Futebol
08 Jan 2025 | 18:30 |
O novo diretor de futebol do Flamengo, José Boto, fez uma declaração polêmica durante sua apresentação oficial nesta quarta-feira (8), no Ninho do Urubu. O dirigente português afirmou que pretende encerrar a hegemonia dos treinadores de seu país no futebol brasileiro. A nomeação de Boto foi confirmada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o "Bap".
Em coletiva, o dirigente revelou seu objetivo ambicioso para o clube carioca. "Quero ser o diretor português que vai acabar com a hegemonia dos treinadores portugueses no Brasil. Isso vai acontecer através do Filipe Luís. Com todo respeito aos treinadores portugueses, alguns são meus amigos, mas quero ajudar a acabar com a hegemonia e nada melhor do que ser o Filipe", destacou Boto.
SIGILO NAS NEGOCIAÇÕES
Além de falar sobre sua missão no Mais Querido, José Boto também reforçou a importância de adotar uma postura mais reservada nas negociações realizadas pelo clube. Segundo ele, o sigilo é uma prática comum em clubes europeus e pode trazer benefícios significativos ao CRF.
"Eu venho de uma cultura diferente, em que o segredo é a alma do negócio. Divulgar coisas sobre negociações prejudica o Flamengo. Não estou aqui para prejudicar o Flamengo, e sim proteger. Portanto, não vale a pena me mandarem mensagens perguntando se jogador tal é verdade porque não vou responder. É assim que trabalhamos na Europa", explicou o diretor.
José Boto traz para o Mengão uma experiência consolidada no futebol europeu. O dirigente já passou por clubes como Benfica, Shakhtar Donetsk e PAOK, onde se destacou por sua capacidade de identificar talentos e negociar contratações estratégicas.
Agora, no Flamengo, ele assume a responsabilidade de implementar um novo modelo de gestão no departamento de futebol, com foco em resultados dentro e fora de campo. A escolha por Filipe Luís como técnico faz parte dessa estratégia, apostando em uma visão moderna e em profissionais que conhecem a realidade do clube.
Meia realiza atividades no Ninho do Urubu enquanto departamento jurídico e diretoria tentam resolver pendências burocráticas de última hora para viabilizar
30 Jan 2026 | 13:00 |
A sexta-feira (30) no Ninho do Urubu foi de trabalho intenso, mas também de apreensão nos bastidores. Lucas Paquetá esteve presente no Centro de Treinamento e realizou trabalhos específicos, mas ainda não treinou integrado aos novos companheiros. A ausência nas atividades coletivas se deve a detalhes contratuais de "última hora" que ainda impedem a formalização total do vínculo e, consequentemente, o anúncio oficial por parte do clube.
A diretoria do Flamengo mantém a postura de só oficializar a contratação nas redes sociais após a assinatura definitiva de todos os documentos. Enquanto a caneta não tocar o papel para o ajuste final, o meia segue tecnicamente vinculado ao West Ham, que autorizou sua liberação apenas para a realização de exames médicos e finalização dos trâmites legais.
A demora gera ansiedade na torcida, mas é tratada com naturalidade interna. Uma fonte ligada ao Rubro-Negro detalhou que a complexidade do contrato exige cautela e que o clube não fará o anúncio antes que tudo esteja ajustado.
"O contrato é muito complexo, e o clube só anuncia depois que tudo está assinado e com os detalhes ajustados. Enquanto isso não acontece, ele ainda é jogador do West Ham", explicou a fonte do Flamengo, ressaltando que esse tipo de pendência de última hora já ocorreu com outros atletas do elenco. O esforço da diretoria tem sido contínuo para acelerar o processo, agindo simultaneamente à fase final das negociações.
Além da assinatura, há uma batalha contra o tempo. O Flamengo depende da agilidade do sistema da CBF para registrar Lucas Paquetá no Boletim Informativo Diário (BID) até às 18h desta sexta-feira. Somente com a regularização neste prazo o jogador terá condições legais de atuar na Supercopa do Brasil, contra o Corinthians, no próximo domingo, cumprindo o desejo do próprio atleta de estar em campo.
