Futebol
26 Set 2024 | 08:49 |
Torcedores mais supersticiosos costumam dizer que, quando um tabu está durando por muito tempo, é porque ele está próximo de ser quebrado. No duelo desta quinta-feira (26), entre Peñarol (URU) x Flamengo, sete marcas são favoráveis ao time uruguaio. Portanto, o Mengão tenta acabar com algumas ‘estatísticas’ para seguir vivo no sonho do tetra da Libertadores.
No jogo de ida, no Maracanã, o 1 a 0 Peñarol acabou com a sequência do Flamengo de 28 jogos sem perder em casa na Libertadores. Além disso, o Mengão carregava a marca de 17 vitórias em sequência como mandante na competição. Agora, veja os sete desafios do Rubro-Negro para o confronto das quartas de final.
Veja os tabus que o Flamengo precisa quebrar:
1 – Flamengo nunca venceu o Peñarol na Libertadores
No total, Flamengo e Peñarol se enfrentam cinco vezes na história da Libertadores. O retrospecto é amplamente favorável ao time uruguaio, que ganhou quatro e empatou um. Ou seja, para conseguir a classificação às semifinais, o Mengão precisa de um feito inédito.
2 – Flamengo nunca fez gol no Peñarol na Libertadores
Quatro jogos terminaram 1 a 0 para o Peñarol, e o empate acabou em 0 a 0. Nos dois embates de 1982, os uruguaios venceram. Já na primeira fase de 2019, triunfo dos ‘carboneros’ no Maracanã e igualdade sem gols no Campeón del Siglo. Já o confronto mais recente, vantagem para os visitantes no Rio de Janeiro.
3 – Flamengo nunca se classificou após perder o jogo de ida no Maracanã na Libertadores
Em duas oportunidades, o Flamengo perdeu a ida no Maracanã em mata-mata de Libertadores. Nas quartas de 2010, o Mengão levou 3 a 2 da Universidade de Chile. Mesmo com a vitória por 2 a 1 em Santiago, o Fla acabou eliminado pelo extinto critério do gol fora de casa. Já em 2018, o Cruzeiro, então liderado por Arrascaeta, fez 2 a 0 na ida das oitavas. No Mineirão, o Rubro-Negro levou a melhor, porém, somente por 1 a 0.
4 – Peñarol não perde em casa na Libertadores desde 2017
No Estádio Campeón del Siglo, o Peñarol não sabe o que é perder jogos da Libertadores há 17 partidas. Nesse recorte, foram 15 vitórias e dois empates. A última derrota do time uruguaio foi contra um brasileiro, o Palmeiras, por 3 a 2, em jogo que terminou em pancadaria na primeira fase de 2017.
5 – Flamengo não vence em território uruguaio desde 1995
O Uruguai traz boas lembranças para o Flamengo, afinal, o país é o palco do primeiro título de Libertadores do clube, em 1981. Porém, nos últimos 29 anos, as recordações são negativas. O Mengão não vence no país desde 1995, quando bateu o Nacional (URU), por 1 a 0, na extinta Supercopa dos Campeões da Libertadores.
Desde então, foram oito jogos com sete derrotas e um empate. No recorte, há torneios amistosos, Libertadores e Copa Mercosul. A única alegria aconteceu justamente no 0 a 0 de 2019, quando o Flamengo se classificou e eliminou o Peñarol na primeira fase da Libertadores.
6 – Flamengo não vence fora de casa na Libertadores desde 2022
Sem contar a final da Libertadores 2022, que aconteceu em campo neutro, o Flamengo não vence fora de casa na competição desde a semifinal daquele ano, quando fez 4 a 0 no Velez Sarsfield (ARG). Posteriormente, foram cinco derrotas e três empates.
7 – Sem Pedro, Flamengo não vence por dois gols de diferença desde o Cariocão
Para se classificar no tempo normal, o Flamengo precisa vencer por dois gols de diferença. Porém, sem o goleador Pedro, que está lesionado, o Rubro-Negro não balança as redes com frequência nas partidas. O último triunfo aconteceu em janeiro, quando o Mengão fez 2 a 0 no Sampaio Corrêa, no Carioca. O camisa 9 foi poupado por Tite, na ocasião.
Peñarol x Flamengo
O Flamengo vai em busca da quebra dos tabus a partir das 19h (horário de Brasília), no Estádio Campeón del Siglo, no Uruguai.
Técnico vive seu momento de maior pressão desde que assumiu o Mengão e torcida já demonstra impaciência com seu trabalho no clube
27 Fev 2026 | 12:25 |
A demissão de Filipe Luís não está, neste momento, em discussão formal no Flamengo, fontes da diretoria confirmam ao Gazeta do Urubu. Ainda assim, o ambiente de pressão em torno do treinador aumentou nos últimos dias, tanto externamente, com manifestações da torcida, quanto internamente, nos bastidores do clube.
Dirigentes ouvidos pela reportagem do Gazeta do Urubu resumem o cenário com cautela: “Hoje, claro que há pressão. Mas não dá para cogitar a demissão de um treinador que ganhou tudo no ano passado, sendo que ainda estamos em fevereiro. É preciso fazer uma avaliação cautelosa. Se tirar ele, vai colocar quem? São alguns fatores que precisam ser analisados”, disse um diretor.
