Futebol
04 Abr 2025 | 18:59 |
A saída repentina de Cleber dos Santos do comando da equipe sub-20 do Flamengo causou surpresa nos bastidores do clube e revolta no próprio treinador. Menos de um mês após conquistar o título da Libertadores da categoria, ele foi comunicado pelo departamento de recursos humanos que não fazia mais parte do quadro de funcionários, sem maiores explicações.
“Me surpreende e entristece a forma como isso foi tratado" - disse o ex-treinador
Cleber, que tem uma longa trajetória no Mais Querido, afirmou que a decisão partiu da nova gestão comandada por José Boto, diretor de futebol. Segundo ele, o problema não foi a troca em si, mas a forma como o processo foi conduzido. “Me surpreende e entristece a forma como isso foi tratado. Sempre tive uma relação de respeito com o clube”, disse.
Antes do desligamento, o técnico havia sido chamado para uma conversa no CT onde recebeu a proposta de assumir a equipe sub-20 B, formada por atletas de 18 anos e voltada para torneios menores. No entanto, antes mesmo de dar uma resposta oficial, foi comunicado do seu desligamento, o que intensificou sua frustração.
Com a saída de Cleber, o CRF anunciou o português Nuno Campos como novo comandante da categoria. Indicação direta de José Boto, Nuno ainda não estreou à frente do time por questões burocráticas. A expectativa é que ele assuma em breve, contando com jovens promessas como Lorran, Shola e Iago. Em sua defesa, Cleber reforçou que vinha implementando um estilo de jogo alinhado ao modelo do elenco principal, comandado por Filipe Luis . Segundo ele, o desempenho na Libertadores evidenciou essa adaptação, com estatísticas expressivas de posse de bola, número de passes e pressão alta no campo adversário.
A proximidade com a equipe principal também se refletia no aproveitamento dos jovens em atividades com o elenco de cima. “Como o Filipe Luís e sua comissão vieram da base, isso facilitou a transição. Sempre trabalhamos para que os atletas estivessem prontos para essa oportunidade”, explicou o ex-treinador.
Auxiliar do treinador revelou que o Mengão entrou em contato com o estafe do português para entender um possível negócio caso Filipe não renovasse
16 Jan 2026 | 09:22 |
As últimas semanas de 2025 foram marcadas por tensão nos bastidores do Flamengo. A diretoria encontrou dificuldades para renovar o contrato de Filipe Luís, o que levou o clube a sondar alternativas no mercado de treinadores. Um dos nomes procurados foi o de Leonardo Jardim, que havia deixado recentemente o Cruzeiro.
Auxiliar de Leonardo Jardim: "houve uma abordagem do Flamengo..."
Apesar do contato rubro-negro, o técnico português optou por recusar qualquer avanço nas conversas. Segundo o auxiliar Diogo Dias, Jardim havia assumido o compromisso de não comandar outro clube brasileiro além do Cruzeiro, além de planejar uma pausa na carreira.
“Se há algo que valorizo no mister é o caráter. Diversas vezes ele afirmou ao presidente Pedrinho que, no Brasil, só treinaria o Cruzeiro. Após a nossa saída, houve uma abordagem do Flamengo e até uma reunião, mas palavra é algo muito importante”, revelou Diogo Dias, em entrevista ao No Ataque.
O auxiliar ainda reforçou que a decisão não passou por questões financeiras: “Para ele, mais do que dinheiro, o caráter é intocável. Por isso, manteve a palavra de não assumir outro clube brasileiro. Além disso, ele não queria voltar a trabalhar no Brasil tão cedo”, completou.
O impasse entre Flamengo e Filipe Luís envolveu discussões sobre salário, tempo de contrato e valor da multa rescisória, o que fez a diretoria ampliar o leque de opções. Além de Leonardo Jardim, o clube também analisou os nomes de Artur Jorge, atualmente no futebol árabe, e Thiago Motta, ex-Juventus.
As movimentações, porém, serviram apenas como plano alternativo. Na última semana de dezembro, Filipe Luís aceitou os termos apresentados e renovou contrato com o Flamengo por dois anos, com vínculo válido até dezembro de 2027.
Com a permanência confirmada, Filipe Luís concentra esforços na sequência do trabalho e no objetivo de repetir o desempenho de 2025, temporada histórica em que conquistou Libertadores e Campeonato Brasileiro pelo clube.
