Futebol
Bap é sincero ao falar sobre renovações de medalhões do Flamengo: "A idade deles..."
20 Mar 2026 | 10:19
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01 Out 2024 | 10:07 |
Nos últimos 24 anos, o Flamengo não conseguiu manter estabilidade no comando técnico. Desde o início do século XXI, o clube já contou com 40 técnicos diferentes, demonstrando um padrão de mudanças frequentes e uma clara falta de continuidade. Em apenas uma oportunidade o Rubro-Negro conseguiu iniciar e encerrar uma temporada com o mesmo comandante: Vanderlei Luxemburgo, em 2011. Essa realidade contrasta com o que se espera de uma equipe de alto nível, principalmente no futebol brasileiro, onde a manutenção de um técnico é frequentemente associada a um ambiente mais estável e propício para a conquista de títulos.
No caso do Flamengo, o número elevado de trocas reflete um cenário de pressão intensa por resultados imediatos e a falta de paciência com projetos a longo prazo. Mesmo em momentos de sucesso, como nas temporadas de 2019 e 2022, quando o clube conquistou títulos importantes, as mudanças no comando seguiram sendo uma constante. O cenário é ainda mais complexo quando observamos que, entre esses 40 técnicos, estão grandes nomes do futebol brasileiro, como Joel Santana, Dorival Júnior e Abel Braga, que, apesar de certa experiência e reputação, também não resistiram às oscilações de desempenho e às expectativas da diretoria e da torcida.
FLAMENGO TEM INSTABILIDADE COM TREINADORES
Mesmo a passagem de Jorge Jesus, que teve um enorme impacto positivo em 2019, durou apenas uma temporada completa. Além disso, o Flamengo não só mudou os treinadores com frequência, mas também investiu em estruturas de apoio e diferentes perfis de comissão técnica. Houve momentos em que o clube apostou em nomes estrangeiros, como o espanhol Domènec Torrent e o português Paulo Sousa, na tentativa de implementar uma nova filosofia de trabalho. Porém, essas experiências tiveram curta duração e, no final das contas, acabaram por reforçar a instabilidade.
Com tantas mudanças, fica difícil estabelecer um padrão de jogo consistente e construir um time sólido. A instabilidade no comando técnico muitas vezes se reflete em campo, onde o time oscila em termos de desempenho. A falta de continuidade impacta a relação entre elenco e treinador, a confiança dos jogadores e até mesmo a adaptação dos atletas ao esquema tático proposto. Cada novo técnico traz suas ideias, métodos e estilo de jogo, o que exige tempo para adaptação e assimilação.
Por exemplo, na temporada de 2020, o Flamengo passou pelas mãos de três treinadores: Jorge Jesus, Domènec Torrent e Rogério Ceni, o que gerou um período de instabilidade e fez o clube perder o ritmo em algumas competições. Essa sequência de trocas comprometeu o desempenho em algumas ocasiões e aumentou a pressão por resultados imediatos. A rotatividade constante também é prejudicial para a formação de uma identidade tática e um modelo de jogo. As equipes que alcançam maior sucesso a longo prazo geralmente têm estabilidade no comando, permitindo um planejamento estratégico mais coerente. No Flamengo, essa condição é rara, e a lista de nomes que passaram pelo comando nos últimos anos mostra o impacto de uma gestão que busca soluções rápidas para problemas que exigiriam um trabalho mais contínuo.
Desempenho do Mengão no primeiro tempo deixou muito a desejar, mas após fala do técnico, o elenco apresentou grande melhoria
20 Mar 2026 | 11:37 |
O placar de 3 a 0 sobre o Remo, no Maracanã, pode indicar uma atuação tranquila do Flamengo, mas o técnico Leonardo Jardim não ficou satisfeito com o desempenho da equipe no primeiro tempo. Apesar do controle da partida, o treinador português enxergou problemas na forma como o time conduziu o jogo.
Leonardo Jardim sobre Flamengo x Remo: "não fomos agressivos..."
Na entrevista coletiva, Jardim utilizou um termo direto para definir a atuação inicial: “posse de bola estéril”. Segundo o comandante, o Flamengo circulava a bola sem objetividade, aceitando a marcação adversária e sem conseguir infiltrar no sistema defensivo do Remo. Para o treinador, esse tipo de comportamento, embora mantenha o controle territorial, acaba gerando riscos desnecessários, principalmente em perdas de bola que possibilitam contra-ataques.
“Hoje, na primeira parte, acho que aquela posse de bola estéril aconteceu muitas vezes. Circulamos muito a bola, mas não fomos agressivos para entrar dentro do bloco defensivo do adversário. E isso proporcionou muitas perdas de bola, que geraram alguns contra-ataques”, explicou.
A mudança de postura no segundo tempo foi resultado direto de uma conversa intensa no intervalo. Leonardo Jardim revelou que promoveu um debate tático com os jogadores, cobrando mais agressividade e presença entre as linhas de marcação do adversário.
