Clube
19 Jul 2024 | 16:44 |
Diego Hypólito, um dos grandes atletas revelados pelos esportes olímpicos do Flamengo, comentou sua relação com o clube longa entrevista sobre a carreira. O ginasta bicampeão mundial e medalhista olímpico começou sua trajetória vitoriosa no ginásio da Gávea e revelou nutrir um sentimento de gratidão, mas ainda condena forma como foi mandado embora do clube.
“O Flamengo é o meu formador. Foi ali que me construí, me deu a oportunidade, desde criança, de ter uma aparelhagem que era a melhor na época. Foi quem acreditou na minha história. Fui mandado embora por uma pessoa específica. Então, sou laureado no Flamengo*, eu voto, eu auxilio. Eu vou às vezes no clube quando eu tenho um tempinho”, disse em entrevista ao quadro ‘Abre Aspas’, do ge.
Diego começou a treinar no Flamengo em 1994, assim como sua irmã Daniele Hypólito, e passou por períodos de altos e baixos no clube. Foi na Gávea onde ele se tornou um destaque nacional, chegou até a Seleção Brasileira e conquistou pódios internacionais. Contudo, foi mandado embora entre o fim de 2012 e início de 2013.
Uma das primeiras ações da gestão Bandeira de Mello foi fechar diversas modalidades dos esportes olímpicos como parte do plano de recuperação financeira. O contrato de muitos atletas, entre eles Diego, foi encerrado. À época, Diego deu muitas entrevistas criticando a decisão, mas mostra que não deixou afetar sua relação com o clube.
Mas a saída teve muitas consequências graves na vida de Diego. Em momento que lidava com o fato de começar a ser assumir sexualidade consigo mesmo, o atleta foi mandado embora e passou a lidar com um dos cenários mais conturbados de sua vida. Ele revelou recentemente que ficou internado em clínica psiquiátrica em 2014 para tratar depressão, enquanto conciliava com rotina de treinamentos para disputar as Olimpíadas.
“As Olimpíadas do Rio foram muito difíceis para mim, porque eu tive muitos problemas psicológicos. Fui muito negado. Eu dormia numa clínica, mas eu treinava no outro dia, então eu não ficava internado em tempo integral, mas tomando muitos medicamentos para que controlasse esses meus medos”, disse, antes de completar:
“Tive todo tipo de claustrofobia depois que eu saí do Flamengo. Eu fui mandado embora do Flamengo. Foi o clube que eu treinei por 20 anos. O ginásio pegou fogo com aparelhagens que tinham sido conseguidas pelo meu patrocinador. Eu me senti jogado fora, isso mexeu totalmente comigo. E foi a época que eu comecei a assumir a questão de sexualidade comigo mesmo, comecei a me dar a oportunidade de conhecer alguém pra namorar. Aí decido que quero ter um clube. Parei de ter o treinador que tive durante 20 anos (Renato Araújo). Fechei com o São Bernardo do Campo. Meu treinador (Fernando de Carvalho Lopes) é acusado de pedofilia. Foi uma avalanche de coisas, como se tivesse passado um tsunami. E o Diego no meio daquilo, sem saber o que fazer, fiquei muito perdido, desnorteado.”
* Laureado é o associado que tenha sido campeão individual durante cinco anos consecutivos, competindo pelo Flamengo; ou aquele que tenha sido campeão durante três anos consecutivos ou cinco alternados, desde que o Flamengo também tenha sido campeão na modalidade esportiva disputada nos mesmos anos pelo atleta.
Ginastas do Flamengo nas Olimpíadas de Paris
A geração de Diego Hypólito começou a colocar cada vez mais ginastas para representar o Brasil nas olimpíadas, principalmente homens. Em 2024, o Flamengo mandou a Paris cinco atletas que se apresentarão na ginástica artística.
Além da campeã olímpica Rebeca Andrade, o clube tem Jade Barbosa, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira e Diogo Soares na equipe brasileira. Os Jogos Olímpicos de Paris começam no dia 26 de julho.
Em noite de superação e homenagens, o time de Bernardinho salva quatro match-points no tie-break para empatar a série da Superliga Feminina
17 Abr 2026 | 23:58 |
Sesc RJ Flamengo manteve vivo o sonho do título nacional ao derrotar o Dentil Praia Clube por 3 sets a 2 na noite desta sexta-feira (17), no Maracanãzinho. Em uma partida decidida nos detalhes e marcada pela resiliência, a equipe carioca superou momentos críticos no quinto set para fechar com parciais de 23/25, 25/22, 25/22, 20/25 e 16/14. Com o resultado, a série semifinal está empatada em 1 a 1, forçando a realização do terceiro e decisivo confronto para definir quem avança à grande final da Superliga Feminina 2025/2026.
Antes do início da partida, o ginásio respeitou um minuto de silêncio em tributo a Oscar Schmidt, ídolo histórico do esporte brasileiro que faleceu nesta sexta-feira. A atmosfera emocional contagiou as arquibancadas, que viram o Rubro-Negro lutar ponto a ponto contra o atual campeão.
O duelo começou favorável ao Praia Clube, que demonstrou frieza para fechar a primeira parcial em 25/23 após Adenízia converter o ponto decisivo. O Sesc Flamengo reagiu nos sets seguintes, apresentando uma melhora significativa no sistema de bloqueio e no volume de defesa.
O time da casa venceu o segundo e o terceiro sets por 25/22, contando com atuações seguras de Tainara e Helena. Entretanto, a equipe de Uberlândia não se entregou e, liderada por Michele, retomou o controle no quarto set, vencendo por 25/20 e levando a decisão para o tie-break.
