Futebol
19 Nov 2024 | 13:56 |
Na última segunda-feira (18), a ESPN organizou um debate com os candidatos à presidência do Flamengo, no qual os postulantes Rodrigo Dunshee, Maurício Gomes de Mattos (MGM) e Luiz Eduardo Baptista (Bap) discutiram propostas para o próximo triênio do clube. Apesar do propósito inicial, o programa, com mais de duas horas de duração, foi dominado por acusações e ataques pessoais, ofuscando a apresentação de ideias concretas.
TENSÃO E ATAQUES DIRETOS
A troca de farpas começou com Rodrigo Dunshee acusando MGM e Bap de lobby contra a compra do terreno para o estádio próprio do Flamengo. Dunshee afirmou que Maurício e aliados de Luiz Eduardo Baptista deixaram o Ginásio Hélio Maurício antes da votação que aprovou a aquisição.
“Falando especificamente de você (se referindo a MGM), nem você votou a favor do terreno do estádio, nem o Bandeira de Mello. E todo mundo sabe porque a ata de votação é pública. A gente sabe que nem você e nem os colegas do Bap votaram, foram embora. Se eu sou Flamengo e a favor do estádio, sonho da nossa Nação, está faltando 10, 20 minutos para ser votado. Eu vou embora? Isso aí para mim é a maior prova de que você está contra”, disse Dunshee.
Em resposta, MGM negou as acusações, declarou apoio ao projeto do estádio e atacou o adversário, chamando-o de “Pinóquio do mal” e “covarde”. Ele também usou um episódio recente envolvendo faixas de campanha na sede do clube para reforçar sua crítica.
“Bom, se você aprovar o que você está falando, eu realmente não vou te chamar de Pinóquio. Como você não vai provar, você é Pinóquio, porque eu entreguei um estudo de viabilização, de viabilidade econômica, financeira, para cada um dos presentes. Eu vou contra o que eu estava apresentando? Você está realmente, você é um Pinóquio. Agora, é um Pinóquio do mal, porque você utilizou a força do clube para tirar uma faixa.”
BAP E DUNSHEE ELEVAM O TOM
A rivalidade entre Bap e Dunshee também chamou atenção. Dunshee ironizou o uso de "colinha" por Bap durante o debate e classificou como "ridículo" ser chamado de mentiroso. Ele ainda exigiu que o adversário pedisse desculpas a Filipe Luís por ter comparado o técnico a um “cachorro”.
Bap respondeu afirmando que jamais se referiu a Filipe Luís dessa maneira, e chamou o oponente de mentiroso. “Não responde absolutamente nada porque não entende. Não tem planejamento, falta processo, preferência por amigos, formação de base caindo. Declínio evidente nos últimos dois anos. Ninguém chamou o Filipe Luís de cachorro. Você mente um dia sim e o outro também. Não tem conteúdo, estrutura e nem estofo para ser presidente”.
Por outro lado, Dunshee também questionou a aliança de MGM com Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, após este ter criticado a gestão atual da qual o candidato da oposição fez parte. Maurício tratou a pergunta como lamentável e chamou o vice-geral de ‘ingrato’.
MGM questionou Bap sobre de onde comandaria o clube caso fosse eleito, do Rio de Janeiro, ou em São Paulo, onde têm residência. Visivelmente irritado, Bap declarou: “É claro que eu vou morar no Rio.”
CLIMA POLARIZADO
O debate, que deveria servir como um espaço para os candidatos apresentarem suas propostas e visões para o Flamengo, terminou por ressaltar um cenário de polarização e ataques, refletindo a disputa acirrada pela liderança do clube. Resta saber como esses confrontos impactarão os sócios nas eleições marcadas para o dia 9 de dezembro.
Dos 25 gols sofridos pelo Mengão com a equipe principal na temporada, 11 foram originados de cruzamentos na área, sendo 44% dos tentos contra
05 Mai 2026 | 18:00 |
Um dos pontos fortes do Flamengo na temporada passada passou a gerar preocupação em 2026. A bola aérea defensiva, que já foi sinônimo de segurança, agora se transformou em uma das principais fragilidades da equipe. Até o momento, o time rubro-negro sofreu 25 gols na temporada, sendo 11 deles em jogadas pelo alto, um índice de 44%. O número acende o alerta interno e também serve como referência para adversários, que passaram a explorar esse tipo de lance com mais frequência. O levantamento foi feito pelo portal GE.
O problema ficou evidente no empate em 2 a 2 com o Vasco da Gama, no último fim de semana. Na ocasião, os dois gols da equipe comandada por Renato Gaúcho saíram justamente em jogadas aéreas. Após a partida, o treinador vascaíno revelou que a estratégia foi trabalhada previamente, com foco específico na vulnerabilidade defensiva do rival.
“Sabíamos que o Flamengo estava sofrendo gols nesse setor. Apostamos nisso e conseguimos aproveitar”, destacou. A declaração de Renato evidencia como a fragilidade já é estudada e utilizada como arma pelos adversários.
Os números mostram que o problema não está restrito a um único momento da equipe. Dos 11 gols sofridos em bolas aéreas, seis ocorreram ainda sob o comando de Filipe Luís, enquanto outros cinco já aconteceram com Leonardo Jardim à frente do time. Ou seja, trata-se de uma questão estrutural que atravessou a troca de treinador e ainda não foi solucionada.
