Futebol
17 Mar 2025 | 09:18 |
Desde que se transferiu para o Shabab Al-Ahli, dos Emirados Árabes, Guilherme Bala vive sua melhor fase no futebol. Em 31 partidas, o ex-atacante do Flamengo marcou oito gols e deu 11 assistências, consolidando-se como um dos destaques da equipe.
O ótimo desempenho rendeu ao jogador um lugar entre os 100 melhores atacantes versáteis do mundo, de acordo com um estudo do CIES Football Observatory. O ranking é liderado pelo francês Michael Olise, do Bayern de Munique, seguido pelo jovem talento do Barcelona, Lamine Yamal, e pelo alemão Florian Wirtz, do Bayer Leverkusen, que fecha o top 3.
O brasileiro mais bem posicionado na lista é Vinícius Júnior, estrela do Real Madrid e revelado pelo Flamengo, ocupando a quarta posição. Já Guilherme Bala aparece em 35º lugar, com uma nota de 77,6, superando nomes de peso como Rodrygo (Real Madrid), Son Heung-min (Tottenham), Luis Díaz (Liverpool) e Barcola (PSG).
Surpresa e reconhecimento
Ao saber de sua inclusão na lista, Guilherme Bala demonstrou surpresa e comemorou o reconhecimento internacional:
"Fiquei sabendo por uma publicação que me marcaram, estava em árabe, então fui buscar informações e vi que era verdade. Estou muito feliz por estar em um ranking que avalia o desempenho dentro de campo. Isso mostra que estou no caminho certo e poder figurar entre grandes jogadores do futebol mundial é algo muito gratificante."
Relação com o Flamengo e o Shabab Al-Ahli
Além de Bala, o Shabab Al-Ahli conta com outros três ex-Flamengo: os atacantes Yuri César e Mateusão, além do técnico Paulo Sousa, que comandou o clube carioca em 2022.
Guilherme Bala teve passagem por empréstimo no Flamengo, atuando tanto na base quanto no profissional. No entanto, o clube optou por não exercer a opção de compra estipulada em R$ 500 mil, e o atacante seguiu para a Ferroviária-SP antes de assinar com o time árabe.
Já Yuri César, revelado no Flamengo, foi negociado com o Shabab Al-Ahli em 2020, após um período de empréstimo ao Fortaleza. O Rubro-Negro faturou 6 milhões de dólares (aproximadamente R$ 31 milhões) com a venda. Por sua vez, Mateusão deixou o clube carioca em 2023, em uma negociação de R$ 10 milhões.
Conquistas e liderança na liga
Nesta temporada, os brasileiros foram fundamentais na conquista da Supercopa dos Emirados e da Qatar-UAE Super Cup. Agora, o Shabab Al-Ahli lidera a Pro League dos Emirados Árabes Unidos, com sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado, e busca mais um título para a coleção.
O defensor espanhol de 32 anos deixa a Fiorentina e assina vínculo inicial de seis meses com o clube saudita; negociação envolveu valores milionários
11 Jan 2026 | 17:54 |
Al-Hilal confirmou mais um reforço para a sua defesa neste domingo (11). O clube da Arábia Saudita anunciou oficialmente a contratação do zagueiro espanhol Pablo Marí. Aos 32 anos, o jogador, que marcou época no futebol brasileiro defendendo o Flamengo, estava atuando pela Fiorentina, na Itália.
A transferência movimenta o mercado internacional e coloca o atleta novamente em evidência em um centro financeiro forte, após uma passagem recente complicada pela Série A italiana, onde sua antiga equipe luta contra a zona de rebaixamento.
Segundo apuração do jornalista especializado em transferências Fabrizio Romano, o acordo foi selado por cerca de 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 12,50 milhões na cotação atual). O contrato assinado possui um formato curto: o vínculo inicial é válido por apenas seis meses. No entanto, existe uma cláusula que permite a renovação automática por mais 12 meses, dependendo do desempenho e do interesse mútuo.
Na Fiorentina, Marí vinha sendo utilizado com frequência, somando 16 partidas na temporada atual e 13 na anterior (2024/25). Apesar da tradição do clube de Florença, a equipe atravessa um momento delicado, ocupando as últimas posições do Campeonato Italiano com apenas 18 pontos, cenário que facilitou a saída do defensor.
