Futebol
29 Mar 2025 | 12:24 |
O legado dos Mamonas Assassinas segue vivo nas arquibancadas do futebol brasileiro. Torcedores do Internacional e do Mais Querido adaptaram a icônica música Pelados em Santos para apoiar os times nos estádios. Décadas após o trágico acidente que vitimou a banda, as canções seguem sendo entoadas por milhares de vozes em jogos importantes.
A primeira adaptação da música foi feita por torcedores do Internacional. Em 2008, integrantes da torcida organizada Guarda Popular criaram a versão "Minha Camisa Vermelha", que rapidamente se popularizou entre os colorados. A canção passou a embalar partidas decisivas e se tornou um símbolo de paixão pelo clube.
RUBRO-NEGROS ADOTARAM A CANÇÃO NO ANO SEGUINTE
Inspirados pela adaptação colorada e pela amizade entre as torcidas, os rubro-negros criaram, em 2009, a versão Mengão do Meu Coração. A música fez parte da histórica campanha do título brasileiro daquele ano, conquistado com um elenco liderado por Adriano Imperador e Petkovic. Desde então, a canção segue presente nos estádios, sendo uma das favoritas dos torcedores do Flamengo.
FAMÍLIA DO VOCALISTA DINHO SE EMOCIONA COM O IMPACTO DAS MÚSICAS NOS ESTÁDIOS
Para Jorge Santana, primo de Dinho e CEO da marca Mamonas Assassinas, ver as músicas da banda eternizadas no futebol é motivo de grande orgulho. "A arte transcende. O legado acaba sendo imortalizado pela arte. Tudo o que eles fizeram valeu muito a pena. Eles acreditavam nos sonhos deles. Ter torcidas de futebol cantando versões das músicas dos Mamonas nos dá muito orgulho. É gratificante demais ver que eles não morreram", declarou.
MÚSICAS DOS MAMONAS SEGUEM VIVAS NA CULTURA POPULAR E NO FUTEBOL BRASILEIRO
Mesmo após quase três décadas desde a tragédia que interrompeu a carreira do grupo, o impacto dos Mamonas Assassinas segue forte na cultura brasileira. No futebol, torcedores de diferentes clubes mantêm viva a irreverência da banda, garantindo que suas músicas sejam lembradas a cada grito de apoio nos estádios.
Ex-atleta foi capturado em São Pedro da Aldeia devido ao descumprimento de regras da liberdade condicional, incluindo viagens não autorizadas
08 Mai 2026 | 19:15 |
O ex-goleiro Bruno Fernandes foi detido pela polícia na última quinta-feira (7) em São Pedro da Aldeia, localizada na Região dos Lagos fluminense. Considerado foragido há cerca de 60 dias, o ex-jogador do Flamengo teve o mandado de prisão expedido pela Vara de Execuções Penais em 5 de março. A medida judicial ocorreu após o entendimento de que Bruno violou sistematicamente as normas estabelecidas para sua liberdade condicional.
Entre as principais irregularidades apontadas, destaca-se uma viagem realizada em 15 de fevereiro para o Acre, onde o goleiro atuaria pelo Vasco-AC, sem a devida permissão dos magistrados. Somado a isso, o Ministério Público do Rio de Janeiro ressaltou que o detido permaneceu três anos sem realizar a atualização obrigatória de seu endereço residencial.
A situação jurídica de Bruno Fernandes agravou-se devido a uma sucessão de falhas no cumprimento das restrições impostas. Além de não retornar ao regime semiaberto quando solicitado, o ex-atleta desrespeitou horários de recolhimento noturno e frequentou ambientes restritos. Em fevereiro, ele foi identificado em um jogo no Estádio do Maracanã e realizou outros deslocamentos para Minas Gerais sem autorização prévia.
O goleiro foi inicialmente detido em 2010, em um caso de repercussão global que interrompeu sua carreira no momento em que recebia sondagens de clubes estrangeiros. Na ocasião, Bruno era um dos principais nomes da posição no futebol brasileiro, atuando como titular e capitão do Flamengo.
Em 2013, a Justiça condenou Bruno a uma pena superior a 22 anos pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado contra Eliza Samudio. Segundo a conclusão do processo, o crime foi motivado pela cobrança de Eliza pelo reconhecimento da paternidade de seu filho, Bruninho Samudio, que atualmente integra as categorias de base do Botafogo.