Treinador manteve contatos diários com o meia desde dezembro e convenceu o departamento financeiro a aumentar a oferta; operação deve girar em valor recorde
16 Jan 2026 | 09:15 |
Filipe Luís desempenhou um papel fundamental para destravar as negociações com o West Ham por Lucas Paquetá, atuando tanto no convencimento do atleta quanto na pressão interna sobre a diretoria do clube carioca. Desde dezembro, o comandante mantém uma rotina de conversas quase diárias por telefone com o meio-campista, construindo a ponte necessária para o retorno.
Foi em um desses diálogos que o jogador solicitou que o Flamengo fizesse um esforço financeiro maior para chegar a um denominador comum com os ingleses, prometendo, em contrapartida, forçar sua liberação em Londres. O pedido foi prontamente atendido pelo treinador.
A atuação de Filipe Luís nos bastidores intensificou-se após o dia 30 de dezembro, data em que o West Ham recusou a primeira investida oficial do Flamengo, estipulada em 30 milhões de euros. Recém-renovado no cargo, o técnico procurou diretamente o diretor José Boto e os responsáveis pelo departamento financeiro.
O argumento de Filipe foi técnico e esportivo: ele defendeu que o impacto de Paquetá no elenco justificaria um investimento superior. Antes do consenso atual, o clube chegou a fazer uma contraproposta de 33 milhões de euros fixos mais bônus, que também não foi suficiente. No entanto, a insistência do treinador e a postura irredutível do jogador foram os pilares para que a diretoria aceitasse subir o sarrafo financeiro.
Após as rodadas de negociação impulsionadas pelo treinador, brasileiros e ingleses finalmente chegaram a um acordo sobre os números. A operação foi definida em 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 217 milhões) fixos, acrescidos de 5 milhões de euros (R$ 31 milhões) em bônus por metas atingidas.
Goleiro recebeu críticas por parte de torcedores por uma característica, mas o jogador contestou a situação e explicou seu lado
16 Jan 2026 | 09:09 |
Durante o período de negociações entre Flamengo e Andrew, surgiram especulações nas redes sociais questionando a capacidade do goleiro com os pés. Alguns influenciadores chegaram a afirmar que o atleta não teria sucesso no clube justamente por esse motivo. O novo reforço rubro-negro, porém, tratou de rebater as críticas e garantiu que participar da construção das jogadas faz parte de seu estilo.
Andrew, novo goleiro do Flamengo, sobre atuação com os pés: "Eu gosto de participar do jogo..."
Em entrevista à Flamengo TV, Andrew destacou que gosta de estar integrado ao jogo e contribuir ativamente com a equipe: “Eu gosto de participar do jogo, não gosto de ficar apagado, esperando um chute ou coisa assim. Gosto de estar integrado com o grupo, ajudar dentro do jogo e me sentir útil. Quero que saibam que tem mais um ali para criar situações de ataque”, afirmou o goleiro.
A atual comissão técnica considera o jogo com os pés dos goleiros essencial para a estrutura tática da equipe. Na última temporada, Agustín Rossi foi peça importante nesse aspecto, ao sair jogando sob pressão, quebrar linhas com passes longos e até participar diretamente de lances que terminaram em gols. Dentro desse contexto, a contratação de Andrew atende ao perfil buscado pelo departamento de futebol, que prioriza goleiros confortáveis na saída de bola e na leitura de jogo.
Desde a saída do Botafogo rumo ao Gil Vicente (POR), Andrew passou a intensificar ainda mais o jogo com os pés. Em determinados momentos no futebol português, o goleiro chegou a atuar como uma espécie de líbero, participando ativamente da construção desde a defesa.
Em entrevista concedida ao GE, há dois anos, o atleta comentou sobre o processo de evolução nesse fundamento: “Eu precisava aprimorar muito o jogo de pés. Aprendi não só com os treinadores, mas também com os companheiros. Isso facilitou minha adaptação e o entendimento de que era um novo capítulo, no qual eu precisava aprender primeiro para depois colocar em prática”, disse, à época.
Anunciado oficialmente nesta quinta-feira (15), Andrew assinou contrato de quatro anos com o Flamengo. Para contar com o novo camisa 42, o clube investiu 1,5 milhão de euros, valor que supera R$ 9 milhões na cotação atual. Aos 24 anos, o goleiro chega para ocupar a vaga deixada por Matheus Cunha, que foi negociado com o Cruzeiro, e passa a disputar espaço no elenco rubro-negro já a partir desta temporada.
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15 Jan 2026 | 18:58