Futebol
Flamengo tem desfalques para a final da Libertadores contra o Palmeiras
29 Nov 2025 | 11:39
Futebol
01 Out 2024 | 10:07 |
Nos últimos 24 anos, o Flamengo não conseguiu manter estabilidade no comando técnico. Desde o início do século XXI, o clube já contou com 40 técnicos diferentes, demonstrando um padrão de mudanças frequentes e uma clara falta de continuidade. Em apenas uma oportunidade o Rubro-Negro conseguiu iniciar e encerrar uma temporada com o mesmo comandante: Vanderlei Luxemburgo, em 2011. Essa realidade contrasta com o que se espera de uma equipe de alto nível, principalmente no futebol brasileiro, onde a manutenção de um técnico é frequentemente associada a um ambiente mais estável e propício para a conquista de títulos.
No caso do Flamengo, o número elevado de trocas reflete um cenário de pressão intensa por resultados imediatos e a falta de paciência com projetos a longo prazo. Mesmo em momentos de sucesso, como nas temporadas de 2019 e 2022, quando o clube conquistou títulos importantes, as mudanças no comando seguiram sendo uma constante. O cenário é ainda mais complexo quando observamos que, entre esses 40 técnicos, estão grandes nomes do futebol brasileiro, como Joel Santana, Dorival Júnior e Abel Braga, que, apesar de certa experiência e reputação, também não resistiram às oscilações de desempenho e às expectativas da diretoria e da torcida.
FLAMENGO TEM INSTABILIDADE COM TREINADORES
Mesmo a passagem de Jorge Jesus, que teve um enorme impacto positivo em 2019, durou apenas uma temporada completa. Além disso, o Flamengo não só mudou os treinadores com frequência, mas também investiu em estruturas de apoio e diferentes perfis de comissão técnica. Houve momentos em que o clube apostou em nomes estrangeiros, como o espanhol Domènec Torrent e o português Paulo Sousa, na tentativa de implementar uma nova filosofia de trabalho. Porém, essas experiências tiveram curta duração e, no final das contas, acabaram por reforçar a instabilidade.
Com tantas mudanças, fica difícil estabelecer um padrão de jogo consistente e construir um time sólido. A instabilidade no comando técnico muitas vezes se reflete em campo, onde o time oscila em termos de desempenho. A falta de continuidade impacta a relação entre elenco e treinador, a confiança dos jogadores e até mesmo a adaptação dos atletas ao esquema tático proposto. Cada novo técnico traz suas ideias, métodos e estilo de jogo, o que exige tempo para adaptação e assimilação.
Por exemplo, na temporada de 2020, o Flamengo passou pelas mãos de três treinadores: Jorge Jesus, Domènec Torrent e Rogério Ceni, o que gerou um período de instabilidade e fez o clube perder o ritmo em algumas competições. Essa sequência de trocas comprometeu o desempenho em algumas ocasiões e aumentou a pressão por resultados imediatos. A rotatividade constante também é prejudicial para a formação de uma identidade tática e um modelo de jogo. As equipes que alcançam maior sucesso a longo prazo geralmente têm estabilidade no comando, permitindo um planejamento estratégico mais coerente. No Flamengo, essa condição é rara, e a lista de nomes que passaram pelo comando nos últimos anos mostra o impacto de uma gestão que busca soluções rápidas para problemas que exigiriam um trabalho mais contínuo.
Mengão encara o Palmeiras neste sábado (29) pela decisão da competição e quatro personagens rubro-negros podem conseguir número impressionante
29 Nov 2025 | 13:30 |
Arrascaeta, Bruno Henrique, Filipe Luís e Rodrigo Caio têm um objetivo claro: ampliar ainda mais seu legado pelo Flamengo. Na noite deste sábado, em Lima, no Peru, o quarteto disputa a final da Libertadores contra o Palmeiras.
Os quatro chegam à decisão representando o Flamengo pela quarta vez e esperam conquistar pela terceira vez o mais cobiçado título do futebol sul-americano. O histórico do grupo é expressivo: juntos, foram campeões em 2019, com vitória sobre o River Plate por 2 a 1, em Lima, mesmo palco da decisão deste sábado. Em 2021, também foram titulares, mas o título ficou com o Palmeiras. No ano seguinte, Filipe Luís, Arrascaeta e Rodrigo Caio participaram da vitória sobre o Athletico-PR na decisão de 2022, enquanto Bruno Henrique, lesionado, ficou fora.
A edição de 2025 traz mudanças importantes. Filipe Luís, agora treinador, aposentou-se como jogador em 2023 e iniciou já no ano seguinte a carreira de técnico. Desde então, conquistou Carioca, Copa do Brasil e Supercopa, e ainda mantém a briga pelo Brasileirão e pela Libertadores.