Publicamente, o discurso no Flamengo segue sendo de confiança e respaldo ao trabalho da comissão técnica comandada por Filipe Luís. Internamente, porém, há o reconhecimento de que o início de temporada exige correções mais rápidas do que o previsto.
O entendimento é de que ajustes precisam ser feitos de maneira imediata para evitar que o desgaste aumente. O que até pouco tempo era tratado como hipótese inexistente, uma possível troca no comando, já não é mais considerado cenário impossível. A probabilidade ainda é pequena, mas deixou de ser zero.
A permanência de Filipe Luís dependerá diretamente do desempenho nas próximas competições. Resultados consistentes e evolução dentro de campo serão fatores determinantes para manter o ambiente sob controle. Por ora, o treinador segue no cargo, com respaldo institucional, mas sob observação mais atenta da diretoria e da torcida.
Desde que assumiu o time principal do Mengão, o treinador vive situação onde vê questionamentos de seu trabalho pairando entre os torcedores
27 Fev 2026 | 12:05 |
Desde que assumiu o comando do time profissional, em outubro de 2024, Filipe Luís não havia enfrentado um ambiente de cobrança tão intenso. A derrota por 3 a 2 para o Lanús, que resultou no vice da Recopa Sul-Americana, marcou a primeira vez em que a torcida elevou o tom nas arquibancadas do Maracanã e direcionou protestos ao treinador. Além da Recopa, o Flamengo já havia perdido a Supercopa do Brasil nesta temporada, o que ampliou a pressão externa e interna sobre o trabalho da comissão técnica.
Apesar do desgaste, Filipe Luís ainda conta com o respaldo da diretoria de futebol. A avaliação interna é de que uma troca no comando não resolveria os problemas apresentados neste início de ano. Há entendimento de que a temporada é longa e que o treinador tem margem para recuperar o prestígio. A informação é do portal ‘GE’.
Nos bastidores, no entanto, a relação já passou por momentos de tensão. Durante o processo de renovação contratual, a demora para um acordo incomodou o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que chegou a discutir alternativas no mercado. Ao fim, houve concessões de ambas as partes para garantir a permanência do técnico.
O clube também atendeu a pedidos da comissão técnica, investiu na manutenção de atletas considerados fundamentais e trouxe reforços de peso, como Lucas Paquetá. O cenário, na visão da presidência, aumenta a responsabilidade por resultados imediatos.
Após a derrota no jogo de ida da Recopa, Bap intensificou a presença no Ninho do Urubu e elevou o nível de cobrança sobre elenco e comissão técnica. A tendência é de novas reuniões com o departamento de futebol após a perda do segundo título na temporada. Internamente, há relatos de desgaste também com parte do elenco, especialmente por escolhas técnicas que geraram insatisfação. O episódio no Maracanã evidenciou ainda uma fissura inédita na relação com a torcida.
Depois de um 2025 vitorioso, Filipe Luís enfrenta agora o desafio de administrar uma crise. O Campeonato Carioca surge como ponto-chave: o Flamengo está próximo da final, e o desempenho nos próximos jogos pode influenciar diretamente as decisões da diretoria. Além do treinador, o próprio departamento de futebol está sob análise da presidência. O desfecho estadual pode determinar os rumos da temporada — dentro e fora de campo.
Atacante deixou o Cruzeiro rumo ao Peixe em busca de minutos, mas não entrou em campo na vitória diante do Vasco pelo Brasileirão
27 Fev 2026 | 10:02 |
Ídolo do Flamengo, Gabigol atravessa um momento de oscilação no Santos. Apesar de ter marcado quatro gols em nove partidas disputadas na temporada, o atacante acabou sendo barrado da equipe titular por decisão do técnico Juan Pablo Vojvoda.
Na partida desta quinta-feira (26), contra o Vasco da Gama, válida pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, o camisa 9 iniciou no banco de reservas. Segundo a comissão técnica, a escolha teve caráter exclusivamente técnico e tático, com Thaciano ficando com a vaga entre os titulares. Para o confronto, o Santos foi a campo com um setor ofensivo formado por Miguelito, Neymar, Thaciano e Moisés.
Gabigol foi emprestado ao Santos pelo Cruzeiro, após passagem conturbada por Belo Horizonte. Contratado com grande expectativa pela diretoria celeste, o atacante não conseguiu repetir o desempenho que o consagrou no Flamengo e perdeu espaço sob o comando de Leonardo Jardim.
Posteriormente, com a chegada de Tite ao Cruzeiro, treinador com quem teve relação desgastada nos tempos de Ninho do Urubu, o clube mineiro optou por liberar o jogador. Atualmente, Santos e Cruzeiro dividem o pagamento integral dos salários do atleta.
O contrato de empréstimo com o Santos é válido até o fim da temporada, enquanto o vínculo definitivo com o Cruzeiro se estende até dezembro de 2028. No litoral paulista, Gabigol busca recuperar espaço, prestígio e a condição de titular sob o comando de Vojvoda, em meio a um cenário de cobrança e reconstrução de confiança.