Futebol
07 Out 2024 | 15:58 |
Eduardo Paes confirmou seu favoritisimo e foi reeleito o prefeito do Rio de Janeiro com uma vitória no primeiro turno com 60% dos votos. Na caminhada até a eleição, o político teve como uma de suas principais plataformas de campanha estreitar relações com as diretorias dos quatro principais clubes da cidade.
Com "canetadas" para projetos grandiosos, ele tem ajudado Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama e também algumas agremiações menores, como Portuguesa e Campo Grande.
Abriu caminho para reforma de São Januário
O primeiro clube a ser beneficiado por Eduardo Paes foi o Vasco da Gama, seu time do coração e do qual é torcedor fanático. O prefeito aprovou o potencial construtivo de São Januário, instrumento que vai gerar recursos para o Cruzmaltino viabilizar a reforma e modernização do estádio para quase 50 mil pessoas. A proposta já foi chancelada na Câmara Municipal e a ideia é iniciar as obras já no início de 2025.
Desapropriou terreno para estádio do Flamengo
Posteriormente, Paes teve papel fundamental na viabilização do sonhado estádio do Flamengo. O prefeito desapropriou o terreno do Gasômetro, que pertence à Caixa Econômica Federal, e que fica na região central do Rio.
O Rubro-Negro adquiriu o local em leilão ocorrido em julho. Na ocasião, o clube arrematou por cerca de R$ 138 milhões, valor este que foi contestado inicialmente pela Caixa. Após idas e vindas no tribunal, as partes chegaram a um acordo. A trégua foi feita na Câmara de Mediação e Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF).
Transferiu concessão do Nilton Santos
Em agosto, Paes chegou a um acordo com o Botafogo e assinou a troca de concessão do Nilton Santos. A administração do estádio passou do clube social para a SAF. O pleito era uma reivindicação de John Textor, dono da Sociedade Anônima alvinegra.
Há também conversas sobre a possibilidade de se tirar a pista de atletismo do Nilton Santos. A ideia do Botafogo é aproximar a arquibancada do campo. O prefeito, por sua vez, acena, como contrapartida, que a pista precisa ser realocada para outro espaço, já que é a única em condições olímpicas na cidade. Duas possibilidades são estudadas: transferi-la para o Parque Olímpico ou construir uma nova arena para a modalidade.
O prefeito também negocia a cessão de um terreno para a construção de um novo CT do Botafogo. O atual, em Vargem Pequena, na Zona Oeste (RJ), é alugado. Há, no entanto, um imbróglio até o momento neste assunto. O prefeito alega que só pode ceder um terreno para o clube social, e não para a SAF, como deseja Textor.
Potencial construtivo para o Fluminense
Eduardo Paes também mantém conversas com o Fluminense. A ideia é conceder um potencial construtivo da sede das Laranjeiras, nos moldes de como foi feito com o Vasco. O Tricolor ainda não tem um projeto definido caso isso concretize. Há, porém, uma possibilidade de que o estádio seja reformado para receber jogos de pequeno porte.
Auxiliar era contratado do Mengão e não parte da equipe do treinador, mas resolveu não ficar no clube após a saída do comandante
03 Mar 2026 | 15:01 |
Rodrigo Caio é mais um integrante da comissão técnica a deixar o Flamengo após a saída de Filipe Luís, confirmada na madrugada desta terça-feira, depois da goleada sobre o Madureira. O ex-zagueiro pediu demissão e optou por não permanecer no clube. Além dele, também estão de saída Ivan Palanco, auxiliar técnico, e Diogo Linhares, preparador físico. A informação é do portal ‘GE’.
A decisão partiu do próprio Rodrigo Caio, que entendeu ser coerente encerrar o ciclo junto com Filipe Luís. O ex-defensor havia retornado ao Flamengo em maio do ano passado para integrar a comissão permanente. Sua chegada foi um pedido direto do treinador, ocupando a vaga deixada por Daniel Alegria, desligado anteriormente.
Dentro da estrutura técnica, Rodrigo era o responsável pelas bolas paradas, tanto defensivas quanto ofensivas. No dia a dia, analisava dados e estudava os pontos fortes e fracos dos adversários. Nos treinos específicos, Filipe costumava acompanhar de perto o trabalho ao lado do ex-zagueiro.
Quando foi anunciado, o clube destacou que a contratação fazia parte de um projeto estratégico para fortalecer a cultura vencedora, integrando à comissão profissionais com identidade rubro-negra e histórico de conquistas.
Como jogador, Rodrigo Caio construiu trajetória vitoriosa no Flamengo. Conquistou a Copa Libertadores, o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil, a Supercopa do Brasil e a Recopa Sul-Americana. Contratado em dezembro de 2018, permaneceu no elenco até o fim de 2023. Antes de encerrar a carreira, ainda defendeu o Grêmio.
