG, Filipe Luís não poderá contar com De la Cruz e Bruno Henrique, ambos ausentes também contra o Juventude. O uruguaio ainda estará em tratamento, e BH cumpre suspensão automática após a expulsão na semifinal. Michael, que assumiu a vaga no ataque, teve boa atuação e participou da construção de jogadas, incluindo um gol e assistência. No meio, Evertton Araújo mostrou segurança em campo, destacando-se como uma alternativa confiável.
Para o confronto de domingo, Filipe Luís precisa resolver outra ausência: Pulgar, que também está suspenso. Ele pode recuar Léo Ortiz para a função de volante, usar Allan, que jogou pouco recentemente, ou escalar Evertton Araújo como volante, com Alcaraz substituindo De la Cruz no meio-campo.
Jogador é destaque do Coxa mesmo com 17 anos e é visto como uma grande promessa do futebol brasileiro, chamando a atenção do Mengão
04 Mar 2026 | 15:35 |
O volante Khensane não vestirá a camisa do Flamengo em 2026. O Coritiba recusou a proposta rubro-negra e decidiu manter o jovem de 17 anos, nascido em Belo Horizonte. A ideia era reforçar a equipe sub-20, mas o clube paranaense travou a negociação.
Segundo o jornalista Venê Casagrande, o jogador só será liberado mediante o pagamento integral da multa rescisória, fixada em R$ 30 milhões para o mercado nacional. O contrato com o Coritiba é válido até o fim de 2028, o que dá segurança jurídica ao Alviverde na condução do caso.
Internamente, Khensane é tratado como o “Pogba brasileiro”, apelido que remete à força física, boa estatura e qualidade na saída de bola. Antes mesmo do interesse do Flamengo se tornar público, o atleta já despertava atenção fora do país.
Clubes como a Roma e o Olympique de Marselha solicitaram período de testes no exterior, mas a diretoria do Coritiba recusou qualquer possibilidade de liberação, priorizando o desenvolvimento do volante no elenco profissional.
Filho de pai moçambicano, Khensane também já foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-17 e é considerado uma das principais promessas da base do clube paranaense. Caso o acordo tivesse avançado, o jogador chegaria ao Flamengo para fortalecer o projeto das categorias de base.
Clima pesado com os jogadores fica mais claro após a demissão do técnico Filipe Luís e postura no dia a dia incomoda outros profissionais do Ninho
04 Mar 2026 | 13:45 |
A saída de Filipe Luís deixou ainda mais visível a situação do diretor de futebol do Flamengo, José Boto, que já vinha enfrentando insatisfação interna no Ninho do Urubu. Atletas e funcionários apontam vaidade, pouca comunicação direta e até exigências de serviços particulares como motivos de incômodo. A informação é da ESPN.
Boto mantém contato diário com o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e é descrito como inflexível e, em algumas situações, grosseiro. Entre suas exigências inusitadas, funcionários devem se dirigir a sua residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, a cada duas semanas para limpeza e organização, mesmo com toda a infraestrutura do Ninho do Urubu, que conta com serviço de hotelaria interno.
No dia a dia do futebol, o diretor português circula sempre acompanhado por três seguranças e impõe regras inusitadas, como impedir que qualquer pessoa passe em frente ao banco de reservas durante o aquecimento dos jogadores, seja em partidas dentro ou fora de casa.
O distanciamento entre Boto e os atletas ficou mais evidente após a reunião no CT, na terça-feira (3), que ocorreu logo depois da demissão de Filipe Luís. Na ocasião, o diretor destacou que os jogadores tiveram responsabilidade na saída do técnico, e o grupo absorveu a fala sem reagir. O comportamento vaidoso do dirigente é frequentemente notado pelos atletas.
Após vitórias, Boto cumpre o protocolo e entra em campo para cumprimentar os jogadores. No entanto, durante derrotas, como na Supercopa do Brasil contra o em Brasília, ele permaneceu no túnel de acesso ao gramado, fumando, gerando comentários internos: “Ué, cadê o chefe? Agora não aparece?”, comentou um dos líderes do elenco, segundo a ESPN.
3ª Vara Cível do Rio de Janeiro acatou pedido de empresa de eventos que alega que o Mengão não pagou valores previstos em contratos de publicidade
04 Mar 2026 | 13:00 |
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Flamengo apresente, no prazo de até 15 dias, documentos e informações financeiras referentes às receitas de publicidade do Maracanã entre 2023 e 2025. A decisão atende a uma ação movida pela empresa Futuro Eventos, que afirma ser parceira na operação dos painéis de LED do estádio e alega não ter recebido valores previstos em contrato de divisão de receitas. A informação é do portal ‘GE’.
O processo tramita na 3ª Vara Cível da Capital e trata de obrigações decorrentes de relação contratual entre as partes. Na decisão, a juíza Maria Cristina Barros Gutierrez Slaibi reconheceu a existência de vínculo que obriga o clube a prestar contas, determinando a apresentação de contratos firmados, valores arrecadados e comprovantes de repasses. A magistrada também rejeitou preliminares levantadas pela defesa rubro-negra e negou o pedido para incluir o Fluminense como réu na ação.
Com a entrega dos documentos, o caso avançará para a fase de análise das contas e possível auditoria dos valores envolvidos. Caso o Flamengo não cumpra o prazo estabelecido, poderá sofrer consequências processuais, como a perda do direito de contestar posteriormente os números apresentados pela parte autora. Se os dados forem apresentados, a discussão passará à verificação detalhada de contratos, valores, notas fiscais, extratos e repasses.
Segundo a ação, os contratos previam que, quando a comercialização fosse realizada pelo Flamengo, a Futuro Eventos teria direito a 40% da receita, mediante prestação de contas. A empresa, representada pelo advogado José Antonio Carim, sustenta que, desde 2019, não recebeu relatórios financeiros, contratos com anunciantes, valores arrecadados, notas fiscais ou qualquer repasse. O clube teria alegado que os contratos são “sigilosos” e mencionado uma suposta dívida para justificar a retenção de equipamentos da parceira.
Nesta etapa, a Justiça analisou apenas a existência do dever de prestar contas, sem entrar no mérito financeiro da disputa. Procurado pela reportagem, o Flamengo informou que ainda não tinha ciência da decisão, publicada nesta quarta-feira no Diário da Justiça Eletrônico do Estado do Rio de Janeiro.