Futebol
18 Out 2024 | 14:36 |
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu Carlos Alcaraz com quatro jogos de suspensão pela briga na partida entre Flamengo e Corinthians, no dia 1º de setembro, pela 25ª rodada do Brasileirão. A partida terminou com briga generalizada entre os jogadores, e os atletas adversários que iniciaram a confusão surpreendentemente receberam punição menor.
Alcaraz foi denunciado no 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala em “praticar agressão física durante partida, prova ou equivalente”. A denúncia cita intenção do meia de acertar “soco, cotovelada, cabeçada ou golpes similares em outrem, de forma contundente ou assumindo o risco de causar dano ou lesão”. A punição de quatro partidas deve ser cumprida exclusivamente no Brasileirão.
Sendo assim, caso a suspensão automática pelo cartão vermelho ão conte para a punição, Carlos Alcaraz ficará fora de jogos contra Juventude, Internacional, Cruzeiro e Atlético-MG.
26/10-Flamengo x Juventude- Maracanã- 31ª rodada
30/10- Internacional x Flamengo- Beira-Rio- 17ª rodada*
6/11- Cruzeiro x Flamengo- Mineirão- 32ª rodada
13/11- Flamengo x Atlético-MG– Maracanã-33ª rodada
*Jogo atrasado
Chama a atenção que o jogador que iniciou toda a confusão em Corinthians x Flamengo recebeu uma punição menor que Alcaraz. Yuri Alberto recebeu cartão vermelho por falta duríssima em Wesley por trás e quis peitar o lateral rubro-negro, o que atraiu os outros jogadores e iniciou a briga generalizada.
Yuri Alberto foi denunciado no exato mesmo artigo do atleta do Flamengo. Entretanto, por maioria, o tribunal do STJD entendeu que dois jogos de suspensão são suficientes por “desferir chutes ou pontapés, desvinculados da disputa de jogo, de forma contundente ou assumindo o risco de causar dano ou lesão “.
Agora, responsável por segurar o pescoço de Alcaraz e resultar no soco como resposta, o zagueiro Cacá também foi punido com apenas dois jogos. Ele foi citado por “empurrar acintosamente o companheiro ou adversário, fora da disputa da jogada”.
É possível concluir, portanto, que o tribunal não levou em consideração que a simulação de enforcamento gerou a ação de Alcaraz. O argentino de 21 anos só desferiu um soco no rosto do zagueiro adversário após ter mãos em seu pescoço. Ainda assim, foi o que recebeu a maior punição.
Flamengo é multado
Tanto Flamengo quanto Corinthians foram multados em R$ 5 mil pelo STJD se enquadrarem no artigo 257 do CBJD. O artigo prevê punição para as instituições caso não seja possível identificar todos os responsáveis pelo tumulto. Além disso, ambos precisam pagar mais R$ 3 mil pelo atraso no retorno do intervalo.
O auxiliar-técnico do Corinthians, Emiliano Díaz, foi julgado por expulsão no fim da partida e punido com um jogo de suspensão. Enquanto o dirigente Fabinho Soldado, ex-Flamengo recebeu 15 dias de suspensão por críticas feitas à arbitragem.
Mengão quer repatriar o meia e fazê-lo a mais cara contratação da história do futebol brasileiro, mas fator curioso recompensaria o próprio clube
18 Jan 2026 | 13:00 |
O retorno de Lucas Paquetá ao clube que o revelou está cada vez mais próximo de um desfecho positivo. A negociação pode alcançar 40 milhões de euros (R$ 249,6 milhões), mas, de acordo com o portal ‘GE’, o valor final da operação pode ser parcialmente compensado graças ao mecanismo de solidariedade da Fifa.
Como clube formador, o Flamengo tem direito a 4% do valor total da transferência. Essa quantia é obrigatoriamente depositada pelo clube vendedor, no caso, o West Ham, em um fundo da Fifa, responsável por realizar o repasse posteriormente. Na prática, parte do montante pago retorna aos cofres rubro-negros, reduzindo o impacto financeiro da operação.
Após uma última reunião de alinhamento, o Flamengo ainda apresentará uma proposta oficial aos ingleses. Até o momento, a oferta discutida de forma informal envolve 35 milhões de euros fixos, além de 5 milhões de euros em bônus por metas. Não houve avanço público desde então.
