Futebol
20 Jan 2025 | 14:57 |
O Flamengo deu entrada na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para buscar a cobrança de três parcelas atrasadas referentes à venda de Thiago Maia ao Internacional. A ação, entretanto, não inclui a cobrança do valor integral do contrato, limitando-se aos montantes vencidos e àqueles que possam vencer durante o processo judicial.
CONTRATO SEM CLÁUSULA DE PROTEÇÃO
Uma das maiores críticas ao acordo firmado pela antiga gestão do CRF é a ausência de uma cláusula que permitisse o vencimento antecipado das parcelas futuras em caso de inadimplência. Sem essa previsão, o clube depende exclusivamente do pagamento conforme os prazos estipulados, mesmo diante do atraso em múltiplas parcelas.
COMPARAÇÃO COM OUTROS CLUBES
Outras negociações recentes no futebol brasileiro mostram uma maior preocupação com inadimplência. Um exemplo é o Cuiabá, que incluiu tal cláusula no contrato de venda de Raniel ao Corinthians. Graças a isso, o clube pode cobrar o valor total em caso de falta de pagamento, um mecanismo que o Flamengo optou por não adotar no acordo com o Internacional.
O contrato de venda de Thiago Maia foi parcelado em dez vezes, com previsão de quitação apenas em agosto de 2027. Essa decisão, além de comprometer a previsão de receitas do clube a longo prazo, aumenta os riscos de inadimplência por parte do Colorado, deixando o Flamengo em uma posição vulnerável.
A entrada do Mengão na CNRD limita-se à cobrança das parcelas atrasadas e futuras que vencerem até a solução da disputa. Sem a possibilidade de exigir o pagamento integral, o clube precisará acompanhar de perto o cumprimento dos prazos estabelecidos no contrato, sem garantias de que o valor total será efetivamente recebido.
Mengão adquiriu espaço para construção de seu próprio estádio, mas ruínas históricas tem chances de gerar mais burocracia e dificuldades para o projeto
14 Fev 2026 | 12:00 |
O especialista e arquiteto Fabrício Chicca revelou, em participação no canal Barbacast, que sondagens realizadas no terreno do Gasômetro, adquirido pelo Flamengo para a construção do futuro estádio, identificaram vestígios de um antigo porto ou cais, possivelmente datado do século XVII.
A descoberta, por se tratar de área inserida na zona histórica do Rio de Janeiro, foi imediatamente comunicada ao Instituto do Patrimonio Historico e Artistico Nacional (IPHAN), responsável por avaliar a relevância do material encontrado e determinar os próximos passos. Internamente, o Flamengo acompanha de perto cada etapa do processo.
O desdobramento dependerá da classificação do IPHAN. Caso o achado seja considerado de menor relevância, o material poderá apenas ser documentado e removido. Em um cenário intermediário, pode ser necessária uma extração cuidadosa, o que impactaria o cronograma da obra.
Já em caso de reconhecimento de alto valor histórico, o sítio arqueológico poderá ter que ser integralmente preservado. Fabrício Chicca avalia como improvável a inviabilização total do projeto. Contudo, admite que, se o vestígio for considerado excepcional e estiver localizado exatamente na área das fundações principais, o planejamento poderá passar por ajustes estruturais.
Existe ainda a alternativa de adaptação arquitetônica, com eventual incorporação da ruína ao futuro estádio como elemento histórico e cultural, solução que conciliaria preservação e modernidade. O Mais Querido planeja uma arena para mais de 70 mil pessoas no local.
Internamente, o Flamengo trata o empreendimento como um projeto de longo prazo. A diretoria, liderada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, adota postura cautelosa diante do cenário econômico atual, marcado por juros elevados.
Curiosamente, o eventual atraso provocado pela questão arqueológica pode oferecer um respiro estratégico ao clube. Como já sinalizado pela presidência, a postergação permitiria atravessar o período de crédito caro com maior segurança jurídica e menos pressão imediata para início das obras.
