Futebol
31 Jan 2025 | 10:40 |
Na noite de quinta-feira (30), o Flamengo enfrentou o Sampaio Corrêa pela sexta rodada do Campeonato Carioca e venceu por 2 a 0, mesmo com uma equipe formada majoritariamente por reservas. O técnico Filipe Luís tomou a decisão de poupar os titulares, priorizando a preparação para a Supercopa do Brasil, que acontecerá no domingo (02).
JUSTIFICATIVA DE FILIPE LUÍS SOBRE ESCALAÇÃO
Após a partida, o treinador rubro-negro explicou sua escolha, afirmando que a decisão de escalar o time alternativo foi baseada na proximidade do confronto decisivo contra o Botafogo. "A decisão foi por causa do jogo. Nem pensei que o Botafogo ia ter um dia a mais de descanso. Mas, provavelmente, se o jogo tivesse sido ontem, eu teria tomado outras decisões", afirmou Filipe Luís.
Ele completou, destacando a importância de dar minutos para os jogadores que estavam sem ritmo de jogo. "Os atletas que jogaram hoje precisavam dos minutos para poder entrar na forma física. Porque tem todo um planejamento de treinamento e eles também precisam de minutos de jogo para ficarem em forma", explicou. Segundo o técnico, o objetivo é chegar à final da Supercopa do Brasil em ótimo estado físico.
A VITÓRIA E O IMPACTO NA TABELA
Apesar de a decisão de poupar os principais jogadores ter gerado questionamentos, o Flamengo saiu vitorioso, conquistando sua terceira vitória no Campeonato Carioca. Com o resultado, o Mais Querido retornou à quarta posição da tabela, com dez pontos conquistados até o momento. Filipe Luís conseguiu utilizar jogadores que vinham sendo menos aproveitados, como Everton Cebolinha e Luiz Araújo.
Além disso, a decisão de utilizar os reservas também visa dar mais entrosamento ao elenco, visto que algumas dessas peças poderão ser necessárias durante a Supercopa, no clássico contra o Botafogo. Agora, o foco do Flamengo está completamente voltado para a Supercopa do Brasil, que será disputada no domingo (02). O elenco rubro-negro realiza treinos intensivos no Ninho do Urubu, com atividades programadas para esta sexta-feira (31), a partir das 09h30 (horário de Brasília), onde Filipe Luís já planeja os últimos ajustes antes do clássico.
Apesar de salários do novo treinador ser o mesmo do antigo, valores a serem pagos em impostos pelo Mengão deixam negócio mais caro
06 Mar 2026 | 16:00 |
Com a troca de comando técnico, o Flamengo manteve os mesmos níveis de investimento na comissão técnica. O novo treinador, Leonardo Jardim, terá salário similar ao do antecessor Filipe Luís. O gasto anual estimado com o português e sua equipe é de aproximadamente 4 milhões de euros líquidos (cerca de R$ 24 milhões), o que equivale a R$ 2 milhões por mês, já livre de impostos. A informação é do jornalista Rodrigo Mattos.
No entanto, o clube arca com despesas adicionais, incluindo os tributos sobre os salários e a multa rescisória de Filipe Luís, que gira entre 1 e 1,5 milhão de euros (R$ 6 a 8 milhões). Para efeito de comparação, o ex-técnico Jorge Jesus recebia 3,5 milhões de euros líquidos em seu primeiro contrato, valor que foi reajustado antes de sua saída para o Benfica.
O regime de gestão do futebol rubro-negro permanece o mesmo em relação às responsabilidades do técnico. Assim como Filipe Luís, Leonardo Jardim terá a tarefa de preparar o time tecnicamente e gerenciar o grupo, podendo também indicar jogadores que serão avaliados pela diretoria.
Durante o comando de Filipe, o treinador tinha influência nas contratações, sendo decisivo na chegada de atletas como Samuel Lino e Lucas Paquetá, mas não possuía a palavra final, situação que se mantém com Jardim.
Leonardo Jardim foi oficialmente apresentado nesta quinta-feira no Ninho do Urubu. Segundo o treinador, não haverá mudanças radicais no trabalho da equipe do Flamengo, apenas adaptações baseadas em suas ideias, por entender que a equipe já está em um bom caminho.
