Futebol
21 Mar 2024 | 13:38 |
A torcida do Vasco costuma se gabar que tem casa própria enquanto o Flamengo jogaria de aluguel no Maracanã. Na realidade, porém, quem vem pagando aluguel há anos para jogar no estádio do Flamengo é o Vasco.
Com a partida de volta contra o Nova Iguaçu, na qual não foi mandante, mas arcou com as despesas por acordo com o clube da Baixada, o Vasco já realizou 14 jogos no Maracanã desde 2019, excluindo aqueles em que foi visitante de Flamengo e Fluminense. No total, pagou R$ 3.090.000 de aluguel ao Consórcio Fla-Flu.
O valor do aluguel já foi reajustado 5 vezes desde 2019, quando o Consórcio Fla-Flu assumiu a gestão do estádio. Na estreia do Vasco contra a Chapecoense, em 2019, o valor cobrado foi de R$ 90 mil, repetido em 2020 contra ABC e o próprio Flamengo.
No Carioca de 2022, para jogar com o próprio Flamengo, esse valor já subiu para R$ 120 mil. Já na Série B do mesmo ano, o Consórcio Fla-Flu cobrou R$ 250 mil para o Vasco enfrentar Cruzeiro e Sport.
Por limitação da Ferj, o valor foi reduzido para R$ 200 mil no clássico entre Vasco e Botafogo na Taça Guanabara de 2023. Mas voltou a R$ 250 mil na semifinal do Carioca contra o Flamengo e nos duelos contra Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG no Brasileiro.
Este ano, mais dois aumentos. O jogo contra o Flamengo pela Taça Guanabara teve aluguel de R$ 300 mil. Já os dois jogos contra o Nova Iguaçu tiveram aluguel de R$ 350 mil.
Vasco pagou R$ 1 mi para mandar jogos contra Flamengo e não ganhou nenhum
Só para jogar cinco vezes como mandante contra o Flamengo no estádio desde 2020, o Vasco desembolsou R$ 1.010.000 no aluguel – e perdeu quatro jogos, inclusive o famoso “jogo do abandono”, e empatou um. Já contra o Fluminense o Vasco só jogou como visitante neste período.
Flamengo e Fluminense dividem o dinheiro do aluguel meio a meio. Ou seja, cada um recebeu do Vasco cerca de R$ 1,5 milhão desde 2019.
O Vasco tenta tirar da dupla o controle do Maracanã na concorrência pela licitação. O Consórcio Maracanã Para Todos, integrado pelo Vasco e pela W/Torre, tentou desqualificar a dupla Fla-Flu na Justiça, mas não teve sucesso até agora.
Enquanto o Vasco briga e paga milhões para jogar no estádio administrado pelo Flamengo, o Mais Querido não manda um jogo em São Januário desde 1996.
Mengão adotou postura rígida no último dia da janela de transferências e pensou envolver Gonzalo Plata em troca por jogador do Cruzeiro
27 Mar 2026 | 20:30 |
O fechamento da janela de transferências nacional, nesta sexta-feira (27), transcorre com definições estratégicas nos bastidores do Ninho do Urubu. Apesar das recentes especulações, o Flamengo decidiu não avançar na liberação do atacante Gonzalo Plata para o Cruzeiro.
O impasse ocorreu após a equipe mineira recusar a inclusão do lateral-esquerdo Kaiki Bruno como moeda de troca na transação, frustrando os planos da diretoria rubro-negra de reforçar o setor defensivo em contrapartida à saída do setor ofensivo.
A postura do Flamengo reflete uma nova diretriz de mercado: a priorização do ganho técnico sobre o alívio financeiro. Sem um acordo que envolvesse nomes de interesse, como o próprio Kaiki Bruno ou o centroavante Kaio Jorge, o departamento de futebol optou por encerrar as conversas.
De acordo com informações apuradas pelo jornalista Venê Casagrande, a saúde financeira do Rubro-Negro é o principal pilar que sustenta a recusa de propostas consideradas insuficientes. Fontes internas do clube foram enfáticas ao afirmar que o Flamengo "não precisa de dinheiro" no momento, o que retira a urgência de negociar atletas apenas para fazer caixa.
O entendimento da alta cúpula é de que Gonzalo Plata permanecerá integrado ao grupo, a menos que surja uma oportunidade de negócio que seja inquestionavelmente benéfica para a estrutura tática de Leonardo Jardim. Por tanto, só venderá o atleta por uma boa oferta.