Caso os números se confirmem, o clube carioca teria direito inicialmente a 4% dos 35 milhões de euros, o que representa cerca de 1,4 milhão de euros (R$ 8,7 milhões). Se os bônus forem atingidos, outros 200 mil euros (aproximadamente R$ 1,2 milhão) entrariam na conta posteriormente, totalizando 1,6 milhão de euros (R$ 9,9 milhões).
Paquetá chegou ao Flamengo aos 9 anos de idade e deixou o clube aos 21 anos, quatro meses e uma semana, com a rescisão publicada no BID da CBF em 3 de janeiro de 2019. Dentro do período estabelecido pela Fifa para o cálculo do mecanismo de solidariedade, esse tempo de formação garante exatamente os 4% da transação.
Comentarista lembra que meia esteve próximo de ser contratado pelo Manchester City de Guardiola, mas entende decisão pelo Mengão
18 Jan 2026 | 12:16 |
O possível retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo foi tema de debate no programa Seleção SporTV. A jornalista Ana Thaís Matos analisou o movimento do meia e afirmou compreender a decisão de voltar ao futebol brasileiro, embora tenha lamentado o que considera uma interrupção precoce de uma trajetória que poderia alcançar patamares ainda maiores na Europa.
Para a comentarista, o cenário vivido por Paquetá nos últimos anos teve impacto direto na escolha. O jogador esteve muito próximo de acertar com o Manchester City, mas a acusação envolvendo apostas esportivas esfriou o negócio e alterou o rumo da carreira.
“Talvez Paquetá pudesse ir para outro clube e opte por retornar ao Brasil porque foi muito pesado o que aconteceu com ele nesses últimos anos. Acho que ele se sentiu pouco abraçado. É um jogador de 28 anos e, pelo potencial que tem, imaginávamos outras possibilidades”, avaliou Ana Thaís.
Enquanto o debate acontece fora de campo, as tratativas seguem nos bastidores. O Flamengo já tem bases contratuais alinhadas com o jogador e agora concentra esforços para chegar a um acordo com o West Ham, que vive situação delicada na Premier League, ocupando a zona de rebaixamento. A exigência do clube inglês, neste momento, é manter o meia por empréstimo até junho, para utilizá-lo na reta final da temporada europeia.
A diretoria rubro-negra, porém, trabalha com outro cenário. A intenção é contar com o atleta de forma imediata, entendendo que ele pode ser peça-chave já no início da temporada. O desejo do próprio jogador também pesa: Paquetá demonstra forte vontade de retornar agora ao futebol brasileiro, encerrando seu ciclo na Inglaterra o quanto antes.
Conversas com o West Ham evoluíram nos últimos dias e agora o Mengão aguarda definição do presidente para finalizar acordo pelo meia
18 Jan 2026 | 11:30 |
As conversas entre Flamengo e West Ham pelo retorno de Lucas Paquetá avançaram de forma silenciosa nos bastidores, longe dos holofotes. O diálogo recente permitiu ao clube carioca compreender com mais precisão o cenário financeiro exigido para viabilizar a contratação ainda nesta janela de transferências. A informação foi publicada primeiramente pelo jornal O Globo.
Com essas informações, a diretoria passou a estruturar os próximos passos e já trabalha na montagem de uma proposta oficial. Um ponto, porém, está definido internamente: não há interesse em aceitar um acordo que preveja a permanência do jogador por empréstimo no futebol inglês até o fim da temporada europeia, condição inicialmente levantada pelos ingleses.
O desejo de Lucas Paquetá de retornar imediatamente ao Brasil tem sido determinante nas negociações. O meia e seus representantes intensificaram a pressão pela liberação agora, sem adiamentos, o que fortalece a posição rubro-negra na mesa de negociações. Apesar disso, o clube avalia os números com cautela, buscando equilíbrio entre ambição esportiva e responsabilidade financeira.
A decisão final sobre o investimento caberá ao presidente do Flamengo, Bap, responsável por definir até onde o clube pode ir financeiramente para repatriar o meia. Segundo o jornal O Globo, o ambiente interno é de otimismo, embora o processo siga com passos calculados.
A tendência é que a proposta gire em torno de 35 milhões de euros fixos, com mais 5 milhões de euros em bônus por metas, valor que pode transformar a negociação na maior contratação da história do futebol brasileiro (R$ 249,6 milhões).