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Na lanterna do Campeonato Brasileiro após derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro, na noite desta quarta-feira (19), o Fluminense não poderá contar com Fernando Diniz na beira do gramado contra o Flamengo, no final de semana. O treinador recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso da próxima partida.
Flamengo e Fluminense se enfrentam neste domingo, dia 23, em jogo válido pela 11ª rodada do Brasileirão. A bola rola às 16h (horário de Brasília), no Maracanã. Sem Fernando Diniz, o Fluminense será comandado pelo seu auxiliar, Eduardo Barros.
Fora do clássico, Fernando Diniz vive o seu pior momento desde que retornou ao Fluminense, em 2022. Campeão da Libertadores no ano passado, o Tricolor acumula péssimas exibições nesta temporada e só conquistou uma vitória em 10 rodadas no Brasileirão.
Os resultados fizeram a torcida romper com o treinador. Contra o Atlético-GO, na última rodada, os torcedores presentes no Maracanã direcionaram xingamentos à Fernando Diniz. Nesta quarta, no Mineirão, os tricolores exibiram uma faixa pedindo a saída do técnico.
Sem Diniz, Fluminense pode perder Marquinhos para o jogo contra o Flamengo
Além da dura derrota e da suspensão de Fernando Diniz, o Fluminense ganhou mais uma preocupação durante a partida contra o Cruzeiro. Aos 30 minutos do primeiro tempo, o meia-atacante Marquinhos, titular e peça importante na temporada, sentiu uma lesão na coxa e precisou ser substituído.
O jogador deve passar por exames nos próximos dias e preocupa para o clássico contra o Flamengo.
Até o momento os baianos não manifestaram o interesse em exercer essa compensação financeira. O valor da multa não foi divulgado por questões contratuais.
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O Vitória não deverá contar com o atacante Carlinhos, neste domingo, contra o Flamengo, no Barradão (BA), pelo Campeonato Brasileiro. O jogador está emprestado pelo clube carioca e só pode entrar em campo mediante o pagamento de uma cláusula estipulada em contrato.
Até o momento os baianos não manifestaram o interesse em exercer essa compensação financeira. O valor da multa não foi divulgado por questões contratuais. O empréstimo ao Vitória é até dezembro deste ano. Há uma opção de compra estipulada em R$ 4,5 milhões. O Flamengo o comprou junto ao Nova Iguaçu por cerca de R$ 3,2 milhões após o Campeonato Carioca de 2024.
Carlinhos teve uma passagem sem brilho pelo Rubro-Negro. Foram apenas 20 jogos e cinco gols. No Vitória o atacante de 1,95m também ainda tenta se firmar. Até aqui são 14 partidas e três gols, alternando partidas entre titular e reserva. Carlinhos entrou no segundo tempo e atuou por 31 minutos no empate em 1 a 1 com a Universidad Católica, do Chile, na última quarta-feira, pela Copa Sul-Americana.
Enquanto o time Baiano resolve se vai ou não pagar a multa de Carlinhos, o rubro-negro se prepara para o duelo no Barradão. Isso porque, ela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, as equipes medem forças no em Salvador, na Bahia, às 18h30 (horário de Brasília).
Com uma vasta experiência no futebol, Boto compartilha detalhes sobre sua trajetória no esporte e como foi sua chegada no Flamengo
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A primeira contratação desde que Bap assumiu a presidência do Flamengo foi a do diretor de futebol José Boto. O português chegou ao Rio de Janeiro em 28 de dezembro de 2024, quando assinou o contrato com o rubro-negro. Desde então, tem feito um trabalho elogiado pela direção e pelos torcedores.
Em entrevista ao "Mengocast" da FlamengoTv, o diretor de futebol rubro-negro falou sobre a dificuldade de encontrar jogadores "diferentes" no futebol brasileiro, em comparação com o futebol internacional, que segundo Boto, tem tido mais opções.
"Isso é preocupante"
"Hoje em dia, encontrar jogadores com um estilo diferente do que se vê na Europa tem se tornado cada vez mais raro aqui no Brasil. E, sinceramente? Isso é preocupante. A diversidade e criatividade que sempre marcaram o nosso futebol estão se perdendo, e isso afeta diretamente a identidade do jogo brasileiro", disse o português.
Afim de complementar sua fala, Boto acrescentou, fazendo um paralelo com os times campeões do próprio Flamengo. Para o diretor de futebol rubro-negro, é necessário resgatar esse estilo nos jogadores, principalmente do país.
"Se a gente olhar para trás, para aquele Flamengo campeão do mundo, era um time técnico, dominante, protagonista. E é justamente esse espírito que a gente está tentando resgatar: um futebol competitivo, vibrante, que represente a paixão do torcedor dentro e fora dos estádios. E quer saber? A Série A do Brasileirão não fica devendo nada à Premier League quando o assunto é emoção e atmosfera nos jogos", finalizou.
PRÓXIMO COMPROMISSO DO FLAMENGO
Enquanto José Boto segue cuidando dos bastidores e contratações do Flamengo, o time comandado por Filipe Luís se prepara para o próximo compromisso da temporada. Isso porque, o rubro-negro enfrenta o Vitória, no domingo (06), pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. As equipes medem forças no Barradão, em Salvador, na Bahia, às 18h30 (horário de Brasília).
O Dir. de Futebol do Mais Querido abriu o jogo e contabilizou todos os prós e contras de Filipe Luis na margem de Jorge Jesus
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O início da trajetória de Filipe Luís como treinador no Flamengo tem empolgado não apenas a torcida, mas também quem vive o dia a dia do clube. José Boto, diretor técnico do Rubro-Negro, participou do MengoCast nesta sexta-feira (4) e revelou bastidores da parceria com o ex-lateral, além de elogiar abertamente sua visão de futebol.
Um dos trechos que mais chamou atenção na entrevista foi a comparação entre Filipe Luís e Jorge Jesus. Os dois trabalharam juntos no Benfica e, segundo Boto, há muitas semelhanças entre eles. “Os dois vivem o futebol intensamente, quase 24 horas por dia. Essa paixão é algo que os une naturalmente”, disse. Apesar disso, o diretor faz questão de pontuar as diferenças e revela preferência por algumas ideias do novo técnico.
"O Filipe Luís é muito inquieto, do ponto de vista do conhecimento. - disse Boto
Mesmo com o carinho pelo trabalho de Jorge Jesus, José Boto afirma se identificar mais com a maneira como Filipe Luís organiza seu time. “Gosto mais da forma como ele propõe o jogo, principalmente no ataque. Ele controla melhor a partida, é mais paciente na construção”, explicou. Para o dirigente, essas nuances fazem com que o CRF tenha uma identidade própria e moderna com o novo comandante.
Apesar da afinidade, divergências de ideias acontecem — e, para Boto, isso é extremamente saudável. “Quando a gente discorda, somos obrigados a explicar melhor nosso ponto de vista. Isso eleva o debate, faz todo mundo crescer. É algo que vejo como positivo”, avaliou. Segundo ele, é com Filipe que teve a melhor conexão entre todos os treinadores com quem já trabalhou.
A boa convivência entre os dois se explica, segundo Boto, pela semelhança na forma de pensar o futebol. “O jeito como vemos o jogo, o treino, o comportamento dos atletas… é tudo muito parecido. Isso facilita bastante. Não precisa nem explicar tanto: a gente se entende rápido”, revelou o dirigente, mostrando como a sintonia entre comissão técnica e diretoria vem sendo essencial na nova fase do clube.