Futebol
15 Ago 2024 | 17:01 |
Após o prolongamento do por mais 60 dias para assinatura do contrato com a empresa formada por Flamengo e Fluminense, o Governo do Rio de Janeiro impôs uma nova condição para a concessão do Maracanã. A Secretária da Casa Civil acrescentou uma cláusula que impõe a necessidade de credenciamento de casas de apostas na Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) ou na União Federal para exporem suas marcas no complexo do estádio.
A medida foi um pedido da Loterj, para se adequar ao “cumprimento da legislação aplicável e vigente no Brasil", entre elas a tributária, conforme previa o edital lançado no ano passado. Há um processo para regulamentação das “bets”, com 25 empresas em processo de credenciamento com a União Federal. Destas, 15 deram entrada nesta semana.
O prazo para a etapa de credenciamento termina na próxima terça-feira (20) e a aprovação ou reprovação da empresa será dada até o fim do ano. A partir de 1º de janeiro de 2025, apenas “bets” que estejam dentro da legislação brasileira poderão operar no Brasil.
A patrocinadora máster do Flamengo, Pixbet, é uma das cinco casas de apostas que já tem credenciamento com a Loterj, as outras Apostou, Bestbet, Rio Jogos e Marjosports. Na última terça-feira, o Conselho Deliberativo aprovou a criação da “Flabet”, que ainda não deu entrada no processo de regularização federal, mas, por ser operada pela Pixbet, terá permissão de atuação no Rio de Janeiro.
O Fluminense tem a Superbet como patrocinadora, empresa que foi a segunda a dar entrada no processo de credenciamento com a União Federal.
Em nota enviada ao GE, o Tricolor afirmou que "a cláusula menciona a necessidade de autorização da LOTERJ ou da União Federal. A regulamentação federal (PORTARIA SPA/MF Nº 827, DE 21 DE MAIO DE 2024) estabelece que o prazo de adequação das pessoas jurídicas que estavam em atividade no Brasil se encerra em 31 de dezembro (art. 24). E estabelece também que quem pediu autorização até 20 de agosto terá o pedido analisado até 31 de dezembro (art. 23). Portanto, atualmente, não há nenhuma empresa irregular sob a ótica federal. Isso poderá acontecer apenas em 1 de janeiro/25 para quem não tiver a autorização. O site da SPA publica que fez os pedidos e a Superbet está lá: https://sigap.fazenda.gov.br/consulta-publica/lista-solicitacoes."
Pela Loterj, a outorga é de R$ 5 milhões para operação no estado do Rio de Janeiro. Pela União Federal, junto ao Ministério da Fazenda, a outorga é de R$ 30 milhões. A licença da Loterj tem cobrança de alíquota de 5% sobre os lucros das casas de apostas, enquanto na União é de 18%.
Nação Rubro-Negra marca presença no Aeroporto Internacional do Galeão para dar as boas-vindas ao meio-campista que retorna ao Rio de Janeiro após sete anos
29 Jan 2026 | 09:27 |
O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, amanheceu com as cores vermelho e preto nesta quinta-feira (29). A torcida do Flamengo realiza uma grande mobilização, popularmente conhecida como "AeroFla", para recepcionar Lucas Paquetá. Considerada a maior contratação da história do clube e do futebol brasileiro, o retorno do "Cria do Ninho" gerou uma onda de euforia nas redes sociais que agora toma conta dos arredores do terminal de desembarque.
Os torcedores se aglomeram para oferecer o primeiro apoio ao meio-campista, que volta a pisar em solo carioca para defender o Mais Querido após uma trajetória de sete anos atuando nas principais ligas do futebol europeu e retornando para defender o Manto por 5 temporadas.
A operação para trazer o jogador envolveu um planejamento especial. Paquetá viaja em um voo fretado que decolou de Londres, na Inglaterra, às 20h (horário de Brasília) da última quarta-feira. A aeronave realizou uma parada técnica para abastecimento e segue rumo ao Rio de Janeiro.
A previsão atualizada é de que o avião toque a pista do Galeão por volta das 10h40 desta manhã. A expectativa pela aterrissagem aumenta a cada minuto entre os torcedores do Flamengo presentes no local, que monitoram o trajeto do voo.
