Futebol
07 Fev 2025 | 10:40 |
As recentes mudanças na gestão do futebol do Mais Querido têm gerado intensos debates dentro e fora do clube. A decisão de substituir um grande número de profissionais que atuavam há anos na instituição por nomes que estavam afastados do mercado de trabalho há mais de uma década levantou questionamentos sobre a direção tomada.
Segundo declarações do médico Marcio Tannure ao Globo Esporte, mais de 60 funcionários foram desligados em um processo de reformulação que, para ele, não pode ser considerado profissionalismo. O argumento utilizado é que esses profissionais foram preparados, capacitados e receberam investimentos do clube ao longo dos anos. O desligamento, seguido da contratação de antigos profissionais que estavam afastados do mercado, é visto com preocupação.
CONTRATAÇÕES DE EX-PROFISSIONAIS LEVANTAM QUESTIONAMENTOS
A estratégia adotada pela nova gestão tem sido alvo de críticas também pelo fato de trazer de volta profissionais que estavam há mais de dez anos sem atuar ativamente no mercado. Há um receio de que essa escolha possa impactar a qualidade do trabalho desenvolvido, já que o futebol moderno exige atualização contínua e adaptação às novas dinâmicas do esporte.
IMPACTO NO MERCADO DE TRABALHO E NA ESTRUTURA DO CLUBE
Outro ponto abordado é a forma como os ex-funcionários dispensados serão absorvidos pelo mercado. De acordo com Tanure, um ex-profissional do Mengão dificilmente fica sem trabalho, o que indica que o conhecimento adquirido dentro do clube é valorizado por outras instituições. No entanto, a perda de uma equipe treinada pode representar um retrocesso estrutural para o clube.
Enquanto alguns torcedores defendem as mudanças como necessárias para um novo ciclo, outros enxergam o movimento como uma decisão precipitada e arriscada, que pode trazer consequências negativas ao Mais Querido. A forma como a nova administração irá conduzir esse período de transição e os impactos que essas mudanças trarão para o desempenho esportivo e administrativo ainda são incertos, mas certamente seguirão sendo pauta de discussão entre os torcedores e profissionais do futebol.
Técnico está perto de se igualar como treinador com maior número de conquistas da história do Mengão, mas não pensa no assunto
19 Fev 2026 | 17:00 |
Mesmo com menos de dois anos no comando do Flamengo, Filipe Luís já figura entre os técnicos mais vitoriosos da história do clube. Caso conquiste a Recopa Sul-Americana, o treinador alcançará a marca de seis títulos e igualará Carlinhos no topo do ranking histórico.
Filipe Luís sobre possível recorde no Flamengo: "Não interfere em nada..."
Às vésperas do confronto de ida contra o Lanús, o técnico minimizou o peso da possível marca. Em entrevista à ESPN, Filipe afirmou que a motivação segue a mesma de sempre: “Não interfere em nada. Sou igual, independentemente de como jogador ou treinador, sempre quero ganhar o próximo jogo. Essa sempre foi minha rotina: fazer o melhor possível para vencer”.
Atualmente, Carlinhos lidera a lista com seis conquistas: Copa União (1987), Campeonato Brasileiro (1992), Copa Mercosul (1999) e três Campeonatos Cariocas (1991, 1999 e 2000). Filipe Luís soma cinco troféus: Copa do Brasil (2024), Supercopa do Brasil (2025), Campeonato Carioca (2025), Campeonato Brasileiro (2025) e Copa Libertadores da América (2025).
Também aparecem com cinco títulos Jorge Jesus, campeão brasileiro e da Libertadores em 2019, além de Recopa, Supercopa e Carioca em 2020, e Flávio Costa, vencedor de cinco Campeonatos Cariocas entre 1939 e 1963. Com a possibilidade de erguer mais uma taça ainda neste mês, Filipe pode se tornar, ao lado de Carlinhos, o treinador mais campeão da história rubro-negra.
O Flamengo entra em campo nesta quinta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Ciudad de Lanús, pelo jogo de ida da Recopa Sul-Americana. A partida terá transmissão da ESPN, em canal fechado, e da plataforma Disney+. A decisão representa mais do que um título internacional: pode consolidar Filipe Luís como um dos maiores treinadores da história do clube em tempo recorde.
