Futebol
08 Mai 2025 | 01:36 |
O Flamengo entrou em campo ciente da necessidade de vitória para respirar na competição continental, mas saiu com um empate que teve gosto amargo. Com o resultado, a equipe de Filipe Luís soma apenas cinco pontos e segue na terceira colocação do grupo. A LDU lidera com oito pontos, mesma pontuação do Central Córdoba, que fica atrás no saldo de gols. O Deportivo Táchira, zerado, já está eliminado. Com isso, o Rubro-Negro precisa vencer os dois jogos restantes no Maracanã para avançar.
Ao final do confronto, Gerson, capitão do time, deu um recado direto. “A gente queria ganhar o jogo, mas não conseguimos. Agora é falar menos e trabalhar mais”, declarou o camisa 8 ao Paramount+. A fala evidencia o incômodo interno com o desempenho recente. Gerson também projetou a próxima sequência, reforçando a importância de virar a chave. “Temos que vencer ou vencer na Libertadores para passar. Agora é pensar no jogo de sábado e depois focar na Libertadores”, completou.
O empate aumenta a pressão sobre o elenco, que agora terá quatro jogos consecutivos em casa para reagir em três competições diferentes. A maratona começa neste sábado (10), às 21h, contra o Bahia, pelo Brasileirão. Depois, o time encara a LDU, na quinta-feira (15), às 21h30, em duelo que ganhou status de decisão. Só a vitória interessa ao Flamengo para seguir vivo no torneio continental.
O terceiro jogo da sequência será o clássico contra o Botafogo, no domingo (18), às 18h30, novamente pelo Campeonato Brasileiro. O confronto direto pode impactar também na briga pelas primeiras posições da tabela nacional. Por fim, o Flamengo fecha a série de partidas no Maracanã enfrentando o Botafogo-PB, na quarta-feira (21), às 21h30, pelo jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil. O Rubro-Negro tem vantagem mínima de 1 a 0 construída no jogo de ida.
Com a sequência em casa, a comissão técnica vê uma oportunidade importante de retomar o controle da temporada. O clima, porém, é de cobrança e exigência por respostas rápidas dentro de campo. Apesar da atuação abaixo contra o Central Córdoba, o Flamengo teve chances de vencer, mas parou em erros técnicos e escolhas precipitadas no terço final. A postura defensiva do adversário e a lentidão na circulação da bola comprometeram o rendimento.
Fim do piso artificial nos campos pelo Brasil é uma antiga briga do Mengão e presidente volta a criticar preferência dada a shows
12 Fev 2026 | 11:38 |
O Flamengo lidera a campanha contra os gramados sintéticos no Brasil e já chegou a protocolar pedido junto a CBF por padronização dos campos nas competições locais. Em entrevista ao Diário AS, da Espanha, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, voltou a criticar os pisos artificiais e chegou a dizer que clubes que investem neste deveriam abandonar o futebol.
Bap, presidente do Flamengo, sobre clubes que investem em gramados sintéticos: "Deveriam se dedicar ao show business e abandonar o futebol..."
“Alguns clubes no Brasil têm estádios com gramado artificial porque fazem shows. Estão no negócio errado. Deveriam se dedicar ao show business e abandonar o futebol. Se eu quiser, posso fazer shows no Maracanã. Muitos artistas já vieram. Frank Sinatra, os Rolling Stones… Mas ninguém vai cantar no Maracanã enquanto eu for presidente do Flamengo. O Maracanã é para jogar futebol. Se eu trouxer uma grande artista como a Shakira, ganharei muito dinheiro, mas não estarei cumprindo com a obrigação que tenho com o Flamengo”, declarou Bap.
Bap reforçou ainda que os pisos artificiais no futebol brasileiro podem ainda provocar graves problemas a saúde física dos atletas, que tem como clara preferência atuar em gramados naturais de alta qualidade, além de destacar a atuação pioneira do Flamengo na briga pela melhoria do esporte nacional.
“O campo sintético não é saudável para os jogadores. Por que a CBF permite isso? Por que os outros clubes querem ganhar dinheiro dessa maneira? Somos o primeiro clube do Brasil a apoiar o Fair Play Financeiro e Esportivo. Queremos regras. O Flamengo cumpre todas as regras. O Flamengo é, sem dúvida, um clube brasileiro gerido como se fosse uma multinacional internacional. Estamos no Brasil por acaso.”
Em entrevista ainda em 2025, Bap comparou o investimento feito pelo Flamengo e pelo Fluminense na manutenção de seus campos: “Flamengo e Fluminense gastam cerca de R$ 45 milhões por ano para manter um gramado perfeito, com mais de 80 partidas disputadas. Não é justo criar um diferencial competitivo pelo tipo de campo. Se um clube não tem condições de manter um gramado natural, talvez não deva disputar a Série A”, declarou.