O quinto set foi um teste de nervos para torcedores e atletas. O Praia Clube abriu vantagem considerável, chegando a liderar por 13/9 e, posteriormente, alcançando o triplo match-point em 14/11. Quando a eliminação parecia inevitável, o Sesc Flamengo iniciou uma reação improvável.
Com um bloqueio agressivo e ataques precisos da ponteira Helena, o time carioca salvou quatro bolas do jogo seguidas. O empate em 14/14 incendiou o Maracanãzinho, permitindo que as anfitriãs virassem o placar e selassem a vitória por 16/14 em um bloqueio final avassalador.
Com a série igualada, as equipes retornam ao Maracanãzinho na próxima sexta-feira (24), às 21h, para o jogo de desempate. Quem vencer garantirá a vaga na finalíssima, prevista para o dia 3 de maio, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. A expectativa é de mais um confronto de alto nível técnico, onde o fator psicológico e a eficiência nos momentos de pressão, como demonstrado pelo Flamengo nesta sexta, serão determinantes para o desfecho da temporada.
A equipe comandada por Bernardinho enfrenta o Dentil Praia Clube nesta sexta-feira precisando vencer para empatar a semifinal e forçar o terceiro jogo da série
17 Abr 2026 | 10:59 |
Sesc RJ Flamengo entra em quadra nesta sexta-feira (17/04), às 21h, no Maracanãzinho, com foco total na permanência na disputa da Superliga Feminina 2025/2026. O desafio contra o Dentil Praia Clube é válido pelo segundo confronto da semifinal, disputada em uma série melhor de três. Após sofrer um revés por 3 sets a 0 na partida de abertura, em Uberlândia, o time carioca necessita obrigatoriamente do triunfo para prolongar o confronto.
A partida terá transmissão ao vivo pelos canais sportv2 e VBTV, e os torcedores ainda podem encontrar entradas disponíveis através da plataforma Guichê Web. Caso o Rubro-Negro consiga empatar a série hoje, o terceiro e decisivo embate já possui data e local definidos: o palco será novamente o Maracanãzinho, no próximo dia 24 de abril, também às 21h.
O elenco flamenguista sustenta sua confiança em números expressivos conquistados ao longo da atual edição. A ponteira norte-americana Simone Lee lidera o ranking de maior pontuadora da Superliga, acumulando 480 pontos, além de ser a principal sacadora do torneio com 27 aces. Outro destaque é a oposta Tainara, que figura na quinta posição entre as maiores pontuadoras, com 361 acertos.
A trajetória do Sesc RJ Flamengo na Superliga é marcada por uma hegemonia histórica no voleibol brasileiro. O clube ostenta 12 títulos da competição, conquistados nas temporadas de 1997/1998, 1999/2000, e em uma sequência de conquistas entre 2005 e 2017. Essa vasta experiência em fases decisivas é utilizada pela comissão técnica para motivar o grupo a buscar a virada.
A atual temporada da Superliga contou com 12 clubes participantes em um sistema de turno e returno. O afunilamento da competição colocou frente a frente as melhores equipes do país em séries eliminatórias. Diferente das fases de quartas e semifinais, que ocorrem em até três partidas, a grande final do campeonato será decidida em confronto único.
Com atuação inspirada de Michelle Pavão e Adenízia, a equipe mineira venceu por 3 sets a 0 em Uberlândia e está a uma vitória da grande final nacional
13 Abr 2026 | 22:52 |
O Dentil Praia Clube largou na frente na disputa por uma vaga na decisão da Superliga Feminina 2025/26. Na noite desta segunda-feira (13), no Ginásio do Uberlândia Tênis Clube (UTC), o time mineiro superou o Sesc-Flamengo por 3 sets a 0 (parciais de 25/22, 25/23 e 25/16).
Com o resultado, as comandadas de Rui Moreira precisam de apenas mais um triunfo para garantir a classificação, enquanto o time de Bernardinho terá de vencer os dois confrontos seguintes no Rio de Janeiro para reverter o cenário. A ponteira Michelle Pavão foi eleita a melhor jogadora da partida, recebendo o Troféu VivaVôlei após uma performance sólida tanto no fundo de quadra quanto nas definições de ataque.
O Praia Clube demonstrou superioridade técnica e tática desde o início da partida. Sob o comando da levantadora Macris, que distribuiu o jogo com precisão, as centrais Adenízia e Milka foram fundamentais para furar o sistema defensivo carioca.
No primeiro set, o equilíbrio predominou até a reta final, quando erros de saque e de posicionamento do Sesc Flamengo permitiram que o time da casa fechasse em 25/22. Adenízia, com sua vibração característica, liderou as ações ofensivas na "bola de meio", inflamando a torcida local.
A segunda parcial foi a mais equilibrada do confronto. O Sesc-Flamengo chegou a liderar o placar, impulsionado pelos ataques de Tainara e Kirov. Contudo, um momento de apreensão tomou conta do ginásio quando Tainara torceu o tornozelo após um bloqueio. No "clutch time", a central Milka decidiu com um ace providencial, abrindo caminho para que Payton Caffrey fechasse o set em 25/23.
No terceiro set, o Sesc Flamengo não conseguiu manter o ritmo e viu sua taxa de erros aumentar drasticamente, especialmente no serviço. Simone Lee, principal pontuadora da temporada, foi bem marcada pelo bloqueio mineiro e não conseguiu repetir as atuações de gala das quartas de final. O Praia Clube aproveitou o desequilíbrio emocional do adversário para abrir vantagem confortáve e o time mineiro fechou a parcial em 25/16 e selou a vitória por 3 a 0.