Rodrigo Caio, por sua vez, se aposentou na temporada passada após diversos problemas de lesão e integra a comissão técnica do Flamengo desde o início do ano, sendo responsável pelos treinamentos de bola parada defensiva.
Bruno Henrique e Arrascaeta, prováveis titulares neste sábado, são os jogadores com mais troféus na história recente do Flamengo, somando 15 conquistas cada. Caso o quarteto conquiste o título em Lima, seus nomes ficarão ainda mais marcados e eternizados na trajetória do clube.
Desde que o português assumiu o Alviverde, o Mengão vem conseguindo bons resultados no confronto direto, mas perdeu o principal confronto
29 Nov 2025 | 12:55 |
Abel Ferreira até conquistou a Libertadores de 2021 sobre o Flamengo, mas os números mostram que o clube carioca segue sendo uma das maiores pedras no sapato do treinador. E neste sábado (29), às 18h (de Brasília), na decisão da principal competição sul-americana em 2025, o português terá novo teste diante do adversário que mais o incomoda.
O Flamengo busca deixar no passado a cicatriz de Montevidéu, reforçando a tese de que o título palmeirense em 2021 foi definido por um erro individual. Agora, tenta manter o retrospecto perfeito em finais disputadas no Peru.
Entre os clubes que Abel enfrentou ao menos dez vezes, o Flamengo é aquele que impõe o pior aproveitamento ao técnico do Palmeiras. Em 15 jogos, foram seis vitórias rubro-negras, seis empates e apenas três vitórias alviverdes — uma delas justamente na histórica final da Libertadores de 2021.
Mesmo com a conquista daquele título, o desempenho geral do treinador diante do Flamengo é extremamente desfavorável: 33,33% de aproveitamento. Atrás do Mais Querido, São Paulo e Corinthians aparecem como os adversários mais difíceis, com cinco vitórias cada sobre Abel. Ainda assim, nenhum rival chega perto do domínio rubro-negro no confronto direto.
A final da Libertadores 2025 acontece neste sábado (29), às 18h (de Brasília), no Estádio Monumental U, em Lima. O estádio foi palco do título histórico de 2019, quando o Flamengo conquistou o bicampeonato. Para quem não viajar ao Peru, o Maracanã receberá a Fla Fest, com telões e programação especial para acompanhar o duelo decisivo.
Meia do Mengão teve momento dramático contra o Alviverde na competição e se junta a lista de jogadores com revanche em mente
29 Nov 2025 | 12:45 |
O elenco rubro-negro reúne vários candidatos a protagonista, mas um deles carrega uma história particular com o Palmeiras. Reforço para a temporada, Carrascal ganhou rapidamente espaço com Filipe Luís e chega à decisão vivendo a chance de disputar sua primeira final de Libertadores, oportunidade que também representa um acerto de contas com o passado.
Entre 2019 e 2022, o colombiano vestiu a camisa do River Plate. Em 2021, já como camisa 10, acabou marcado pela expulsão na semifinal justamente contra o adversário deste sábado, às 18h (de Brasília), no Monumental de Lima.
No jogo de ida, recebeu cartão vermelho direto após um pontapé em Gabriel Menino aos 14 minutos do segundo tempo, num lance sem grande perigo. O River perdeu por 3 a 0 e acabou eliminado. Um dos gols saiu após cobrança de escanteio de Viña, hoje atleta rubro-negro.
Carrascal reconheceu o erro publicamente. “Foi uma queda. Fiquei deprimido depois de ver o que fiz. Pedi desculpas aos meus colegas, falei com o Gallardo e ele me disse que aprendemos com os erros. O Léo Ponzio também me disse: ‘Doido, acalme-se. Essas coisas acontecem’. Nosso grupo é como uma família”, afirmou na época.
Carrascal chegou ao River inicialmente por empréstimo, em janeiro de 2019. Estreou em março e teve participação pontual na Libertadores daquele ano: titular apenas no empate com o Cruzeiro, pelas oitavas, com boa atuação, além de entrar do banco contra Internacional e Cerro Porteño. Na semifinal, ficou apenas na reserva; na decisão em Lima, contra o time carioca, sequer foi relacionado. Agora, aos 27 anos, vive novo capítulo. Soma 19 partidas com a camisa rubro-negra, sendo 12 como titular, com três gols e quatro assistências. Disputa uma vaga no ataque de Filipe Luís para a grande final.
Em toda a carreira, o colombiano enfrentou o adversário deste sábado apenas duas vezes: a derrota pelo River em 2021 e uma vitória recente no Brasileirão. Os times voltam a se encontrar às 18h (de Brasília), no Estádio Monumental de Lima, em mais uma decisão continental.