Futebol
13 Mar 2025 | 18:12 |
O Super Mundial de Clubes da Fifa, que será realizado entre os dias 15 de junho e 13 de julho de 2025, nos Estados Unidos, trará uma mudança importante para os times participantes: a restrição de patrocinadores no uniforme. A entidade determinou que cada clube poderá exibir apenas um patrocinador na camisa de jogo, localizado no espaço máster.
A medida impacta diretamente os quatro clubes brasileiros que estarão na competição – Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo –, que precisarão se adaptar à nova realidade comercial. Além disso, a restrição vale também para materiais de treino, agasalhos e coletes usados no banco de reservas.
Especialistas analisam impacto da decisão da Fifa
A regra imposta pela Fifa gerou diferentes reações no mercado. Para Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports e especialista em marketing esportivo, a decisão tem um ponto positivo: a padronização visual dos uniformes.
- Creio que a regra é válida, uma vez que existem clubes participantes de diversas partes do mundo, cada um com a sua cultura. Muitas vezes, os times vendem muitos espaços, e o uniforme acaba ficando poluído. Então, para padronizar, a Fifa resolveu adotar essa medida, o que na minha visão é assertivo - afirmou.
Já Fernando Kleimmann, sócio-diretor da Volt Sport, empresa brasileira fornecedora de material esportivo para 11 clubes do país, acredita que a mudança segue uma tendência estética do futebol mundial.
- O regulamento prioriza a estética e a padronização visual do torneio, resultando em camisas mais ‘limpas’ e alinhadas a um padrão internacional. Essa medida valoriza a identidade dos clubes e reforça a percepção de exclusividade do patrocinador máster, seguindo uma tendência de design mais minimalista no futebol - conclui Kleimmann.
Patrocínio exclusivo pode gerar perdas financeiras?
Apesar da padronização visual, a restrição pode impactar o potencial de receita publicitária dos clubes. Atualmente, muitos times brasileiros exibem diversos patrocinadores no uniforme, com marcas ocupando mangas, ombros, costas e barra da camisa. Com a nova regra, os clubes precisarão buscar alternativas para compensar possíveis perdas financeiras.
Uma das soluções pode ser renegociar contratos, elevando o valor do patrocínio máster, já que a marca ganhará exclusividade no uniforme durante o torneio. Outra estratégia pode ser o fortalecimento de ações comerciais digitais, explorando a visibilidade dos clubes nas redes sociais e plataformas de streaming.
Após o empate com o Vasco e a profunda crise no Campeonato Brasileiro, a diretoria celeste oficializa a saída do treinador e busca o ex-comandante do Mengão
16 Mar 2026 | 09:55 |
O departamento de futebol do Cruzeiro tomou uma decisão drástica na noite do último domingo (15). Após o empate amargo por 3 a 3 diante do Vasco da Gama, a alta cúpula do time mineiro optou por encerrar o vínculo de trabalho com o técnico Tite. Com a saída do veterano, a agremiação de Belo Horizonte já se movimenta nos bastidores e tem o ex-flamenguista Filipe Luís como o nome favorito para assumir a prancheta.
A situação de Tite tornou-se insustentável devido à ausência de resultados positivos na principal competição nacional. A diretoria celeste ainda tentou dar respaldo ao ex-treinador da Seleção Brasileira, porém, a equipe segue sem conquistar uma única vitória no torneio.
Diante da vacância no cargo, o nome de Filipe Luís ganhou força e passou a ser o grande foco do Cruzeiro no mercado esportivo. No entanto, as tratativas podem não ser simples. Informações de bastidores indicam que o recém-demitido treinador rubro-negro não possui a pretensão imediata de assumir um novo projeto esportivo.
Apesar dessa postura inicial, a equipe que gerencia a carreira do profissional demonstra disposição para escutar a oferta cruzeirense, visando manter o bom relacionamento e as portas abertas com a diretoria do time celeste.
Livre no mercado, Filipe Luís teve seu trabalho no Flamengo interrompido no dia 3 de março. A sua saída ocorreu logo após o time sofrer um elástico e histórico revés por 8 a 0 contra o Madureira. O ex-lateral esquerdo não conseguiu resistir ao princípio de temporada turbulento e deixou o comando técnico na Gávea.
