Clube
03 Jan 2024 | 15:28 |
O ano começou com uma triste notícia para a Nação Rubro-Negra. A lenda Denir, massagista que servia ao Flamengo desde 1981, faleceu em decorrência de um câncer no cérebro. O velório do ídolo aconteceu na Gávea, sede do clube. Acontece que a ausência de jogadores na cerimônia surpreendeu e irritou a torcida.
Denir foi bastante homenageado por atletas nas redes sociais. Porém, o mesmo não se repetiu em seu velório. O corpo da lenda ficou na Gávea durante toda a manhã desta terça-feira (2), e depois foi sepultado no cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita.
Para surpresa de todos, o único jogador em atividade que compareceu ao velório do griô rubro-negro foi Marcelo Lomba. O goleiro foi revelado pelo Flamengo em 2006 e hoje defende o Palmeiras. Adílio e Athirson foram os ex-jogadores que compareceram à cerimônia.
Nem mesmo Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, esteve presente. Márcio Tannure (chefe do DM), Vitor Zanelli (VP da base), Reinaldo Belotti (CEO do Fla), Bruno Spindel (diretor-executivo de futebol), Marcos Braz (VP de futebol) e Gabriel Skinner (supervisor) foram os dirigentes que prestaram as homenagens a Denir na Gávea.
A torcida não escondeu a irritação com a ausência de jogadores e ídolos no velório da lenda rubro-negra. Para muitos torcedores, o fato dos atletas estarem de férias, a maioria longe do Rio, não serve como desculpa. Rubro-negros interpretaram essa atitude como uma falta de respeito com Denir e demonstraram profunda decepção.
Torcida do Flamengo reage decepcionada com elenco
“Nego defende jogador com unhas e dentes, não teve um filho da p*** do elenco atual do Flamengo que foi lá no velório do Sr Denir. Isso porque ele era muito importante para o clube. O Lomba que saiu do Flamengo mais de duzentos anos, foi o único jogador em atividade que foi lá”
“Os jogadores do clube falavam que ele era importante, alguns consideravam da família, mas não tiraram um tempinho de suas férias para comparecer no velório do Seu Denir, uma vergonha”
“Sobre o velório do Denir na Gávea, fica a tristeza da perda e a constatação da hipocrisia daqueles que, na frente da câmera da FlaTV, beijavam a mão do coroa na chegada no vestiário… tanta “consideração” não valeu a presença ilustre desses “ídolos” no adeus final”
“2024 já está uma merda. Pode acabar. Nenhum jogador ter ido ao velório do Denir é um reflexo da falta de respeito que esses jogadores têm pela história do clube. E pior, esquecendo o Flamengo, eles não foram se despedir de um funcionário querido, que eles tanto diziam gostar”
“Mano, nem um jogador do elenco principal do Flamengo foi no velório do Denir, é muita ingratidão e mau-caratismo, sinceramente”
“Como são vagabundos esses jogadores do Flamengo. O presidente e outros dirigentes, também. Não compareceram ao velório nem ao enterro do Sr. Denir, que por 42 anos, foi raça, suor e paixão pelo Flamengo”
“Nenhum jogador do atual elenco foi ao velório do seu Denir. Nenhum. Se fosse para uma festinha estariam todos. Inclusive o próprio Landim não foi. São totalmente desligados da realidade e do que é o Flamengo”
Clube já tem o maior faturamento do futebol brasileiro e foi o primeiro a ultrapassar a marca de R$ 2 bi, mas o presidente planeja ainda mais
20 Mai 2026 | 17:00 |
Pela primeira vez na história do futebol brasileiro, o Flamengo alcançou a marca de R$ 2 bilhões em receita anual. Mesmo diante do recorde histórico, a diretoria rubro-negra já trabalha com metas ainda mais ambiciosas para os próximos anos. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, revelou que o objetivo do clube é atingir R$ 3 bilhões em faturamento até 2030.
Durante participação no videocast “Sport Insider”, do canal N Sports, o mandatário explicou que o crescimento planejado não depende apenas do futebol dentro de campo. Segundo Bap, o Flamengo prepara uma série de projetos paralelos para ampliar significativamente as receitas do clube nos próximos anos.
“Tem uma série de coisas que vamos fazer que não têm absolutamente nada a ver com futebol que vão turbinar esse aumento de receita. Quando se olha para direito de transmissão, número de partidas, ticket médio, premiação, não tem como crescer olhando de maneira ortodoxa. Tendo uma visão mais heterodoxa, vai caber mais R$ 1 bilhão em três, quatro anos”, afirmou o presidente.
O crescimento financeiro recente do Flamengo reforça o otimismo da diretoria. Em 2021, o clube ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão em receita. Apenas quatro temporadas depois, o Rubro-Negro dobrou esse valor e chegou aos R$ 2 bilhões. Agora, a expectativa é repetir o salto financeiro até o fim da década.
Entre os projetos em andamento, o Flamengo pretende lançar uma marca própria de roupas voltada para o público feminino. Batizada de “Gávea”, a linha de moda casual foi planejada após estudos de mercado indicarem o forte potencial de consumo desse segmento.
Além disso, o clube também deseja investir no setor imobiliário. Um dos planos da diretoria envolve a construção de um hotel cinco estrelas na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Com as novas iniciativas, o Flamengo busca ampliar receitas fora das quatro linhas e consolidar ainda mais a posição como clube mais poderoso financeiramente da América do Sul.