A chegada de Pablo Marí ao Al-Hilal reaviva a memória dos torcedores do Flamengo. O espanhol foi peça-chave na histórica temporada de 2019. Contratado junto ao Grupo City por R$ 5,5 milhões como uma aposta desconhecida, ele rapidamente se tornou uma referência técnica sob o comando de Jorge Jesus.
Rubro-Negro entra em campo neste domingo, em Volta Redonda, com formação composta inteiramente pelos Garotos do Ninho sob o comando de Bruno Pivetti
11 Jan 2026 | 16:55 |
A bola rola oficialmente pela primeira vez na temporada de 2026 neste domingo (11), quando o Flamengo enfrenta a Portuguesa-RJ. A partida, válida pela 5ª rodada do Campeonato Carioca (que foi adiantada), acontece no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Para o confronto, o clube confirmou a estratégia de utilizar uma formação alternativa, poupando o elenco principal que segue em pré-temporada específica.
A responsabilidade de defender o Manto Sagrado neste pontapé inicial recai sobre os talentos formados nas categorias de base. Obedecendo ao planejamento do departamento de futebol, a equipe busca iniciar o ano com vitória, apostando na vitalidade e na velocidade dos jovens promissores da Gávea.
À beira do campo, o comando é do auxiliar técnico Bruno Pivetti, que tem a missão de dar rodagem ao elenco e observar peças que possam integrar o grupo principal no decorrer do ano. Sem mistérios, o Flamengo está escalado e vai a campo com: Léo Nanneti; Daniel Sales, João Victor, Iago e Johnny; Lucas Vieira, Pablo e Guilherme Gomes; Douglas Telles, Joshua e Wallace Yan.
O grande destaque entre os titulares é a presença de Wallace Yan. Tratado internamente como uma das principais joias recentes do clube, o atacante assume o papel de protagonista e referência ofensiva nesta estreia.
Para o jogador, a partida representa muito mais do que apenas três pontos. É uma chance fundamental de reafirmar seu potencial e recuperar a confiança da torcida e da diretoria, após oscilações naturais da idade. Wallace terá a liberdade para liderar o setor ofensivo e mostrar que pode ser uma peça útil para o elenco profissional ao longo de 2026.
Agente foi companheiro do técnico do Mengão quando jogador e atuou na ida do comandante para o Mais Querido ainda em 2019
11 Jan 2026 | 16:10 |
Ex-jogador com passagens pelo futebol italiano, português e espanhol, Guilherme Siqueira mantém uma relação antiga e próxima com Filipe Luís, atual técnico do Flamengo. A amizade começou ainda na infância, no futebol de salão, quando ambos tinham apenas 10 anos, e se fortaleceu ao longo da carreira profissional, especialmente na Europa.
Guilherme Siqueira sobre futuro de Filipe Luís no Flamengo: "não tenho dúvida de que o coração vai falar mais alto..."
Ao UOL, Siqueira destacou que o sucesso de Filipe como treinador não o surpreende. Segundo ele, a trajetória atual é consequência direta de um planejamento construído ainda como atleta. “Vendo o quão vitorioso ele foi dentro do clube, eu que sou amigo dele, é um motivo de orgulho e satisfação, mas não é nenhuma novidade. A gente conhece o Filipe há muito tempo, sabe da competência dele, sabe o quanto ele quis ser treinador e o quanto já se preparava enquanto atleta para isso”, afirmou.
Mesmo acompanhando à distância, Guilherme Siqueira admitiu que viveu com ansiedade o processo de renovação contratual do amigo no Flamengo. O desfecho positivo, porém, reforçou a convicção de que Filipe Luís ainda tem caminhos ambiciosos pela frente: “Estou muito otimista e curioso para ver até onde isso vai chegar, porque o Filipe vem demonstrando há muito tempo que não se acomoda, não se contenta com as coisas e quer sempre algo a mais”, analisou.
Para Siqueira, um retorno ao futebol europeu é um movimento quase inevitável no futuro. O ex-lateral vê Filipe Luís como um nome com perfil ideal para assumir o comando do Atlético de Madrid quando Diego Simeone encerrar seu ciclo no clube espanhol.
“É engraçado: o Filipe renovou até 2027 e o Simeone também. Parece algo casado. O clube que realmente deu tudo ao Filipe foi o Atlético. Se um dia ele tiver a Europa para escolher e aparecer o Atlético, não tenho dúvida de que o coração vai falar mais alto”, afirmou. Segundo Guilherme, essa possível trajetória teria o mesmo peso simbólico da atual passagem pelo clube carioca, com potencial para se tornar mais um capítulo marcante na carreira do treinador.