Futebol
20 Nov 2024 | 22:14 |
O Flamengo, após conquistar a Copa do Brasil, segue firme na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro. Apesar de alguns especularem que o time poderia diminuir o ritmo nas rodadas finais da competição, o técnico Filipe Luís demonstrou confiança na postura de seus jogadores e cobrou foco até o fim da temporada.
Em entrevista coletiva após a vitória sobre o Cuiabá na quarta-feira (20), Filipe Luís enviou uma mensagem clara para seus atletas. O comandante rubro-negro deixou claro que, mesmo após a conquista de um dos maiores títulos nacionais, o time não pode relaxar nos últimos jogos do Brasileirão.
“Não vejo outra forma de viver a não ser dar o máximo, em tudo. Tentar ganhar. Esse sou eu. Transmito com meus jogadores que não permito relaxamento. É uma cultura de treino que aprendi com Simeone, ele transformou minha vida, não vou aceitar que relaxem. E eles não vão relaxar. Não precisei nem falar. Na semana foram muito bons os treinos”, afirmou o treinador.
A MENTALIDADE DE UM TIME GRANDE
Filipe Luís também ressaltou a importância da exigência constante que jogadores do Flamengo enfrentam. Segundo ele, a "cultura de time grande" exige que os atletas estejam sempre no seu melhor, especialmente nos momentos mais desafiadores da temporada. “Quando joga em time grande, a virtude que tem é que você é exigido todo segundo ao máximo, porque senão você é cobrado. E eles sabem disso. Estão aqui há muito tempo. Eles já passaram por isso”, completou o treinador.
PÓS-COPA DO BRASIL: EXIGÊNCIA NÃO PODE DIMINUIR
O técnico também lembrou que, em clubes da dimensão do Flamengo, a cobrança é constante e o time não pode baixar a guarda, mesmo após grandes conquistas. Filipe Luís mencionou o exemplo de Rodinei, que, apesar das vitórias de 2019, sofreu críticas por parte da torcida. “A gente viu vaias depois de ganhar o Brasileiro e a Libertadores em 2019 para o Rodinei. Nesse clube não podemos baixar nunca a guarda. Poderíamos ter perdido o jogo, mas a postura que vi do meu campo, é isso que eu quero. Não é fácil jogar aqui, o calor, a viagem, e a postura foi ideal”, concluiu.
Kompany respalda denúncia do brasileiro contra o Benfica e questiona duramente o uso da imagem de Eusébio pelo treinador português
20 Fev 2026 | 10:40 |
O técnico do Bayern de Munique, Vincent Kompany, posicionou-se firmemente nesta sexta-feira a favor de Vinicius Junior. Em entrevista coletiva, o comandante belga abordou a grave acusação de racismo feita pelo atacante do Real Madrid durante a partida contra o Benfica, realizada na última terça-feira, em Portugal, válida pelos playoffs da Champions League. Na ocasião, o brasileiro relatou ter sido chamado de "macaco" pelo argentino Gianluca Prestianni.
Kompany, ex-zagueiro de sucesso e uma das vozes ativas no futebol europeu, não apenas apoiou a atitude de Vini Jr. como também teceu duras críticas à postura de José Mourinho, atual treinador do clube português, após o incidente.
Ao analisar o ocorrido, o treinador do Bayern refutou qualquer possibilidade de simulação por parte do camisa 7 do Real Madrid. Para o belga, a resposta emocional do ex-Flamengo, foi genuína e justificável diante da ofensa relatada.
"Quando se observa a jogada e a maneira como o Vini reagiu, fica claro que aquilo não pode ser fingido. É perceptível que foi uma reação puramente emocional. Eu não enxergo qual seria o benefício para ele em confrontar o árbitro e atrair toda a atenção para si naquele instante. Naquele momento, ele sentiu que era a atitude correta a ser tomada", avaliou Kompany.
O ponto mais contundente da fala de Kompany foi direcionado a José Mourinho. Após o jogo, o técnico português havia criticado a celebração de Vini Jr. no gol da vitória e utilizado a figura de Eusébio, lenda do Benfica, para defender que o clube não poderia ser associado a atos racistas.
Para Kompany, a tentativa de Mourinho de deslegitimar a dor do brasileiro foi equivocada. "Para mim, o que aconteceu depois é ainda pior. José Mourinho basicamente atacou o caráter de Vini ao mencionar o tipo de comemoração dele para desmerecer o que ele estava fazendo naquele momento. Foi um erro enorme em termos de liderança", disparou.
