Futebol
23 Dez 2024 | 12:54 |
Atualmente no Juventude, o lateral-direito João Lucas relembrou uma decisão importante de sua carreira durante a passagem pelo Flamengo, onde foi treinado por Jorge Jesus entre 2019 e 2020. Em entrevista ao programa 'No Ataque', João Lucas contou que, enquanto estava no Mengão, recebeu uma proposta de um clube de Portugal, mas a negociação foi barrada pelo próprio treinador, que garantiu que utilizaria o jogador na equipe.
Sem revelar qual clube fez a proposta, João Lucas explicou que, após a conversa com Jorge Jesus, decidiu permanecer no Flamengo, acreditando que essa era a melhor escolha para o seu futuro.
"Eu tive propostas. Lembro que estava no Flamengo, quando o Ano Novo chegou, e recebi uma oferta de Portugal. Jorge Jesus se sentou comigo e disse que não me liberaria. Ele me disse que me utilizaria. Naquele momento, pensei que seria melhor ficar. Eu não tinha muita experiência no cenário nacional. Então, queria jogar aqui, deixar minha marca e ser conhecido. Acredito que foi a escolha certa para mim", comentou o lateral.
Apesar da confiança de Jorge Jesus, o aproveitamento de João Lucas no Flamengo foi limitado. Trazido junto ao Bangu, o lateral disputou apenas nove partidas sob o comando de Jesus: cinco no Campeonato Brasileiro de 2019 e quatro no início de 2020, entre Campeonato Carioca e Libertadores.
O sonho europeu e a valorização do futebol brasileiro
Mesmo com a decisão de permanecer no Brasil, João Lucas revelou que seu sonho de jogar na Europa ainda está vivo. No entanto, ele defendeu a ideia de que jogar no Campeonato Brasileiro não é de forma alguma uma despromoção.
"Eu tenho o desejo de jogar no exterior. Se for uma boa oportunidade, eu aceitaria. Mas ficar aqui não é uma despromoção para ninguém. Temos uma liga muito forte, as pessoas precisam valorizar mais nosso produto. Jogadores estrangeiros estão vindo aqui querendo voltar e assumir papéis de destaque em grandes equipes", destacou João Lucas, citando exemplos de jogadores como Memphis Depay e Dimitri Payet, que chegaram recentemente ao Brasil.
Carreira de João Lucas
Natural de Goiás, João Lucas iniciou sua carreira no Villa Nova (MG) antes de ser revelado nas categorias de base do Goiás. No entanto, foi no Bangu, durante o Campeonato Carioca de 2019, que o lateral chamou a atenção do Flamengo, que o contratou. No Rubro-Negro, ele teve 19 jogos e um gol marcado antes de ser emprestado ao Cuiabá, onde se firmou e foi adquirido para a temporada de 2022.
Em 2023, João Lucas passou pelo Santos, mas o clube acabou rebaixado para a segunda divisão. Ele foi então emprestado ao Juventude, onde se destacou e fechou a temporada de 2024 como titular absoluto, disputando 49 jogos, marcando dois gols e contribuindo com sete assistências. O jogador segue com a ambição de crescer na carreira, seja no Brasil ou no exterior.
Com diagnóstico de completa falta de comunicação com o elenco rubro-negro, cúpula adia demissão apenas pela ausência de um substituto imediato
05 Mar 2026 | 17:07 |
Os dias de José Boto como homem forte do futebol do Flamengo parecem estar contados. A alta cúpula rubro-negra já tomou a decisão de desligar o diretor português de suas funções, tratando o rompimento do vínculo como uma mera questão de tempo. O anúncio oficial da demissão só não foi sacramentado até o momento porque a presidência ainda não costurou um acordo com um substituto imediato para assumir a cadeira.
O principal estopim para a iminente queda do dirigente europeu foi um diagnóstico interno contundente feito pela gestão do clube carioca. Constatou-se que a comunicação e o alinhamento entre a direção de futebol e os principais líderes do vestiário do Flamengo são praticamente inexistentes na atual conjuntura.
Para preencher a lacuna que será deixada, o Flamengo trabalha com duas vertentes de perfis profissionais. A primeira opção é buscar um diretor com características de ex-jogador, o famoso perfil "boleiro", que tenha facilidade natural de trânsito e diálogo com o grupo.
A segunda alternativa é contratar um executivo de mercado estrito, mas que atue obrigatoriamente em conjunto com um supervisor focado exclusivamente em gerir o ambiente do vestiário.
