Futebol
28 Dez 2023 | 18:30 |
Nos últimos anos, o Flamengo tem se notabilizado por contratar jogadores de primeiro nível para o seu elenco. Desde o início do primeiro mandato de Rodolfo Landim, atual presidente do clube e que está no comando desde janeiro de 2019, os investimentos não param de sair. Até o momento, o clube gastou mais de 1 bilhão de reais em reforços.
Nicolás de la Cruz é o mais novo astro da equipe, tendo deixado o River Plate (ARG) depois do Mengão pagar 16 milhões de dólares (cerca de 77 milhões de reais), o que inclui a compra do jogador, mas também o pagamento da multa rescisória inclusa no seu contrato. Mas 'Nico' está chegando já quase no final da 'Era' Landim, que acaba no próximo ano. Muitos vieram antes dele.
Rodrigo Caio foi o primeiro reforço da gestão de Rodolfo Landim, chegando em dezembro de 2018, logo antes dele assumir. O zagueiro formado pelo São Paulo custou cerca de 21,2 milhões de reais aos cofres rubro-negros. Ele foi um verdadeiro investimento bem feito, só tendo deixado o time este ano.
Já no mês seguinte, em janeiro de 2019, o Fla recebia Bruno Henrique. O craque foi contratado do Snatos por 33 milhões de reais, além do empréstimo por um ano do meio campista Jean Lucas. BH é inegável e um consenso tanto da parte da diretoria como da parte da torcida como um dos maiores nomes do clube dos últimos anos.
No mesmo mês chegava também outro ídolo, Gabigol. Gabriel veio ao Mais Querido através de um empréstimo da Internazionale de Milão (ITA). No início de 2020, após o seu protagonismo nas conquistas do Brasileirão e da Libertadores na temporada anterior, o clube decidiu contratá-lo, por 78,6 milhões de reais.
Como se janeiro de 2019 não tivesse dado um 'safra' boa o suficiente, temos de incluir outro nome: Arrascaeta. O craque uruguaio foi um grande investimento de quase 89,4 milhões de reais. A compra do meio do Cruzeiro se tornou a maior contratação da história de um clube brasileiro... e valeu a pena!
Outro nome - mais discreto - que integrou o time em janeiro de 2019 foi Matheuzinho. O lateral-direito do Londrina foi contratado por 1,2 milhão de reais e segue integrado no elenco.
Também deve-se citar Pablo Marí, que, saindo do Manchester City (ING) em julho de 2019, custou ao Flamengo 16,6 milhões de reais. O zagueiro logo voltou para a Europa no ano seguinte depois de fazer um belo trabalho na defesa do Manto Sagrado. Gerson chegou na mesma época, custando 49,7 milhões de reais.
Já em janeiro de 2022, o Flamengo pagou 24 milhões de reais por 50% dos direitos econômicos de Thiago Maia ao Lille (FRA), mas ele chegou ao elenco, sob um empréstimo, em janeiro de 2020. Junto veio Léo Pereira, mas do Athletico-PR, custando 34,2 milhões de reais. Santos também deixou o time paranaense, mas em abril de 2022, por 15,5 milhões de reais.
Pedro não pode ficar fora dessa lista, sendo a terceira maior contratação da história do Flamengo. O atacante custou cerca de 88,2 milhões de reais para que ele saísse do Fiorentina (ITA).
Fabrício Bruno custou 15 milhões de reais ao Fla, para que pudesse sair do Red Bull Bragantino sem pedências ou uma multa, ainda em fevereiro de 2022. Pablo também foi um valor próximo a este, em março de 2022. O Mais Querido pagou 16,6 milhões de reais ao Lokomotivo de Moscou (RUS) pelo craque. Também vindo da Rússia, Ayrton Lucas foi comprado por 39,7 milhões de reais do Spartak Moscou (RUS).
Em junho de 2022 chegava Everton Cebolinha do Benfica, depois da diretoria rubro-negra pagar cerca de 73 milhões de reais. Um mês depois o clube pagou 15,6 milhões por Erick Pulgar, que estava no Fiorentina (ITA).
Já neste ano (2023), a primeira contratação do time foi Luiz Araújo que custou 48 milhões de reais para sair do Atlanta United (EUA). Allan foi 43 milhões de reais ao Atlético-MG.
Durante essa 'Era Landim', Filipe Luís, David Luiz, Vidal, Rossi e Varela são exemplos de jogadores que não custaram na contratação, por estarem livres no mercado. Assim, o Fla só teve de acertar com eles os seus salários.
Há ainda aqueles que não foram contratados por valores tão expressivos: João Lucas (Santos), Rafinha (São Paulo), Pedro Rocha, Gustavo Henrique, Michael ( Al-Hilal), Mauricio Isla (Universidad Catolica), Bruno Viana (Al-Hazem), Kenedy (Chelsea), Andreas Pereira (Fulham), Marinho (Fortaleza).
O mandato de Landim tem sido de muito investimento, mas também de muito resultado. O clube nunca conseguiu acumular tantos prêmios no intervalo de apenas cinco anos. Foram 12 conquistas para o time principal desde que ele assumiu a presidência do clube.
Mengão adotou postura rígida no último dia da janela de transferências e pensou envolver Gonzalo Plata em troca por jogador do Cruzeiro
27 Mar 2026 | 20:30 |
O fechamento da janela de transferências nacional, nesta sexta-feira (27), transcorre com definições estratégicas nos bastidores do Ninho do Urubu. Apesar das recentes especulações, o Flamengo decidiu não avançar na liberação do atacante Gonzalo Plata para o Cruzeiro.
O impasse ocorreu após a equipe mineira recusar a inclusão do lateral-esquerdo Kaiki Bruno como moeda de troca na transação, frustrando os planos da diretoria rubro-negra de reforçar o setor defensivo em contrapartida à saída do setor ofensivo.