Em entrevista, arqueiro relembra promessa feita no início da carreira sobre defender apenas os clubes de maior torcida do Brasil
12 Fev 2026 | 11:35 |
O goleiro Hugo Souza, atualmente defendendo as cores do Corinthians, abriu o jogo sobre sua relação com o clube paulista e relembrou seu passado no Flamengo em entrevista concedida ao UOL Esporte. Vivendo grande fase, o arqueiro revelou que criou um laço afetivo forte com o Alvinegro, declarando-se torcedor da equipe, e resgatou um desejo antigo de atuar apenas pelas duas maiores torcidas do país caso permanecesse no futebol brasileiro.
Durante a conversa, Hugo Souza confidenciou que, mesmo quando ainda era uma promessa nas categorias de base do Flamengo, já projetava seu futuro com exclusividade para dois gigantes nacionais. Segundo o jogador, a ideia de vestir a camisa alvinegra sempre esteve em seus planos, mesmo quando o foco principal era uma transferência para a Europa.
“Com certeza eu virei corinthiano. Eu já falei um dia, quando eu estava no Flamengo, que só jogaria no Flamengo e no Corinthians aqui no Brasil”, afirmou o goleiro. Ele complementou dizendo que, na época, a declaração era feita sem a dimensão exata do que o futuro reservava. "Eu era moleque, tinha sonho de ir para fora, e a carreira teve os seus altos e baixos. E hoje estou aqui, fazendo história", analisou Hugo.
Além da questão profissional, Hugo Souza destacou a conexão visceral que sente com a torcida. Para o goleiro, o lema "maloqueiro e sofredor" não é apenas uma frase de arquibancada, mas um espelho de sua própria trajetória de vida. Ele se disse impressionado com a dedicação dos torcedores, capazes de "loucuras" para estar perto do time.
A trajetória do goleiro Hugo Souza no Flamengo, desde as categorias de base até o time profissional, foi marcada por oscilações. Revelado na Gávea, ele viveu momentos de protagonismo e foi titular em conquistas importantes, mas também enfrentou críticas por falhas em jogos decisivos.
Em 2024, após um período de empréstimo ao Chaves, de Portugal, Hugo acertou sua ida ao Corinthians. No fim daquele ano, o clube paulista adquiriu 50% dos direitos econômicos do goleiro por 800 mil euros (cerca de R$ 4,8 milhões).
Treinador reconheceu a superioridade individual do adversário, exaltou a pintura do volante do Mengão e lamentou a eficiência letal do time carioca
12 Fev 2026 | 11:12 |
Vitória acabou derrotado pelo Flamengo por 2 a 1 na noite desta terça-feira (10), em duelo válido pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar de apresentar um bom volume de jogo no Barradão, a equipe baiana sucumbiu à eficiência do elenco rubro-negro.
Após o apito final, o técnico Jair Ventura analisou o confronto e, mesmo lamentando o resultado, não poupou elogios à qualidade individual do adversário, destacando especificamente a atuação do volante Erick Pulgar. O comandante do time baiano enfatizou como a capacidade de decisão dos atletas do Flamengo desequilibrou a partida, transformando chances pontuais em gols que definiram o marcador ainda no primeiro tempo.
Em sua entrevista coletiva, Jair Ventura fez uma análise peculiar sobre o autor do primeiro gol da partida. O treinador exaltou a versatilidade de Erick Pulgar, que, teoricamente escalado para funções de marcação, foi capaz de decidir o jogo com um chute de rara felicidade de fora da área.
"Pulgar, que é o camisa 5, é o carregador de piano dos caras. É o jogador que mais marca, mais bate... ele é f* mesmo, ele mete a porrada. Mas fez um gol de craque, fez um gol de Arrascaeta. Quando se tem um poder de decisão tão forte, o cara que é o 5 faz um golaço. Esse é o Flamengo", declarou o treinador, rendendo-se ao talento do chileno.
Além do elogio individual a Pulgar, Ventura ressaltou a profundidade do plantel comandado por Filipe Luís. Para o técnico do Vitória, a disparidade técnica permite ao Flamengo manter o nível elevado independentemente das peças escolhidas, o que tornou a tarefa dos donos da casa ingrata, apesar do bom desempenho tático.
"O Flamengo tem dois times muito qualificados. Você coloca Samuel Lino ou Cebolinha, Pedro ou Bruno Henrique, Emerson Royal ou Varela. E com esses valores individuais eles fizeram dois gols em dois chutes", completou Jair, reforçando sua visão de que o Vitória merecia sorte melhor no confronto.