Futebol
10 Fev 2025 | 13:06 |
Desde o início da temporada, Filipe Luís tem tratado com cautela a escalação de jogadores como Arrascaeta e De La Cruz no Campeonato Carioca. O técnico do Flamengo já deixou claro que não pretende sacrificar atletas em partidas do Estadual, evitando repetir o que aconteceu com Tite no ano passado.
Segundo o jornalista Mauro Cezar Pereira, em 2024, Tite recebeu a diretriz de priorizar o Carioca. O Flamengo conquistou o título com autoridade, mas, de acordo com algumas análises, o desgaste físico naquele momento contribuiu para uma sequência de lesões que afetaram a equipe ao longo do ano.
"No ano passado, o Flamengo jogou com tudo o Carioca. Só tinha o Carioca na época, nem a Supercopa tinha, como teve agora. A antiga gestão, quando contratou o Tite, disse ao técnico do Flamengo: olha, a gente tem que ganhar o Carioca. Então, o Tite executou isso à risca. Ganhou, invicto, sofreu só um gol. Sensacional, maravilhoso. Mas isso parece ter custado um pouco o desgaste dos jogadores ao longo da temporada. Não foi a melhor estratégia", relembrou Mauro Cezar Pereira.
"Mas o Filipe quer fazer diferente. E ele foi muito claro. Eu penso: faz sentido, o Arrascaeta poderia jogar contra o Fluminense, não contra a Portuguesa. Mas será que ele quis evitar um jogo mais pegado contra o Fluminense e deixá-lo num jogo mais leve contra a Portuguesa, porque ele quer o Arrascaeta pouco a pouco voltando?", teorizou MCP.
Com um calendário ainda mais apertado em 2025 – devido ao Super Mundial de Clubes –, Filipe Luís opta por um planejamento diferente. O próprio treinador já declarou que, mesmo que isso custe seu cargo, seguirá com a estratégia de rodízio para evitar sobrecarga física no elenco.
"Estamos tentando controlar a carga para não fazerem dois jogos seguidos. Queremos que eles cheguem bem no Brasileirão. Não vou matar ninguém no Carioca. Se isso custar meu trabalho, azar. Quero ganhar o Carioca, não é desculpa. Os jogadores que jogarem é mais que o suficiente para ganhar", disse o treinador.
Mauro Cezar aprova a estratégia de Filipe Luís
Mauro Cezar Pereira concorda com a visão do técnico e destacou que é possível conquistar o Estadual sem abrir mão do planejamento. Com uma sequência de três clássicos pela frente, a tendência é que Filipe Luís utilize força máxima, mas a precaução com jogadores-chave, como Arrascaeta e De La Cruz, seguirá sendo aplicada.
"E o que ele falou faz sentido. Dá para ganhar o Carioca mesmo preservando os jogadores. Claro que dá", avaliou o jornalista.
Para o próximo compromisso, contra o Botafogo, a expectativa é que Arrascaeta volte a ser relacionado. O jogo acontece nesta quarta-feira (12), às 21h30, no Maracanã.
Mesmo com o triunfo por 2 a 1 sobre o Vitória na terceira rodada do Brasileirão, lateral e treinador apontam dificuldades impostas pelas condições do campo
11 Fev 2026 | 15:42 |
Flamengo garantiu três pontos importantes ao vencer o Vitória por 2 a 1 na última terça-feira (10), em partida válida pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. No entanto, o desempenho da equipe comandada por Filipe Luís gerou debates, e um fator externo foi apontado como obstáculo para a fluidez do jogo: as condições do gramado do Estádio Manoel Barradas.
Para o lateral Emerson Royal, o estado do piso interferiu diretamente na proposta tática do Flamengo. Em entrevista após o apito final, o jogador explicou que o estilo de "jogo apoiado", caracterizado pela troca de passes curtos e aproximação, foi prejudicado pelas irregularidades do terreno, o que obrigou o time a se adaptar a um cenário mais combativo.
"A gente sabe que aqui é um jogo sempre muito difícil. Eles dificultam o jogo, o campo também atrapalha um pouco a forma que a gente joga, que é o jogo apoiado, dificulta um pouco", analisou o defensor.
Apesar das adversidades técnicas, Royal valorizou a postura do elenco, que soube igualar a intensidade física do adversário para garantir o resultado positivo fora de casa. "Mas a gente tem que saber jogar dessa forma também. A gente sabe que eles iam competir muito, a gente competiu de igual com eles e conseguimos três pontos, que era o mais importante para hoje", concluiu.
