Futebol
23 Out 2024 | 12:19 |
Na última terça-feira (22), o Flamengo anunciou que De La Cruz sofreu uma nova lesão na parte posterior da coxa direita. Com isso, o uruguaio retorna ao Departamento Médico do clube. Em meio às constantes contusões, o camisa 18 conseguiu completar 90 minutos em apenas três partidas pelo Rubro-Negro após a Copa América.
De acordo com dados do ‘Uol Esporte’, De La Cruz disputou 90 minutos pelo Flamengo em apenas nove ocasiões durante a temporada de 2024. Destas, três ocorreram após o meia atuar pela Seleção Uruguaia na Copa América. Pelo Uruguai, em sete partidas, o camisa 18 do Mengão não atuou durante o jogo inteiro em nenhuma oportunidade desta temporada.
Além disso, o jogador desfalcou o time em oito partidas devido a lesões ou problemas de saúde ao longo do ano. Em outras quatro oportunidades, ele foi poupado, somando um total de 12 jogos de ausência. De La Cruz tinha longo histórico de lesão ainda no River Plate. Desde que chegou ao clube argentino até hoje, o jogador já ficou de fora por problemas físicos em 474 dias, mais de um ano fora.
A lesão atual
Atualmente, De La Cruz sofreu uma lesão de grau 2, ou seja, uma ruptura parcial do músculo posterior da coxa direita. O meio-campista já iniciou o processo de recuperação, que pode levar até um mês. Com isso, o camisa 18 será desfalque nas finais da Copa do Brasil, marcadas para os dias 3 e 10 de novembro.
Próximos compromissos
Sem De La Cruz, o Flamengo volta a campo no sábado (26) para enfrentar o Juventude no Maracanã, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida está marcada para as 16h30.
Treinador cita ansiedade do elenco como fator para queda de rendimento, recusa vitimismo diante dos protestos da arquibancada
23 Fev 2026 | 11:45 |
Nem mesmo a vitória por 3 a 0 sobre o Madureira, que encaminhou a classificação do Flamengo para a final do Campeonato Carioca, foi capaz de esconder o clima de tensão no Maracanã. Em entrevista coletiva concedida após o triunfo deste domingo (22), o técnico Filipe Luís não se esquivou das perguntas difíceis.
O comandante assumiu a responsabilidade pelo momento de instabilidade da equipe e analisou os fatores que levaram aos protestos vindos da arquibancada. O treinador foi direto ao reconhecer que o desempenho em campo, apesar do resultado positivo no Estadual, ainda está distante do potencial que o elenco rubro-negro pode oferecer nesta temporada.
Ao analisar a performance da equipe, Filipe Luís chamou para si a culpa pela falta de brilho nas atuações recentes. O técnico identificou o aspecto psicológico como uma barreira atual, citando a ansiedade e o receio de cometer erros como elementos que vêm travando o desenvolvimento natural das jogadas.
"Quando você vê o Flamengo não performando com o elenco que tem, é culpa do treinador, seja quem estiver aqui. Não tenho dúvida que tenha alguém quebrando mais a cabeça que eu para estarmos naquele nível do ano passado. Acho que tem a questão mental e de ansiedade, o medo de errar, e todas as peças vão caindo e pioram a performance", avaliou Filipe Luís.
O ambiente hostil, marcado por vaias antes do apito inicial e durante o intervalo da partida, foi tratado com naturalidade e compreensão pelo ex-lateral. Filipe Luís rechaçou qualquer postura de vitimismo e afirmou que a "carência" de apoio sentida pelo grupo é reflexo direto dos tropeços recentes. Para ele, o carinho do torcedor não se pede, se conquista com futebol.
"Sobre as vaias, a gente entende. Os jogadores precisam de carinho, mas não podemos pedir isso. Precisam mostrar em campo. A gente está carente, digamos, mas por culpa nossa", pontuou o treinador do Flamengo após a vitória.