Volante foi expulso após o apito final por reclamação acintosa no Morumbis; jogador questiona critérios de Wilton Pereira Sampaio e lamenta lance polêmico
29 Jan 2026 | 00:43 |
A estreia do Flamengo no Campeonato Brasileiro, marcada pela derrota de virada por 2 a 1 para o São Paulo nesta quarta-feira (28), terminou em confusão e reclamações acaloradas contra a arbitragem. O foco da revolta rubro-negra foi um lance capital ocorrido nos minutos finais dos acréscimos, envolvendo o meia Arrascaeta, que gerou protestos intensos e culminou na expulsão do volante Jorginho logo após o encerramento da partida no Morumbis.
A jogada que desencadeou a indignação aconteceu aos 51 minutos da etapa final. Arrascaeta disputou uma bola dentro da área para aproveitar um rebote e caiu após contato com a perna esquerda do zagueiro argentino Alan Franco.
Imediatamente, os atletas do Flamengo cercaram o árbitro Wilton Pereira Sampaio cobrando a marcação da penalidade máxima e a revisão do lance no VAR. No entanto, o juiz optou por encerrar o confronto logo na sequência, sem consultar o monitor, o que elevou a temperatura das reclamações no gramado.
Jorginho, um dos mais exaltados, recebeu o cartão vermelho direto após o fim do jogo. Em entrevista à beira do campo, ainda visivelmente irritado, o jogador criticou duramente a atuação da equipe de arbitragem e a falta de critério na condução da partida.
"Tenho que dar uma esfriada, uma respirada, se não sabe como é, né? Toda falta, meio a meio, o juiz dava para um lado. O árbitro sequer revisa, nem olha o que aconteceu, simplesmente acaba o confronto", desabafou o volante.
Jorginho também lamentou a perda dos pontos na estreia, mas enfatizou que o problema estrutural da arbitragem prejudica o espetáculo. "Os atletas gastaram o tempo o embate todo. O grupo sai daqui sem os três pontos, o que faz parte do futebol. Só que a gente continua o desporto brasileiro com essa arbitragem", finalizou o jogador, que agora será desfalque certo para a próxima rodada.
Oferta de 3 milhões de dólares do clube saudita supera interesse do Santos, que esbarrou na pedida salarial; ponta soma 150 jogos pelo Rubro-Negro
28 Jan 2026 | 23:50 |
O ciclo de Michael no Flamengo está prestes a se encerrar. A diretoria rubro-negra recebeu e encaminhou positivamente uma proposta oficial do Al-Ula, da Arábia Saudita, para a transferência do atacante de 29 anos. Os valores da negociação giram em torno de 3 milhões de dólares (aproximadamente R$ 16 milhões na cotação atual), montante considerado satisfatório para a liberação do atleta.
Com contrato vigente até dezembro de 2028, a saída do jogador é vista internamente como uma solução que atende aos interesses de ambas as partes, além de promover um alívio imediato na folha salarial do clube para o restante da temporada.
Antes do avanço árabe, o destino de Michael parecia ser a Vila Belmiro. O Santos chegou a ter um acordo encaminhado, inclusive com vídeo de anúncio produzido nos bastidores. No entanto, a exigência financeira do atacante inviabilizou o negócio. Michael condicionou sua permanência no Brasil a um salário de R$ 2 milhões por mês, valor que ultrapassa o teto orçamentário do Peixe. Diante do impasse, o clube paulista recuou e optou pela contratação de Rony.
Esta não será a primeira experiência de Michael no Oriente Médio. O "Robozinho" já defendeu as cores do Al-Hilal em um passado recente e possui mercado na região. O interesse do Al-Ula, aliás, é antigo: em julho do ano passado, o clube já havia formalizado uma proposta, que na época foi recusada pelo jogador, que preferiu seguir no Rio de Janeiro.
Agora, a situação mudou. Michael deixa o Flamengo com um histórico de 150 partidas disputadas, 29 gols marcados e 19 assistências distribuídas. Para a oficialização da transferência, restam apenas a realização dos exames médicos protocolares e a assinatura definitiva do contrato.