Futebol
31 Mar 2024 | 11:36 |
O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, disse em entrevista à CBN que não é momento de o Flamengo discutir como financiará a construção de seu estádio próprio e que primeiro é preciso comprar o terreno. Segundo Landim, uma vez adquirido o terreno, o Flamengo precisa utilizar a concessão do Maracanã para poder planejar com calma o melhor modelo de construção e de financiamento. Ele garantiu, porém, que o estádio “sai com ou sem SAF”.
“Mesmo que a gente tenha acesso a esse terreno, se nós formos cuidar de todo o trabalho de licenciamento, as discussões que a gente vai ter junto com a prefeitura com relação à mobilidade das pessoas, as diversas aprovações e o tempo de construção, isso é um projeto para cinco anos pelo menos. Eu vejo o Maracanã até como uma forma de, uma vez a gente tendo o terreno, estruturar uma forma melhor de construir este estádio e financiar este estádio ao longo do tempo. Por enquanto o que a gente quer mesmo é ter acesso a esse terreno, que a gente acredita que é muito importante para que a gente possa depois desenvolver esse projeto com calma”, afirmou.
Landim deu a entender que o Flamengo pode adquirir o terreno com recursos próprios graças ao poderio econômico do clube, que teve receita de quase R$ 1,4 bilhão e superávit de mais de R$ 320 milhões em 2023, como revelou o balanço publicado na última quinta-feira.
“Estamos diminuindo nossa dívida, e estamos com uma dívida líquida muito baixa. De fato a gente está juntando uma condição econômica para ter um estádio”, afirmou.
Landim explica insistência no terreno no Gasômetro
O presidente do Flamengo disse que o terreno do Gasômetro é perfeito para os planos do Flamengo, que por isso está insistindo tanto na sua aquisição.
“A vantagem do Maracanã hoje é que você tem através de grandes vias, chegada de ônibus, trem, metrô, transporte público, o percentual de pessoas que vai de próprio carro ao Maracanã é pequeno. E a ideia de procurar um terreno relativamente próximo ao Maracanã, que é aquele terreno do Gasômetro, que é o único terreno ali disponível, com a construção do Terminal Gentileza você fica com um terminal de VLT, um terminal de BRT, a rodoviária para quem vem de fora do Rio e para quem vem de metrô a estação Cidade Nova a pouco mais de um quilômetro do estádio. Para local de transporte de massa é perfeito para se colocar um estádio. Essa é a razão principal para a gente lutar tanto por aquele terreno”, afirmou.
Questionado se a construção do estádio depende da transformação do Flamengo em SAF, Landim garantiu que não.
“O estádio sai com ou sem SAF. O que existe é uma discussão que é um modelo que teria que ser discutido com os sócios do Flamengo se eles entendessem que esse é o caminho. Que é o modelo do Bayern de Munique. Em vez de vender o controle, o Bayern vendeu uma parcela minoritária deste capital. Ele continua tendo 75,1% do controle do futebol. E ele através deste mecanismo conseguiu recursos para construir um estádio. Podemos abrir mão de usar esse dinheiro [de uma SAF]? Podemos abrir mão. Só que a gente vai endividar o clube e vai ser muito mais penoso para a gente porque vai ter um custo de capital para pagar esse dinheiro que vai ser necessário para a construção do estádio que poderia ser revertido para o clube de futebol, para investimento em nossos jogadores”, afirmou.
Landim defende que Flamengo controle futebol ‘para sempre’
Landim garantiu, porém, que não há possibilidade de, mesmo com a criação da SAF, o Flamengo abrir mão de ter controle do seu futebol.
“Não existe a menor razão hoje para que em qualquer que seja o projeto do Flamengo o Clube de Regatas do Flamengo não venha a ser o controlador do seu futebol. As pessoas sempre que associam a imagem da SAF elas veem a SAF como uma solução para salvar os clubes da falência. Primeira coisa que eu quero deixar publicamente é que eu entendo que o Flamengo não tem a menor razão para que a sua associação desportiva não continue controlando o seu futebol para sempre.”
Landim atribuiu a uma tentativa da oposição criar polêmica em ano eleitoral a antecipação da discussão sobre SAF. Entretanto, quem colocou a questão na ordem do dia foi o primo de Landim e vice-presidente de Patrimônio Arthur Rocha, que reuniu assinaturas para uma emenda para regular o processo de transformação do clube em SAF. Como o MRN publicou na sexta-feira, Rocha acabou desistindo após Landim garantir que não proporia a criação da SAF este ano.
