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18 Out 2023 | 14:59 |
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro lançou uma ação judicial de grande impacto no cenário esportivo do estado, pedindo que Marcos Braz, vice-presidente de futebol do Flamengo, seja autuado por lesão corporal. A notícia surpreendente abalou o mundo do futebol carioca e, em particular, os torcedores do Flamengo. Nesse contexto, a promotoria também solicitou o arquivamento das acusações contra o torcedor Leandro Gonçalves Junior e a designação de uma audiência com o objetivo de buscar uma composição de danos relacionados à lesão corporal.
O documento inicial, encaminhado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, lança luz sobre um episódio que envolveu Marcos Braz, um dos dirigentes mais influentes do futebol brasileiro, e um torcedor comum. De acordo com a análise das imagens das câmeras de segurança de um shopping center e os depoimentos prestados por testemunhas, o Ministério Público estabeleceu que o vereador, identificado como Carlos André, e o próprio Marcos Braz perseguiram o torcedor Leandro Gonçalves Junior por um dos corredores do estabelecimento e o agrediram com socos e chutes, sendo posteriormente contidos pela segurança do local.
Esse evento, que ocorreu em um espaço público frequentado por famílias e crianças, gerou indignação na sociedade e trouxe à tona questões sobre a conduta de figuras públicas, em particular no cenário do esporte. A manifestação do Ministério Público também ressaltou que não foi comprovada qualquer tipo de ameaça a Marcos Braz ou sua filha por parte de Leandro Gonçalves Junior, o que levanta questionamentos sobre a justificativa para a agressão.
A decisão de acionar judicialmente um dirigente esportivo proeminente como Marcos Braz foi tomada com base em uma série de elementos de prova. O Ministério Público argumenta que a conduta do vice-presidente do Flamengo foi incompatível com o padrão de comportamento esperado de um membro da alta cúpula de um clube esportivo de destaque. A promotoria destaca a importância de se preservar o respeito às leis e à ordem pública, independentemente do status ou da influência de uma pessoa na sociedade.
A ação judicial contra Marcos Braz também levanta a discussão sobre a responsabilidade dos dirigentes esportivos no que diz respeito à ética e conduta no esporte. Essas figuras desempenham um papel fundamental na formação da cultura esportiva e são exemplos para os milhões de torcedores que admiram seus clubes. A conduta dessas personalidades, portanto, é observada de perto, e a ação do Ministério Público representa uma mensagem clara de que a impunidade não deve prevalecer, independentemente do contexto.
A solicitação de arquivamento das acusações contra o torcedor Leandro Gonçalves Junior é um aspecto importante da manifestação do Ministério Público. Isso sugere que a promotoria considera que Leandro não teve participação relevante nas ações que culminaram na lesão corporal. Esse ponto de vista ressalta a necessidade de se aprofundar nas circunstâncias que levaram ao conflito no shopping center e, assim, determinar a responsabilidade de cada parte envolvida.
A proposta de uma audiência na tentativa de composição de danos com relação à lesão corporal demonstra uma abordagem conciliatória por parte do Ministério Público. Essa medida indica a busca por uma resolução amigável do conflito, que pode ser benéfica para todas as partes envolvidas. No entanto, a eficácia dessa abordagem dependerá da disposição de ambas as partes em buscar um acordo.
No cenário esportivo, episódios como esse ressaltam a importância da integridade e da ética, não apenas dentro das quatro linhas, mas também nos bastidores dos clubes e entre seus dirigentes. O esporte, frequentemente considerado um veículo para valores positivos, como fair play e respeito, pode ser prejudicado por incidentes que envolvem condutas agressivas ou antiéticas. O caso de Marcos Braz serve como um lembrete de que ninguém está acima da lei, e a justiça deve ser aplicada de forma imparcial.
A reação do Flamengo e de sua torcida a essa notícia é um aspecto a ser observado nos próximos dias e semanas. O clube enfrentará desafios significativos ao lidar com essa situação, que coloca em xeque a conduta de um de seus principais dirigentes. O impacto dessa ação legal nas operações e na reputação do Flamengo permanece incerto e será objeto de grande interesse para a comunidade esportiva e a opinião pública.
