Futebol
Filipe Luís viu bom jogo do Flamengo diante do Lanús na Recopa: “deram…”
27 Fev 2026 | 09:31
Futebol
08 Jul 2024 | 16:40 |
O técnico Dorival Júnior ressaltou que não fica no meio da rodinha de jogadores antes de decisões por pênaltis. O treinador se defendeu da polêmica criada com a eliminação da seleção brasileira na Copa América. Após a derrota nas penalidades para o Uruguai, viralizou nas redes sociais um recorte da transmissão do jogo que mostra o comandante fora da rodinha dos atletas, aparentemente "escanteado".
Dorival se justificou que não participa das rodinhas porque não quer incomodar os jogadores. Ele afirmou que intervém caso ache necessário diante de nervosismo ou tranquilidade exacerbados, mas frisou que não foi o caso. O elenco vinha treinando pênaltis nos dias anteriores ao duelo do mata-mata.
O técnico também destacou que já tinha falado com alguns atletas em particular e que gosta de deixar o grupo confortável. Ele também contou que foi chamado pelo quarto árbitro para retirar um nome da lista de batedores, já que o Uruguai tinha um jogadora menos por expulsão.
Por fim, Dorival lamentou as críticas que avaliou como maldosas à sua postura pela repercussão da cena. O comandante brasileiro pediu respeito e citou covardia em comentários sem "ouvir o outro lado".
Nas campanhas do bicampeonato da Copa do Brasil, o técnico de 62 não participou da rodinha dos jogadores em duas decisões por pênaltis quando esteve à frente de clubes. Ele adotou certa distância tanto na final da edição de 2022 contra o Corinthians, comandando o Flamengo, como no duelo das oitavas de final no ano passado contra o Sport, treinando o São Paulo — ambos os times viriam a se sagrar campeões.
O que Dorival disse sobre o tema?
"É lamentar porque as pessoas fazem uma avaliação de uma foto, de um gesto, de uma palavra, de uma atitude... Só peço que exista respeito a todos os profissionais. Acho que sempre entendi que jornalismo tem que ouvir os dois lados, fui pego de surpresa na entrevista [ao ser questionado sobre o tema], não sabia o que tinha acontecido. Quando atleta, sempre participei de algumas decisões de pênaltis, ficava sempre um pouco afastado, mas junto com o grupo, ouvia aquele debate inicial mas tentava me concentrar, havia treinado para bater, queria estar concentrado e acima de tudo tranquilo.
Nunca participei de rodinhas porque não quero incomodar jogadores num momento desse. Caso eu sinta que o grupo esteja nervoso ou muito tranquilo, natural que tenha que intervir. Não foi o caso, estavam muito focados, eu já havia dito alguma coisa com jogadores em particular, estava procurando o Alisson para ter uma conversa mais detalhada.
O 4º arbitro havia me chamado, pedindo que fizesse o corte de uma atleta porque o Uruguai havia tido um expulso. Retornei porque não sabia o número da camisa do Arana, não tinha certeza, estava tentando encontrar ele para ver o número, mas não participo de roda. Em outros clubes nunca fiz isso, quero que eles se sintam confortáveis, confiantes, que estejam tranquilos, concentrados e façam o que fizeram no treinamento. Não foi só no dia anterior, vínhamos com frequência.
Infelizmente, as tomadas de posições, os comentários que foram feitos, maldosos, levianos, sem nexo nenhum e sem conhecer o outro lado da moeda. Lamento muito por tudo isso, não são digno dos profissionais, nos respeitem daqui desse lado, é o mínimo que possam ter. Foram levianos ao extremo e até usaram de uma certa covardia, mas passo por cima, estou olhando lá na frente e pensando o que podemos fazer para melhorarmos para as Eliminatórias"
Desde que assumiu o time principal do Mengão, o treinador vive situação onde vê questionamentos de seu trabalho pairando entre os torcedores
27 Fev 2026 | 12:05 |
Desde que assumiu o comando do time profissional, em outubro de 2024, Filipe Luís não havia enfrentado um ambiente de cobrança tão intenso. A derrota por 3 a 2 para o Lanús, que resultou no vice da Recopa Sul-Americana, marcou a primeira vez em que a torcida elevou o tom nas arquibancadas do Maracanã e direcionou protestos ao treinador. Além da Recopa, o Flamengo já havia perdido a Supercopa do Brasil nesta temporada, o que ampliou a pressão externa e interna sobre o trabalho da comissão técnica.
Apesar do desgaste, Filipe Luís ainda conta com o respaldo da diretoria de futebol. A avaliação interna é de que uma troca no comando não resolveria os problemas apresentados neste início de ano. Há entendimento de que a temporada é longa e que o treinador tem margem para recuperar o prestígio. A informação é do portal ‘GE’.