Com Emerson Royal em boa forma e vindo de dois bons jogos seguidos, o Mais Querido volta a campo no próximo domingo (15) para o clássico diante do Botafogo, às 17h30, no Nilton Santos, pelas quartas de final do Campeonato Carioca.
Meia foi a mais cara contratação da história do Mengão e ex-jogador vê qualidade, contudo, não acredita em característica do jogador
11 Fev 2026 | 15:13 |
Durante programa do UOL desta quarta-feira (11), o comentarista Walter Casagrande avaliou o início de temporada do Flamengo e apontou o que definiu como um “choque de realidade” para a torcida rubro-negra. Segundo o ex-jogador, o desempenho de Lucas Paquetá e da equipe em 2026 ainda está abaixo da expectativa criada após os títulos conquistados no ano passado.
Casagrande define Paquetá, do Flamengo: "não é um jogador decisivo..."
O comentarista foi direto ao analisar o perfil do meio-campista. Na visão dele, Paquetá é versátil e qualificado na construção das jogadas, mas não é o tipo de atleta que transforma o time em uma “máquina de gols”. Casagrande também destacou que o encaixe do meia no esquema de Filipe Luís ainda não ocorreu plenamente, o que contribui para a sensação de que o time pode render mais.
“Na minha visão, o Paquetá é um ótimo jogador, mas ele não vai aumentar a potência do Flamengo. É outro tipo de jogador. Pode se encaixar? Pode, porque pode jogar de segundo volante, pode atuar aberto na direita, mas não é um jogador decisivo, que vai aumentar o poder de decisão do Flamengo”, afirmou.
Além da análise individual sobre Paquetá, Casagrande apontou um fator coletivo para explicar o momento do Flamengo. Após um 2025 marcado pelos títulos do Brasileirão e da Libertadores, o nível de exigência aumentou consideravelmente. No entanto, segundo o comentarista, o desempenho atual esbarra na condição física do elenco neste início de temporada. Ele citou a vitória apertada por 2 a 1 sobre o Vitória, em Salvador, como exemplo de atuação abaixo do esperado.
“Expectativa muito alta, com a parte física ainda abaixo. É uma combinação: você tem uma expectativa alta pelo time, pelas contratações, porque ganhou tudo ano passado, e aí o time entra e não consegue render aquilo que você acha que ele tem que render, por causa da parte física e da parte técnica”, concluiu.
Mengão tem parceria com instituição que tentou adquirir a financeira que está envolvida em grandes polêmicas e possíveis esquemas de corrupção
11 Fev 2026 | 14:55 |
A negociação de renovação entre Flamengo e banco BRB, arrastada desde o final de 2025, segue enfrentando obstáculos. O principal fator é a crise do Banco Master, que passou por tentativa de compra pelo BRB após um escândalo financeiro que levou o caso às páginas policiais. A informação é do jornalista Rodrigo Mattos.
O patrocínio do BRB ao Flamengo gera até R$ 40 milhões por temporada, sendo R$ 25 milhões fixos e R$ 15 milhões vinculados a serviços e ações do banco em parceria com o Nação. Apesar da intenção de renovar o contrato, problemas surgiram após a exposição da crise do Master.
Após o escândalo ganhar repercussão, o BRB tentou adquirir o Banco Master, já tendo investido R$ 16,7 bilhões em carteiras do banco. As suspeitas resultaram no afastamento de Paulo Henrique da Costa, ex-presidente do BRB, e impactaram diretamente as conversas de renovação, segundo Rodrigo Mattos.
Mesmo com o cenário adverso, Flamengo e BRB mantiveram o interesse em estender o contrato, conforme comunicado das partes ainda em dezembro de 2025. No entanto, pouco avanço foi registrado desde então e a situação permanece incerta.
A situação ganhou ainda mais atenção nesta quarta-feira (11), quando o BRB informou pelo Diário Oficial que o investimento total em patrocínios para 2026 será de, no máximo, R$ 50 milhões. Vale destacar que apenas o pagamento fixo ao Flamengo consumiria metade desse valor, gerando dúvidas sobre a renovação e os termos financeiros do novo acordo. A indefinição mantém o Mengão em alerta, enquanto acompanha de perto a evolução da situação financeira do BRB e a possibilidade de ajustes no patrocínio para a próxima temporada.