Elenco rubro-negro realizou o primeiro treinamento em solo gaúcho nesta sexta-feira, focando no duelo contra o time de Luis Castro
08 Mai 2026 | 18:52 |
Após o cancelamento do confronto contra o Independiente Medellín na Colômbia, a delegação do Flamengo desembarcou diretamente em Porto Alegre para dar sequência ao calendário nacional. O Rubro-Negro enfrenta o Grêmio neste domingo (10), às 19h30, na Arena do Grêmio, em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O compromisso anterior pela Copa Libertadores foi interrompido pela Conmebol devido à falta de segurança no Estádio Atanasio Girardot. Protestos da torcida local, motivados pelo desempenho negativo da equipe colombiana, resultaram no arremesso de artefatos explosivos e sinalizadores no campo, o que impediu a continuidade do jogo. O próximo desafio do Flamengo no torneio continental está agendado para o dia 20 de maio, contra o Estudiantes, no Maracanã.
Na tarde desta sexta-feira (8), o grupo comandado por Leonardo Jardim utilizou as instalações do CT do Internacional para realizar a primeira atividade preparatória. O foco do treinamento foi o ajuste tático necessário para enfrentar um adversário que vem apresentando variações defensivas recentes.
O treinador rubro-negro destacou a organização do oponente e a necessidade de manter a identidade de jogo da equipe para buscar a vitória fora de casa. A comissão técnica monitora a recuperação física dos atletas após a logística desgastante envolvendo a viagem à Colômbia e o retorno imediato ao Brasil.
Durante a preparação, o técnico do Flamengo analisou as recentes mudanças táticas promovidas por Luis Castro no Grêmio. Jardim observou que o treinador português utilizou uma linha de três defensores centrais nos últimos dois compromissos para se adequar ao estilo dos adversários.
"Mais do que isso, é a gente apresentar as nossas valências", pontuou o técnico flamenguista, reforçando que, embora o respeito ao sistema defensivo gremista seja necessário, a prioridade é a execução das ideias de jogo do Mais Querido. O objetivo principal em Porto Alegre é a conquista dos três pontos para sustentar a posição do clube no pelotão de frente da tabela de classificação.
Atual presidente do Bahia relembrou, em entrevista, o medo de que sua orientação sexual interrompesse sua trajetória profissional
08 Mai 2026 | 17:15 |
O ambiente esportivo, historicamente marcado por barreiras de preconceito, forçou diversos atletas a ocultarem suas identidades por décadas. Em entrevista recente concedida ao programa de Pedro Bial, na TV Globo, o ex-goleiro Emerson Ferretti, atualmente com 54 anos, compartilhou a experiência de assumir publicamente a homossexualidade e os dilemas enfrentados durante a carreira.
Ferretti relatou que, desde o início de sua trajetória, percebeu que o futebol não oferecia acolhimento a homossexuais. O dirigente relembrou que sua adolescência ocorreu nos anos 80, período em que a homossexualidade ainda era classificada como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o acesso a informações ou redes de apoio era praticamente inexistente.
A aceitação e a decisão de falar abertamente sobre o tema foram facilitadas por um longo acompanhamento terapêutico. Emerson descreveu que vivia um intenso conflito interno: enquanto sua imagem profissional ganhava projeção nacional, sua vida íntima era marcada por um vazio, chegando a passar anos sem se relacionar com outros homens para manter a fachada exigida pelo meio.
O ex-atleta explicou que, inconscientemente, depositava todas as suas energias no esporte para tentar equilibrar o isolamento pessoal. No entanto, quanto maior era o seu sucesso e fama, maior se tornava a dificuldade de vivenciar sua sexualidade de forma natural. Após duas décadas de terapia, Ferretti compreende que sua saída de cena, à época, foi uma tentativa de resolver esse impasse entre os dois mundos.
Revelado pelo Grêmio, Emerson Ferretti acumulou passagens por clubes como America-RJ, América de Natal e Bahia, onde é ídolo e atual gestor. No Flamengo, a trajetória ocorreu no início da década de 2000, chegando ao Rio de Janeiro com a responsabilidade de assumir a titularidade em um momento de instabilidade do elenco rubro-negro.