“O treinador tem suas ideias, mas a principal virtude é rentabilizar seus ativos. Tive trabalhos com jogadores de transição, mas preciso aproveitar as características dos jogadores. Aqui tenho jogadores de posse, mas também jogadores agressivos. O jogo de futebol não é só uma característica. Não vamos alterar neste momento porque já temos algo formado”, explicou Jardim, destacando a continuidade do projeto iniciado pelo antecessor.
Diretor de futebol deve deixar o clube assim que um substituto estiver acertado com o Mengão; Edu Gaspar é o favorito do presidente
06 Mar 2026 | 14:18 |
Nem mesmo a chegada de Leonardo Jardim trouxe tranquilidade completa aos bastidores do Flamengo. O foco das discussões internas agora está na situação de José Boto, diretor de futebol do clube, que vive momento de indefinição no cargo.
De acordo a ESPN, a tendência é que José Boto seja mesmo desligado da função. O presidente Luiz Eduardo Baptista esteve no Ninho do Urubu pelo terceiro dia consecutivo nesta sexta-feira (6) e conversou diretamente com o dirigente sobre a saída. A intenção da diretoria é conduzir o processo de forma tranquila, sem conflitos, abrindo espaço para a chegada de um novo responsável pelo departamento de futebol.
Segundo a reportagem, Boto não demonstrou resistência à decisão e compreendeu o cenário. Inclusive, o dirigente português deve colaborar no início do trabalho de Leonardo Jardim até que o clube finalize a escolha de um substituto.
Nos bastidores, o principal candidato para assumir a função é Edu Gaspar, atualmente ligado ao Nottingham Forest. Assim como ocorreu nas negociações que resultaram na contratação de Leonardo Jardim para substituir Filipe Luís, Bap tem conduzido conversas de forma discreta nas últimas semanas. O objetivo é encontrar um nome capaz de reorganizar o departamento no Flamengo e reduzir a crise interna vivida no clube.
Dentro da diretoria rubro-negra, duas possibilidades são discutidas para a nova estrutura do futebol. A primeira envolve a contratação de um diretor com perfil mais próximo do vestiário, considerado “boleiro”. A segunda alternativa prevê um executivo mais corporativo, que trabalharia ao lado de um supervisor com forte ligação com o elenco. Internamente, há o diagnóstico de que atualmente existe uma falha significativa de comunicação entre a direção e as lideranças do grupo de jogadores.
Dirigente não tem o mesmo prestígio dentro do Mengão e demissão não está descartada, o que faz valor da rescisão relevante
06 Mar 2026 | 14:00 |
A situação de José Boto no Flamengo segue sob pressão após a demissão de Filipe Luís. Nos bastidores, o clube já iniciou movimentos para avaliar possíveis substitutos, incluindo o contato com Edu Gaspar, atualmente dirigente do Nottingham Forest. No entanto, caso a diretoria decida pela saída imediata do português, o clube terá que arcar com um custo considerável.
De acordo com informações divulgadas pela ESPN, o Flamengo precisaria pagar quatro salários de Boto como compensação pela rescisão contratual. O dirigente recebe cerca de R$ 500 mil mensais, valor superior ao que Filipe Luís recebia quando comandava a equipe. Assim, a demissão implicaria no pagamento aproximado de R$ 2 milhões ao diretor de futebol.
Existe também a possibilidade de que o próprio José Boto peça demissão diante do desgaste vivido internamente no Ninho do Urubu. Segundo a reportagem, porém, esse movimento não deve acontecer de imediato. A tendência é que o dirigente aguarde algumas semanas para observar os primeiros resultados do trabalho de Leonardo Jardim no comando da equipe.
A proximidade entre José Boto e Leonardo Jardim também pesa na decisão. O dirigente evitaria deixar o cargo neste momento para não gerar instabilidade adicional no início do trabalho do treinador português, que acaba de chegar no clube.
Por outro lado, caso opte por pedir demissão futuramente, Boto poderia preservar sua imagem no mercado e facilitar uma recolocação em outro clube. Nesse cenário, o Flamengo também evitaria o pagamento da multa rescisória prevista em contrato.