Futebol
Danilo explica "silêncio" dos jogadores nos gols do Flamengo: "sabemos que..."
23 Fev 2026 | 11:21
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22 Abr 2025 | 12:01 |
Todos os times enfrentam essa dificuldades, com exceção, você pega um Flamengo e um Palmeiras " - disse Ceni
Ceni, que esteve à frente do Flamengo entre 2020 e 2021, fez questão de reconhecer a força atual do grupo rubro-negro e ainda refletiu sobre seu próprio trabalho no clube. Durante sua gestão, o ex-goleiro levantou três taças: Campeonato Brasileiro, Supercopa do Brasil e Campeonato Carioca, todos em menos de um ano.
Apesar da conquista de títulos relevantes, a saída de Rogério Ceni gerou debate entre os torcedores. Em 45 jogos no comando do time, ele acumulou 23 vitórias, 11 empates e 11 derrotas, com aproveitamento de 59,3%. Para parte da torcida, sua demissão foi precipitada, considerando o número de troféus e o curto período à frente da equipe. “Todos os times enfrentam essa dificuldades, com exceção, você pega um Flamengo e um Palmeiras, talvez. A maioria tem jogadores jovens, às vezes em uma formação que vai amadurecendo mais rápido”, disse o ex-técnico do Fla.
Hoje, quem comanda o Mais Querido é o ex-lateral Filipe Luís. Mesmo ainda no início de sua trajetória como treinador, o ex-jogador tem recebido elogios por sua condução do elenco e entendimento tático do jogo. Rogério Ceni, inclusive, não poupou palavras ao se referir ao novo técnico: “Você pega um Flamengo e um Palmeiras, talvez, como exceções. A maioria sofre com elencos jovens ainda em formação”, destacou.
Na mesma fala, o treinador do Bahia apontou o Palmeiras como outro exemplo de estabilidade no cenário atual. Segundo ele, os dois clubes se diferenciam por manterem elencos fortes e competitivos em todas as competições, enquanto outros enfrentam mais dificuldade com a base ou falta de experiência dos atletas . Ao citar a diferença entre os gigantes e os demais, Ceni reforçou que a maioria das equipes do país passa por processos de renovação e formação. Ele explicou que muitos elencos contam com atletas jovens, o que demanda tempo para amadurecimento, fator que torna a missão mais desafiadora para os treinadores.
Rubro-Negro inicia preparação no Ninho do Urubu nesta segunda-feira para reverter desvantagem contra os argentinos na decisão desta semana
23 Fev 2026 | 13:28 |
Flamengo inicia nesta segunda-feira (23) o período mais decisivo do começo da temporada. Após vencer o Madureira na ida da semifinal do Carioca, o foco agora é total na final da Recopa Sul-Americana. A diretoria divulgou a programação da semana, que prevê treinos intensos e sem folgas no Ninho do Urubu.
O objetivo é reverter a derrota por 1 a 0 sofrida para o Lanús, na Argentina, e buscar o título diante da torcida no Maracanã. O clima interno é de mobilização máxima, especialmente após cobranças recentes da diretoria por melhora no desempenho da equipe.
A preparação para a decisão contará com três treinos consecutivos no período da tarde. O elenco se apresenta às 15h30 na segunda, terça e quarta-feira, sob comando de Filipe Luís. A partida decisiva acontece na quinta-feira (26), às 21h30.
Para conquistar o título no tempo normal, o Flamengo precisa vencer por dois gols de diferença. Uma vitória por um gol leva a disputa para a prorrogação e, persistindo o empate no agregado, a decisão será nos pênaltis.
Após a Recopa, não haverá descanso prolongado. O elenco do Flamengo já volta as atenções para o jogo de volta da semifinal do Carioca contra o Madureira, marcado para o dia 2 de março. Os treinos do fim de semana serão realizados pela manhã, visando garantir a vaga na final estadual.
