Futebol
10 Jul 2024 | 13:51 |
De 1895 até 2005, a área do Gasômetro do Rio de Janeiro, onde o Flamengo deseja que seu estádio de futebol seja construído, funcionou como centro de armazenamento e distribuição de gases. Por conta disso, o solo do terreno foi contaminado, principalmente em casos de vazamentos de tubulação durante o período de atividade mais intensa. O documento divulgado pela Prefeitura do Rio nesta terça-feira (09/07) mostra que o grau e o tipo de contaminação do local ainda são desconhecidos.
No início de tudo, em 1895, o gás era produzido a partir da queima de carvão mineral. Em 1911, sendo considerado o maior do mundo neste tipo de produção, o Gasômetro do Rio operava para fornecer 180 mil metros cúbicos de gás por dia.
Alguns trabalhos acadêmicos observaram essa questão da contaminação do solo na região do Gasômetro. Entre eles está o de Mariana Velasco Gomes de Almeida, que fez a tese de mestrado “Contaminação de áreas portuárias — um estudo de caso no porto do Rio de Janeiro”, no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Urbana e Ambiental da PUC-Rio. No texto, apresentado em 2015, Mariana destacou que em 1997 foram feitos os primeiros estudos geoambientais na área.
Cinco anos depois, em 2002, realizaram novos estudos que detectaram no terreno produtos químicos como benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos; hidrocarbonetos; chumbo, cobre, níquel, arsênio, mercúrio e cianeto. Todos acima da quantidade aceitável.
“Não se sabe ao certo como esses resíduos eram dispostos no terreno, ou seja, se eram colocados em um lugar próprio ou se apenas eram deixados em contato direto com o solo do local“, frisa Mariana Velasco em sua pesquisa.
Já no ano de 2011, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) diagnosticou o espaço como Área Contaminada sob Investigação (ACI). No ano seguinte, o terreno passou à Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (CDURP). Na sequência, em 2013, foi apresentado outro plano de descontaminação. Mas não foi implementado. Nos processos do Inea, não consta que a área encontra-se apta para mudança de uso e ocupação do solo.
Volante foi alvo de sondagens de Palmeiras e clubes europeus, mas prioriza sequência no Alvinegro carioca após quitação de pendências
23 Jan 2026 | 14:00 |
Apesar de ter seu nome ventilado em diversos clubes nacionais e internacionais, Danilo decidiu permanecer no Botafogo para a temporada de 2026. A informação foi detalhada pelo jornalista Bruno Andrade, durante o programa “Fala a Fonte”, da ESPN. Tanto a diretoria alvinegra quanto o atleta alinharam os interesses para dar continuidade ao trabalho no Estádio Nilton Santos, encerrando os rumores de uma possível transferência nesta janela.
Danilo despertou o interesse de equipes da Inglaterra e do Zenit, da Rússia, além de ter sido alvo de consultas no mercado brasileiro. No entanto, o desejo de estabilidade pesou na decisão do meio-campista.
De acordo com a apuração de Bruno Andrade, o fator determinante para a permanência foi a vontade de Danilo em interromper a sequência de trocas de clubes. O volante busca se firmar e criar raízes em uma equipe para desenvolver seu melhor futebol.
“A informação que eu tenho é que o Danilo fica no Botafogo, apesar do interesse e de algumas consultas recentes. É um jogador que o Botafogo não abre mão e o Danilo, nesse momento, prefere a permanência, porque já pulou de clube em clube e quer se fortalecer e ter uma certa sequência. Então, o Danilo fica no Botafogo até segunda ordem”, explicou o jornalista.
Segundo informações publicadas pelo site GE nesta sexta-feira (23), os empresários de Danilo chegaram a oferecer o jogador à diretoria do Flamengo. O Rubro-Negro, entretanto, recusou prontamente a investida. O motivo da negativa é o foco total do Mengão em outros dois nomes para o setor de meio-campo: o volante Marcos Antonio e o meia Lucas Paquetá, que são as prioridades do clube no momento.
