Futebol
14 Nov 2025 | 10:25 |
O Flamengo deixou o julgamento de Bruno Henrique no STJD com sensações divididas. O clube comemorou a absolvição no artigo 243-A, que tratava de possível manipulação esportiva, mas lamentou a multa de R$ 100 mil aplicada com base no artigo 191. Internamente, a avaliação é de que o caso termina com algum desgaste para a imagem do jogador e para o Flamengo.
Flávio Willeman sobre julgamento de Bruno Henrique, do Flamengo: "é possível extrair algo positivo desse julgamento"
O vice-presidente geral e jurídico do clube, Flávio Willeman, ressaltou que a punição financeira mantém um ponto de discordância com o Tribunal. O dirigente afirmou que o Flamengo respeita a decisão, embora não a considere a ideal.
“Digo que não saio 100% satisfeito com o julgamento, porque o atleta ainda foi punido. Mas o recado que eu queria deixar, em nome do Clube de Regatas do Flamengo, é de confiança na Justiça Desportiva brasileira. Decisão judicial se cumpre ou se recorre, e o Flamengo assim o fez”, declarou.
Willeman destacou que o episódio se tornou um alerta dentro do clube. As reuniões sobre integridade esportiva serão intensificadas no profissional, na base e no feminino. O julgamento deixou claro, segundo ele, o risco de interpretações envolvendo o ambiente das apostas: “Acho que é possível extrair algo positivo desse julgamento: o alerta para que todos os clubes informem cada vez mais os seus atletas. O Flamengo faz isso quase duas vezes por ano e continuará fazendo.”
O advogado Michel Assef Filho reforçou que o Flamengo não enxerga o resultado como motivo de comemoração. Para ele, o processo deixou evidente que Bruno Henrique não teve conduta relacionada à manipulação, e que o STJD reconheceu essa distinção ao afastar o artigo mais grave.
“A gente não comemora decisões como essa. Não deveríamos nem estar aqui, a verdade é essa. O Flamengo entende que os atletas precisam tomar cuidado, muito cuidado, neste mundo de apostas, e por isso apresentamos anualmente tudo o que deve ser evitado”, afirmou.
A diretoria considera que o julgamento evidenciou a necessidade de ampliar ações internas de prevenção. Embora o Flamengo já mantenha protocolos de integridade, o episódio reforçou a urgência de blindar atletas quanto ao uso de informações sensíveis, especialmente diante do avanço das apostas esportivas.
Assef destacou que as provas apresentadas ao STJD mostraram que o caso de Bruno Henrique não guarda semelhança com episódios da Operação Penalidade Máxima, que envolvia pagamento de valores, aliciamento e acordos explícitos. Para o Flamengo, essa diferença foi determinante para afastar a suspeita de manipulação.
Com a decisão, Bruno Henrique está liberado para atuar nas rodadas finais do Brasileirão e na final da Libertadores. A diretoria entende que o julgamento servirá como referência para fortalecer ações educativas e de prevenção em todo o departamento de futebol.
Meia deixou claro que seu interesse é apenas em jogar pelo Mengão e faltou atividade dos Hammers, virando dúvida para o jogo contra o Tottenham
13 Jan 2026 | 19:00 |
Em meio às negociações com o Flamengo, Lucas Paquetá tomou uma atitude forte no West Ham. O meia brasileiro não participou do treino com o elenco nesta terça-feira (13) e passou a ser dúvida para o próximo compromisso da equipe inglesa pela Premier League. A informação é do portal TalkSport.
O West Ham enfrenta o Tottenham no sábado (17), às 12h (horário de Brasília), em jogo válido pela 22ª rodada do Campeonato Inglês. A ausência de Paquetá nas atividades aumenta a incerteza sobre sua presença na partida.
Um dos fatores que explicam a resistência do West Ham em negociar o brasileiro é o momento crítico vivido pelo clube na temporada. A equipe londrina ocupa a zona de rebaixamento, com apenas 14 pontos, e soma três vitórias em 21 jogos na competição. Diante desse cenário, a diretoria inglesa considera Paquetá peça fundamental na luta contra a queda para a segunda divisão, o que dificulta uma liberação imediata do jogador.
Apesar da situação do clube inglês, Lucas Paquetá tem como prioridade o retorno ao Flamengo. O meia faz jogo duro nos bastidores e busca a liberação para voltar ao futebol brasileiro ainda nesta temporada, com o objetivo de vestir novamente o Manto Sagrado.