O foco passou a ser o jogo pelo centro, com meias e atacantes assumindo mais responsabilidade na criação e deixando de lado a troca de passes sem progressão: “O intervalo foi um momento de debate. Falamos que precisávamos ser mais eficazes jogando entre linhas, em vez de apenas circular a bola por trás, de um lado para o outro. E foi isso que os jogadores fizeram”, destacou.
Segundo o treinador, a resposta do elenco foi rápida e eficiente. Com uma postura mais vertical e objetiva, o Flamengo conseguiu transformar o domínio em chances reais e, consequentemente, em gols: “Em 15 minutos, jogamos e resolvemos o jogo”, completou Jardim, evidenciando a diferença de atitude entre os dois tempos.
Em busca do bicampeonato consecutivo da Copa Libertadores, a diretoria rubro-negra monitora novas opções e o mandatário do lcube carioca
20 Mar 2026 | 11:15 |
Nas últimas semanas, um dos principais nomes especulados como possível alvo do Flamengo foi o de Jonathan Calleri. O atacante argentino, que atravessa uma excelente fase vestindo a camisa do São Paulo, virou pauta entre os dirigentes cariocas.
Assim, logo após o evento de sorteio da Libertadores, realizado no Paraguai, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, foi questionado sobre o interesse no centroavante paulista e preferiu manter a cautela em sua resposta.
“Olha, eu não falo sobre nomes de atletas, eu falo sobre processos. O fato de você avaliar esses atletas, não significa que você vai sondar e entrou em negociação”, declarou o dirigente, ressaltando a metodologia de trabalho adotada pela cúpula rubro-negra.
Bap pontuou que analisar o desempenho de jogadores de destaque é uma prática diária e comum, mas que isso não garante o avanço para uma proposta oficial: “E, muitas vezes, o fato de você entrar em contato pra saber qual é a intenção e qual é o momento não significa que a conversa vai evoluir”, acrescentou o mandatário.
Presidente do Flamengo valoriza Calleri: "Grande jogador"
Apesar de tentar desvincular a instituição de uma negociação imediata, Luiz Eduardo Baptista não poupou elogios ao talento do argentino. O presidente reconheceu a importância do camisa 9 para o cenário nacional: “Eu acho o Calleri um grande jogador, tem história importante no futebol, principalmente no São Paulo”, destacou.
Por fim, Bap relembrou um momento doloroso para a torcida carioca, mas que evidencia o poder de decisão do centroavante: a final da Copa do Brasil de 2023, quando o argentino marcou o gol da vitória tricolor no Rio de Janeiro. “Eu guardo um pouco de mágoa dele por causa daquele gol no Maracanã contra a gente, mas ele é um grande jogador”, finalizou o dirigente.
Começo da passagem do português no comando técnico do Mengão tem chamado a atenção de torcedores e presidente indica surpresa
20 Mar 2026 | 11:13 |
O início de trabalho de Leonardo Jardim no Flamengo tem superado as expectativas internas do clube. Após conquistar o Campeonato Carioca e engatar três vitórias consecutivas no Brasileirão, contra Cruzeiro, Botafogo e Remo, o treinador português passou a receber elogios públicos da diretoria.
Durante o sorteio da Copa Libertadores, realizado no Paraguai, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, destacou a rápida adaptação do técnico ao elenco e ao ambiente rubro-negro. Segundo o mandatário, a capacidade de relacionamento de Jardim tem sido um diferencial neste começo de trajetória.
Bap, presidente do Flamengo: "Tenho achado a experiência com o Leonardo Jardim muito boa..."
Bap ressaltou que o treinador demonstra sensibilidade no trato com os jogadores, além de entender o perfil e as exigências do clube. Para o presidente, a forma como Jardim se integrou ao grupo foi uma surpresa positiva.
“Tenho achado a experiência com o Leonardo Jardim muito boa. Ele tem uma característica muito especial, que é gostar de gente, de se relacionar com os atletas. Tenho me surpreendido muito positivamente com a forma como ele conseguiu se entrosar e implementar ajustes que considerava necessários”, afirmou.
O dirigente também destacou a importância de o treinador compreender a identidade do clube e as expectativas da torcida: “É muito bom lidar com um técnico que tem essa sensibilidade, que entende o clamor da torcida e que tenta usar as peças que tem para construir um time com o DNA do Flamengo. Até agora, está indo bem, e o campo tem confirmado isso”, completou.
Além de elogiar o trabalho do treinador, Bap reforçou o planejamento do clube para a temporada. Segundo o presidente, o Flamengo não pretende priorizar competições em 2026, mantendo o objetivo de disputar todos os títulos possíveis.
Com a fase de grupos da Libertadores definida, o Flamengo terá pela frente Estudiantes, Cusco e Independiente Medellín. A diretoria vê no trabalho de Leonardo Jardim um dos pilares para que a equipe mantenha o protagonismo no cenário continental. Assim, o bom início de temporada, aliado à confiança interna, fortalece o ambiente no clube e aumenta a expectativa por mais conquistas ao longo de 2026.
Bap é sincero ao falar sobre renovações de medalhões do Flamengo: "A idade deles..."
20 Mar 2026 | 10:19