Competição teve sua primeira edição em 2025 e entidade já conseguiu aprovação da UEFA para alteração importante no formato
19 Fev 2026 | 16:30 |
O Flamengo foi o primeiro clube a assegurar vaga na Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2029 após conquistar a Copa Libertadores da América de 2025. No entanto, a próxima edição do torneio pode apresentar mudanças estruturais significativas. Segundo o jornal britânico The Guardian, a competição deve ampliar o número de participantes de 32 para 48 equipes.
A proposta parte da FIFA, que estuda expandir o formato visando aumento de receitas e maior representatividade continental. A iniciativa conta com sinal verde da UEFA, que não deve oferecer resistência à ampliação.
O principal ponto defendido pela UEFA é a manutenção da periodicidade do torneio a cada quatro anos. Houve especulações sobre a possibilidade de realização bienal, mas a entidade europeia deseja preservar o intervalo quadrienal para evitar sobrecarga no calendário internacional. Com a expansão para 48 clubes, a tendência é que a Europa amplie sua participação de 12 para 16 equipes. A medida também atende à pressão de grandes clubes que ficaram fora da primeira edição do novo formato, como o Liverpool.
Nos bastidores, a definição da sede também movimenta o cenário político do futebol internacional. O Brasil manifestou interesse em receber o torneio, mas Espanha e Marrocos aparecem como favoritos. Os dois países serão sedes da Copa do Mundo FIFA de 2030 e articulam repetir a estratégia adotada anteriormente, quando os Estados Unidos receberam o Mundial de Clubes antes da Copa de seleções.
A avaliação interna na FIFA é de que a competição de clubes pode servir como evento-teste para a organização do Mundial do ano seguinte. Por isso, a candidatura conjunta de espanhóis e marroquinos surge com vantagem. Enquanto o cenário institucional evolui, o Flamengo já observa o planejamento de longo prazo. Com vaga assegurada, o clube projeta a participação em um torneio que pode ser ainda mais robusto e competitivo em 2029.
Mengão encontrou dificuldade para trazer jogadores para o comando do ataque e atratividade do mercado brasileiro em comparação a Europa atrapalha
19 Fev 2026 | 15:57 |
O Flamengo mantém a estratégia de qualificar ainda mais o elenco para a sequência da temporada, mas encontra barreiras importantes no mercado internacional. O principal entrave, segundo o diretor executivo José Boto, é a resistência de jogadores que atuam na Europa em retornar ao futebol sul-americano.
Casos recentes ilustram a dificuldade. O clube sondou o atacante Taty Castellanos e o também argentino Lucas Beltrán, mas ambos optaram por permanecer no Velho Continente. De acordo com Boto, a preferência por ligas europeias ainda pesa, mesmo com o crescimento financeiro e estrutural do futebol brasileiro nos últimos anos.
“O Brasil evoluiu muito na capacidade de atrair jogadores e conseguimos trazer nomes importantes da Europa. Mas ainda não temos a força de algumas ligas europeias. O problema é que atingimos um nível muito alto, e só atletas desse patamar nos servem”, afirmou o dirigente, durante a viagem à Argentina para a disputa da Recopa Sul-Americana.
Segundo o executivo, o patamar competitivo alcançado pelo Flamengo limita o leque de opções no mercado. A diretoria entende que reforços precisam chegar prontos para assumir protagonismo imediato, o que reduz as alternativas viáveis e encarece negociações.
Um exemplo de movimento considerado bem-sucedido é o retorno de Lucas Paquetá, contratado junto ao West Ham United. O meia simboliza o perfil buscado: jogador consolidado na Europa, com capacidade técnica para elevar o nível do time. Inclusive, a Recopa pode marcar o primeiro título do atleta desde que voltou ao clube.
Enquanto o mercado segue como pauta interna, o foco imediato é a decisão contra o Lanús. José Boto integra a delegação que está na Argentina para o jogo de ida, nesta quinta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília). A busca pelo primeiro troféu do ano ocorre em paralelo ao desafio de consolidar um elenco capaz de competir em alto nível em todas as frentes, cenário que, segundo a diretoria, exige precisão cirúrgica nas investidas internacionais.