Futebol
24 Nov 2024 | 06:02 |
A partida entre Botafogo e Vitória terminou empatada em 1 a 1, deixando o líder do Brasileirão ainda mais pressionado na tabela. Durante o jogo, houve várias paralisações, incluindo atendimentos médicos e substituições, que, segundo Textor, justificariam um acréscimo maior. No entanto, o árbitro concedeu apenas seis minutos extras, o que gerou revolta do dirigente alvinegro.
Em entrevista após o confronto, Textor destacou sua surpresa com a decisão de Ramon Abatti Abel. “Não tenho problema com o árbitro, mas fiquei muito surpreso que, depois de toda a perda de tempo, as lesões e o antijogo intencional, ele deu apenas seis minutos de acréscimo. Acho que foi estranho”, declarou o empresário, que também reforçou que a arbitragem não foi o único motivo para o resultado final.
FLAMENGO DE OLHO NO CLIMA
O dirigente também sugeriu que o árbitro poderia rever sua performance para melhorar em futuras partidas. “Se ele assistir ao jogo de novo, aprenderá sobre o próprio trabalho. Seis minutos foi uma loucura”, afirmou. Textor deixou claro que, mesmo com um acréscimo maior, não havia garantias de que o Botafogo conquistaria a vitória, mas classificou a situação como “inexplicável” e questionou a coerência da decisão.
A BRIGA PELO TÍTULO BRASILEIRO
As críticas à arbitragem não são novidade no futebol brasileiro, mas o episódio expõe a pressão enfrentada pelo Botafogo, líder da competição, que busca encerrar um jejum de décadas sem conquistar o título nacional. O empate contra o Vitória foi o segundo tropeço consecutivo da equipe, que tem visto sua vantagem na tabela ser gradativamente reduzida pelos concorrentes.
A repercussão das declarações de John Textor também levanta debates sobre o tempo de acréscimos no futebol brasileiro, frequentemente alvo de polêmicas. O VAR, as paralisações por lesões e o antijogo são fatores que exigem maior precisão e uniformidade por parte dos árbitros. Especialistas avaliam que decisões inconsistentes podem comprometer a credibilidade do Campeonato Brasileiro.
Com Leste Superior fechado e clima de tensão após vice na Recopa, torcida demonstra insatisfação e vendas para duelo contra o Madureira estagnam
01 Mar 2026 | 17:24 |
A crise técnica e institucional que atinge o Flamengo reflete diretamente nas arquibancadas. Neste domingo (1º), véspera do jogo de volta da semifinal do Campeonato Carioca contra o Madureira, a procura por ingressos segue muito abaixo da média habitual do clube. Até o início da tarde de hoje, o site oficial de vendas do Rubro-Negro indicava que ainda há entradas disponíveis para todos os setores abertos do Maracanã.
A partida, que vale uma vaga na grande final do Estadual, acontece nesta segunda-feira (2), mas o cenário é de desmobilização. A comercialização, iniciada no dia 24 de fevereiro com valores variando entre R$ 30 (meia-entrada) e R$ 300, não engrenou, evidenciando o rompimento momentâneo entre a equipe e seu torcedor. Cerca de 20 mil ingressos foram vendidos para o duelo.
A baixa adesão é justificada pelo momento conturbado vivido pelo clube. O vice-campeonato da Recopa Sul-Americana na última semana, somado ao desempenho irregular da equipe, gerou um clima de hostilidade. O sábado (28) foi marcado por protestos de torcidas organizadas na porta do CT Ninho do Urubu e relatos de perseguição a jogadores em eventos noturnos, o que aumentou a tensão para o confronto desta segunda-feira.
Diante da demanda retraída, a organização optou por nem sequer abrir a venda para o setor Leste Superior. Seguem com disponibilidade os setores Norte, Sul, Leste Inferior, Oeste Inferior e Maracanã Mais. A tendência é que o estádio registre um dos piores públicos do Flamengo nos últimos anos, e que os presentes utilizem o espaço para novos protestos contra a postura dos atletas e as escolhas do técnico Filipe Luís.
Apesar do ambiente pesado, a situação do Flamengo dentro de campo para este confronto específico é confortável. Graças à vitória por 3 a 0 construída no jogo de ida, o Rubro-Negro entra em campo com uma larga vantagem.
