Futebol
14 Nov 2024 | 09:51 |
No último jogo no Maracanã, a torcida do Flamengo apresentou uma reação inesperada à presença de Gabigol. Ao contrário do esperado, não houve manifestações intensas de apoio nem vaias para o jogador. A expectativa de ver o estádio vibrar com a entrada do atacante no gramado não se concretizou, deixando evidente uma indiferença que contrasta com o histórico de apoio fervoroso que Gabigol sempre recebeu dos rubro-negros.
Ao longo do jogo, a torcida rubro-negra se manteve neutra, sem reações fortes em relação ao atacante. Durante suas aparições no telão, não houve os tradicionais gritos de incentivo que costumavam marcar suas entradas e desempenhos no campo. Essa atitude morna foi percebida tanto nas arquibancadas quanto nas redes sociais, onde se notou uma menor mobilização para defender ou criticar Gabigol, mesmo entre os torcedores mais fiéis.
FLAMENGO E GABIGOL TEM DESFECHO MELANCÓLICO
A ausência de aplausos ou vaias sugere que a relação entre Gabigol e a torcida do Flamengo pode estar passando por um momento de reavaliação. Após anos de protagonismo e atuações decisivas, o atacante não parece mais carregar a mesma carga de idolatria. A falta de reação dos torcedores revela um certo distanciamento e um período de reflexão sobre o papel atual de Gabigol na equipe. Isso pode refletir um desejo por mudanças, tanto em termos de desempenho quanto de liderança dentro do time.
Além disso, a postura neutra da torcida pode ter sido influenciada pelos últimos resultados da equipe, que têm gerado críticas e dúvidas entre os rubro-negros. A indiferença à presença de Gabigol pode simbolizar um questionamento sobre o investimento e a expectativa em torno de um jogador que, embora icônico, não tem apresentado o mesmo rendimento de temporadas anteriores. A atuação sem brilho e a falta de conexão com o público indicam que o atacante precisará reconquistar o apoio se quiser retomar seu status de ídolo inquestionável.
UM PONTO DE VISTA, VISTO DE FORA
A análise da reação da torcida à presença de Gabigol no Maracanã é um indicador da pressão que o jogador enfrenta atualmente. A ausência de manifestações mais intensas pode ser interpretada como um sinal de que, para muitos torcedores, Gabigol já não representa a mesma confiança de antes. Essa percepção tem consequências significativas para o jogador e para o clube, que podem precisar trabalhar juntos para resgatar a confiança e o vínculo entre o atleta e a torcida.
Após a goleada sobre o Vitória, o técnico do Palmeiras questionou a falta de cobrança sobre Corinthians e São Paulo, comparando os investimentos
06 Fev 2026 | 18:30 |
O técnico Abel Ferreira utilizou sua entrevista coletiva na última quarta-feira (04), logo após a vitória do Palmeiras sobre o Vitória, para fazer uma análise crítica sobre o nível de exigência no futebol brasileiro. O comandante português cobrou da imprensa que o mesmo rigor aplicado ao seu time e ao Flamengo seja direcionado a Corinthians e São Paulo.
Segundo o treinador, os rivais paulistas possuem capacidade financeira e técnica para estarem na briga direta pelos principais troféus da temporada, mas acabam "poupados" das críticas por resultados. Em sua explanação, Abel Ferreira destacou a postura competitiva que São Paulo e Corinthians costumam adotar nos clássicos regionais contra o Palmeiras.
"Se equipes como São Paulo e Corinthians forem supercompetitivas no ano como são contra o Palmeiras, disputam título nacional. Também devemos cobrar delas, porque investem o suficiente para competir conosco (Palmeiras e Flamengo)", declarou o treinador.
O argumento de Abel Ferreira encontra respaldo no histórico recente das competições. Flamengo e Palmeiras polarizaram a disputa do futebol brasileiro nas últimas temporadas, enquanto os outros dois gigantes paulistas oscilaram. O reflexo disso foi claro na tabela do Brasileirão de 2025.
Enquanto o Flamengo sagrou-se campeão e o Palmeiras terminou com o vice-campeonato, consolidando a rivalidade interestadual no topo, os rivais citados ficaram distantes da taça. O Corinthians encerrou a campanha na oitava colocação, e o São Paulo teve um desempenho ainda mais modesto, terminando em 13º lugar.
