Futebol
21 Abr 2025 | 15:39 |
Na noite desta terça-feira (22), o Flamengo entra em campo pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, em duelo importante diante da LDU, em Quito. Para Gonzalo Plata, a partida terá um gosto especial: será a primeira vez que o atacante equatoriano atuará em seu país com a camisa rubro-negra. O confronto promete ser marcante para o jogador, que reencontrará o clube que enfrentou apenas uma vez na carreira.
O único duelo de Plata contra a LDU aconteceu em 28 de outubro de 2018, quando ainda vestia a camisa do Independiente del Valle. Na ocasião, o confronto terminou empatado em 1 a 1, e o jovem atacante foi titular. Sete anos depois, ele retorna ao estádio Casa Blanca com um novo protagonismo e a expectativa de fazer a diferença num jogo decisivo para o Mengão.
Apesar de ser um dos nomes fortes da Seleção do Equador, Plata teve pouco tempo atuando profissionalmente no futebol local. Foram apenas 28 partidas e um gol marcado pelo Del Valle. Em 2019, a joia foi vendida ao Sporting, de Portugal, onde deu os primeiros passos no futebol europeu. Lá, atuou em 28 jogos, anotando quatro gols e contribuindo com cinco assistências.
Depois do Sporting, o atacante foi emprestado ao Real Valladolid, da Espanha. Na equipe espanhola, foi onde mais atuou até hoje: 67 partidas, sete gols e dez assistências. O bom desempenho fez com que o clube espanhol adquirisse seus direitos em definitivo em julho de 2022. No entanto, a permanência na Espanha durou pouco. No ano seguinte, Plata foi negociado com o Al-Sadd, do Catar, por 12 milhões de euros.
Vestindo a camisa do Al-Sadd, o equatoriano teve uma temporada expressiva. Em 33 partidas, marcou 12 gols e participou com oito assistências. Mesmo com a curta passagem no futebol asiático, chamou atenção de outros mercados. Em agosto de 2024, o Flamengo confirmou a contratação do jogador, apostando no seu potencial e versatilidade ofensiva.
Auxiliar era contratado do Mengão e não parte da equipe do treinador, mas resolveu não ficar no clube após a saída do comandante
03 Mar 2026 | 15:01 |
Rodrigo Caio é mais um integrante da comissão técnica a deixar o Flamengo após a saída de Filipe Luís, confirmada na madrugada desta terça-feira, depois da goleada sobre o Madureira. O ex-zagueiro pediu demissão e optou por não permanecer no clube. Além dele, também estão de saída Ivan Palanco, auxiliar técnico, e Diogo Linhares, preparador físico. A informação é do portal ‘GE’.
A decisão partiu do próprio Rodrigo Caio, que entendeu ser coerente encerrar o ciclo junto com Filipe Luís. O ex-defensor havia retornado ao Flamengo em maio do ano passado para integrar a comissão permanente. Sua chegada foi um pedido direto do treinador, ocupando a vaga deixada por Daniel Alegria, desligado anteriormente.
Dentro da estrutura técnica, Rodrigo era o responsável pelas bolas paradas, tanto defensivas quanto ofensivas. No dia a dia, analisava dados e estudava os pontos fortes e fracos dos adversários. Nos treinos específicos, Filipe costumava acompanhar de perto o trabalho ao lado do ex-zagueiro.
Quando foi anunciado, o clube destacou que a contratação fazia parte de um projeto estratégico para fortalecer a cultura vencedora, integrando à comissão profissionais com identidade rubro-negra e histórico de conquistas.
Como jogador, Rodrigo Caio construiu trajetória vitoriosa no Flamengo. Conquistou a Copa Libertadores, o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil, a Supercopa do Brasil e a Recopa Sul-Americana. Contratado em dezembro de 2018, permaneceu no elenco até o fim de 2023. Antes de encerrar a carreira, ainda defendeu o Grêmio.
Após apresentar uma nova oferta, a diretoria cruzmaltina liderada pelo presidente Pedrinho recebe o sinal positivo do treinador
03 Mar 2026 | 15:00 |
A busca do Vasco da Gama por um novo treinador está a um passo de um desfecho positivo. Nesta terça-feira (3), o clube de São Januário encaminhou a contratação de Renato Gaúcho para assumir a equipe principal. De acordo com informações apuradas pelo site 'GE', a negociação avançou significativamente após o treinador aceitar os termos da última investida feita pelo alvinegro.