Jogador vem se destacando no futebol europeu e merengues podem fazer alto investimento para tirar o cria do Mengão da Itália
14 Fev 2026 | 11:00 |
O Real Madrid demonstrou interesse na contratação de Wesley, lateral formado nas categorias de base do Flamengo, com o objetivo de reforçar o elenco e iniciar a transição na posição atualmente ocupada por Dani Carvajal. Em alta na Roma, o defensor tem apresentado evolução consistente sob o comando de Gian Piero Gasperini e já entrou no radar do clube merengue para a próxima janela de transferências.
De acordo com o portal Solo La Roma, o Real Madrid estaria disposto a oferecer cerca de 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 200 milhões) para fechar a contratação na janela de julho. O interesse, no entanto, não é recente. O olheiro-chefe do clube espanhol, Juni Calafat, acompanha Wesley desde antes da ida do lateral para o futebol europeu.
O crescimento do jogador também despertou a atenção do Manchester City, o que acelerou os movimentos do Real Madrid nos bastidores. A diretoria espanhola vê no brasileiro o perfil ideal para assumir a função com características semelhantes às de Carvajal: intensidade, apoio ofensivo e solidez defensiva.
Wesley ganhou espaço definitivo na Roma após uma tentativa frustrada de transferência para a Atalanta no verão de 2024. Desde então, consolidou-se como peça importante do elenco e, ao mesmo tempo, passou a ser tratado como ativo valioso no mercado europeu.
Revelado pelo Flamengo, Wesley viveu momentos de oscilação no clube carioca e chegou a receber críticas da torcida. Com o tempo, no entanto, evoluiu tecnicamente e ganhou maturidade, deixando o Rubro-Negro em alta e valorizado. Agora, o lateral pode dar mais um salto na carreira, com a possibilidade de vestir a camisa de um dos maiores clubes do futebol mundial.
Preparação dos atletas do Mengão vem sendo questionada após início complicado de temporada, mas estatísticas apontam para razões distintas
14 Fev 2026 | 10:45 |
A versão 2026 do Flamengo completou, na última quinta-feira, um mês de trabalho. O período foi marcado por oscilações em campo e críticas direcionadas, principalmente, à preparação física da equipe. A decisão de antecipar a estreia do elenco principal, com apenas nove dias de pré-temporada, impactou diretamente o planejamento.
Se por um lado a medida comprometeu a programação ideal de treinos, por outro garantiu a classificação no Campeonato Carioca e evitou a disputa do quadrangular do rebaixamento, cenário que acrescentaria duas datas extras ao já apertado calendário rubro-negro.
Mas afinal, o quanto essa mudança influenciou o desempenho físico em comparação com o início da temporada passada? Levando em conta os cinco primeiros jogos oficiais de cada ano, os números de 2026 indicam aumento nas distâncias percorridas.
Os dados, divulgados pelo canal “Falso Nove”, no YouTube, mostram que a equipe correu mais neste início de temporada do que no mesmo recorte de 2025. Apesar de as métricas se aproximarem do pico físico atingido no ano anterior, os números isolados não significam, necessariamente, melhor condicionamento. Eles medem principalmente a resistência dos atletas — e o contexto ajuda a explicar os índices mais altos.
Em 2025, o Flamengo enfrentou dois clássicos (Fluminense e Botafogo) e três equipes de menor investimento no Carioca (Portuguesa, Sampaio Corrêa e Volta Redonda). Já em 2026, além de dois clássicos (Vasco e Fluminense), o time encarou três adversários da Série A: São Paulo, Corinthians e Internacional. O grau de dificuldade maior exigiu mais deslocamentos sem a bola e maior intensidade defensiva.
Segundo o portal “GE”, a comissão técnica de Filipe Luís entende que o elenco ainda precisa evoluir nos níveis de força e potência, características consideradas fundamentais para o modelo de jogo adotado. Sem essas valências plenamente desenvolvidas, o Flamengo encontra dificuldades para sustentar pressão alta na saída de bola adversária e manter os encaixes de marcação durante os 90 minutos.