Futebol
09 Out 2023 | 12:16 |
O Clube de Regatas do Flamengo, um dos maiores times de futebol do Brasil, está passando por um processo de reestruturação em sua equipe, visando aliviar sua folha salarial e permitir a saída de jogadores procurados por outros clubes. Essa estratégia faz parte de uma série de medidas adotadas pela diretoria do clube para manter as finanças equilibradas e continuar sendo competitivo no cenário nacional e internacional.
Entre os nomes que estão sendo cotados para deixar o Flamengo estão Santos, Varela, Pablo e David Luiz. Esses jogadores, apesar de terem contribuído em momentos importantes, podem estar em busca de novos desafios ou simplesmente não se encaixarem mais no planejamento do clube. A diretoria do Flamengo entende que a negociação de atletas nesses casos é uma forma de preservar a saúde financeira da instituição.
Um dos nomes mais surpreendentes na lista de possíveis saídas é o do zagueiro Rodrigo Caio. O jogador, que chegou ao Flamengo com grande expectativa, pode estar buscando uma nova oportunidade no futebol europeu. Sua saída seria um duro golpe para a defesa do time, mas a diretoria está disposta a ouvir propostas e analisar o que for melhor para todas as partes envolvidas.
A torcida do Flamengo, uma das mais apaixonadas e exigentes do país, está acompanhando de perto essas movimentações no mercado de transferências. Muitos torcedores entendem a necessidade de aliviar a folha salarial, mas também temem a perda de peças importantes do elenco. A diretoria do clube está ciente dessa dualidade de sentimentos e busca tomar decisões que equilibrem os interesses financeiros e esportivos.
A pandemia de COVID-19 teve um impacto significativo nas finanças dos clubes de futebol, incluindo o Flamengo. Com a diminuição das receitas de bilheteria e patrocínios, a gestão financeira tornou-se ainda mais crucial. A venda de jogadores é uma das principais fontes de receita para muitos clubes, e o Flamengo não é exceção. Além disso, a chegada do técnico Renato Gaúcho ao comando da equipe trouxe novas perspectivas e estratégias para o elenco. A diretoria busca adequar o grupo de jogadores às ideias do treinador, o que pode resultar na saída de atletas que não se encaixem no novo sistema tático.
É importante ressaltar que o Flamengo não está buscando se desfazer de seus jogadores de forma desordenada ou precipitada. A ideia é encontrar soluções que sejam benéficas tanto para o clube quanto para os atletas. Negociações transparentes e justas são prioridades nesse processo. Por outro lado, a saída de alguns jogadores abre espaço para a promoção de jovens talentos das categorias de base do clube. O Flamengo é conhecido por sua tradição em desenvolver novos craques, e a atualização do elenco pode ser uma oportunidade para esses jovens brilharem nos gramados.
A torcida rubro-negra também espera que, com a possível venda de jogadores, o clube possa investir em reforços que fortaleçam o elenco e o tornem ainda mais competitivo. A disputa acirrada pelo título do Campeonato Brasileiro e a participação na Copa Libertadores são metas ambiciosas que exigem um elenco de alto nível. Em resumo, o Flamengo está passando por um momento de reavaliação de seu elenco, visando aliviar a folha salarial e permitir a saída de jogadores procurados por outros clubes. A diretoria está ciente dos desafios financeiros impostos pela pandemia e busca equilibrar essas necessidades com os interesses esportivos do clube. A torcida, ansiosa por novas conquistas, aguarda com expectativa as próximas movimentações no mercado de transferências.
Começo da temporada do Mengão é o pior em mais de 20 anos e clube tenta se restabelecer após aproveitamento abaixo e elenco abaixo fisicamente
05 Fev 2026 | 19:00 |
O Flamengo atravessa em 2026 o pior início de temporada dos últimos 24 anos. Em oito partidas disputadas, a equipe soma apenas uma vitória, dois empates e cinco derrotas, alcançando um aproveitamento de 21%. O desempenho só não é inferior ao registrado em 2002, quando o time não venceu nenhum dos oito primeiros jogos do ano.
Os números evidenciam o quanto a campanha atual foge do padrão histórico recente. Desde o início dos anos 2000, poucas temporadas começaram de forma tão instável quanto a de 2026. Com isso, o Flamengo tenta se reerguer para busca de títulos na atual temporada.
O cenário atual contrasta de forma direta com temporadas recentes. Em 2025, sob o comando de Filipe Luís, o time iniciou o ano com 67% de aproveitamento nos oito primeiros jogos, desempenho que serviu de base para uma temporada marcada por conquistas expressivas. Outro exemplo emblemático ocorreu em 2019, quando a equipe dirigida por Jorge Jesus venceu seis dos oito primeiros compromissos do ano, sofrendo apenas uma derrota e um empate, em um início que antecipava um dos períodos mais vitoriosos de sua história.
O recorte histórico reforça o alerta. Desde 2002, quando o clube teve um início ainda mais dramático, não se via um desempenho tão baixo. Em contraponto, 2011 permanece como referência máxima, com 100% de aproveitamento nas oito partidas iniciais. Diante desse contexto, o início de 2026 se consolida como um ponto fora da curva e impõe a necessidade de reação imediata para evitar que a pior largada em mais de duas décadas se prolongue ao longo da temporada.