Clube esclarece ao portal Paparazzo Rubro-Negro que negociação continua ativa e vê avanços significativos; West Ham aceita montante total
23 Jan 2026 | 13:35 |
Flamengo agiu rapidamente para esclarecer as informações recentes sobre a negociação para repatriar o meio-campista Lucas Paquetá. Em contato com o portal "Paparazzo Rubro-Negro", a diretoria do clube desmentiu a versão de que a proposta oficial teria sido recusada integralmente pelo West Ham. Segundo o comando do futebol rubro-negro, o cenário é de otimismo, e o "não" recebido refere-se exclusivamente à estrutura da forma de pagamento apresentada, e não ao fim das conversas.
A interpretação interna na Gávea é de que houve um avanço crucial: o consenso sobre o preço final do atleta. A diretoria não vê o momento atual como um travamento, mas como uma etapa natural de ajuste financeiro em uma operação de grande porte.
Conforme apurado e corroborado por jornalistas como Rodrigo Mattos e Pablo Raphael, o Flamengo obteve êxito em reduzir a pedida do clube londrino. Inicialmente, o West Ham solicitava cerca de 60 milhões de euros para liberar o brasileiro.
Graças ao esforço pessoal de Paquetá em retornar ao Rio de Janeiro e às rodadas de negociação, os ingleses baixaram a guarda para 45 milhões e, finalmente, aceitaram o teto de 40 milhões de euros (cerca de R$ 240 milhões) em contatos realizados na última sexta-feira. Para a diretoria do Flamengo, ter o "sim" para o valor total da transferência é o passo mais difícil, o que justifica a manutenção do clima de confiança nos bastidores.
O ponto de discórdia que precisa ser superado agora é o modelo de desembolso. A proposta que o West Ham recusou, gerando o ruído sobre o fim da negociação, consistia no pagamento de 35 milhões de euros fixos (parcelados) mais 5 milhões de euros em bônus por metas.
Os ingleses foram taxativos na contraproposta: aceitam os 40 milhões de euros, desde que o valor seja integralmente fixo, sem dependência de variáveis de performance. Além disso, o clube europeu exige o pagamento preferencialmente à vista ou com o mínimo de parcelamento possível. O Flamengo agora trabalha para reestruturar a oferta financeira e definir o cronograma de liberação do jogador, buscando um meio-termo que viabilize a assinatura do contrato.
Atacante estava perto de uma transferência para as Águias, mas recusa do Rio Ave aproximou chance de clube grego de dar ‘chapéu’
23 Jan 2026 | 13:32 |
O atacante André Luiz, revelado pelo Flamengo e atualmente destaque do Rio Ave (POR), tornou-se a prioridade do Olympiakos (GRE) nesta janela de transferências. Caso a negociação se concretize, o jovem de 23 anos poderá reencontrar o lateral-direito Rodinei, um dos pilares do clube grego.
Segundo o jornalista Nikos Kotsis, o caminho ficou livre para o Olympiakos após o Benfica sair da disputa. O clube português chegou a apresentar proposta de 12 milhões de euros fixos, mais 3 milhões em bônus, totalizando quase R$ 93 milhões, mas a oferta foi recusada pelo Rio Ave. Com os Encarnados fora do páreo, a diretoria do Olympiakos, liderada por Evangelos Marinakis, estuda acionar a cláusula de rescisão do jogador.
José Luis Mendilibar, treinador do Olympiakos, acompanha de perto o desempenho de André Luiz e o vê como peça ideal para reforçar o setor ofensivo da equipe na disputa por vagas em competições europeias. André e Rodinei foram companheiros no Flamengo até 2022, quando o lateral se transferiu para a Grécia. O atacante fez sua estreia no profissional rubro-negro em 2021.
O Flamengo não detém mais participação nos direitos econômicos do atleta, lucrando apenas via Mecanismo de Solidariedade da FIFA como clube formador. O Rubro-Negro, entretanto, já obteve receita significativa com André Luiz. Em 2024, ao negociá-lo com o Estrela Amadora, manteve 32% dos direitos econômicos, gerando R$ 4,4 milhões quando o atacante foi revendido ao Rio Ave, em janeiro de 2025.
Revelado pelo Flamengo, André Luiz atravessa o melhor momento da carreira no futebol português. Na atual temporada, o atacante soma sete gols e cinco assistências em 18 partidas, desempenho que despertou o interesse de outros clubes importantes do continente.
Exclusivo: entenda o principal entrave entre Flamengo e West Ham por Lucas Paquetá
23 Jan 2026 | 12:09