Futebol
15 Out 2023 | 08:45 |
O impasse está criado. O Flamengo quer jogar no Maracanã contra o Bragantino no sábado, 28, ou no domingo, 29 de outubro, às vésperas da final da Libertadores. A Conmebol não quer ceder o estádio, pelos últimos cuidados de gramado e de diversos retoques para a decisão entre Fluminense e Boca Juniors, no dia 4 de novembro.
Segundo informações do portal GE,, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, entrou em contato com a reportagem do mesmo, para garantir:
"Não abro mão de jogar contra o Bragantino no Maracanã", disse Landim, que afirmou não ter feito consulta alguma à Conmebol sobre o caso.
Gestor do Maracanã desde 2019 ao lado do Fluminense com Termo de Permissão de Uso que termina no dia 23, o Flamengo tem o jogo contra o Vasco no dia 22 no estádio, mas bate o pé para não perder sua casa no jogo contra o atual vice-líder do Campeonato Brasileiro. Landim diz que a final da Libertadores no Maracanã foi decidida sem consulta ao Flamengo.
"Não falei com Alejandro Dominguez nem com o Frederico Nantes. Eles falaram diretamente com o governador Claudio Castro", afirmou o presidente do Flamengo, referindo-se, respectivamente, ao presidente e diretor de competições da Conmebol.
"Tenho a garantia de todos envolvidos no operacional do estádio que realizar o jogo contra o Bragantino não vai atrapalhar em nada a final do dia 4 de novembro", rebateu o presidente.
Landim disse que, antes, atendia a um pedido do próprio governador do Rio, Claudio Castro, para antecipar a partida contra o Bragantino para a semana de Internacional e Fluminense, que jogaram a segunda partida da semifinal no início de outubro na Libertadores. Em Brasília, chegou até mesmo a dizer que o último jogo antes da final da Libertadores seria contra o Vasco, no dia 22.
A mudança favoreceria o planejamento da Conmebol - e, claro, permitiria jogar sem problemas no Maracanã. Mas Landim diz que precisou mudar de planos por poutro motivo: critério da CBF.
- Recebi mensagem do Julio Avellar (diretor de competições da CBF). Ele disse que queria conversar comigo. Eu o recebi em casa, num café da manhã. Disse que não poderia fazer o jogo do Bragantino antes, pois assim eles iriam jogar três vezes consecutivas fora de casa (jogariam contra Flamengo, Athletico e Santos). E eu já tinha aceitado, mesmo com a condição que a gente (Flamengo) estava, ainda trocando de técnico. Mas, então, quem não pode jogar três vezes fora de casa sou eu, porque tenho Bragantino, Grêmio (fora) e Santos, que já aceitei jogar em Brasília - argumentou Landim.
O presidente do Flamengo ainda garante que consultou o governador Claudio Castro sobre a realização do jogo do dia 28 ou 29 contra o Bragantino no Maracanã e comunicou a Mario Bittencourt, presidente do Fluminense - isto antes do Tricolor se garantir na final da Libertadores. Nenhum dos dois foi contrário às razões de Landim, relatou o presidente do Flamengo.
Outro fator que conta para ele não abrir mão do estádio que administra temporariamente - ao qual, Landim diz já ter garantias de mais uma renovação temporária do Governo do Estado do Rio de Janeiro - foi pedido feito pelo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, para liberar o estádio para o jogo entre a seleção brasileira e a seleção argentina, na data Fifa de novembro.
Jogador está no Athletico Paranaense e faro de artilheiro tem chamado atenção do Mengão para uma investida na janela do meio do ano
01 Abr 2026 | 17:00 |
O Flamengo acompanhou de perto a situação de Kevin Viveros durante a janela doméstica da CBF, encerrada na última sexta-feira (27). No entanto, nenhuma proposta foi oficializada, e o atacante segue no Athletico Paranaense.
De acordo com o jornalista John Eric Gómez, do portal El Colombiano, o clube carioca mantém o centroavante de 25 anos em observação e pode avançar com uma oferta na janela internacional de julho ou no fim da temporada.
Internamente, a diretoria avalia o colombiano como uma alternativa interessante para reforçar o elenco. A busca por um camisa 9 é tratada como prioridade para qualificar o grupo comandado por Leonardo Jardim. Atualmente, o clube só conta com Pedro para a função no elenco.