Com o "ok" dado diretamente ao mandatário cruzmaltino, as conversas entraram em fase final. No momento, restam apenas aparar pequenas arestas contratuais e burocráticas, mas o acordo é tratado internamente como muito bem encaminhado e deve ser concluído e oficializado nas próximas horas.
A escolha da diretoria leva em consideração a ampla experiência do técnico no cenário esportivo do Rio de Janeiro e sua capacidade de gerir grandes elencos. Em sua mais recente passagem por um clube do estado, Renato comandou o Flamengo durante o ano de 2021, assumindo a vaga que pertencia a Rogério Ceni.
Naquela ocasião, o comandante registrou estatísticas expressivas à beira do gramado: foram 37 partidas disputadas, acumulando 24 vitórias, oito empates e somente cinco derrotas, o que lhe rendeu um alto aproveitamento de 72%.
Mesmo com o grande índice de vitórias e a campanha que levou a equipe rubro-negra até a decisão da Copa Libertadores da América, o treinador terminou a temporada amargando o vice-campeonato continental e deixou o cargo sem levantar troféus de maior peso naquele ano.
Além de sua trajetória como técnico, Portaluppi tem uma ligação histórica com o futebol carioca desde os tempos de jogador, quando venceu o Campeonato Brasileiro (Copa União) pelo próprio Flamengo, em 1987.
Presidente do Flamengo centralizou a decisão de trocar o comando; avaliação sobre investimentos e divergência na coletiva de imprensa selaram a queda
03 Mar 2026 | 14:23 |
A surpreendente demissão de Filipe Luís, sacramentada logo após uma goleada expressiva, tem raízes profundas na política interna do Flamengo. Segundo apurações, o encerramento do vínculo passou diretamente pelas mãos de Luiz Eduardo Baptista, o Bap. A decisão foi tomada de forma isolada pelo presidente rubro-negro, expondo divergências de convicções no departamento de futebol.
Filipe Luís, embora ídolo, nunca foi a escolha idealizada pela atual gestão. O treinador havia sido efetivado pela administração anterior e, mesmo após faturar a Copa do Brasil de 2024, sofria forte resistência. Nos bastidores, Bap mantinha o desejo de trazer Jorge Jesus, apontado como seu grande objetivo para o clube.
Na época da renovação do técnico, Bap consultou outros membros do futebol e concordou em mantê-lo, mas sem plena convicção. Desta vez, o roteiro foi diferente. O presidente do Flamengo decidiu agir por conta própria. O único dirigente ciente do movimento era o diretor executivo José Boto, que já trabalhava paralelamente na costura do acordo com Leonardo Jardim, cujo contato direto acontecia com o próprio mandatário.
O desgaste entre as partes acumulou-se desde o início de 2025. O imbróglio durante a renovação, motivado pelo pedido de aumento salarial que colocaria Filipe Luís no patamar dos treinadores mais bem pagos do país, não foi bem absorvido pela presidência. Além disso, Bap considerava que o time não extraía todo o potencial do estrelado elenco que possui em mãos.
Outro fator que pesou negativamente foi a política de reforços. As contratações infladas, como os R$ 25 milhões investidos em Samuel Lino (indicado pelo técnico e avalizado por Boto) e os R$ 40 milhões injetados no retorno de Lucas Paquetá em 2026, geraram insatisfação. A diretoria do Flamengo avaliou que o retorno técnico desses nomes esteve muito aquém das altas cifras envolvidas.
A derrota para o Lanús, na final da Recopa Sul-Americana, foi o estopim da crise. Embora muitos no clube vissem espaço para recuperação, a postura de Filipe Luís no pós-jogo foi determinante para Bap. A avaliação positiva feita pelo ex-lateral na entrevista coletiva, apesar do revés, causou profundo incômodo no presidente.
Com o limite atingido, Bap autorizou José Boto a acelerar as conversas no mercado. O acerto com Leonardo Jardim ocorreu na segunda-feira, antes mesmo da bola rolar contra o Madureira. A operação foi conduzida em sigilo absoluto, pegando jogadores, membros da diretoria e o próprio ex-comandante de surpresa no vestiário do Maracanã.