Nos bastidores, no entanto, a relação já passou por momentos de tensão. Durante o processo de renovação contratual, a demora para um acordo incomodou o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que chegou a discutir alternativas no mercado. Ao fim, houve concessões de ambas as partes para garantir a permanência do técnico.
O clube também atendeu a pedidos da comissão técnica, investiu na manutenção de atletas considerados fundamentais e trouxe reforços de peso, como Lucas Paquetá. O cenário, na visão da presidência, aumenta a responsabilidade por resultados imediatos.
Após a derrota no jogo de ida da Recopa, Bap intensificou a presença no Ninho do Urubu e elevou o nível de cobrança sobre elenco e comissão técnica. A tendência é de novas reuniões com o departamento de futebol após a perda do segundo título na temporada. Internamente, há relatos de desgaste também com parte do elenco, especialmente por escolhas técnicas que geraram insatisfação. O episódio no Maracanã evidenciou ainda uma fissura inédita na relação com a torcida.
Depois de um 2025 vitorioso, Filipe Luís enfrenta agora o desafio de administrar uma crise. O Campeonato Carioca surge como ponto-chave: o Flamengo está próximo da final, e o desempenho nos próximos jogos pode influenciar diretamente as decisões da diretoria. Além do treinador, o próprio departamento de futebol está sob análise da presidência. O desfecho estadual pode determinar os rumos da temporada — dentro e fora de campo.
Atacante deixou o Cruzeiro rumo ao Peixe em busca de minutos, mas não entrou em campo na vitória diante do Vasco pelo Brasileirão
27 Fev 2026 | 10:02 |
Ídolo do Flamengo, Gabigol atravessa um momento de oscilação no Santos. Apesar de ter marcado quatro gols em nove partidas disputadas na temporada, o atacante acabou sendo barrado da equipe titular por decisão do técnico Juan Pablo Vojvoda.
Na partida desta quinta-feira (26), contra o Vasco da Gama, válida pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, o camisa 9 iniciou no banco de reservas. Segundo a comissão técnica, a escolha teve caráter exclusivamente técnico e tático, com Thaciano ficando com a vaga entre os titulares. Para o confronto, o Santos foi a campo com um setor ofensivo formado por Miguelito, Neymar, Thaciano e Moisés.
Gabigol foi emprestado ao Santos pelo Cruzeiro, após passagem conturbada por Belo Horizonte. Contratado com grande expectativa pela diretoria celeste, o atacante não conseguiu repetir o desempenho que o consagrou no Flamengo e perdeu espaço sob o comando de Leonardo Jardim.
Posteriormente, com a chegada de Tite ao Cruzeiro, treinador com quem teve relação desgastada nos tempos de Ninho do Urubu, o clube mineiro optou por liberar o jogador. Atualmente, Santos e Cruzeiro dividem o pagamento integral dos salários do atleta.
O contrato de empréstimo com o Santos é válido até o fim da temporada, enquanto o vínculo definitivo com o Cruzeiro se estende até dezembro de 2028. No litoral paulista, Gabigol busca recuperar espaço, prestígio e a condição de titular sob o comando de Vojvoda, em meio a um cenário de cobrança e reconstrução de confiança.
Mengão foi derrotado pelo Lanús por 3 a 2 na decisão da Recopa e contou com falha bizarra do goleiro no primeiro tento do adversário
27 Fev 2026 | 09:55 |
Rossi chamou para si a responsabilidade pela falha que resultou no primeiro gol do Lanús na derrota por 3 a 2, nesta quinta-feira (26), no Maracanã. O resultado culminou com o vice-campeonato da Recopa Sul-Americana para o Flamengo. Em entrevista após o apito final, o goleiro explicou o lance envolvendo Ayrton Lucas e detalhou a falta de comunicação que antecedeu o erro.
Rossi sobre falha na derrota do Flamengo: "Temos que aprender com os erros para nos fortalecer..."
Segundo Rossi, a jogada começou com uma tentativa de troca de passes na saída de bola: “Eu joguei para o Ayrton, ele tentou jogar para mim, a bola ficou curta e eu escorreguei. Se eu fizesse a falta, seria vermelho e o time ficaria com um a menos. Erros acontecem, a gente errou, mas depois todo mundo lutou. Temos que aprender com os erros para nos fortalecer”, declarou o goleiro do Flamengo.
Apesar do ambiente de cobrança no estádio, o camisa 1 demonstrou confiança na sequência do trabalho. Rossi afirmou compreender a frustração da torcida após a perda do título, mas destacou que a resposta precisa ser dada dentro de campo.
“Óbvio que a torcida está chateada e vai cobrar, mas no final do ano a gente comemora e eles comemoram junto. Ninguém gosta de perder, ainda menos uma final. O torcedor pode cobrar, a resposta é dentro de campo. A gente assume a responsabilidade do que representa isso aí, mas perdemos para um campeão continental também", finalizou Rossi.