Apesar do interesse, o Athletico não deve facilitar uma negociação. Com contrato válido até meados de 2028, Viveros é o artilheiro da equipe na temporada e peça-chave no esquema do Furacão. No Brasileirão de 2026, o atacante já soma cinco gols, o que reforça sua valorização no mercado.
A tendência é que apenas uma proposta considerada elevada faça o clube paranaense abrir conversas. O Athletico, inclusive, já recusou investidas anteriores e desembolsou cerca de R$ 27,5 milhões em 2025 para contratar o jogador junto ao Atlético Nacional, mantendo atualmente 70% dos direitos econômicos do atleta.
Mengão não esconde o desejo de manter o jogador por muitos anos como peça fundamental de seu elenco e já tem contatos com empresário
01 Abr 2026 | 16:00 |
O Flamengo retomou as negociações para renovar o contrato de Pedro. O centroavante busca uma valorização salarial, considerando que seus vencimentos atuais estão abaixo de outros nomes de destaque do elenco. A diretoria, por sua vez, não deve aceitar de imediato os valores pedidos e trabalha na elaboração de uma contraproposta. A intenção é chegar a um acordo sem grandes impasses, evitando desgastes entre as partes.
No início do ano passado, Pedro teve um atrito público com José Boto, episódio que gerou repercussão interna. No entanto, a situação foi contornada sob a nova gestão. O presidente Bap é um dos principais defensores da permanência do atacante e trata a renovação como prioridade.
Desde a chegada de Leonardo Jardim, o camisa 9 se firmou como titular absoluto. O treinador português considera o jogador peça central no esquema tático, adotando uma abordagem diferente da utilizada por Filipe Luís no Flamengo, que priorizava o desempenho semanal para definir a escalação.
Em temporadas anteriores, Pedro chegou a ter o futuro indefinido no clube, mas permaneceu e conseguiu se destacar novamente. Entre 2023 e parte de 2024, foi um dos principais nomes técnicos da equipe, além de mostrar evolução após a chegada de Jardim.
O atacante também enfrentou uma grave lesão no joelho, que o afastou dos gramados por longo período. No retorno, precisou lidar com dificuldades naturais até recuperar o ritmo de jogo e o nível técnico que o consolidaram como referência ofensiva do Flamengo.
Receitas do clube tiveram grande impacto devido à participação no Mundial da FIFA e títulos contribuem para ano recorde nas finanças
01 Abr 2026 | 15:00 |
O Flamengo reafirmou sua posição como principal potência econômica da América do Sul ao registrar uma receita bruta histórica de R$ 2,089 bilhões em 2025. O resultado, confirmado em relatório financeiro divulgado nesta terça-feira (31), foi impulsionado por uma combinação de sucesso esportivo, recordes em vendas e a gestão direta do Maracanã.
O grande destaque do balanço é o avanço das receitas recorrentes, que alcançaram R$ 1,571 bilhão, crescimento de 22% em relação ao ano anterior. Mesmo com a forte entrada de recursos oriundos da venda de atletas, superior a R$ 500 milhões, o clube conseguiu ampliar suas receitas sem depender exclusivamente do mercado de transferências.
As premiações e os direitos de transmissão somaram R$ 568 milhões, reflexo direto da participação na Copa do Mundo de Clubes e das conquistas da Libertadores e do Campeonato Brasileiro. O superávit de R$ 336 milhões elevou o patrimônio líquido para R$ 954 milhões, aproximando o clube da marca simbólica de R$ 1 bilhão em riqueza acumulada. Já o fluxo de caixa encerrou o ano em R$ 243 milhões, garantindo liquidez para novos investimentos.
O desempenho esportivo foi determinante para o crescimento financeiro. As campanhas vitoriosas na Libertadores e no Brasileirão foram responsáveis por boa parte dos R$ 568 milhões arrecadados em premiações e direitos. O relatório indica que o clube superou as metas iniciais, que previam apenas chegar às quartas de final das competições. Além disso, a participação na Copa do Mundo de Clubes adicionou cerca de R$ 150 milhões aos cofres rubro-negros.
Outro fator relevante foi o aumento significativo dos chamados “gatilhos de performance” nos contratos de transmissão e pay-per-view. O alto engajamento da torcida em uma temporada vitoriosa ampliou os repasses variáveis, consolidando o Flamengo como líder continental nesse segmento.
As notas explicativas do balanço mostram ainda que o clube passou a depender menos das cotas fixas de TV. A valorização da marca Flamengo no mercado publicitário elevou as margens de lucro, mesmo diante do aumento dos custos operacionais em competições de alto nível.