Atacante deixa o Rubro-Negro sem custos de transferência após acordo amigável; saída alivia folha salarial do clube e jogador pode viajar ainda hoje para exames
30 Jan 2026 | 12:32 |
O ciclo de Michael no Flamengo chegou ao fim de forma antecipada. O clube e o jogador oficializaram a rescisão contratual, mantendo a boa relação entre as partes e deixando o caminho livre para que o atacante acerte seu retorno ao futebol árabe. O destino do "Robozinho" será o Al-Ula, da Arábia Saudita. Diferente das especulações iniciais de venda, a equipe estrangeira não precisou desembolsar valores de compra ao Flamengo, já que o atleta sai como agente livre.
A expectativa é de que Michael embarque para o Oriente Médio ainda nesta sexta-feira. Embora seu vínculo com o Rubro-Negro fosse válido até dezembro de 2028, a interrupção do contrato é vista internamente na Gávea como uma solução positiva para ambos os lados, promovendo um alívio imediato e significativo na folha salarial do clube para a sequência da temporada.
Antes de definir seu futuro na Arábia, Michael esteve a detalhes de reforçar o Santos. A negociação com o clube da Vila Belmiro chegou a estar tão avançada que a equipe paulista já possuía material de anúncio produzido. No entanto, o fator financeiro foi determinante para o colapso das tratativas.
O atacante condicionou sua permanência no futebol brasileiro a um salário mensal de R$ 2 milhões, montante que ultrapassava o teto orçamentário estabelecido pela diretoria santista. Diante da impossibilidade de arcar com os custos, o Peixe recuou e direcionou seus esforços para a contratação de Rony.
Esta não será a primeira passagem de Michael pela Arábia Saudita, onde já defendeu o Al-Hilal com destaque. O interesse do Al-Ula em seu futebol não é recente; em julho do ano passado, o clube já havia formalizado uma proposta, que na época foi recusada pelo jogador em prol de sua permanência no Rio de Janeiro.
Agora, o cenário mudou e o atacante se despede do Flamengo com um histórico de 150 partidas, 29 gols marcados e 19 assistências. Para que a transferência seja 100% oficializada, restam apenas a realização dos exames médicos protocolares e a assinatura definitiva do novo contrato.
Substituto de Leonardo Jardim, treinador enfrenta críticas da torcida e cobrança direta de Pedrinho BH para encerrar a hegemonia do rival Atlético-MG
30 Jan 2026 | 12:09 |
A trajetória de Tite no comando do Cruzeiro, iniciada com a responsabilidade de substituir Leonardo Jardim, atravessa um momento delicado. Após o treinador português optar por deixar o clube, alegando desgaste na função, a chegada do ex-técnico do Flamengo gerou enorme expectativa. No entanto, o desempenho em campo não tem correspondido, transformando a esperança inicial em críticas contundentes por parte da torcida celeste.
O ambiente na Toca da Raposa é de pressão. O trabalho da nova comissão técnica ainda não convenceu as arquibancadas e os resultados abaixo do esperado já colocam o cargo do treinador em xeque logo no início da temporada de 2026.
De acordo com apuração do portal Bolavip Brasil, a permanência de Tite está condicionada ao desempenho no campeonato estadual. A diretoria cruzeirense trata o Campeonato Mineiro como prioridade absoluta neste primeiro semestre. O objetivo é claro: encerrar a hegemonia do Atlético-MG, que levanta a taça de forma consecutiva desde 2020.
Internamente, a avaliação é de que o alto investimento realizado na montagem do elenco não condiz com uma derrota no torneio regional. Caso a Raposa não conquiste o título sobre o maior rival, a demissão de Tite é considerada um cenário provável nos bastidores, visto que a paciência com o estilo de jogo da equipe está se esgotando.
A insatisfação atinge também a alta cúpula do clube. Pedrinho BH, dono da SAF do Cruzeiro, estaria irritado com a apatia demonstrada pelo time nas partidas recentes. A expectativa é que cobranças mais duras ocorram no centro de treinamento, exigindo uma resposta imediata de todo o grupo.