A dificuldade na defesa aérea tem impacto direto nos resultados. Mesmo em jogos nos quais o Flamengo apresenta superioridade técnica e controle de posse, a vulnerabilidade em cruzamentos e bolas paradas tem custado pontos importantes. Foi exatamente o que aconteceu no clássico, quando a equipe abriu vantagem no placar, mas não conseguiu sustentar o resultado.
Mengão planeja mercado com contratações de grandes nomes, ao mesmo tempo que jogadores menos conhecidos, mas com grande potencial
05 Mai 2026 | 17:00 |
O Flamengo já se movimenta nos bastidores para a próxima janela de transferências e promete investimentos pesados para reforçar o elenco. Segundo informações do jornalista Gabriel Reis, o clube pode desembolsar até R$ 300 milhões em contratações. A estratégia da diretoria é clara: qualificar ainda mais o grupo e manter o time competitivo em todas as frentes, especialmente diante do calendário intenso da temporada.
Um dos pontos mais avançados no planejamento envolve a contratação de um atacante que atua no futebol argentino. De acordo com as informações, as conversas estão em estágio adiantado e o desfecho pode acontecer em breve. A possível chegada desse jogador indica uma prioridade do clube em reforçar o setor ofensivo, especialmente pelas pontas, o que pode gerar mudanças importantes na configuração do ataque rubro-negro.
A chegada do técnico Leonardo Jardim também influencia diretamente nas decisões do mercado. O treinador participa ativamente do planejamento ao lado do diretor de futebol José Boto, ajustando as prioridades conforme o modelo de jogo desejado. Com isso, algumas posições passaram a ser tratadas como mais urgentes, principalmente aquelas que exigem maior intensidade física e renovação.
Entre os nomes monitorados, o atacante Luiz Henrique aparece como um dos principais desejos. No entanto, a negociação é considerada difícil, já que o Zenit costuma adotar postura rígida em tratativas. Além disso, a lateral esquerda também é vista como prioridade. O clube avalia a necessidade de contratar um jogador mais jovem, considerando a queda de rendimento de Alex Sandro e a instabilidade de Ayrton Lucas.
Apesar de contar com um elenco forte, a diretoria entende que algumas posições apresentam desgaste físico elevado, especialmente pela sequência de jogos. Por isso, a ideia é trazer atletas mais jovens, com maior vigor físico e capacidade de manter o nível de desempenho ao longo da temporada. Com o aval do presidente Luiz Eduardo Baptista, o departamento de futebol trabalha para alinhar reforços pontuais e estratégicos.
Mengão encerrou a disputa judicial com o bloco após acerto que vai render mais R$ 150 milhões pela audiência no contrato junto à Globo
05 Mai 2026 | 16:00 |
A disputa pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro finalmente caminha para um desfecho. Após meses de negociações, o Flamengo e os clubes da Libra chegaram a um acordo que encerra a divergência sobre a divisão das receitas no ciclo de 2025 a 2029. O entendimento põe fim a um dos principais conflitos recentes nos bastidores do futebol brasileiro, que envolvia discussões intensas e até possibilidade de disputa judicial.
Em comunicado, o clube destacou que a solução foi construída de forma conjunta e representa um avanço importante: “O Clube de Regatas do Flamengo informa que chegou a um acordo com os demais clubes da Libra para encerrar a divergência relacionada à distribuição das receitas de audiência dos direitos de transmissão. A solução, construída pelo esforço conjunto, representa um passo importante para o alinhamento entre os clubes e o avanço do projeto de criação da Liga Nacional.”
O ponto central da divergência envolvia a divisão da receita de audiência, que corresponde a 30% do valor fixo do contrato com a TV Globo pelos direitos de transmissão até 2029. Como parte do acordo, o Flamengo receberá uma compensação financeira de R$ 150 milhões ao longo de quatro anos. O valor será pago em parcelas anuais de R$ 37,5 milhões, com correção pelo IPCA a partir de 2027. Esse montante, no entanto, será redistribuído dentro do próprio sistema, sendo abatido da fatia destinada aos demais clubes no critério de audiência.
Outro avanço importante foi a definição clara dos pesos de cada plataforma no contrato de transmissão, encerrando uma lacuna que gerava incertezas. A ausência desses percentuais no estatuto original da Libra era um dos fatores que alimentavam o impasse entre os clubes:
Com o acordo firmado, Flamengo e demais clubes agora direcionam esforços para os próximos passos na criação de uma liga nacional. O objetivo é fortalecer o futebol brasileiro, aumentar a valorização dos direitos comerciais e estruturar melhor o campeonato. A expectativa é que o documento final seja assinado nos próximos dias, consolidando o entendimento e encerrando oficialmente a disputa.
O desfecho representa mais do que um ajuste financeiro. Trata-se de um movimento importante para reduzir conflitos entre clubes e avançar na organização do futebol nacional. Com maior alinhamento entre as partes, o cenário tende a ser mais estável para negociações futuras, especialmente em um momento de transformação estrutural no esporte brasileiro.