Em fim de contrato com o Mengão, atleta vê nos EUA o local ideal para ter mais tempo em quadra e desenvolver seus talentos
13 Mai 2026 | 09:00 |
A saída de Helena Wenk do Sesc Flamengo ganhou novos capítulos após declarações de Paulo Coco, auxiliar técnico da Seleção Brasileira e treinador do Atlanta (EUA). Em entrevista ao portal “Olimpíada Todo Dia”, o comandante comentou sobre o desenvolvimento da ponteira de 1,99m em meio à despedida da atleta do Rubro-Negro rumo ao exterior.
Mesmo sem confirmar oficialmente a contratação de Helena pelo Atlanta, equipe que disputa a LOVB, liga profissional dos Estados Unidos, Paulo Coco reforçou um ponto que já vinha sendo debatido entre torcedores rubro-negros: a necessidade de mais tempo em quadra para a evolução da jovem atleta.
Segundo o treinador, o mais importante neste momento da carreira da ponteira é encontrar um ambiente que permita crescimento técnico e sequência de jogos em alto nível. No Sesc Flamengo, Helena alternou momentos de destaque e partidas no banco de reservas sob comando de Bernardinho. Apesar de ter sido peça importante na semifinal diante do Praia Clube, a jovem acabou perdendo espaço justamente na reta decisiva da temporada.
A falta de sequência entre as titulares é vista como um dos fatores que dificultaram o desenvolvimento pleno da atleta no time principal. Para Paulo Coco, jogadoras com o porte físico e o potencial técnico de Helena precisam atuar regularmente para alcançar o mais alto nível do voleibol internacional. A expectativa é de que, nos Estados Unidos, a ponteira consiga a rodagem necessária para evoluir de forma mais consistente e ganhar protagonismo.
Com a saída de Helena Wenk, o Flamengo já se movimentou no mercado para reforçar o elenco visando a temporada 2026/27. Entre os nomes confirmados estão Ariele e Jaque, que chegam para fortalecer o grupo comandado por Bernardinho.
Mesmo assim, a despedida da jovem promessa segue gerando debates entre os torcedores rubro-negros. Isso porque Helena era considerada uma das principais joias recentes das categorias de base do clube e tinha grande expectativa de crescimento dentro do projeto do Sesc Flamengo.
Mengão volta a abordar o aumento de impostos para os clubes associativos em relação às SAFs e como isso pode prejudicar modalidades no Brasil
09 Mai 2026 | 21:00 |
O Flamengo utilizou os canais oficiais neste sábado (09) para fazer um alerta sobre o futuro dos esportes olímpicos no Brasil. Em vídeo publicado no YouTube, o clube rubro-negro demonstrou preocupação com os impactos da nova reforma tributária sobre entidades esportivas sem fins lucrativos e afirmou que diversas modalidades podem ficar ameaçadas nos próximos anos.
A produção divulgada pela Flamengo TV trata o tema como uma questão urgente para o esporte nacional. Ao longo do conteúdo, atletas, especialistas e representantes ligados ao setor esportivo destacam possíveis consequências da mudança na legislação, principalmente para clubes formadores que dependem de incentivos fiscais para manter projetos sociais e modalidades olímpicas.
Uma das vozes presentes no vídeo é a da judoca Rosicleia Campos, que chamou atenção para os impactos além do alto rendimento esportivo. Segundo a ex-atleta, o trabalho realizado pelos clubes vai muito além da formação de campeões. “Os clubes não formam só atletas, formam seres humanos”, destacou Rosicleia durante a gravação.
A preocupação central é de que o aumento da carga tributária provoque redução de investimentos, fechamento de projetos e até encerramento de modalidades esportivas, afetando diretamente crianças e jovens atendidos pelos clubes.
O debate gira em torno da Lei Complementar 224, de 2025. De acordo com o Flamengo e representantes do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), a nova legislação coloca entidades esportivas associativas em situação de desvantagem em relação às SAFs. Atualmente, as Sociedades Anônimas do Futebol recolhem cerca de 6% sobre a receita bruta.
Já os clubes sem fins lucrativos, que tradicionalmente reinvestem recursos em formação esportiva e projetos sociais, perderam benefícios históricos previstos anteriormente. Segundo o advogado Felipe Cavalcante, representante do CBC, a tributação para clubes como o Flamengo pode chegar a 11% a partir de 2027: “Não queremos melhoria, só queremos a manutenção do que temos”, afirmou o especialista durante o vídeo divulgado pela Flamengo TV.
Mesmo diante das dificuldades financeiras e do novo cenário tributário, o Flamengo segue mantendo importante presença nos esportes olímpicos brasileiros. Atualmente, o clube possui modalidades como ginástica artística, judô, nado artístico, natação, polo aquático, remo, vôlei e basquete.
Entretanto, o Rubro-Negro já precisou encerrar algumas atividades neste ano, como a canoagem e o remo paralímpico, reflexo das dificuldades enfrentadas para sustentar financeiramente os projetos esportivos. Com o vídeo publicado neste sábado, o Flamengo tenta ampliar o debate público sobre o tema e pressionar autoridades para revisão das medidas que, segundo o clube, podem comprometer o futuro do esporte olímpico nacional.