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Ex-técnico do Flamengo relembra passagem de Paquetá no clube: "Sempre foi acima da média"
16 Jan 2026 | 10:54
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11 Nov 2025 | 17:00 |
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou recurso contra a decisão que absolveu todos os réus do incêndio no Ninho do Urubu, tragédia que deixou dez jovens mortos e três feridos em 2019. Na nova peça, o órgão reforça a acusação com uma lista detalhada de falhas e negligências atribuídas ao Flamengo e aos acusados, classificando o centro de treinamento como um “ambiente de morte”.
Assinado por quatro promotores de Justiça, o documento pede que seja reconhecida a responsabilidade mesmo de quem teve a punibilidade extinta por prescrição, como o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello. O MP argumenta que essa medida é essencial “à verdade real e à tutela da memória das vítimas”.
O Ministério Público solicita a condenação dos sete réus absolvidos em primeira instância:
Na esfera cível, o MP também pede que todas as famílias das vítimas e dos feridos recebam indenizações elevadas, com valores calculados segundo a gravidade da tragédia, o impacto social do caso e a capacidade econômica dos réus e do clube, apontado como responsável solidário.
O recurso lista uma série de irregularidades e omissões na instalação do Flamengo que, segundo o MPRJ, configuram culpa grave e tornaram o incêndio altamente previsível e evitável. Entre os principais pontos citados estão:
O Ministério Público sustenta que a negligência generalizada é suficiente para configurar a culpa, mesmo sem a identificação exata da faísca que iniciou o fogo. Ainda não há data definida para o julgamento do recurso, e os réus terão prazo para apresentar suas respostas.
Mengão está perto de fechar com o clube inglês para contratar o meia e jornalista explica que pequenas cláusulas impedem o acordo
16 Jan 2026 | 12:51 |
A contratação de Lucas Paquetá pelo Flamengo ainda depende de ajustes importantes para ser concretizada. A avaliação é do jornalista Mauro Cezar Pereira, durante o programa Posse de Bola, Uol. Segundo o comentarista, o West Ham aceita vender o meia para reforçar o sistema defensivo, mas tenta manter o jogador por empréstimo até o fim da temporada europeia. Do outro lado, o clube carioca pressiona para contar com Paquetá imediatamente, ainda nesta janela de transferências.
De acordo com Mauro Cezar, a intenção do clube inglês é receber os valores da venda para contratar um zagueiro, mas seguir utilizando o brasileiro enquanto luta contra o rebaixamento. “Os ingleses querem receber o dinheiro para contratar um zagueiro. O West Ham sofreu gol em todos os jogos da temporada e quer reforçar o sistema defensivo. Então quer vender, ter a grana, mas ficar com o Paquetá emprestado”, explicou o jornalista.
O impasse está justamente no timing da liberação. O Flamengo quer contar com o atleta de imediato, ainda que o valor seja parcelado, como costuma ocorrer no mercado internacional. Contudo, o West Ham quer contar com o jogador até o fim da Premier League para a briga contra o rebaixamento.
Outro ponto em aberto envolve o montante final da operação. Os números discutidos giram entre 35 e 40 milhões de euros, podendo até ultrapassar esse patamar, dependendo da estrutura do acordo. “Esse é o ponto. Ainda falta ajuste com relação ao montante, quanto vai ser. Falam em 35 milhões, podendo chegar a 40 milhões de euros, talvez um pouco mais”, afirmou Mauro Cezar.
Apesar das divergências, o comentarista acredita que a negociação tende a avançar justamente pela postura do jogador, que deseja deixar a Inglaterra. “Esses detalhes podem ser ajustados e vão acabar sendo ajustados porque o jogador quer porque quer ir embora. Acho que vai acabar acontecendo essa negociação”, avaliou. Ainda assim, Mauro pondera que Paquetá tem contrato em vigor e vive um momento delicado no clube inglês, que enfrenta grande risco de rebaixamento.