O belga também questionou o argumento histórico utilizado pelo português. "Ele disse que o Benfica não pode ser racista porque o seu maior jogador de todos os tempos foi Eusébio. Ele sabe o que os jogadores negros tiveram que passar na década de 1960? Ele estava lá viajando com Eusébio para todos os jogos fora de casa para ver o que ele sofreu? Usar o nome dele hoje para discutir com o Vini...", completou.
Goleiro passa mal durante o primeiro tempo, recupera-se para brilhar nas penalidades máximas, mas não evita a queda do time acreano para o Velo Clube
20 Fev 2026 | 10:18 |
A trajetória do Vasco-AC na Copa do Brasil terminou de forma dramática ainda na primeira fase. Nesta quinta-feira (19), a equipe empatou por 1 a 1 com o Velo Clube no tempo normal e acabou derrotada por 3 a 2 nos pênaltis. O grande destaque foi o goleiro Bruno, que viveu uma noite intensa, mas não conseguiu evitar a eliminação.
No primeiro tempo, o Velo começou pressionando e chegou a marcar, mas o gol foi anulado por impedimento. O momento mais tenso veio quando Bruno passou mal em campo e precisou de atendimento médico após uma alteração de pressão. Recuperado, ele seguiu na partida. Mesmo mais recuado, o Vasco-AC abriu o placar com um golaço de Jean, enquanto o adversário ainda acertou o travessão antes do intervalo.
Na segunda etapa, o Velo Clube manteve o controle das ações. Bruno voltou a receber atendimento após se chocar com a trave, mas permaneceu em campo. Aos 17 minutos, Ruan Souza empatou com finalização rasteira, levando a decisão para as penalidades após o 1 a 1 persistir até o fim.
Nos pênaltis, Bruno brilhou ao defender duas cobranças e ainda converter a sua batida. Apesar da atuação decisiva do goleiro, o Vasco-AC desperdiçou chances importantes. Rafael chutou para fora, e o goleiro Paulo Vitor defendeu outras tentativas.
Com isso, o Velo Clube venceu por 3 a 2 nas penalidades e avançou na competição. Já o Vasco-AC se despede da Copa do Brasil com sentimento de frustração, apesar da atuação de seu goleiro. Dessa forma, não se sabe se o ex-Flamengo continuará atuando pelo time cruzmaltino.
Mengão foi derrotado pelo Lanús na partida de ida da decisão, mas goleiro vê condições de reverter jogando na sua casa no próximo compromisso
20 Fev 2026 | 10:09 |
O Flamengo foi superado por 1 a 0 pelo Lanús na quinta-feira (19), no jogo de ida da Recopa Sul-Americana. Após o apito final no Estádio Ciudad de Lanús, o goleiro Agustín Rossi reconheceu que o desempenho ficou abaixo do esperado, mas reforçou a confiança na reação diante da torcida.
Rossi sobre derrota do Flamengo na Recopa: "Ninguém gosta de perder e sofrer..."
Em declaração na zona mista, o argentino destacou o peso da decisão continental e minimizou a desvantagem construída fora de casa: "Sabemos que fizemos um jogo pouco abaixo do que esperávamos. Ninguém gosta de perder e sofrer. Mas, é uma final. Não existe final fácil. Faltam 90 minutos ainda e acreditamos no que podemos fazer em casa", declarou o goleiro.
Sob o comando de Filipe Luís, o Flamengo apresentou dificuldades na construção ofensiva e pouco ameaçou a meta adversária. Apesar da superioridade financeira do elenco rubro-negro, avaliado em valor significativamente maior que o do time argentino, o domínio técnico não se traduziu em imposição dentro de campo.
O cenário poderia ter sido ainda mais delicado. Rodrigo Castillo balançou as redes em duas outras oportunidades, mas ambos os lances foram anulados por impedimento. No segundo tempo, contudo, o atacante aproveitou espaço na área e marcou o gol que definiu a vitória do Lanús.
Antes da partida decisiva da Recopa, o Flamengo volta as atenções para o Campeonato Carioca. No domingo (22), a equipe encara o Madureira pela semifinal estadual. Já na próxima quinta-feira (26), o Rubro-Negro recebe o Lanús no Maracanã.
Para conquistar o título no tempo normal, precisará vencer por dois gols de diferença. Triunfo por um leva a decisão aos pênaltis. Diante de um início de temporada marcado por oscilações, a taça continental ganha peso simbólico e esportivo, podendo representar um ponto de virada para o clube em 2026.