Dentro dessas prateleiras de mercado, dois nomes de peso já começam a ser ventilados nos corredores da Gávea. O primeiro é o de Edu Gaspar, que atualmente realiza um trabalho de destaque no Nottingham Forest, da Inglaterra. O segundo alvo no radar rubro-negro é Leonardo, ex-dirigente do Paris Saint-Germain (PSG) e com vasta experiência no futebol europeu.
Atacante é o único jogador de referência na equipe do Mengão e treinador demonstra confiança na evolução camisa 9 no ano
05 Mar 2026 | 17:00 |
O técnico Leonardo Jardim foi questionado sobre como pretende utilizar o atacante Pedro no sistema ofensivo do Flamengo. Durante a resposta, o treinador português elogiou as qualidades do camisa 9, mas deixou claro que ainda não pode garantir a titularidade do centroavante.
Segundo Jardim, Pedro possui características muito importantes para a equipe, principalmente dentro da área, mas também precisa evoluir em outros aspectos do jogo coletivo, uma antiga reclamação do ex-técnico Filipe Luís.
“Vocês todos conhecem o Pedro e suas qualidades. É um jogador de área, com capacidade de finalização muito grande. Existem aspectos em que talvez ele tenha jogado menos porque não entregava o que o treinador pretendia em outras áreas. Estamos começando do zero. Acredito nele. Quando digo isso, não quer dizer que vai jogar todos os jogos ou sempre 90 minutos.”
O treinador destacou que o processo de avaliação do elenco ainda está em estágio inicial e que o desempenho no dia a dia será determinante para definir quem começa jogando: “Acredito nas qualidades que ele tem, e nas outras deficiências a gente pode, com motivação e empenho, superar. O dia a dia vai reger. Não é com dois dias que vamos fazer análises. Tudo que disser agora pode ser precipitado, porque vamos ver a seguir o que vai acontecer.”
Atualmente, Pedro é o único centroavante de origem do elenco do Flamengo. Mesmo assim, o jogador não conseguiu se firmar como titular absoluto durante o período em que Filipe Luís comandou a equipe. Na última partida antes da mudança de treinador, porém, o atacante teve grande destaque. Na goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, Pedro iniciou como titular e marcou quatro gols.
Nesse começo de trabalho do novo treinador, Pedro participou normalmente das primeiras atividades realizadas no Ninho do Urubu, na quarta-feira (04) e na quinta-feira (05). Com isso, cresce a expectativa para saber se o camisa 9 será titular na estreia de Leonardo Jardim no comando do Flamengo, que acontecerá na final do Campeonato Carioca contra o Fluminense, no Maracanã.
Diretor de futebol vive momento de desgaste no clube tanto com jogadores quanto com funcionários e presidente Bap já planeja troca no função
05 Mar 2026 | 16:20 |
O prestígio de José Boto à frente da direção de futebol do Flamengo aparenta estar perto do fim. O desgaste do português com os jogadores e funcionários do Ninho do Urubu já leva o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, a procurar outro profissional para uma troca no cargo. A informação é do jornalista Pedro Ivo Almeida, da ESPN.
A saída de Filipe Luís deixou ainda mais visível a situação do diretor de futebol do Flamengo, José Boto, que já vinha enfrentando insatisfação interna no Ninho do Urubu. Atletas e funcionários apontam vaidade, pouca comunicação direta e até exigências de serviços particulares como motivos de incômodo.
Boto mantém contato diário com o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e é descrito como inflexível e, em algumas situações, grosseiro. Entre suas exigências inusitadas, funcionários devem se dirigir a sua residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, a cada duas semanas para limpeza e organização, mesmo com toda a infraestrutura do Ninho do Urubu, que conta com serviço de hotelaria interno.
O distanciamento entre Boto e os atletas ficou mais evidente após a reunião no CT, na terça-feira (3), que ocorreu logo depois da demissão de Filipe Luís. Na ocasião, o diretor destacou que os jogadores tiveram responsabilidade na saída do técnico, e o grupo absorveu a fala sem reagir. O comportamento vaidoso do dirigente é frequentemente notado pelos atletas.
Após vitórias, Boto cumpre o protocolo e entra em campo para cumprimentar os jogadores. No entanto, durante derrotas, como na Supercopa do Brasil contra o em Brasília, ele permaneceu no túnel de acesso ao gramado, fumando, gerando comentários internos: “Ué, cadê o chefe? Agora não aparece?”, comentou um dos líderes do elenco à ESPN.