Multicampeão pelo Alvinegro Praiano, ex-jogador retorna ao clube para atuar na formação de novos talentos ao lado de Rodrigão
01 Mar 2026 | 16:40 |
Um dos nomes mais vitoriosos da história recente do Santos volta à Vila Belmiro. O clube oficializou o retorno do ex-meia Elano, desta vez para atuar fora das quatro linhas. O ídolo santista assume o cargo de gerente de futebol das categorias de base, confirmando a informação que havia sido antecipada pelo portal Globo Esporte na última quinta-feira.
Aos 42 anos, Elano chega para integrar um departamento estratégico do clube, trazendo na bagagem a experiência de quem conquistou oito títulos com a camisa alvinegra, incluindo duas edições do Campeonato Brasileiro e uma Copa Libertadores da América. O anúncio foi feito nas redes sociais do Peixe, que desejou "boas-vindas à sua casa" ao novo dirigente.
Em entrevista ao site oficial do clube, o novo gerente não escondeu a satisfação com o convite. Elano classificou o retorno como uma "alegria gigantesca" e destacou que, embora a função seja diferente da época de atleta, sente-se preparado para contribuir no desenvolvimento das joias da Vila. "O Santos representa muito em minha vida e volto preparado para ajudar a formar talentos", declarou.
Na nova estrutura organizacional, Elano trabalhará em conjunto com outro ex-atleta do clube, o ex-atacante Rodrigão, que atua como coordenador técnico. Ambos estarão sob a supervisão de José Renato Quaresma, diretor responsável por todo o departamento das categorias inferiores. A contratação reforça a filosofia da atual gestão de incorporar ex-jogadores identificados com a torcida em cargos de liderança.
Embora seja ídolo absoluto no litoral paulista, Elano também teve uma experiência vestindo o Manto Sagrado. Sua passagem pelo Flamengo ocorreu em 2014, mas foi breve e marcada por dificuldades físicas. Contratado com status de grande reforço para o meio-campo e sob a expectativa de que "nasceu para jogar em time grande", como ele mesmo afirmou na época, o jogador não conseguiu ter a sequência.
A trajetória na Gávea durou cerca de seis meses. Atrapalhado por uma série de lesões logo no início, Elano disputou menos de 20 partidas e marcou três gols, participando da campanha do título do Campeonato Carioca daquele ano.
Diretoria rubro-negra responde às manifestações da Jovem Fla no Ninho do Urubu, nega influência de pressão externa nas decisões internas
01 Mar 2026 | 16:15 |
Flamengo divulgou uma nota oficial para esclarecer sua posição diante das cobranças. O comunicado surge logo após um protesto realizado pela Torcida Organizada na porta do Centro de Treinamento Ninho do Urubu, no último sábado (28), e visa blindar o departamento de futebol de especulações e interferências externas. No texto, a instituição assegura que mantém vigilância constante sobre o ambiente da equipe profissional, mas foi enfática ao declarar que a gestão não pautará suas ações pelo clamor das arquibancadas ou por boatos.
O ponto central do comunicado oficial é a defesa da autonomia da diretoria. O Flamengo destacou que eventuais mudanças ou medidas disciplinares são tomadas com responsabilidade, baseando-se estritamente em fatos concretos. "Jamais em especulações ou pressão externa", frisou a nota.
Além disso, o Flamengo saiu em defesa do caráter do grupo de jogadores. O texto ressalta que o elenco é constituído por atletas multicampeões, cientes das exigências do alto rendimento e dos códigos de conduta, sejam eles formais ou informais, que regem a instituição.
A diretoria reconheceu, no entanto, que o início da temporada de 2026 ficou "abaixo das expectativas", reafirmando o compromisso diário de jogadores e comissão técnica em buscar a evolução e a retomada das vitórias.
"O Clube de Regatas do Flamengo esclarece que acompanha permanentemente tudo o que envolve o ambiente da equipe profissional.
Eventuais decisões internas são tomadas com responsabilidade e baseadas em fatos, jamais em especulações ou pressão externa.
O elenco do Flamengo é formado por atletas profissionais, multicampeões e plenamente cientes dos códigos de conduta, formais ou informais, exigidos pelo alto rendimento"
Reconhecemos que o início de temporada ficou abaixo das expectativas, e jogadores, comissão técnica e diretoria seguem trabalhando diariamente para a evolução da equipe e a retomada dos resultados.