Ex-presidente do Mengão é deputado federal e pretende encontrar alternativas para aumento no valor pago por clubes associativos
05 Fev 2026 | 18:00 |
Após o alerta feito pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, sobre os impactos da reforma tributária, outro nome de peso decidiu se posicionar publicamente: Eduardo Bandeira de Mello. Projeções internas indicam que o Flamengo pode enfrentar um prejuízo acumulado de aproximadamente R$ 728 milhões ao longo dos próximos sete anos, caso o novo modelo seja aplicado sem ajustes.
Bandeira de Mello sobre soluções para Reforma Tributária que pode gerar prejuízo ao Flamengo: "Tentando resolver essa situação desde o ano passado..."
A principal crítica apresentada por Bap gira em torno da diferença de tratamento entre clubes associativos e as SAFs. Pelo texto atual, sociedades anônimas do futebol seriam tributadas com alíquota de 6%, enquanto entidades sem fins lucrativos poderiam chegar a 11%, o que ampliaria significativamente os custos operacionais.
Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo e atual deputado federal, reforçou essa preocupação ao afirmar que, mesmo com possíveis mecanismos de compensação, o desequilíbrio seguirá existindo. Segundo ele, a própria estrutura da reforma favorece as SAFs.
“Apesar de os clubes poderem ter uma redução de 60% na alíquota, que ainda vai ser definida, e também a possibilidade de creditamento de despesas, isso certamente não vai compensar a vantagem que as SAFs têm, que foi garantida já pela reforma tributária”, explicou ao canal Resenha Rubro-Negra.
Bandeira também revelou que houve tentativa de corrigir essa distorção durante a tramitação do projeto no Congresso. A Câmara dos Deputados aprovou uma emenda que estendia aos clubes associativos as mesmas alíquotas aplicadas às SAFs, aproximando a carga tributária entre os modelos.
No entanto, a proposta acabou barrada. De acordo com o ex-dirigente, a emenda foi considerada inconstitucional e vetada pela Presidência da República, mantendo um cenário amplamente favorável às sociedades anônimas.
Outro ponto sensível destacado por Bandeira diz respeito aos esportes olímpicos. Com o aumento da carga tributária, a tendência é de redução de investimentos em um departamento que já opera no vermelho. Atualmente, o clube investe cerca de R$ 70 milhões na área, com retorno aproximado de R$ 24 milhões, gerando um déficit anual de R$ 46 milhões.
“Tentando resolver essa situação desde o ano passado, a Câmara aprovou uma emenda de plenário que alterou a regulamentação da reforma tributária e estendeu para os clubes as mesmas alíquotas aplicadas às SAFs. No entanto, essa emenda foi considerada inconstitucional e foi vetada pela Presidência da República”, concluiu Bandeira.
Meia é a mais cara contratação da história do Mengão, mas técnico e os bastidores do clube pregam paciência com o jogador
05 Fev 2026 | 17:00 |
O Flamengo transformou a volta de Lucas Paquetá ao Maracanã em um evento à parte na última quarta-feira. O meia foi recebido com mosaico 3D, bandeirão com seu rosto e uma arquibancada tomada por camisas com o número 20. A celebração também se repetiu no momento do anúncio da escalação, quando o nome do jogador foi um dos mais ovacionados no telão do estádio.
Filipe Luís sobre utilização de Paquetá: "Ele pode jogar em todas as posições do ataque..."
Questionado sobre o encaixe do reforço, Filipe Luís tratou a escalação como um esboço inicial e deixou claro que seguirá testando o jogador em outras funções. Apesar disso, fez questão de destacar a versatilidade e o impacto do meia.
“Ele pode jogar em todas as posições do ataque. Ele encaixa muito bem nessa posição, tem chegada na área, profundidade, domina bem entre linhas, gira, tem gol. Hoje teve duas possibilidades claras. Se associa muito bem com o lateral, consegue fazer essa ida e volta que é exigente. Mas isso não quer dizer que ele só vai jogar ali. O mais importante é que ele é muito determinante. Mesmo não estando na melhor forma física, é um jogador que faz a diferença”, afirmou o treinador do Flamengo.
Filipe Luís escalou o reforço mais caro da história do futebol brasileiro, investimento de R$ 260 milhões, como titular diante do Internacional. A primeira tentativa de encaixe veio em uma função diferente da habitual: Paquetá atuou como falso ponta-direita, ocupando o espaço que normalmente seria de Plata.
Sem a bola, o Paquetá ajudava na marcação pelo setor. Com a posse, flutuava pelo meio, abrindo o corredor para as subidas de Emerson Royal. A dinâmica funcionou em alguns momentos, embora o lateral tenha pecado nos cruzamentos ao longo da partida.
Foi justamente pelo corredor central que Paquetá apareceu com mais perigo. Teve duas finalizações: na primeira, bateu de primeira após uma rebatida na meia-lua, acertando forte, mas facilitando a defesa de Rochet. Já no segundo tempo, infiltrou-se na área e desviou de cabeça um cruzamento de Arrascaeta, que acabou saindo pela linha de fundo. No entanto, também pelo meio surgiu um dos lances decisivos contra: um passe errado do meia deu início à jogada do gol marcado por Borré, que abriu o placar para o Internacional ainda na primeira etapa.