Atualmente, o profissional adota cautela em relação ao seu futuro esportivo e não tem pressa para fechar acordos, especialmente no cenário brasileiro. O principal objetivo do jovem treinador é iniciar uma trajetória consistente no futebol europeu, aguardando que propostas oriundas do Velho Continente se concretizem nos próximos meses.
Mesmo com o título estadual recém-conquistado, o comandante não suportou a pressão da torcida e os maus resultados que afundaram o time mineiro na vice-lanterna
16 Mar 2026 | 09:36 |
Chegou ao fim a passagem de Tite, ex-Flamengo, pelo comando técnico do Cruzeiro. A diretoria celeste oficializou a demissão do treinador de 64 anos neste domingo (15), logo após a equipe amargar mais um tropeço na Série A do Campeonato Brasileiro.
A decisão foi tomada na esteira do empate em 3 a 3 contra o Vasco da Gama, em pleno Mineirão, em uma partida onde o time da casa atuou com um jogador a mais e, ainda assim, não conseguiu sair com os três pontos.
O resultado do final de semana agravou a situação dramática da equipe na principal competição do país. Atualmente, o Cruzeiro amarga a 19ª colocação na tabela, figurando na vice-lanterna do Brasileirão com apenas três pontos somados em seis rodadas disputadas. A equipe segue sem registrar nenhuma vitória no torneio, cenário que tornou a continuidade do trabalho insustentável para a gestão do clube.
Apesar de ter levantado a taça do Campeonato Mineiro no domingo anterior (8), o título regional serviu apenas como um breve respiro para o ex-treinador do Corinthians e da Seleção Brasileira. A falta de atuações convincentes e o futebol muito abaixo do esperado no cenário nacional esgotaram rapidamente a paciência dos torcedores.
Havia uma grande esperança interna de que a temporada de 2026 começasse no mesmo patamar elevado em que 2025 terminou, impulsionada pelo legado tático do português Leonardo Jardim, que hoje dirige o Flamengo. Embora Tite tenha declarado inicialmente que aproveitaria as ideias de seu antecessor, a transição não funcionou e resultou em uma desorganização tática evidente nas quatro linhas.
Volante é um dos principais líderes do elenco do Mengão e foi eleito pela primeira vez desde sua chegada para usar braçadeira
15 Mar 2026 | 20:00 |
A vitória por 3 a 0 do Flamengo sobre o Botafogo, no Engenhão, no sábado (14), foi marcada por uma atuação dominante da equipe comandada por Leonardo Jardim. Com controle do jogo, defesa sólida e eficiência no ataque, o Rubro-Negro construiu uma vitória convincente no clássico. Entre os destaques da partida esteve Jorginho, que viveu uma noite especial. O meio-campista usou pela primeira vez a braçadeira de capitão do Mengão e respondeu à responsabilidade com uma atuação segura no meio-campo.
Acostumado a atuar em grandes palcos do futebol europeu, Jorginho destacou que liderar o Flamengo em um clássico tem um significado especial. Após a partida, o volante utilizou as redes sociais para compartilhar a emoção do momento com a torcida rubro-negra.
“Uma honra enorme vestir essa camisa e, pela primeira vez, usar a braçadeira de capitão. Mais três pontos na conta. Vamos juntos, Nação”, escreveu o jogador. A publicação rapidamente repercutiu entre os torcedores, que demonstraram apoio ao camisa 8 e celebraram a atuação do meio-campista no clássico.
A escolha de Jorginho para usar a braçadeira não aconteceu por acaso. A filosofia de jogo implementada por Leonardo Jardim passa diretamente pelo controle do meio-campo, setor em que o ítalo-brasileiro exerce papel fundamental. Com visão de jogo apurada e capacidade de cadenciar as partidas, o volante se tornou uma espécie de termômetro da equipe.
Quando acelera o ritmo, o Flamengo ganha intensidade ofensiva; quando controla a posse, ajuda o time a administrar o confronto. Assim, com liderança em campo e boa conexão com a torcida, Jorginho se consolida como uma das peças centrais do Flamengo na disputa do Campeonato Brasileiro Série A.