Após apresentar uma nova oferta, a diretoria cruzmaltina liderada pelo presidente Pedrinho recebe o sinal positivo do treinador
03 Mar 2026 | 15:00 |
A busca do Vasco da Gama por um novo treinador está a um passo de um desfecho positivo. Nesta terça-feira (3), o clube de São Januário encaminhou a contratação de Renato Gaúcho para assumir a equipe principal. De acordo com informações apuradas pelo site 'GE', a negociação avançou significativamente após o treinador aceitar os termos da última investida feita pelo alvinegro.
Com o "ok" dado diretamente ao mandatário cruzmaltino, as conversas entraram em fase final. No momento, restam apenas aparar pequenas arestas contratuais e burocráticas, mas o acordo é tratado internamente como muito bem encaminhado e deve ser concluído e oficializado nas próximas horas.
A escolha da diretoria leva em consideração a ampla experiência do técnico no cenário esportivo do Rio de Janeiro e sua capacidade de gerir grandes elencos. Em sua mais recente passagem por um clube do estado, Renato comandou o Flamengo durante o ano de 2021, assumindo a vaga que pertencia a Rogério Ceni.
Naquela ocasião, o comandante registrou estatísticas expressivas à beira do gramado: foram 37 partidas disputadas, acumulando 24 vitórias, oito empates e somente cinco derrotas, o que lhe rendeu um alto aproveitamento de 72%.
Mesmo com o grande índice de vitórias e a campanha que levou a equipe rubro-negra até a decisão da Copa Libertadores da América, o treinador terminou a temporada amargando o vice-campeonato continental e deixou o cargo sem levantar troféus de maior peso naquele ano.
Além de sua trajetória como técnico, Portaluppi tem uma ligação histórica com o futebol carioca desde os tempos de jogador, quando venceu o Campeonato Brasileiro (Copa União) pelo próprio Flamengo, em 1987.
Presidente do Flamengo centralizou a decisão de trocar o comando; avaliação sobre investimentos e divergência na coletiva de imprensa selaram a queda
03 Mar 2026 | 14:23 |
A surpreendente demissão de Filipe Luís, sacramentada logo após uma goleada expressiva, tem raízes profundas na política interna do Flamengo. Segundo apurações, o encerramento do vínculo passou diretamente pelas mãos de Luiz Eduardo Baptista, o Bap. A decisão foi tomada de forma isolada pelo presidente rubro-negro, expondo divergências de convicções no departamento de futebol.
Filipe Luís, embora ídolo, nunca foi a escolha idealizada pela atual gestão. O treinador havia sido efetivado pela administração anterior e, mesmo após faturar a Copa do Brasil de 2024, sofria forte resistência. Nos bastidores, Bap mantinha o desejo de trazer Jorge Jesus, apontado como seu grande objetivo para o clube.
Na época da renovação do técnico, Bap consultou outros membros do futebol e concordou em mantê-lo, mas sem plena convicção. Desta vez, o roteiro foi diferente. O presidente do Flamengo decidiu agir por conta própria. O único dirigente ciente do movimento era o diretor executivo José Boto, que já trabalhava paralelamente na costura do acordo com Leonardo Jardim, cujo contato direto acontecia com o próprio mandatário.
O desgaste entre as partes acumulou-se desde o início de 2025. O imbróglio durante a renovação, motivado pelo pedido de aumento salarial que colocaria Filipe Luís no patamar dos treinadores mais bem pagos do país, não foi bem absorvido pela presidência. Além disso, Bap considerava que o time não extraía todo o potencial do estrelado elenco que possui em mãos.
Outro fator que pesou negativamente foi a política de reforços. As contratações infladas, como os R$ 25 milhões investidos em Samuel Lino (indicado pelo técnico e avalizado por Boto) e os R$ 40 milhões injetados no retorno de Lucas Paquetá em 2026, geraram insatisfação. A diretoria do Flamengo avaliou que o retorno técnico desses nomes esteve muito aquém das altas cifras envolvidas.
A derrota para o Lanús, na final da Recopa Sul-Americana, foi o estopim da crise. Embora muitos no clube vissem espaço para recuperação, a postura de Filipe Luís no pós-jogo foi determinante para Bap. A avaliação positiva feita pelo ex-lateral na entrevista coletiva, apesar do revés, causou profundo incômodo no presidente.
Com o limite atingido, Bap autorizou José Boto a acelerar as conversas no mercado. O acerto com Leonardo Jardim ocorreu na segunda-feira, antes mesmo da bola rolar contra o Madureira. A operação foi conduzida em sigilo absoluto, pegando jogadores, membros da diretoria e o próprio ex-comandante de surpresa no vestiário do Maracanã.