Futebol
23 Abr 2024 | 08:51 |
O Conselho Deliberativo do Flamengo vota na próxima segunda-feira, (29) a renovação de contrato com a fornecedora de material esportivo, Adidas. O novo vínculo terá algumas mudanças bem importantes para o negócio entre as partes, dentre elas a questão dos royalties.
O Rubro-Negro e a Adidas acertaram um contrato até 2029. O atual vínculo foi assinado em 2022 e vai até 2025, mas as partes optaram pela extensão neste momento. Os royalties de algumas peças devem diminuir neste novo contrato. Eles são os valores que o fabricante paga ao detentor da marca pela concessão e utilização dos direitos.
Marcos Senna, diretor de marketing do Flamengo, explicou esse ponto. Ele lembrou o salto que o Rubro-Negro deu no percentual em vínculo anterior, mas as consequências que isso teve no mercado.
"Em 2013, assinamos um contrato com royalties em torno de 11% a 12%. Jogamos, na renovação, para 35% por peça. Aparentemente isso foi muito bom para o Flamengo, deu um pouco mais de dinheiro. Experimentamos isso no mercado, mas esses 35% esmagam um pouco as margens até do varejo", começou.
"Nosso varejista vive de Flamengo. A nossa camisa vende. O time ganha, ela vende. As outras peças não vendem da mesma forma. Então, estamos tentando ajustar os royalties dessas peças, digamos, periféricas, e ajustando também outras partes do contrato para compensar. Garantindo, principalmente, uma solidez no contrato. Não tem como dar saltos de dinheiro", disse Marcos Senna.
Senna citou também que o clube buscou um equilíbrio na gestão de oferta e demanda. O dirigente citou os exemplos do que aconteceu na temporada de 2022 e 2023.
Durante o processo de negociação, o Fla recebeu sondagens da Puma e de outras fornecedoras menos conhecidas. Houve até a sinalização de propostas maiores, mas pesou a favor da Adidas a capacidade de produção e divulgação global, como publicado por Rodrigo Mattos, colunista do UOL.
"A ideia é ter um contrato mais longo e mais seguro para o Flamengo. Tivemos dois anos de contrato em 2022 e 2023. No primeiro ano, o Flamengo ganhou Libertadores e Copa do Brasil, uma demanda explosiva. O problema não é só ganhar, é que você ganha essas duas competições em um espaço de três, quatro semanas. E a Adidas precisa de seis, oito meses para produzir um pedido novo. Vimos o "drama", entre aspas, de ter ganho: o produto escasso nas lojas. No ano seguinte produziu muito, mas não ganhou títulos. Essa administração é cara e complexa. Focamos em ter uma forma sólida e segura de o Flamengo não participar tanto desse risco".
Mengão chegou a quantidade de derrotas que demorou mais de meio ano para conseguir na última época, o que preocupa equipe
21 Fev 2026 | 17:00 |
O começo de temporada do Flamengo em 2026 está longe de repetir o roteiro dominante vivido no ano anterior. Depois de um 2025 histórico, marcado pelas conquistas da Supercopa do Brasil, do Campeonato Carioca, da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, o cenário atual é de alerta no Ninho do Urubu. O desempenho defensivo, que foi o grande pilar da campanha vencedora, simboliza essa queda de rendimento: o alto número de derrotas.
A derrota para o Lanús, na última quinta-feira, pelo jogo de ida da Recopa Sul-Americana, representou o quarto revés do elenco principal sob o comando de Filipe Luís em 2026. Neste sábado, 21 de fevereiro, completa-se exatamente um mês desde a estreia com força máxima no ano. O contraste é evidente: em 2025, a quarta derrota só aconteceu em julho.
Um levantamento do portal “GE” comparou o início das duas temporadas, desconsiderando as partidas disputadas pelo sub-20 no começo de cada ano. Em 2025, o Flamengo permaneceu invicto nos 15 primeiros jogos e só perdeu na 16ª apresentação. Já em 2026, o primeiro tropeço veio logo na segunda vez que entrou em campo.