A postura do Flamengo reflete uma nova diretriz de mercado: a priorização do ganho técnico sobre o alívio financeiro. Sem um acordo que envolvesse nomes de interesse, como o próprio Kaiki Bruno ou o centroavante Kaio Jorge, o departamento de futebol optou por encerrar as conversas.
De acordo com informações apuradas pelo jornalista Venê Casagrande, a saúde financeira do Rubro-Negro é o principal pilar que sustenta a recusa de propostas consideradas insuficientes. Fontes internas do clube foram enfáticas ao afirmar que o Flamengo "não precisa de dinheiro" no momento, o que retira a urgência de negociar atletas apenas para fazer caixa.
O entendimento da alta cúpula é de que Gonzalo Plata permanecerá integrado ao grupo, a menos que surja uma oportunidade de negócio que seja inquestionavelmente benéfica para a estrutura tática de Leonardo Jardim. Por tanto, só venderá o atleta por uma boa oferta.
A permanência de Plata, mesmo após os episódios de indisciplina e o desejo do Cruzeiro em contar com seu futebol, envia uma mensagem clara ao mercado: o Flamengo não facilitará a saída de seus ativos sem uma contrapartida à altura. O jogador agora terá o desafio de se reintegrar plenamente e buscar novamente seu espaço sob o comando de Leonardo Jardim.
Luiz Eduardo Baptista classifica a construção imediata como "suicídio esportivo" devido aos altos juros e custos bilionários
27 Mar 2026 | 19:30 |
Flamengo decidiu adotar uma postura de extrema cautela em relação ao sonho da casa própria. Em declarações recentes, o presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, descartou qualquer pressa para dar início às obras do estádio no terreno do Gasômetro.
A análise da cúpula rubro-negra indica que o panorama econômico do Brasil, marcado por taxas de juros elevadas, representa um risco excessivo para a estabilidade do clube, podendo comprometer os investimentos no futebol profissional a curto e médio prazo. A diretoria reforça que a prioridade absoluta da gestão é a responsabilidade fiscal.
Atualmente, o Flamengo desfruta de uma saúde financeira robusta, com todas as obrigações em dia e um faturamento crescente, impulsionado significativamente pelas receitas de bilheteria nas partidas realizadas no Maracanã. Para os dirigentes, acelerar um projeto desta magnitude sem um cenário favorável seria colocar em xeque a hegemonia conquistada nos últimos anos.
A viabilidade do novo estádio esbarra em números alarmantes. Estimativas internas apontam que o custo total da construção poderia ultrapassar a marca de R$ 3 bilhões. Segundo Bap, financiar uma obra desse porte sob as atuais condições de crédito do país seria um erro estratégico gravíssimo. "Fazer um estádio nessas condições é um suicídio esportivo", afirmou o mandatário.
O Mais Querido não pretende abrir mão da competitividade para realizar o projeto da arena própria de forma precoce. O presidente enfatizou que o clube só avançará quando houver segurança estrutural e financeira. "O Flamengo vai ter aquilo que puder ter no momento adequado", declarou o dirigente, sinalizando que a construção permanece nos planos, mas sem um cronograma que sacrifique o patrimônio do clube.
Atacante equatoriano vive um momento de isolamento no Ninho do Urubu, marcado por baixa integração tática e polêmicas em suas redes sociais
27 Mar 2026 | 17:59 |
A trajetória de Gonzalo Plata no Flamengo atravessa o seu período mais turbulento desde que desembarcou no Rio de Janeiro. Nos últimos dias, o distanciamento entre o atleta e a instituição tornou-se público após o jogador remover imagens com o uniforme rubro-negro de seus perfis digitais e deixar de seguir a conta oficial do clube.
Internamente, o cenário é de reavaliação. Se antes Plata gozava de prestígio e era considerado uma peça de confiança sob a gestão de Filipe Luís, a mudança no comando técnico alterou drasticamente sua hierarquia no elenco. Para recuperar o protagonismo perdido, o equatoriano agora enfrenta o desafio de alinhar seu comportamento extracampo às novas diretrizes de disciplina e alto rendimento impostas pelo Jardim.
A atitude gerou uma onda de reprovação entre os torcedores e atraiu críticas contundentes de Ronaldo Angelim, ex-zagueiro e ídolo histórico da torcida, que questionou a postura do jovem atacante de 25 anos diante da grandeza do Mais Querido:
"Ei, Plata, por que tu deixou de seguir o Flamengo, cara? Faça isso não. Tá jogando no clube, deixa de seguir o clube. Nem saiu do clube ainda. Mesmo que saísse, não era para para fazer isso aí, não. Respeitar o torcedor. p****, dava tanta moral a tu, tanto valor pela entrega que você tem em campo", disse o ex-defensor antes de completar.
"Aí você faz isso aí, perdeu a moral com a gente aí. Mas é isso aí, né? Só tando aí na musiquinha aí. Eu acho que ele não fica não depois disso aí, viu? Só vai. que ele fez isso aí, a torcida vai pegar no pé. Conheço a torcida do Flamengo. Eu lembro que para mim ele já perdeu a credibilidade. Que que a torcida tem a ver com treinador aí? Treinador não te levou pro jogo. A torcida não tem culpa não, né?", concluiu o ex-zagueiro do Mengão.
As explicações para a ausência de Gonzalo Plata nos últimos jogos foram detalhadas pelo técnico Leonardo Jardim. Segundo o treinador português, o atleta enfrenta sérios obstáculos para se integrar à dinâmica coletiva e ao modelo de jogo da equipe. Jardim foi enfático ao declarar que, para atuar no Flamengo em 2026, o nível de exigência em relação à concentração e ao empenho físico é inegociável.