Para tentar avançar na negociação, o Flamengo tem reunião marcada para a próxima sexta-feira (16) com David Sullivan, dono do West Ham. A informação foi divulgada pelo jornalista Rodrigo Mattos, do Uol. Segundo o repórter, o principal trunfo do Flamengo é justamente a vontade do jogador. Mesmo com mercado na Inglaterra e na Arábia Saudita, Paquetá segue firme no desejo de retornar ao clube que o revelou.
Atacante cria do Tricolor teve seu nome especulado no Mengão para reforçar o elenco devido a necessidade de um centroavante
13 Jan 2026 | 18:00 |
O mercado da bola segue aquecido, e diversos nomes vêm sendo ligados ao Flamengo para a temporada 2026. Um deles é o atacante Kauã Elias, atualmente no Shakhtar, da Ucrânia, e revelado pelas categorias de base do Fluminense.
Kauã Elias, ex-Fluminense, sobre interesse do Flamengo: "Se um time quer te contratar..."
Questionado sobre a possibilidade de atuar pelo Flamengo, o jovem atacante foi direto e adotou um tom profissional, deixando claro que não descarta defender o clube rubro-negro no futuro: “Sou muito grato ao Fluminense por tudo que fez por mim, mas sou profissional. Na carreira de jogador, você não decide onde vai jogar. Se um time quer te contratar, o outro aceita liberar e a proposta é boa, você acaba indo”, afirmou Kauã Elias, em entrevista ao FlashScore.
Kauã Elias chegou ao Fluminense ainda criança e deixou o clube das Laranjeiras em 2025 para atuar no futebol europeu. Pelo Shakhtar, o atacante soma 36 partidas, 12 gols e três assistências, além de ter conquistado a Taça da Ucrânia na temporada 2024/25. Com apenas 19 anos, o brasileiro vem sendo titular da equipe ucraniana e é tratado como uma das principais promessas do elenco.
De acordo com informações da ESPN, o Shakhtar avalia Kauã Elias em 35 milhões de euros, valor que gira em torno de R$ 220 milhões na cotação atual. Internamente, o Flamengo considera a pedida elevada para um jogador jovem e ainda visto como aposta.
Por esse motivo, o clube avalia a possibilidade de postergar um investimento desse porte e direcionar recursos para a janela de transferências do meio do ano, quando pretende reforçar o setor ofensivo. Vale destacar que o valor pedido pelos ucranianos é mais que o dobro do montante pago ao Fluminense. Na ocasião, o Shakhtar desembolsou 17 milhões de euros para contratar o atacante.
Mengão e Hammers terão conversa para começar a discutir uma negociação do meia, que tem como prioridade um retorno ao clube que o formou
13 Jan 2026 | 17:00 |
O Flamengo tem uma reunião prevista para a próxima sexta-feira (16) com David Sullivan, dono do West Ham, da Inglaterra, em uma tentativa decisiva de avançar na negociação por Lucas Paquetá. A informação foi divulgada pelo jornalista Rodrigo Mattos, do UOL.
Segundo o repórter, o principal trunfo do Flamengo na negociação é a vontade do próprio jogador, que tem mercado tanto na Inglaterra quanto na Arábia Saudita, mas insiste em retornar ao futebol brasileiro para vestir novamente o Manto Sagrado.
De acordo com Rodrigo Mattos, diferente do que foi noticiado, o Flamengo ainda não formalizou uma proposta oficial, mas trabalha internamente com um valor entre 35 e 40 milhões de euros, montante considerado possível dentro da realidade financeira atual do clube.
“Não tem proposta ainda feita pelo Flamengo, mas o clube acha que o patamar é mais ou menos 35, 40 milhões de euros, que é um patamar que o clube até teria condições de pagar. Só que não vai ser muito fácil fazer o West Ham aceitar isso”, explicou Mattos.
O jornalista ainda ressaltou que já houve contatos anteriores entre as partes, mas que a reunião com o proprietário do clube inglês pode ser determinante para saber se haverá abertura para negociar nesses valores.
Um dos principais entraves da negociação é a postura de David Sullivan, proprietário do West Ham. Segundo Mattos, o dirigente é torcedor declarado do clube e resiste em liberar Paquetá justamente no momento mais delicado da temporada, com a equipe ameaçada de rebaixamento na Premier League.
“Ele é um inglês que torce para o West Ham, comprou o clube há quase 20 anos e está vendo o time na zona de rebaixamento. Não é um dono distante. Já recusou propostas maiores e não será fácil convencê-lo a liberar o principal jogador do elenco nesse cenário”, afirmou.