Outro dado chama atenção: no ano passado, o Flamengo não perdeu duas partidas consecutivas em nenhum momento. Agora, já acumulou três derrotas seguidas em um momento da temporada, algo que não ocorria desde abril de 2023. No total, a equipe principal foi superada apenas nove vezes durante toda a temporada vitoriosa. Em menos de um mês de 2026, o número já se aproxima da metade desse total.
A Supercopa ficou pelo caminho, e a situação na Recopa tornou-se mais delicada após o revés na Argentina. O início irregular aumenta a pressão para uma reação imediata e coloca à prova a capacidade de reorganização de um elenco que, há poucos meses, parecia praticamente imbatível.
Desde o ano em que o primeiro iPhone foi lançado e o Papa Bento XVI visitou o Brasil, o Rubro-Negro não sabe o que é perder para o Tricolor Suburbano
21 Fev 2026 | 16:39 |
Defendendo um longo retrospecto de 18 anos de invencibilidade que o Flamengo entra em campo neste domingo (22), no Maracanã, para o jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca contra o Madureira.
O confronto coloca à prova uma das mais longas hegemonias do futebol estadual. Para evitar que a escrita seja quebrada, o time comandado por Filipe Luís precisa manter a concentração nos dois duelos decisivos que valem vaga na grande final do Estadual.
O último revés do Flamengo para o Tricolor Suburbano ocorreu em um contexto de decisão. Na partida de ida da final da Taça Guanabara de 2007, o Madureira surpreendeu e venceu por 1 a 0. No entanto, a derrota não foi suficiente para tirar o título da Gávea. No jogo de volta, o Mais Querido impôs sua força, goleou o adversário por 4 a 1 e levantou o troféu do primeiro turno.
Desde aquele episódio, as equipes se enfrentaram diversas vezes pelo Campeonato Carioca, com amplo domínio flamenguista. O histórico recente aponta para vitórias elásticas, como o 5 a 1 aplicado em 2021 e duas goleadas por 4 a 0 em 2017 e 2018.
Para manter e ampliar essa marca positiva, o Mais Querido terá dois desafios no Maracanã. O retrospecto nos últimos anos mostra um Flamengo soberano, mas que encontrou resistência em alguns empates, como o 1 a 1 na temporada passada (2025) e o 0 a 0 em 2023.
Mengão tem volante na mira enquanto o Tricolor não definiu a compra em definitivo junto a Lazio, que ainda detém seus direitos econômicos
21 Fev 2026 | 16:10 |
O São Paulo não pretende abrir qualquer tipo de negociação com o Flamengo envolvendo o volante Marcos Antônio e trabalha com a convicção de que exercerá a opção de compra prevista em contrato. Emprestado pela Lazio, o meio-campista é tratado internamente como peça consolidada no elenco, e a diretoria já se movimenta para garantir sua permanência em definitivo.
Nos bastidores do Morumbi, a avaliação é clara: o clube deverá cumprir as metas estipuladas no acordo de empréstimo e não existe intenção de discutir uma saída, nem mesmo diante do interesse do Flamengo na próxima janela de transferências. A leitura é de que o cenário está praticamente definido e não será reaberto no meio da temporada.
Dirigentes tricolores demonstram confiança na capacidade de honrar o compromisso financeiro sem necessidade de renegociação com a Lazio. O valor da operação já está contemplado no planejamento orçamentário, o que reforça a estratégia de manutenção da base titular ao longo do ano.
Internamente, Marcos Antônio é visto como jogador em crescimento técnico e tático, com papel relevante na dinâmica do meio-campo. A diretoria entende que negociar um titular em evolução dentro do próprio futebol brasileiro não seria coerente com o objetivo de estabilidade esportiva. A prioridade é evitar qualquer tipo de enfraquecimento diante de concorrentes diretos.
Do lado do Flamengo, o nome do volante chegou a ser monitorado como oportunidade de mercado. A avaliação era de que o atleta se encaixaria no perfil desejado para reforçar o setor. Ainda assim, no São Paulo o entendimento é de que não haverá abertura para conversas. Com isso, a tendência é que Marcos Antônio permaneça no Morumbi de forma definitiva, encerrando qualquer especulação sobre uma possível transferência dentro do futebol nacional.