“Isso é uma discussão para se ter na época se e somente se a gente vier a ter acesso ao terreno. É uma antecipação enorme de discussão, Mas a gente entende principalmente em se tratando de um ano político no Flamengo, do ano de eleições. Tudo é motivo para poder ter polêmica, já que é difícil arrumar polêmica hoje com o balanço que a gente tá entregando, com os resultados que a gente está tendo nos esportes olímpicos, na sede da Gávea, no próprio futebol. É o espaço que a oposição do Flamengo consegue arrumar”, afirmou.
Presidente cita Palmeiras para rejeitar sociedade só para estádio
Landim também explicou porque rejeita a possibilidade da criação de uma sociedade de propósito específico para gerar o estádio em vez de uma SAF que assumisse parte do futebol do Flamengo, ainda que minoritária.
” É o modelo do Palmeiras, e a gente vê o que está acontecendo lá. Porque no dia seguinte o sócio vai querer aumentar a receita do estádio e diminuir a receita do clube. Ele vai brigar com você no primeiro dia. Esse modelo é um modelo ruim, e eu já antecipava”, afirmou.
Alvirrubro abre vantagem no início com gols de PK e do haitiano Garrinsha; Garotos do Ninho reagem com pintura de Guilherme Gomes
14 Jan 2026 | 23:42 |
Debaixo de chuva e com um início eletrizante, o Bangu superou o Flamengo por 2 a 1 na noite desta quarta-feira (14), no Estádio Moça Bonita. Em partida válida pela primeira rodada do Campeonato Carioca de 2026, o time da casa aproveitou a experiência contra a equipe sub-20 do Rubro-Negro para construir o resultado logo nos primeiros minutos.
O confronto marcou a estreia dos novos refletores do estádio e também confirmou a primeira derrota dos "Garotos do Ninho" na competição, após o empate na rodada antecipada contra a Portuguesa. O destaque da noite foi o atacante haitiano Garrinsha, decisivo na construção do placar para o Alvirrubro da Zona Oeste.
O Bangu não deu tempo para o Flamengo respirar. Logo aos 3 minutos de jogo, em um contra-ataque fulminante, Garrinsha roubou a bola e serviu PK em profundidade. O camisa 9 ganhou na velocidade da defesa rubro-negra e abriu o placar. O ímpeto dos donos da casa continuou e, aos 11 minutos, foi a vez do garçom virar artilheiro. Garrinsha recebeu pela esquerda, cortou para o meio e bateu colocado, marcando um golaço para ampliar a vantagem: 2 a 0.
Atordoado, o Flamengo tentou se organizar e conseguiu diminuir o prejuízo aos 18 minutos. Daniel Sales fez um belo lançamento para Guilherme Gomes. O meia aproveitou a saída precipitada do goleiro Bruno e tocou com categoria por cobertura, anotando uma pintura em Moça Bonita e recolocando o Mais Querido no jogo.
Ainda no primeiro tempo, o Flamengo pressionou em busca do empate. A melhor chance veio aos 33 minutos, quando Joshua aproveitou uma sobra na área e finalizou na trave. O goleiro Bruno também foi crucial para segurar o resultado, operando defesas importantes. A etapa inicial ainda teve um momento de preocupação para os rubro-negros: o lateral Johnny deixou o campo chorando com dores no ombro após um choque, sendo substituído por Gusttavo.
No segundo tempo, o ritmo da partida caiu. O Flamengo tentou impor pressão com a entrada de Ryan Roberto e Alan Santos, mas encontrou um Bangu bem postado defensivamente. Joshua teve a chance de igualar o marcador aos 41 minutos da etapa final, mas chutou para fora. O Bangu segurou o 2 a 1 até o apito final, garantindo os três pontos na estreia oficial do Cariocão.
Em noite marcada por oscilações e bom desempenho no garrafão, Orgulho da Nação supera o rival paulista por 94 a 88 e coloca pressão sobre o Franca na disputa
14 Jan 2026 | 23:34 |
Flamengo fez valer o fator casa e saiu vitorioso no clássico interestadual disputado na noite desta quarta-feira (14). Em partida válida pela 22ª rodada do NBB 25/26, realizada no ginásio do Maracanãzinho, o FlaBasquete derrotou o Corinthians pelo placar de 94 a 88. O resultado, construído em meio a momentos de altos e baixos durante os quatro períodos, foi fundamental para as pretensões do clube na temporada regular.
