
Futebol
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Em uma análise sobre a temporada de 2024, o comentarista Walter Casagrande destacou os melhores e piores técnicos do ano em sua coluna no UOL. Para o ex-jogador, Tite, que comandou o Flamengo até setembro, foi a maior decepção entre os treinadores.
“O Sr. Adenor Leonardo Bachi fez apenas um trabalho razoável no Rubro-negro, por não ter conseguido fazer o Flamengo jogar um futebol compatível com o nível de jogadores que tinha nas mãos e também porque seu estilo não tem nada a ver com a escola futebolística do clube", comentou.
Casagrande criticou o comportamento do técnico durante as entrevistas coletivas, que considerou insatisfatórias. Segundo ele, Tite apresentou uma postura que não agradou, contribuindo para a má impressão sobre o trabalho realizado.
“As entrevistas foram péssimas, carregadas de arrogância e prepotência, junto com uma boa pitada de falta de educação, com o péssimo hábito de apontar o dedo para as pessoas", concluiu.
Desempenho abaixo do esperado no Flamengo
Tite deixou o comando do Flamengo no fim de setembro, após a eliminação na Libertadores e atuações consideradas pouco convincentes, mesmo nas vitórias. Seu último jogo no cargo foi marcado por críticas à falta de desempenho consistente da equipe.
Planos futuros de Tite
Desde sua saída do Flamengo, Tite recusou ofertas de clubes brasileiros, como Grêmio e Atlético-MG. O treinador planeja retomar a carreira apenas em julho de 2025 e tem como objetivo trabalhar fora do Brasil, avaliando propostas de equipes na Europa e no Oriente Médio.
A temporada turbulenta no Flamengo e as expectativas frustradas colocam Tite sob os holofotes, enquanto o treinador busca reerguer sua carreira em novos mercados.
O Mais Querido segundo o ex-jogador e comentarista o clube tem tipo um pequeno número de torcedores dentre o contraste dos últimos anos pelo mesmo campeonato
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O Flamengo, dono da maior torcida do Brasil, enfrenta uma queda considerável na média de público em seus jogos nesta temporada. De acordo com dados levantados pelo "UOL Esporte", o Rubro-Negro ocupa apenas a sexta posição no ranking de clubes com melhores públicos em 2025, com pouco mais de 22 mil torcedores por partida. A situação surpreendeu o ex-jogador e comentarista Walter Casagrande, que vê o desinteresse da torcida como reflexo da baixa atratividade do Campeonato Carioca neste início de ano.
QUEDA NA MÉDIA DE PÚBLICO PREOCUPA
Casagrande, em participação no programa "UOL News Esporte", destacou sua surpresa com o número reduzido de torcedores do Mais Querido nos estádios. “Me espanta a torcida do Flamengo mostrando um certo desinteresse, não pelo time, mas pelo campeonato que está sendo disputado, pelo Campeonato Carioca”, afirmou o comentarista. A declaração chama atenção, já que historicamente a Nação Rubro-Negra costuma lotar os estádios independentemente da competição.
O ranking divulgado pelo portal esportivo mostra que Corinthians, Cruzeiro, Palmeiras, São Paulo e Grêmio lideram as médias de público nesta temporada. O Flamengo, com média de 22.680 torcedores por jogo, fica atrás dessas equipes e vê times como Bahia, Fortaleza e Atlético-MG se aproximando em números de comparecimento nos estádios. Esse cenário contrasta com anos anteriores, quando o clube figurava sempre entre os primeiros no quesito público presente.
CAMPEONATO CARIOCA É O PRINCIPAL MOTIVO
Para Casagrande, a explicação para essa queda não está na relação entre a torcida e o clube, mas sim na falta de atratividade do estadual. “A torcida do Flamengo nunca teve desinteresse pelo time. Pouquíssimas vezes também a torcida do Flamengo deixou de ir em massa para ver os jogos do clube. Acho que o campeonato é que deixa o jogo pouco interessante”, analisou. O baixo nível técnico da competição e a previsibilidade dos resultados são apontados como fatores que afastam os torcedores.
A diminuição do público no Maracanã também pode estar relacionada à política de preços dos ingressos. Nos últimos anos, o CRF tem adotado valores elevados, o que impacta diretamente a presença dos torcedores nas arquibancadas. Além disso, a sequência de jogos menos atrativos no estadual faz com que parte da torcida opte por comparecer somente em partidas de maior apelo, como clássicos ou confrontos de competições nacionais e internacionais.
Os times brasileiros seguem tendo a comercialização de jogadores como uma de suas principais fontes de receita, com grande parte das transações vindas da base
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Nos últimos 20 anos, o destaque nas vendas fica para o São Paulo, que acumulou quase R$ 3 bilhões em transferências. Logo em seguida, Internacional e Corinthians aparecem com números bastante expressivos, consolidando-se entre os três primeiros colocados do ranking. Contudo, o CRF também se sobressai, ocupando a quarta posição, com uma arrecadação de aproximadamente R$ 2 bilhões no período analisado. Fechando o Top-10, estão clubes como Santos, Palmeiras, Athletico-PR, Grêmio, Cruzeiro e Atlético-MG.