Além disso, o desfecho deste caso influenciará a maneira como outros incidentes envolvendo dirigentes esportivos e torcedores são tratados no futuro. A forma como a justiça abordará este caso estabelecerá um precedente que poderá impactar a responsabilidade e a prestação de contas dos dirigentes no esporte brasileiro.
Por fim, a ação do Ministério Público do Rio de Janeiro reforça a importância de uma sociedade em que as leis são aplicadas de forma justa e igual para todos. A justiça deve ser cega, independentemente da posição social, do poder ou do prestígio de uma pessoa. Este caso ressalta que ninguém está acima da lei e que a conduta ética é fundamental em todos os aspectos da sociedade, inclusive no mundo do esporte. O resultado deste processo legal terá implicações significativas não apenas para o Flamengo e para o futebol brasileiro, mas também para a forma como a sociedade enxerga a aplicação da lei e a justiça no país.
Atuação da pasta do Mengão no ano de 2025 trouxe evolução em processos e acordo com a última família do caso do incêndio no Ninho do Urubu
08 Jan 2026 | 08:55 |
O Relatório Anual de Atividades da Vice-Presidência Jurídica, divulgado na quarta-feira (07), aponta que o Flamengo obteve uma economia de R$ 26 milhões em processos judiciais. O documento é assinado por Flávio Willeman, vice-presidente jurídico, e Alexandre Rückert, diretor da área.
Em 2024, o clube mantinha uma provisão de R$ 95 milhões destinada a eventuais condenações judiciais. Ao fim de 2025, esse valor foi reduzido para R$ 69 milhões, refletindo o avanço na condução e encerramento de ações nas esferas trabalhista, cível e administrativa.
Entre os processos citados, o de maior valor envolvido foi uma ação trabalhista movida pelo ex-volante Rômulo, que atuou pelo clube entre 2005 e 2012 e hoje trabalha como empresário de atletas. O processo envolvia um pedido de pensão estimado em cerca de R$ 28 milhões, conforme cálculos apresentados pela diretoria jurídica. O jogador alegava incapacidade de exercer sua função após lesão sofrida em 2007, enquanto ainda atuava pelo Mais Querido.
O Flamengo chegou a ser condenado a pagar uma pensão ao ex-atleta até seus 75,5 anos, ou falecimento. Contudo, conseguiu reverter a condenação após comprovar que Rômulo seguiu ativo no futebol, tendo pendurado as chuteiras apenas em 2015, oito anos após a grave lesão que sofreu no joelho. Na terceira instância, o Rubro-Negro foi condenado a pagar R$ 66.487,55, valor muito inferior aos R$ 28 milhões inicialmente estimados.
A redução do valor provisionado indica que o clube passou a enfrentar menos disputas judiciais e, consequentemente, precisa reservar menos recursos do orçamento para cobrir possíveis condenações futuras. Na prática, isso abre margem para a realocação desses valores no balanço financeiro, fortalecendo outras áreas da gestão.
Os números também mostram uma diminuição expressiva no volume de ações. Ao fim de 2024, eram 873 processos em andamento. Em dezembro de 2025, esse total caiu para 628. As disputas envolvem, principalmente, questões trabalhistas, cobranças financeiras e conflitos administrativos.
Na carta aos sócios, a Vice-Presidência Jurídica listou outros resultados relevantes obtidos ao longo do último ano:
No primeiro jogo do ano, Mengão se impõe com tranquilidade diante do adversário e manteve retrospecto irretocável na competição
08 Jan 2026 | 08:35 |
O ano de 2026 começou exatamente como 2025 terminou para o Sesc Flamengo: com vitória e liderança mantida na Superliga Feminina. Nesta quarta-feira (07), a equipe rubro-negra não deu chances ao Paulistano Barueri e venceu por 3 sets a 0, com parciais de 25-17, 25-15 e 25-17, no Ginásio José Corrêa, em São Paulo. Com o resultado, o time carioca segue invicto após 12 partidas disputadas. São 35 sets vencidos e apenas sete perdidos, campanha que garante 33 pontos e uma vantagem de quatro sobre o vice-líder Minas.