Com o triunfo, o Orgulho da Nação alcança a marca de 19 vitórias e apenas três derrotas, somando 41 pontos. A pontuação coloca a equipe na liderança isolada da competição de forma provisória. O Franca, concorrente direto, só volta à quadra no dia 19 de janeiro e precisará vencer para igualar a campanha rubro-negra.
A partida foi caracterizada pela inconsistência da equipe comandada pelo técnico Sérgio Hernández, que alternou quartos de alto nível com momentos de queda de rendimento. O início do jogo mostrou um Flamengo agressivo dentro da área pintada, fugindo da característica usual de muitos arremessos longos. Com quase 65% de aproveitamento no garrafão e bolas de três pontuais de Matheus Gueiros e Gui Deodato para frear a reação corintiana, o Rubro-Negro fechou a primeira parcial em 31 a 22.
No segundo quarto, o ritmo caiu. O time carioca zerou o aproveitamento nas bolas de três pontos (errou as seis tentativas), mas compensou com a eficiência nos lances livres e no jogo interno (90% de acerto). O equilíbrio prevaleceu, com o Corinthians vencendo a parcial pela diferença mínima (23 a 22), mas o Flamengo foi para o intervalo ainda em vantagem. Destaques para Gui Deodato e Cummings, que pontuaram bem nesse período de maior dificuldade ofensiva.
A volta do vestiário trouxe um Flamengo mais ajustado defensivamente no terceiro quarto. A equipe permitiu apenas 21 pontos ao adversário — a menor marca do Corinthians no jogo até então — e melhorou sua produção ofensiva, anotando 28 pontos. O jovem Matheus Gueiros, revelado na base, aproveitou a minutagem e foi um dos cestinhas, ajudando a ampliar a vantagem para 81 a 66.
No entanto, o último quarto trouxe drama ao Maracanãzinho. O Corinthians reagiu, vencendo a parcial final por 20 a 13 e cortando a diferença. Foi necessária frieza nos instantes finais. Uma roubada de bola decisiva de Wesley nos segundos derradeiros garantiu a posse e sacramentou a vitória por seis pontos de diferença, assegurando a festa da torcida presente.
Atacante revelado no Ninho do Urubu está de malas prontas para Bragança Paulista; acordo prevê a manutenção de 30% dos direitos econômicos pelo clube carioca
14 Jan 2026 | 21:16 |
Flamengo continua ativo nos bastidores para ajustar o elenco para a sequência da temporada 2026. A mais nova movimentação do Departamento de Futebol é a saída definitiva do atacante Wallace Yan. O jovem, formado nas categorias de base do clube, teve sua venda encaminhada para o Red Bull Bragantino, rival direto do Rubro-Negro na disputa da Série A do Campeonato Brasileiro.
A negociação está em estágio final, restando apenas detalhes burocráticos para o anúncio oficial. O acordo entre os clubes já foi selado, faltando agora a assinatura do contrato por parte do atleta para formalizar a transferência para a equipe do interior paulista.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Benjamin Back, o modelo de negócio envolve a venda majoritária dos direitos do jogador. O Flamengo aceitou negociar 70% do passe de Wallace Yan, optando por manter 30% sob seu domínio. Essa estratégia visa garantir uma fatia significativa de lucro em uma eventual venda futura do atleta para o futebol europeu, considerando o potencial de valorização no projeto da Red Bull.
Em relação às cifras, o jornalista Gabriel Reis (do canal Paparazzo Rubro-Negro) apurou que a transação gira em torno de 10 a 12 milhões de euros. Convertendo para a moeda nacional, o montante aproxima-se da casa dos R$ 70 milhões. O jogador, inclusive, já estaria organizando sua mudança para Bragança Paulista, indicando que o desfecho deve ocorrer nos próximos dias.
A venda de Wallace Yan impacta diretamente o planejamento do ataque rubro-negro para 2026. Com a saída do jovem, o elenco vê as opções para a referência ofensiva, o tradicional camisa 9, ficarem escassas. Atualmente, o técnico conta apenas com Pedro como centroavante de ofício e Bruno Henrique, que pode atuar improvisado na função de falso 9.