Lateral uruguaio demonstra solidariedade com companheiro de posição hostilizado pela torcida no empate contra o Internacional e reforça necessidade de confiança
06 Fev 2026 | 18:00 |
O empate em 1 a 1 entre Flamengo e Internacional, realizado na última quarta-feira no Maracanã, deixou marcas além do resultado no placar. Alvo de protestos e vaias por parte da torcida rubro-negra durante a partida, o lateral Emerson Royal encontrou apoio dentro do próprio vestiário.
Guillermo Varela, companheiro de posição e autor da jogada que originou o pênalti do gol de empate, saiu em defesa do colega na zona mista, pregando resiliência e união para contornar o ambiente de pressão. O uruguaio utilizou sua própria trajetória na Gávea como exemplo, lembrando que também já enfrentou momentos de desconfiança por parte das arquibancadas antes de se firmar na equipe.
Ao comentar a situação de Emerson Royal, Varela demonstrou empatia e destacou a importância de manter o foco no trabalho diário, independentemente das críticas externas. Para ele, a "blindagem" e a confiança nas diretrizes do treinador são fundamentais para reverter o cenário adverso.
"Entendo que é difícil (ser vaiado), já passei por isso também... Mas é levantar a cabeça, confiar no treinador, eu também, todo mundo. E acreditar que as coisas vão chegar no momento certo", declarou o camisa 2, reforçando que a oscilação é parte do processo, mas que a resposta deve vir dentro de campo.
O Flamengo atravessa um início de ano turbulento, somando três derrotas e apenas um empate nos últimos quatro compromissos. Ciente da irregularidade da equipe, Varela apontou o condicionamento atlético como um pilar essencial para a recuperação do elenco. Segundo o jogador, estar apto fisicamente é o primeiro passo para corresponder tecnicamente quando as oportunidades surgirem.
"E tem que estar preparado fisicamente para, quando voltar a jogar, fazer da melhor forma. Mas tem que estar preparado e contar com o apoio da torcida, que é muito importante", finalizou o lateral, convocando a Nação a jogar junto com o time nos próximos desafios.
Mengão não tem fechado acordos com clubes nacionais interessados em seus atletas e situação se transforma em padrão da gestão Bap
06 Fev 2026 | 17:30 |
O Flamengo tem encontrado obstáculos para negociar jogadores do elenco profissional com clubes brasileiros nesta janela de transferências. Apesar de contar com um grupo numeroso e qualificado, a diretoria avalia que as propostas recebidas no mercado nacional não atingem o patamar financeiro considerado adequado.
Até o momento, apenas um jogador foi negociado com um clube do Brasil, e não fazia parte do elenco principal. Emprestado ao Santos até o meio do ano, Victor Hugo recebeu proposta do Atlético-MG. O clube aceitou vender 50% dos direitos econômicos do meia por 2,5 milhões de dólares (cerca de R$ 13,4 milhões).
As demais movimentações envolveram atletas em fim de contrato ou fora dos planos. O goleiro Matheus Cunha foi para o Cruzeiro, o zagueiro Pablo acertou com o São Bernardo e o atacante Carlinhos se transferiu para o Remo. Também sem vínculo ao fim, o zagueiro Cleiton deixou o clube rumo ao Wolfsburg, da Alemanha.
Internamente, o entendimento é de que a venda de qualquer jogador do elenco profissional exige uma compensação financeira relevante. A avaliação é que, para repor à altura e manter o nível do grupo, seria necessário investir alto no mercado, o que justifica a postura mais rígida nas negociações.
Nesse cenário, a tendência é que Allan não seja negociado com clubes brasileiros, mesmo com o desejo do volante de buscar mais minutos em 2026. As conversas com São Paulo, Corinthians e Vasco não avançaram justamente pela diferença de valores e pela política adotada pela diretoria.
A única negociação em andamento com um concorrente direto envolve Wallace Yan. Houve acordo inicial com o Red Bull Bragantino, mas o clube paulista recuou nos termos e o Flamengo chegou a interromper as tratativas. Ainda assim, as partes mantêm a expectativa de um desfecho positivo até o encerramento da janela.