Titular na vitória sobre o Madureira, zagueiro reconhece dívida com a torcida, justifica celebrações contidas e projeta decisão da Recopa contra o Lanús
23 Fev 2026 | 11:21 |
Mesmo após a vitória por 3 a 0 sobre o Madureira neste domingo (22), pela semifinal do Campeonato Carioca, o clima entre os jogadores do Flamengo não foi de euforia. Titular na partida, o zagueiro Danilo explicou na zona mista do Maracanã o motivo das comemorações discretas durante os gols e fez uma análise sincera sobre a fase atual da equipe, já projetando a decisão da Recopa Sul-Americana.
Ao ser questionado sobre a postura séria do time, Danilo não se esquivou. O defensor reconheceu que o desempenho coletivo está aquém do que o elenco pode oferecer e do que a torcida exige. Segundo ele, o triunfo no Estadual era uma obrigação, o que justifica a ausência de festas exageradas após balançar as redes.
"Sabemos que estamos muito aquém daquilo que é o potencial desse elenco, daquilo que o Flamengo pede e que a torcida demanda de nós. Obviamente, hoje não existia outro resultado a não ser a vitória para nós. Até por isso, por entender que não é um momento de festa, de fazer muita algazarra, os gols tiveram uma comemoração um pouco mais comedida e reflexiva", afirmou o jogador.
Com foco total na quinta-feira (26), quando o Flamengo encara o Lanús pelo jogo de volta da Recopa, Danilo reforçou o compromisso do grupo em reverter o resultado adverso da ida e conquistar o título no Maracanã. O zagueiro, que se declara flamenguista, afirmou entender a frustração e as cobranças vindas da arquibancada.
Danilo enaltece torcida: "O Flamengo é do povo"
"O torcedor está no direito, deve demandar de nós, porque a gente está aqui para isso: para vencer e ter atuações importantes. O Flamengo é do povo, eles demandam, pagam ingresso, nos empurram. Cabe a nós ter lucidez em campo", declarou.
Para a decisão continental, Danilo pregou equilíbrio. Segundo o atleta, o time precisará atacar, mas com responsabilidade defensiva para não sofrer contratempos. "Temos que ser inteligentes, temos que ser lúcidos. Tenho absoluta confiança de que quinta-feira vai ser uma noite importante para nós", finalizou.
Mesmo com a vitória tranquila sobre o Madureira, o ambiente no Ninho do Urubu segue pesado; mandatário cobrou elenco e comissão técnica
23 Fev 2026 | 10:54 |
A vitória por 3 a 0 sobre o Madureira trouxe apenas um alívio momentâneo ao Flamengo. Nos bastidores, o clima segue tenso às vésperas da decisão contra o Lanús, pela final da Recopa Sul-Americana. A partida, marcada para quinta-feira, no Maracanã, ganhou caráter decisivo para a diretoria e a comissão técnica. Internamente, o cenário é tratado como “tudo ou nada”.
A pressão aumentou após tropeços recentes na temporada. A perda da Supercopa, a derrota no jogo de ida da Recopa e atuações irregulares no Carioca acenderam o alerta. Mesmo com alto investimento e manutenção das principais estrelas, o desempenho é considerado abaixo do esperado pela cúpula do clube.
Diante disso, o presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) foi ao CT e realizou reuniões duras com o técnico Filipe Luís, o diretor José Boto e lideranças do elenco. A intervenção direta deixou claro o nível de insatisfação da diretoria. A cobrança por melhora imediata elevou ainda mais a temperatura no Ninho do Urubu.
O ambiente interno mudou. Relatos indicam ruídos na comunicação e desconforto de jogadores com decisões táticas e falta de diálogo. A comemoração contida na vitória sobre o Madureira evidenciou o clima diferente. Além disso, posturas recentes da presidência em negociações e no uso de titulares também geraram atritos.
Pressionado, Filipe Luís afirmou que vê a cobrança como algo natural no Flamengo. O treinador classificou a pressão como “privilégio” e destacou a necessidade de equilíbrio diante das críticas. Agora, o foco total é reverter o cenário contra o Lanús. A conquista da Recopa é vista como fundamental para evitar uma crise mais profunda no início da temporada.
Fluminense vence o Vasco e abre vantagem para uma possível final contra Flamengo
22 Fev 2026 | 20:42