Soccer
05 Mar 2026 | 11:34 |
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, manifestou-se publicamente sobre a recente demissão do técnico Filipe Luís pelo Flamengo. A dirigente questionou de forma contundente a maneira como a alta cúpula rubro-negra conduziu a saída do profissional, oficializada durante a madrugada, poucas horas depois de uma goleada por 8 a 0 sobre o Madureira.
Em declarações concedidas à CazéTV, a mandatária alviverde pontuou que costuma evitar interferir ou emitir opiniões sobre a gestão administrativa de equipes rivais. No entanto, ela não escondeu sua reprovação diante do episódio ocorrido no Rio de Janeiro, considerando a atitude uma profunda desconsideração com os profissionais que atuam no esporte.
Durante a entrevista, Leila enfatizou a necessidade de racionalidade nas tomadas de decisão dentro de um clube de futebol. "Eu acho uma falta de respeito absurda dispensar qualquer colaborador, qualquer funcionário, no calor do acontecimento, 1h da manhã, 2h da manhã", declarou a presidente.
Leila Pereira também criticou o que considera ser um comportamento comum entre os cartolas brasileiros: a tomada de medidas impulsivas apenas para dar uma resposta rápida às arquibancadas ou à imprensa esportiva. Garantindo não ter esse perfil, ela usou a manutenção de sua própria comissão técnica como exemplo de estabilidade.
O desligamento de Filipe Luís na Gávea aconteceu em um contexto repleto de contrastes. O ex-lateral assegurou a vaga para a final do Campeonato Carioca com um placar histórico, mas a diretoria avaliou que o desempenho geral da equipe estava muito abaixo das expectativas neste começo de ano. A pressão atingiu um nível insustentável logo após o vice-campeonato na Recopa Sul-Americana, diante do Lanús.
Diretor jamais havia mandado um treinador embora durante uma temporada em curso, o que foi quebrado com a saída do agora ex-Mengão
05 Mar 2026 | 11:49 |
A demissão de Filipe Luís no Flamengo representou uma quebra de padrão na trajetória profissional do diretor executivo José Boto. Até então, o dirigente nunca havia participado da interrupção do trabalho de um treinador no meio de uma temporada nos clubes em que atuou, mantendo histórico de continuidade contratual.
Antes de assumir o cargo no Ninho do Urubu, Boto passou por equipes como Benfica, Shakhtar Donetsk, PAOK e NK Osijek. Em todas essas experiências, os treinadores, entre eles Paulo Fonseca, Luís Castro e Roberto De Zerbi, cumpriram seus contratos até o fim ou deixaram os cargos apenas após o encerramento das competições.
No NK Osijek, último clube em que trabalhou antes de chegar ao Brasil, a saída do técnico Zoran Zekić só foi comunicada após o término da temporada 2023/24, seguindo o mesmo padrão adotado ao longo da carreira do dirigente.
De acordo com apuração do jornalista Paulo Vinícius Coelho (PVC), Boto teria manifestado internamente ser contrário à demissão de Filipe Luís antes da final do Campeonato Carioca. Ainda segundo a informação, o executivo chegou a afirmar ao então treinador, nos vestiários do Estádio do Maracanã, que sua opinião técnica era pela manutenção do trabalho — versão na qual o ex-lateral acredita.
Ao optar pela troca no comando técnico às vésperas da decisão estadual, a diretoria do Flamengo repetiu um movimento drástico no futebol brasileiro. A situação lembra a decisão tomada pelo Vasco da Gama na época da gestão de Eurico Miranda, durante a final do Campeonato Brasileiro de 2000.
O episódio reforça que, apesar de modelos de gestão mais modernos, a cúpula rubro-negra ainda recorre a práticas tradicionais do futebol nacional quando entende que uma mudança imediata pode impactar o desempenho da equipe, independentemente do resultado que venha a ser obtido em campo.
Após a demissão de Filipe Luís, o Rubro-Negro chegou a 55 mudanças de comando desde 2001, ficando apenas uma alteração atrás do rival cruzmaltino
05 Mar 2026 | 11:47 |
A recente demissão de Filipe Luís do comando técnico do Flamengo, efetivada logo após a vitória sobre o Madureira pela semifinal do Campeonato Carioca, trouxe à tona um dado curioso sobre a instabilidade no futebol brasileiro. Com a mudança na Gávea, o Rubro-Negro se aproximou perigosamente do Vasco da Gama no ranking de equipes brasileiras que mais realizaram trocas de treinador ao longo do século 21.
O futebol carioca domina o topo desta estatística de rotatividade. Atualmente, o Vasco ocupa a liderança isolada, contabilizando 56 alterações de comando técnico desde 2001. A equipe de São Januário manteve a ponta recentemente ao demitir Fernando Diniz. Logo atrás, o Flamengo soma agora 55 trocas, evidenciando a forte pressão por resultados imediatos em ambos os clubes.
O Flamengo agiu rápido no mercado da bola e garantiu a contratação do português Leonardo Jardim. O profissional estava livre de vínculos desde que deixou o Cruzeiro, ao final da temporada passada, e aceitou o projeto oferecido pelo departamento de futebol rubro-negro.
O novo treinador do Mais Querido, inclusive, já iniciou os trabalhos práticos. Jardim comandou sua primeira atividade no Ninho do Urubu na tarde de quarta-feira (04), tendo apenas quatro dias de preparação intensa com o elenco antes de sua grande estreia, que acontecerá na decisão do Campeonato Carioca.
Mengão tem excelente relação com os diretores da instituição, mas polêmicas envolvendo o Banco Master pode afastar celebração de acordo
05 Mar 2026 | 11:42 |
O Flamengo está em negociação com o BRB para definir o futuro da parceria entre as partes, que envolve tanto o patrocínio no uniforme rubro-negro quanto o projeto do banco digital ligado ao clube. Atualmente, o acordo contempla duas frentes principais: a exibição da marca do banco na camisa e a operação do Nação Fla, iniciativa que reúne banco digital, cartão de crédito e outros serviços financeiros voltados à torcida. As informações foram divulgadas pelo portal UOL.
As conversas acontecem em um cenário de cautela por parte do clube. Isso porque o BRB está no centro da crise envolvendo o Banco Master, o que levou o Flamengo a avaliar cuidadosamente os riscos antes de tomar qualquer decisão. Por esse motivo, a negociação não se limita apenas ao aspecto comercial.
O clube também conduz análises jurídicas para se proteger caso o banco enfrente dificuldades para manter a operação no futuro. Se a discussão envolvesse apenas a renovação do patrocínio na camisa, o processo seria mais simples. O BRB já sinalizou interesse em manter a marca no uniforme, pagando valores semelhantes ao contrato atual, que termina no fim de março.
De acordo com o UOL, o banco indicou que, considerando reajustes em relação ao acordo vigente, estaria disposto a pagar pouco mais de R$ 40 milhões anuais ao Flamengo para continuar exibindo sua marca no uniforme. Executivos do BRB estiveram presentes no Estádio do Maracanã durante a final da Recopa Sul-Americana e realizaram uma reunião presencial com representantes do clube antes da partida. Novas conversas entre as partes estão previstas.
Mesmo que não haja acordo para a permanência da marca na camisa, isso não significa necessariamente o fim da parceria no projeto do banco digital Nação Fla. Esse vínculo entre Flamengo e BRB não possui prazo de expiração definido, o que abre espaço para que a colaboração continue em outras frentes. Enquanto as tratativas seguem, o Flamengo também observa outras oportunidades no mercado de patrocínio. Atualmente, a marca do BRB aparece nas omoplatas da parte frontal do uniforme rubro-negro.