Após repercussão negativa, treinador do Flamengo usa coletiva para explicar termo "caso isolado", repudia discriminação e reforça apoio ao atacante
23 Fev 2026 | 12:00 |
Após a vitória sobre o Madureira, o técnico Filipe Luís aproveitou a coletiva para esclarecer uma polêmica recente. O treinador comentou a repercussão negativa de declarações feitas após o jogo contra o Lanús, quando classificou como “caso isolado” o episódio de racismo envolvendo Vinícius Júnior. A fala foi interpretada por parte do público como uma minimização do ocorrido.
Filipe afirmou que suas palavras foram mal interpretadas e reforçou que jamais teve a intenção de diminuir a gravidade do racismo. Ele declarou apoio total a Vinícius Júnior e destacou que tanto ele quanto o Flamengo estão ao lado do atacante na luta contra o preconceito racial.
"Como falei um dia antes, para um meio de comunicação, se ele fez isso, não cabe a mim julgar. Se ele fez, que ele pague com força. Eu chegar e falar é fácil, fazer camiseta é fácil, tudo é muito fácil. Difícil é punir", disse o treinador.
O treinador também condenou de forma enfática qualquer ato racista e cobrou punições severas aos responsáveis. Segundo ele, o combate ao racismo precisa ir além de discursos simbólicos e exige ações concretas. “Racismo é crime”, reforçou durante a entrevista.
Sobre a expressão “caso isolado”, Filipe explicou que se referia especificamente ao episódio ocorrido naquela partida na Argentina. Ele destacou que reconhece a existência de racismo estrutural em diversos países, incluindo Argentina, Portugal e Brasil, e que não negou a gravidade do problema.
Por fim, Filipe Luís admitiu tristeza com a repercussão e afirmou que o desgaste emocional após a derrota pode ter prejudicado sua clareza na ocasião. Ele reiterou o apoio do Flamengo a Vinícius Júnior e reforçou o compromisso do clube na luta contra o racismo.
"O Flamengo apoia todas as causas do Vini sempre. Queria só esclarecer isso, porque fiquei bastante triste com toda a repercussão que aconteceu, e vocês me conhecem. Mas tudo bem, espero que esteja esclarecido e bola para frente”, concluiu o treinador.
Treinador cita ansiedade do elenco como fator para queda de rendimento, recusa vitimismo diante dos protestos da arquibancada
23 Fev 2026 | 11:45 |
Nem mesmo a vitória por 3 a 0 sobre o Madureira, que encaminhou a classificação do Flamengo para a final do Campeonato Carioca, foi capaz de esconder o clima de tensão no Maracanã. Em entrevista coletiva concedida após o triunfo deste domingo (22), o técnico Filipe Luís não se esquivou das perguntas difíceis.
O comandante assumiu a responsabilidade pelo momento de instabilidade da equipe e analisou os fatores que levaram aos protestos vindos da arquibancada. O treinador foi direto ao reconhecer que o desempenho em campo, apesar do resultado positivo no Estadual, ainda está distante do potencial que o elenco rubro-negro pode oferecer nesta temporada.
Ao analisar a performance da equipe, Filipe Luís chamou para si a culpa pela falta de brilho nas atuações recentes. O técnico identificou o aspecto psicológico como uma barreira atual, citando a ansiedade e o receio de cometer erros como elementos que vêm travando o desenvolvimento natural das jogadas.
"Quando você vê o Flamengo não performando com o elenco que tem, é culpa do treinador, seja quem estiver aqui. Não tenho dúvida que tenha alguém quebrando mais a cabeça que eu para estarmos naquele nível do ano passado. Acho que tem a questão mental e de ansiedade, o medo de errar, e todas as peças vão caindo e pioram a performance", avaliou Filipe Luís.
O ambiente hostil, marcado por vaias antes do apito inicial e durante o intervalo da partida, foi tratado com naturalidade e compreensão pelo ex-lateral. Filipe Luís rechaçou qualquer postura de vitimismo e afirmou que a "carência" de apoio sentida pelo grupo é reflexo direto dos tropeços recentes. Para ele, o carinho do torcedor não se pede, se conquista com futebol.
"Sobre as vaias, a gente entende. Os jogadores precisam de carinho, mas não podemos pedir isso. Precisam mostrar em campo. A gente está carente, digamos, mas por culpa nossa", pontuou o treinador do Flamengo após a vitória.