Jogador de 24 anos pertence ao Cuiabá e assina com o Leão da Ilha até novembro; atleta revelado pelo Mengão chega para reforçar o elenco na Série B
16 Jan 2026 | 12:34 |
O Sport Club do Recife oficializou, nesta sexta-feira (16), a chegada de mais um reforço para a temporada. Trata-se do meio-campista Max Alves, de 24 anos. O atleta, que possui seus direitos econômicos ligados ao Cuiabá, firmou contrato de empréstimo com a equipe pernambucana válido até o dia 30 de novembro de 2026.
A contratação visa dar mais opções ao setor de criação do time, que terá um calendário cheio pela frente. O anúncio confirma a movimentação da diretoria rubro-negra no mercado em busca de peças para compor o elenco visando os principais objetivos do ano.
Natural de Juiz de Fora (MG), Max iniciou sua caminhada nas categorias de base do Tupi-MG, mas foi no Flamengo que ganhou projeção nacional. No clube carioca, profissionalizou-se e integrou o elenco campeão estadual em 2021.
Além da experiência no futebol brasileiro, o meia acumula bagagem internacional, tendo defendido as cores do Colorado Rapids na Major League Soccer (MLS), a liga principal dos Estados Unidos. Após sua passagem pelo exterior, o jogador desembarcou no Cuiabá em 2024, onde teve uma sequência significativa de jogos nas últimas duas temporadas, atuando na elite do futebol nacional.
A consistência física e a minutagem em campo foram fatores que pesaram a favor da contratação. Pelo clube mato-grossense, Max Alves disputou um total de 87 partidas. Nesse período, contribuiu ofensivamente com seis gols marcados e nove assistências distribuídas.
Governo federal veta reforma tributária que daria mais benefícios fiscais a clubes associativos, como o Mengão, em comparação com aos 'clube empresas'
16 Jan 2026 | 11:53 |
Os vetos do governo federal à reforma tributária acenderam o sinal de alerta nos clubes associativos do futebol brasileiro. A partir de 2027, equipes como o Flamengo podem passar a pagar mais impostos do que as SAFs, após o Ministério da Fazenda barrar dispositivos que equiparavam a tributação entre os dois modelos.
Pelo texto originalmente aprovado no Congresso Nacional, clubes e SAFs seriam tributados em 5% sobre a receita bruta. Com os vetos, no entanto, especialistas indicam que clubes sem fins lucrativos terão uma carga total estimada em 15,6%, somando o novo imposto ao recolhimento do INSS. Já as SAFs ficariam próximas de 6% de tributação. A informação foi divulgada pelo jornalista Rodrigo Mattos, do UOL.
No caso do Flamengo, o impacto chama atenção pelo volume de arrecadação. O clube registrou cerca de R$ 2 bilhões em receita bruta em 2025, valor que serviria como base de cálculo para o novo imposto caso a regra seja mantida.
Na prática, isso representaria um pagamento aproximado de R$ 312 milhões em tributos, caso a legislação já estivesse em vigor. Internamente, dirigentes rubro-negros receberam a notícia com revolta e avaliam que o novo modelo pode exigir ajustes profundos no orçamento. Apesar do cenário, a diretoria descarta a possibilidade de transformação em SAF, mas admite que será necessário analisar os impactos financeiros caso o texto não seja modificado.
Outro ponto de preocupação envolve a tributação sobre receitas oriundas de leis de incentivo, como o programa Fla-Anjo. Atualmente, esses recursos ajudam a financiar esportes olímpicos, que já operam com déficit no clube. Com a nova regra, esses valores também passariam a ser tributados, o que pode comprometer ainda mais projetos esportivos que dependem de incentivo fiscal para sobreviver.
Além do Flamengo, o Corinthians também acompanha de perto a discussão. O clube paulista mantém estrutura associativa e possui receita anual próxima de R$ 1 bilhão, o que o coloca em situação semelhante diante das mudanças previstas.
Os vetos do governo ainda não são definitivos. O texto da reforma tributária voltará ao Congresso Nacional, que pode derrubar os vetos ou apresentar uma alternativa específica para a tributação do futebol. O deputado Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, afirmou que ainda existem dúvidas sobre a aplicação prática da lei. Segundo ele, os clubes precisam estudar se poderão reduzir o imposto por meio de créditos tributários previstos na própria legislação. Como a nova regra só passa a valer em 2027, ainda há margem para debate e ajustes.