DOMÍNIO RECENTE DO FLAMENGO E PALMEIRAS NO MERCADO
Ao observar os últimos seis anos, o ranking de maiores vendedores de jogadores sofre uma grande alteração. O Mengão assume a liderança geral, seguido pelo Palmeiras. Esse crescimento está diretamente ligado ao trabalho desenvolvido nas categorias de base, resultando em transações cada vez mais vantajosas. Entre 2018 e 2023, o Rubro-Negro obteve 75% de sua receita de vendas nesse período, enquanto o clube paulista alcançou 61%. Esse movimento financeiro reforça a relevância de uma gestão eficiente na formação e valorização de atletas.
CRESCENTE VALORIZAÇÃO DAS CATEGORIAS DE BASE
A aposta na base tem sido uma estratégia certeira para os clubes que desejam aumentar suas receitas e se manter competitivos no mercado. O Flamengo, por exemplo, vem consolidando seu modelo de formação, revelando jogadores promissores e garantindo altos valores em negociações. No Palmeiras, a situação segue um caminho semelhante, com o clube aproveitando suas joias para gerar retorno financeiro. Enquanto alguns clubes perdem força no mercado de transferências, os dois gigantes nacionais seguem como referências no setor.
Não é apenas com a base que Flamengo e Palmeiras têm se destacado financeiramente. Os dois times também são exemplos de contratações bem planejadas. No caso do Alviverde, a estratégia de buscar reforços no mercado sul-americano tem sido um diferencial, como aconteceu com Matías Viña. O lateral-esquerdo uruguaio chegou por um valor acessível e foi posteriormente vendido ao futebol europeu por cifras muito superiores, garantindo lucro ao clube.
A crescente presença de Flamengo e Palmeiras nas fases decisivas das competições mais importantes do continente está diretamente ligada à qualidade dos elencos e ao modelo de gestão. Ao manter um fluxo contínuo de vendas e investimentos certeiros, os dois clubes se consolidam como protagonistas tanto no Brasil quanto internacionalmente. O retorno esportivo se reflete na valorização de seus atletas, resultando em transferências cada vez mais vantajosas para o mercado externo.
O mandatário da equipe cruzmaltina concedeu entrevista e falou sobre ter escolhido levar a partida de ida da semifinal do Carioca para o estádio do Botafogo
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Ficou definido na última terça-feira (25), em reunião entre representantes de Flamengo, Vasco e FERJ, que o jogo de ida da semifinal do Carioca será disputado no estádio Nilton Santos. Assim, o presidente da equipe cruzmaltina, Pedrinho, justificou a escolha do local.
Em entrevista à TNT Sports, Pedrinho destacou que a decisão do Vasco em mandar o primeiro confronto da semifinal do Carioca no Engenhão tem apenas um motivo: a ideia é que a equipe cruzmaltina se sinta, de fato, mandante do clássico.
"Em nenhum momento foi colocado, vou jogar no Nilton Santos, porque acho que diminuo qualquer tipo de diferença sobre o Flamengo, como as pessoas estão falando. ‘Ah, estou apequenando o Vasco’. Pelo contrário, nenhum momento foi colocado para tirar qualquer diferença de jogo. A minha posição, ela não está apequenando o Vasco. Estou dando representatividade à instituição", disse, antes de completar:
"Desde que eu assumi a presidência, o Vasco não vai só acatar decisões. Ele vai participar das decisões. Eu quero ter uma relação ótima com o Flamengo, com o Fluminense, com o Botafogo, com a FERJ, com a CBF. E é isso que a gente precisa: de diálogo. Eu precisava ter um local pra jogar e aí a gente solicitou o Botafogo. Inclusive, para registrar: Quando a gente vai jogar como mandante no Maracanã contra o Flamengo, a gente só tem a nomenclatura de mandante", continuou antes de encerrar.
"A gente não exerce nenhum processo de mandantes. A gente tem o número de assentos de visitante, vagas de estacionamento de visitante, vestiário de visitante. E o Flamengo, como visitante, tem o processo de mandante. Então, a minha equipe se sente visitante no jogo de mandante. O único ponto é que os meus jogadores precisam sentir que são mandantes do jogo. Não é uma briga", finalizou.
BAIXA PROCURA NOS INGRESSOS
Na terça-feira (25), após uma longa reunião na sede da FERJ, o Vasco escolheu mandar sua partida no Estádio Nilton Santos. Flamengo e a entidade chegaram a propor o Maracanã com 50% dos ingressos nos dois confrontos da semifinais, mas a proposta foi rejeitada.
Assim, a escolha do time cruzmaltino gerou indignação em alguns torcedores rubro-negros e do próprio clube, pois o estádio é de difícil acesso pelo transporte público e também pela entrada. Desse modo, a baixa procura é atribuída também à violência na cidade do Rio de Janeiro e o histórico das duas organizadas, além do Carnaval começar no mesmo dia. Com isso, faltando pouco menos de 24 horas para o confronto, pouco mais de 10 mil ingressos foram vendidos.