O confronto entre líder e nono colocado da Superliga teve um roteiro previsível desde o início. Com ampla superioridade técnica e grande atuação de Simone Lee, uma das principais candidatas ao prêmio de melhor jogadora da competição, a equipe abriu vantagem rapidamente e fechou o primeiro set em 25 a 17.
Na segunda parcial, o domínio foi ainda mais evidente. A eficiência ofensiva, aliada a um bloqueio consistente e aos erros não forçados do Barueri, resultou em uma vitória confortável por 25 a 15, deixando o triunfo muito bem encaminhado.
O terceiro set, porém, começou de forma inesperada. Forçando o saque, o time paulista surpreendeu e chegou a abrir 5 a 2, sua primeira vantagem na partida, o que levou Bernardinho a pedir tempo. A pausa surtiu efeito: o jogo voltou a ficar equilibrado até 13 a 13, mas, na sequência, o Rubro-Negro retomou o controle e fechou mais uma vitória tranquila.
Líder isolado da Superliga Feminina, o Sesc Flamengo volta à quadra no próximo domingo (11), em clássico contra o Fluminense. A partida será disputada às 19h30 (horário de Brasília), no Ginásio do Maracanãzinho. No primeiro turno, a equipe rubro-negra levou a melhor e venceu o rival por 3 sets a 0, em duelo realizado no dia 9 de dezembro, com mando de quadra do adversário.
Canoísta era o principal nome da modalidade no clube e fez questão de agradecer o apoio do Mais Querido durante sua passagem
06 Jan 2026 | 21:00 |
Isaquias Queiroz se pronunciou oficialmente sobre o encerramento de sua passagem pelo Flamengo na canoagem. O atleta deixa o clube após sete anos de trajetória marcada por conquistas expressivas, desafios superados e forte identificação com a Nação Rubro-Negra. Em mensagem publicada nas redes sociais, Isaquias fez questão de agradecer ao clube e aos torcedores pelo período em que defendeu o Manto Sagrado.
Isaquias Queiroz sobre passagem pelo Flamengo: "Queria agradecer toda a Nação Rubro-Negra pelas mensagens..."
“Estou passando para fazer um agradecimento especial ao Clube de Regatas do Flamengo por ter feito parte dessa torcida e desse clube incrível. Ter saído da Bahia, de uma cidade pequena, de uma modalidade que ninguém conhecia, e representar o Flamengo em campeonato nacional e mundial foi incrível. Queria agradecer toda a Nação Rubro-Negra pelas mensagens. Foi um momento mágico”, declarou.
Durante o pronunciamento, Isaquias destacou o impacto de defender o Flamengo em sua carreira e comentou sobre questionamentos a respeito do fato de não treinar no Rio de Janeiro, ponto citado pelo clube como um dos fatores para o encerramento do vínculo.
“Algumas pessoas me perguntaram: ‘por que não mora no Rio de Janeiro?’. É bem difícil explicar rapidamente, mas depois vou falar sobre isso. Só tenho a agradecer ao Flamengo e aos torcedores. Onde eu vou, sou reconhecido pela Nação. Agora sigo meu caminho, mas em breve vem coisa boa”, afirmou o atleta.
Isaquias Queiroz realiza seus treinos em Lagoa Santa, em Minas Gerais. O local foi definido pela Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) como centro de preparação da modalidade, levando em conta as condições da lagoa, o clima favorável e a tranquilidade da cidade. Por esse motivo, os principais nomes da canoagem brasileira utilizam a estrutura.
Desde que assinou com o Flamengo, Isaquias acumulou títulos históricos. Entre os principais feitos estão medalhas olímpicas, com destaque para o ouro nos Jogos de Tóquio 2020, na prova do C1 1000m, e a prata conquistada em Paris 2024. O atleta também somou títulos em Campeonatos Mundiais, Copas do Mundo e competições nacionais, além de conquistas em Campeonatos Brasileiros pelo clube.
Em comunicado oficial, o Flamengo informou que o encerramento da participação na canoagem faz parte de uma reavaliação estratégica do clube. A nova filosofia prioriza modalidades que contem com estrutura de base e formação de novos talentos, alinhando investimentos ao planejamento esportivo de longo prazo.