Futebol
Varela aponta principal problema do Flamengo no início da temporada: "fazer o que..."
06 Fev 2026 | 16:30
Futebol
05 Mai 2024 | 19:30 |
A insatisfação de dirigentes do Flamengo com a CBF não se limita à arbitragem do jogo contra o Red Bull Bragantino. Neste domingo (5), o vice-presidente de futebol Marcos Braz fez nova reclamação e questionou a ausência de jogos às 11h na quinta rodada, já que o Fla precisou jogar clássico com o Botafogo em manhã ensolarada do Rio de Janeiro três dias depois de jogo na altitude na última semana.
“Hoje não teve jogo às 11:00???? Qual é o critério para os times escolhidos neste horário???? É quem grita que não joga???? Muitas coisas precisam de explicação!!!!!!!”, publicou Marcos Braz em sua conta no X (antigo Twitter).
O horário da partida já tinha sido motivo de reclamação de torcedores, jogadores e comissão técnica do Flamengo. Isso porque parte do elenco rubro-negro enfrentou o Bolívar em La Paz, a 3.640 metros de altitude, três dias antes do clássico e já seria um alto desgaste. Mas, além disso, o dia 28 de abril foi a data com maior temperatura registrada no Rio de Janeiro no mês de abril: 39,1°C.
Questionado por um torcedor rubro-negro nos comentários da publicação, Cacau Cotta, Diretor de Relações Externa do Flamengo, acredita que não há solução para o problema. Ele afirma que o assunto deveria ter sido tratado no momento que a CBF apresentou calendário do Brasileirão durante Conselho Técnico. Quem representou o clube foi o presidente Rodolfo Landim.
“Esse assunto deveria ter sido discutido no arbitral, momento em que se apresenta a tabela do campeonato. Agora é muito difícil qualquer mudança pela dificuldade do calendário”, escreveu o dirigentes, antes de complementar:
“Vou além se faz necessário um trabalho diário em todas as instituições CBF , FERJ e Conmebol…”
O dirigente, no entanto, foi questionado motivo de outros jogos do Campeonato Brasileiro sofrerem alterações de horário. Nesta rodada, por exemplo, a CBF mudou Corinthians e Fortaleza de 16h para às 21h deste sábado (4). Afirmações que fizeram o dirigente afirmar que “não colocou como impossível”, mas novamente sem afirmar o porquê o clube não consegue.
Os comentário expõem racha na diretoria rubro-negra entre Braz e Cacau Cotta. O diretor de relações externa anunciou que também disputará eleição para vereador neste ano, cargo que Braz tentará reeleição, e irritou o VP de futebol. Cacau está sendo proibido de viajar com a delação quando Braz está presente.
Lateral uruguaio demonstra solidariedade com companheiro de posição hostilizado pela torcida no empate contra o Internacional e reforça necessidade de confiança
06 Fev 2026 | 18:00 |
O empate em 1 a 1 entre Flamengo e Internacional, realizado na última quarta-feira no Maracanã, deixou marcas além do resultado no placar. Alvo de protestos e vaias por parte da torcida rubro-negra durante a partida, o lateral Emerson Royal encontrou apoio dentro do próprio vestiário.
Guillermo Varela, companheiro de posição e autor da jogada que originou o pênalti do gol de empate, saiu em defesa do colega na zona mista, pregando resiliência e união para contornar o ambiente de pressão. O uruguaio utilizou sua própria trajetória na Gávea como exemplo, lembrando que também já enfrentou momentos de desconfiança por parte das arquibancadas antes de se firmar na equipe.
Ao comentar a situação de Emerson Royal, Varela demonstrou empatia e destacou a importância de manter o foco no trabalho diário, independentemente das críticas externas. Para ele, a "blindagem" e a confiança nas diretrizes do treinador são fundamentais para reverter o cenário adverso.
"Entendo que é difícil (ser vaiado), já passei por isso também... Mas é levantar a cabeça, confiar no treinador, eu também, todo mundo. E acreditar que as coisas vão chegar no momento certo", declarou o camisa 2, reforçando que a oscilação é parte do processo, mas que a resposta deve vir dentro de campo.