A permanência de Plata, mesmo após os episódios de indisciplina e o desejo do Cruzeiro em contar com seu futebol, envia uma mensagem clara ao mercado: o Flamengo não facilitará a saída de seus ativos sem uma contrapartida à altura. O jogador agora terá o desafio de se reintegrar plenamente e buscar novamente seu espaço sob o comando de Leonardo Jardim.
Luiz Eduardo Baptista classifica a construção imediata como "suicídio esportivo" devido aos altos juros e custos bilionários
27 Mar 2026 | 19:30 |
Flamengo decidiu adotar uma postura de extrema cautela em relação ao sonho da casa própria. Em declarações recentes, o presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, descartou qualquer pressa para dar início às obras do estádio no terreno do Gasômetro.
A análise da cúpula rubro-negra indica que o panorama econômico do Brasil, marcado por taxas de juros elevadas, representa um risco excessivo para a estabilidade do clube, podendo comprometer os investimentos no futebol profissional a curto e médio prazo. A diretoria reforça que a prioridade absoluta da gestão é a responsabilidade fiscal.
Atualmente, o Flamengo desfruta de uma saúde financeira robusta, com todas as obrigações em dia e um faturamento crescente, impulsionado significativamente pelas receitas de bilheteria nas partidas realizadas no Maracanã. Para os dirigentes, acelerar um projeto desta magnitude sem um cenário favorável seria colocar em xeque a hegemonia conquistada nos últimos anos.
A viabilidade do novo estádio esbarra em números alarmantes. Estimativas internas apontam que o custo total da construção poderia ultrapassar a marca de R$ 3 bilhões. Segundo Bap, financiar uma obra desse porte sob as atuais condições de crédito do país seria um erro estratégico gravíssimo. "Fazer um estádio nessas condições é um suicídio esportivo", afirmou o mandatário.
O Mais Querido não pretende abrir mão da competitividade para realizar o projeto da arena própria de forma precoce. O presidente enfatizou que o clube só avançará quando houver segurança estrutural e financeira. "O Flamengo vai ter aquilo que puder ter no momento adequado", declarou o dirigente, sinalizando que a construção permanece nos planos, mas sem um cronograma que sacrifique o patrimônio do clube.
Atacante equatoriano vive um momento de isolamento no Ninho do Urubu, marcado por baixa integração tática e polêmicas em suas redes sociais
27 Mar 2026 | 17:59 |
A trajetória de Gonzalo Plata no Flamengo atravessa o seu período mais turbulento desde que desembarcou no Rio de Janeiro. Nos últimos dias, o distanciamento entre o atleta e a instituição tornou-se público após o jogador remover imagens com o uniforme rubro-negro de seus perfis digitais e deixar de seguir a conta oficial do clube.
Internamente, o cenário é de reavaliação. Se antes Plata gozava de prestígio e era considerado uma peça de confiança sob a gestão de Filipe Luís, a mudança no comando técnico alterou drasticamente sua hierarquia no elenco. Para recuperar o protagonismo perdido, o equatoriano agora enfrenta o desafio de alinhar seu comportamento extracampo às novas diretrizes de disciplina e alto rendimento impostas pelo Jardim.
A atitude gerou uma onda de reprovação entre os torcedores e atraiu críticas contundentes de Ronaldo Angelim, ex-zagueiro e ídolo histórico da torcida, que questionou a postura do jovem atacante de 25 anos diante da grandeza do Mais Querido:
"Ei, Plata, por que tu deixou de seguir o Flamengo, cara? Faça isso não. Tá jogando no clube, deixa de seguir o clube. Nem saiu do clube ainda. Mesmo que saísse, não era para para fazer isso aí, não. Respeitar o torcedor. p****, dava tanta moral a tu, tanto valor pela entrega que você tem em campo", disse o ex-defensor antes de completar.
"Aí você faz isso aí, perdeu a moral com a gente aí. Mas é isso aí, né? Só tando aí na musiquinha aí. Eu acho que ele não fica não depois disso aí, viu? Só vai. que ele fez isso aí, a torcida vai pegar no pé. Conheço a torcida do Flamengo. Eu lembro que para mim ele já perdeu a credibilidade. Que que a torcida tem a ver com treinador aí? Treinador não te levou pro jogo. A torcida não tem culpa não, né?", concluiu o ex-zagueiro do Mengão.
As explicações para a ausência de Gonzalo Plata nos últimos jogos foram detalhadas pelo técnico Leonardo Jardim. Segundo o treinador português, o atleta enfrenta sérios obstáculos para se integrar à dinâmica coletiva e ao modelo de jogo da equipe. Jardim foi enfático ao declarar que, para atuar no Flamengo em 2026, o nível de exigência em relação à concentração e ao empenho físico é inegociável.