O Flamengo atravessa um início de ano turbulento, somando três derrotas e apenas um empate nos últimos quatro compromissos. Ciente da irregularidade da equipe, Varela apontou o condicionamento atlético como um pilar essencial para a recuperação do elenco. Segundo o jogador, estar apto fisicamente é o primeiro passo para corresponder tecnicamente quando as oportunidades surgirem.
"E tem que estar preparado fisicamente para, quando voltar a jogar, fazer da melhor forma. Mas tem que estar preparado e contar com o apoio da torcida, que é muito importante", finalizou o lateral, convocando a Nação a jogar junto com o time nos próximos desafios.
Mengão não tem fechado acordos com clubes nacionais interessados em seus atletas e situação se transforma em padrão da gestão Bap
06 Fev 2026 | 17:30 |
O Flamengo tem encontrado obstáculos para negociar jogadores do elenco profissional com clubes brasileiros nesta janela de transferências. Apesar de contar com um grupo numeroso e qualificado, a diretoria avalia que as propostas recebidas no mercado nacional não atingem o patamar financeiro considerado adequado.
Até o momento, apenas um jogador foi negociado com um clube do Brasil, e não fazia parte do elenco principal. Emprestado ao Santos até o meio do ano, Victor Hugo recebeu proposta do Atlético-MG. O clube aceitou vender 50% dos direitos econômicos do meia por 2,5 milhões de dólares (cerca de R$ 13,4 milhões).
As demais movimentações envolveram atletas em fim de contrato ou fora dos planos. O goleiro Matheus Cunha foi para o Cruzeiro, o zagueiro Pablo acertou com o São Bernardo e o atacante Carlinhos se transferiu para o Remo. Também sem vínculo ao fim, o zagueiro Cleiton deixou o clube rumo ao Wolfsburg, da Alemanha.
Internamente, o entendimento é de que a venda de qualquer jogador do elenco profissional exige uma compensação financeira relevante. A avaliação é que, para repor à altura e manter o nível do grupo, seria necessário investir alto no mercado, o que justifica a postura mais rígida nas negociações.
Nesse cenário, a tendência é que Allan não seja negociado com clubes brasileiros, mesmo com o desejo do volante de buscar mais minutos em 2026. As conversas com São Paulo, Corinthians e Vasco não avançaram justamente pela diferença de valores e pela política adotada pela diretoria.
A única negociação em andamento com um concorrente direto envolve Wallace Yan. Houve acordo inicial com o Red Bull Bragantino, mas o clube paulista recuou nos termos e o Flamengo chegou a interromper as tratativas. Ainda assim, as partes mantêm a expectativa de um desfecho positivo até o encerramento da janela.
Entidade quer discutir com clubes a possibilidade de alteração grande nas Séries A e B da competição que pode passar a valer já em 2027
06 Fev 2026 | 17:00 |
A possibilidade de mudanças no regulamento do Campeonato Brasileiro voltou à pauta da Confederação Brasileira de Futebol. Atendendo a uma demanda de parte dos clubes, a CBF confirmou que irá debater a redução do número de rebaixados da Série A.
De acordo com informações do portal 'GE', alguns participantes do Brasileirão defendem a diminuição de quatro para três clubes rebaixados da Série A para a Série B. Caso a proposta avance, a alteração também impactaria diretamente a divisão inferior, com a redução de quatro para três acessos da B para a elite do futebol nacional.
Além do debate sobre o rebaixamento, a CBF pretende colocar em discussão outros pontos sensíveis do campeonato. Entre eles estão o uso de gramado sintético e o limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida.
Atualmente, cada clube pode inscrever até nove atletas nascidos fora do Brasil por jogo. Nos últimos meses, algumas equipes passaram a defender a redução desse número, sob o argumento de que o alto contingente de estrangeiros prejudica a formação e a utilização de jovens jogadores brasileiros.
Apesar da sinalização de que os temas serão debatidos, a CBF ainda não definiu uma data para a reunião com os clubes. A tendência, no entanto, é que as conversas aconteçam ainda no primeiro semestre de 2026, antes do início das fases decisivas da Copa do Brasil. As possíveis mudanças, caso aprovadas, só passariam a valer após consenso entre os clubes e adequação ao regulamento geral das competições nacionais.